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1506682 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro
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O texto a seguir foi publicado em um jornal. Aqui, o autor assume o compromisso de escrever sobre acontecimentos, pessoas e lugares, com informações objetivas. Nesta notícia descobrimos um lado triste da educação no Brasil: a falta de escolas.

Líder em analfabetismo, Alagoas tem fila de espera em programa suspenso

Todos os dias, os servidores alojados em uma sala de um prédio anexo à Secretaria Municipal de Educação de Maceió dão a mesma resposta: o Programa Brasil Alfabetizado está suspenso na capital alagoana por tempo indeterminado e não estão sendo feitas novas matrículas.

O estado tem a maior taxa de analfabetismo do país. De cada 100 pessoas com 15 anos ou mais de idade, 22 não sabem ler e escrever. Na capital, Maceió, 66 mil estão nessa situação, aponta pesquisa.

A dificuldade de manter adultos em cursos de alfabetização é citada por diversos gestores públicos e especialistas na área. Muitos desistem ou nem procuram as aulas.

Esse segundo caso é o da diarista Maria Cícera dos Santos Silva, moradora de Maceió. Aos 53 anos, "Tota", como é conhecida, escreve apenas o próprio nome. "Minha filha escrevia num papel, e fui copiando até aprender".

Casada, com três filhos e o mesmo número de netos, a diarista diz se ressentir de não ter participado da educação formal dos filhos.

"Quando eles começaram a estudar, era muito ruim. Mas, graças a Deus, a minha sobrinha me ajudava com as lições de casa deles", conta.

Hoje, a dificuldade se repete com os estudos da neta de quatro anos. A nora assume a função que a avó gostaria de desempenhar.

Tota teve negado o direito à alfabetização. Aos 5 anos, perdeu a mãe e, aos 10, o pai. Foi morar com uma tia, que não queria que ela estudasse para dar conta dos afazeres domésticos. " s vezes, ia escondida para a aula e, quando voltava, levava uma surra de pôr sal nas costas."

Familiares a ajudam com tarefas do dia a dia, como seguir uma receita médica. Para outras, como pegar o transporte para ir trabalhar, ela improvisa. "Não erro, já decorei a cor dos ônibus", diz.

O desejo de estudar perdeu-se com os anos. "O tempo vai passando, a gente casa, tem filhos...", diz ela.

A resignação é uma característica comum entre adultos como ela, que não tiveram acesso à educação formal, afirma Rita de Cássia Lima Alves, da Comissão Nacional de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos.

"São pessoas que lutam pela educação dos seus filhos, mas não pela própria."

enunciado 1506682-1 enunciado 1506682-2 enunciado 1506682-3

Wagner Melo. Colaborou Ângela Pinho, de São Paulo. Folha de São Paulo, domingo,

28/08/2016. Cotidiano, p. B12. (fragmento)



Glossário:

  1. gestores: pessoas que administram; diretores.
  2. ressentir; sentir muito; ficar magoado.
  3. resignação: ato de se resignar; submissão.

“A resignação é uma característica comum entre adultos como ela, que não tiveram acesso à educação formal”. Nessa frase, a palavra destacada está indicando que as pessoas como Tota tomam-se

 

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1506681 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro
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O texto a seguir foi publicado em um jornal. Aqui, o autor assume o compromisso de escrever sobre acontecimentos, pessoas e lugares, com informações objetivas. Nesta notícia descobrimos um lado triste da educação no Brasil: a falta de escolas.

Líder em analfabetismo, Alagoas tem fila de espera em programa suspenso

Todos os dias, os servidores alojados em uma sala de um prédio anexo à Secretaria Municipal de Educação de Maceió dão a mesma resposta: o Programa Brasil Alfabetizado está suspenso na capital alagoana por tempo indeterminado e não estão sendo feitas novas matrículas.

O estado tem a maior taxa de analfabetismo do país. De cada 100 pessoas com 15 anos ou mais de idade, 22 não sabem ler e escrever. Na capital, Maceió, 66 mil estão nessa situação, aponta pesquisa.

A dificuldade de manter adultos em cursos de alfabetização é citada por diversos gestores públicos e especialistas na área. Muitos desistem ou nem procuram as aulas.

Esse segundo caso é o da diarista Maria Cícera dos Santos Silva, moradora de Maceió. Aos 53 anos, "Tota", como é conhecida, escreve apenas o próprio nome. "Minha filha escrevia num papel, e fui copiando até aprender".

Casada, com três filhos e o mesmo número de netos, a diarista diz se ressentir de não ter participado da educação formal dos filhos.

"Quando eles começaram a estudar, era muito ruim. Mas, graças a Deus, a minha sobrinha me ajudava com as lições de casa deles", conta.

Hoje, a dificuldade se repete com os estudos da neta de quatro anos. A nora assume a função que a avó gostaria de desempenhar.

Tota teve negado o direito à alfabetização. Aos 5 anos, perdeu a mãe e, aos 10, o pai. Foi morar com uma tia, que não queria que ela estudasse para dar conta dos afazeres domésticos. " s vezes, ia escondida para a aula e, quando voltava, levava uma surra de pôr sal nas costas."

Familiares a ajudam com tarefas do dia a dia, como seguir uma receita médica. Para outras, como pegar o transporte para ir trabalhar, ela improvisa. "Não erro, já decorei a cor dos ônibus", diz.

O desejo de estudar perdeu-se com os anos. "O tempo vai passando, a gente casa, tem filhos...", diz ela.

A resignação é uma característica comum entre adultos como ela, que não tiveram acesso à educação formal, afirma Rita de Cássia Lima Alves, da Comissão Nacional de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos.

"São pessoas que lutam pela educação dos seus filhos, mas não pela própria."

enunciado 1506681-1 enunciado 1506681-2 enunciado 1506681-3

Wagner Melo. Colaborou Ângela Pinho, de São Paulo. Folha de São Paulo, domingo,

28/08/2016. Cotidiano, p. B12. (fragmento)



Glossário:

  1. gestores: pessoas que administram; diretores.
  2. ressentir; sentir muito; ficar magoado.
  3. resignação: ato de se resignar; submissão.

O problema do analfabetismo vivido por Maria Cícera começou, ainda na infância, com a morte dos pais dela. Além disso, Tota deixou de frequentar a escola porque

 

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1506680 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
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O texto a seguir foi publicado em um jornal. Aqui, o autor assume o compromisso de escrever sobre acontecimentos, pessoas e lugares, com informações objetivas. Nesta notícia descobrimos um lado triste da educação no Brasil: a falta de escolas.

Líder em analfabetismo, Alagoas tem fila de espera em programa suspenso

Todos os dias, os servidores alojados em uma sala de um prédio anexo à Secretaria Municipal de Educação de Maceió dão a mesma resposta: o Programa Brasil Alfabetizado está suspenso na capital alagoana por tempo indeterminado e não estão sendo feitas novas matrículas.

O estado tem a maior taxa de analfabetismo do país. De cada 100 pessoas com 15 anos ou mais de idade, 22 não sabem ler e escrever. Na capital, Maceió, 66 mil estão nessa situação, aponta pesquisa.

A dificuldade de manter adultos em cursos de alfabetização é citada por diversos gestores públicos e especialistas na área. Muitos desistem ou nem procuram as aulas.

Esse segundo caso é o da diarista Maria Cícera dos Santos Silva, moradora de Maceió. Aos 53 anos, "Tota", como é conhecida, escreve apenas o próprio nome. "Minha filha escrevia num papel, e fui copiando até aprender".

Casada, com três filhos e o mesmo número de netos, a diarista diz se ressentir de não ter participado da educação formal dos filhos.

"Quando eles começaram a estudar, era muito ruim. Mas, graças a Deus, a minha sobrinha me ajudava com as lições de casa deles", conta.

Hoje, a dificuldade se repete com os estudos da neta de quatro anos. A nora assume a função que a avó gostaria de desempenhar.

Tota teve negado o direito à alfabetização. Aos 5 anos, perdeu a mãe e, aos 10, o pai. Foi morar com uma tia, que não queria que ela estudasse para dar conta dos afazeres domésticos. " s vezes, ia escondida para a aula e, quando voltava, levava uma surra de pôr sal nas costas."

Familiares a ajudam com tarefas do dia a dia, como seguir uma receita médica. Para outras, como pegar o transporte para ir trabalhar, ela improvisa. "Não erro, já decorei a cor dos ônibus", diz.

O desejo de estudar perdeu-se com os anos. "O tempo vai passando, a gente casa, tem filhos...", diz ela.

A resignação é uma característica comum entre adultos como ela, que não tiveram acesso à educação formal, afirma Rita de Cássia Lima Alves, da Comissão Nacional de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos.

"São pessoas que lutam pela educação dos seus filhos, mas não pela própria."

enunciado 1506680-1 enunciado 1506680-2 enunciado 1506680-3

Wagner Melo. Colaborou Ângela Pinho, de São Paulo. Folha de São Paulo, domingo,

28/08/2016. Cotidiano, p. B12. (fragmento)



Glossário:

  1. gestores: pessoas que administram; diretores.
  2. ressentir; sentir muito; ficar magoado.
  3. resignação: ato de se resignar; submissão.

Como se pode observar na matéria da Folha de São Paulo, reportagens ou notícias são textos que apresentam:

 

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1506679 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro
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Se não há uma pessoa igualzinha a outra, imagine entre as escolas! Veja como a escola da tirinha a seguir é diferente da de Inácio:


enunciado 1506679-1

Disponível em <http://melgrosseartoons.files.wordpress.eom/2013/03/l l.jpg>. Acesso em 28/08/2016.

Meu tataravô era africano é um romance que conta a história de Inácio - um menino que aprende na escola sobre a escravidão no Brasil. Preocupado com a possibilidade de seus familiares terem sido escravos, ele quer ouvir de seu avô essa história.

Inácio entrou em casa correndo, procurando seu avô:

- Mãe, mãe, cadê o vovô? Preciso muito falar com ele.

- Calma, menino! Seu avô foi comprar pão.

- Então ele vai demorar muito! Ele fica conversando com todo mundo na rua, e eu tenho que perguntar umas coisas pra ele. É um trabalho de escola.

- E seu avô vai saber responder?

- Acho que vai, é um trabalho sobre os escravos, e minha professora disse que os negros vieram da África e que, antigamente, todos os negros eram escravos. Então, se vovô é negro, ele veio da África e era escravo.

- Não, querido. Nem todos os negros vieram da África ou foram escravos. Seu avô nasceu aqui no Brasil e nunca foi escravo.

-Nunca? Mas a minha professora disse que...

- Quem veio da África e era escravo foi o bisavô do seu avô.

/.../

Na fazenda de café

- Vô, tenho um amigo lá na escola que em todas as férias viaja para a fazenda da tia dele, que fica em São Paulo. Eu queria tanto conhecer uma fazenda! Deve ser muito bom acordar cedinho e tirar leite das vacas, não é?

- Sabe, Inácio, antigamente eu vivia dizendo que se ganhasse na loteria compraria um sítio. Agora, não tenho mais esperanças de ganhar, não.

- Mas, vô, você joga na loteria?

- Já joguei, agora não jogo mais. Acho uma bobagem, não ganho mesmo.

- Vô, mas eu não queria conhecer uma fazenda do mesmo jeito que meu tataravô conheceu, não. Minha professora contou que era muito triste a vida nas fazendas de café, a começar pela viagem, pois os escravos viajavam dias e dias a pé, e lá eram obrigados a trabalhar muito.

- Poxa, Inácio, como você é inteligente! Consepe pardar tudo nessa cabecinha. Na minha idade, não consigo aprender mais nada.

- Que é isso, vô? Tem um monte de gente da sua idade que ainda estuda, sabia? Por que você não volta a estudar?

- Ah, Inácio, acho que não dou mais pra isso, não. Não tenho mais paciência pra esse negócio de escola.

- Então, vô, você pode estudar comigo, que tal? Tudo o que minha professora de História me ensinar eu ensino pra você, combinado?

/.../

MARTINS, Georgina; TELLES, Teresa Sila. Meu tataravô era africano. São Paulo: Editora DCL, 2008. p. 29-30; 46-47. (fragmento adaptado

Na tirinha e em Meu tataravô era africano, há tipos de escola com visões diferentes sobre a (o)

 

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1506678 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro
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Se não há uma pessoa igualzinha a outra, imagine entre as escolas! Veja como a escola da tirinha a seguir é diferente da de Inácio:


enunciado 1506678-1

Disponível em <http://melgrosseartoons.files.wordpress.eom/2013/03/l l.jpg>. Acesso em 28/08/2016.

Advérbios são palavras que se ligam a verbos (a adjetivos ou a outros advérbios) e informam circunstâncias de: tempo, lugar, afirmação, negação... Na tirinha, tem valor de advérbio a expressão

 

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1506677 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro
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Se não há uma pessoa igualzinha a outra, imagine entre as escolas! Veja como a escola da tirinha a seguir é diferente da de Inácio:


enunciado 1506677-1

Disponível em <http://melgrosseartoons.files.wordpress.eom/2013/03/l l.jpg>. Acesso em 28/08/2016.

Na tira, o humor representado no último quadrinho foi alcançado a partir de uma situação de sala de aula, em que fica evidente o

 

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1506676 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro
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Meu tataravô era africano é um romance que conta a história de Inácio - um menino que aprende na escola sobre a escravidão no Brasil. Preocupado com a possibilidade de seus familiares terem sido escravos, ele quer ouvir de seu avô essa história.

Inácio entrou em casa correndo, procurando seu avô:

- Mãe, mãe, cadê o vovô? Preciso muito falar com ele.

- Calma, menino! Seu avô foi comprar pão.

- Então ele vai demorar muito! Ele fica conversando com todo mundo na rua, e eu tenho que perguntar umas coisas pra ele. É um trabalho de escola.

- E seu avô vai saber responder?

- Acho que vai, é um trabalho sobre os escravos, e minha professora disse que os negros vieram da África e que, antigamente, todos os negros eram escravos. Então, se vovô é negro, ele veio da África e era escravo.

- Não, querido. Nem todos os negros vieram da África ou foram escravos. Seu avô nasceu aqui no Brasil e nunca foi escravo.

-Nunca? Mas a minha professora disse que...

- Quem veio da África e era escravo foi o bisavô do seu avô.

/.../

Na fazenda de café

- Vô, tenho um amigo lá na escola que em todas as férias viaja para a fazenda da tia dele, que fica em São Paulo. Eu queria tanto conhecer uma fazenda! Deve ser muito bom acordar cedinho e tirar leite das vacas, não é?

- Sabe, Inácio, antigamente eu vivia dizendo que se ganhasse na loteria compraria um sítio. Agora, não tenho mais esperanças de ganhar, não.

- Mas, vô, você joga na loteria?

- Já joguei, agora não jogo mais. Acho uma bobagem, não ganho mesmo.

- Vô, mas eu não queria conhecer uma fazenda do mesmo jeito que meu tataravô conheceu, não. Minha professora contou que era muito triste a vida nas fazendas de café, a começar pela viagem, pois os escravos viajavam dias e dias a pé, e lá eram obrigados a trabalhar muito.

- Poxa, Inácio, como você é inteligente! Consepe pardar tudo nessa cabecinha. Na minha idade, não consigo aprender mais nada.

- Que é isso, vô? Tem um monte de gente da sua idade que ainda estuda, sabia? Por que você não volta a estudar?

- Ah, Inácio, acho que não dou mais pra isso, não. Não tenho mais paciência pra esse negócio de escola.

- Então, vô, você pode estudar comigo, que tal? Tudo o que minha professora de História me ensinar eu ensino pra você, combinado?

/.../

MARTINS, Georgina; TELLES, Teresa Sila. Meu tataravô era africano. São Paulo: Editora DCL, 2008. p. 29-30; 46-47. (fragmento adaptado)

Na palavra destacada na frase “Consegue guardar tudo nessa cabecinha”, a terminação -inha indica

 

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1506675 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro
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Meu tataravô era africano é um romance que conta a história de Inácio - um menino que aprende na escola sobre a escravidão no Brasil. Preocupado com a possibilidade de seus familiares terem sido escravos, ele quer ouvir de seu avô essa história.

Inácio entrou em casa correndo, procurando seu avô:

- Mãe, mãe, cadê o vovô? Preciso muito falar com ele.

- Calma, menino! Seu avô foi comprar pão.

- Então ele vai demorar muito! Ele fica conversando com todo mundo na rua, e eu tenho que perguntar umas coisas pra ele. É um trabalho de escola.

- E seu avô vai saber responder?

- Acho que vai, é um trabalho sobre os escravos, e minha professora disse que os negros vieram da África e que, antigamente, todos os negros eram escravos. Então, se vovô é negro, ele veio da África e era escravo.

- Não, querido. Nem todos os negros vieram da África ou foram escravos. Seu avô nasceu aqui no Brasil e nunca foi escravo.

-Nunca? Mas a minha professora disse que...

- Quem veio da África e era escravo foi o bisavô do seu avô.

/.../

Na fazenda de café

- Vô, tenho um amigo lá na escola que em todas as férias viaja para a fazenda da tia dele, que fica em São Paulo. Eu queria tanto conhecer uma fazenda! Deve ser muito bom acordar cedinho e tirar leite das vacas, não é?

- Sabe, Inácio, antigamente eu vivia dizendo que se ganhasse na loteria compraria um sítio. Agora, não tenho mais esperanças de ganhar, não.

- Mas, vô, você joga na loteria?

- Já joguei, agora não jogo mais. Acho uma bobagem, não ganho mesmo.

- Vô, mas eu não queria conhecer uma fazenda do mesmo jeito que meu tataravô conheceu, não. Minha professora contou que era muito triste a vida nas fazendas de café, a começar pela viagem, pois os escravos viajavam dias e dias a pé, e lá eram obrigados a trabalhar muito.

- Poxa, Inácio, como você é inteligente! Consepe pardar tudo nessa cabecinha. Na minha idade, não consigo aprender mais nada.

- Que é isso, vô? Tem um monte de gente da sua idade que ainda estuda, sabia? Por que você não volta a estudar?

- Ah, Inácio, acho que não dou mais pra isso, não. Não tenho mais paciência pra esse negócio de escola.

- Então, vô, você pode estudar comigo, que tal? Tudo o que minha professora de História me ensinar eu ensino pra você, combinado?

/.../

MARTINS, Georgina; TELLES, Teresa Sila. Meu tataravô era africano. São Paulo: Editora DCL, 2008. p. 29-30; 46-47. (fragmento adaptado)

No texto, Inácio insiste em explicar como sabe as coisas: “minha professora disse”, “minha professora contou”, “tudo o que minha professora me ensinar”. Ao falar tanto na professora, o menino demonstra que

 

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1506674 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
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Meu tataravô era africano é um romance que conta a história de Inácio - um menino que aprende na escola sobre a escravidão no Brasil. Preocupado com a possibilidade de seus familiares terem sido escravos, ele quer ouvir de seu avô essa história.

Inácio entrou em casa correndo, procurando seu avô:

- Mãe, mãe, cadê o vovô? Preciso muito falar com ele.

- Calma, menino! Seu avô foi comprar pão.

- Então ele vai demorar muito! Ele fica conversando com todo mundo na rua, e eu tenho que perguntar umas coisas pra ele. É um trabalho de escola.

- E seu avô vai saber responder?

- Acho que vai, é um trabalho sobre os escravos, e minha professora disse que os negros vieram da África e que, antigamente, todos os negros eram escravos. Então, se vovô é negro, ele veio da África e era escravo.

- Não, querido. Nem todos os negros vieram da África ou foram escravos. Seu avô nasceu aqui no Brasil e nunca foi escravo.

-Nunca? Mas a minha professora disse que...

- Quem veio da África e era escravo foi o bisavô do seu avô.

/.../

Na fazenda de café

- Vô, tenho um amigo lá na escola que em todas as férias viaja para a fazenda da tia dele, que fica em São Paulo. Eu queria tanto conhecer uma fazenda! Deve ser muito bom acordar cedinho e tirar leite das vacas, não é?

- Sabe, Inácio, antigamente eu vivia dizendo que se ganhasse na loteria compraria um sítio. Agora, não tenho mais esperanças de ganhar, não.

- Mas, vô, você joga na loteria?

- Já joguei, agora não jogo mais. Acho uma bobagem, não ganho mesmo.

- Vô, mas eu não queria conhecer uma fazenda do mesmo jeito que meu tataravô conheceu, não. Minha professora contou que era muito triste a vida nas fazendas de café, a começar pela viagem, pois os escravos viajavam dias e dias a pé, e lá eram obrigados a trabalhar muito.

- Poxa, Inácio, como você é inteligente! Consepe pardar tudo nessa cabecinha. Na minha idade, não consigo aprender mais nada.

- Que é isso, vô? Tem um monte de gente da sua idade que ainda estuda, sabia? Por que você não volta a estudar?

- Ah, Inácio, acho que não dou mais pra isso, não. Não tenho mais paciência pra esse negócio de escola.

- Então, vô, você pode estudar comigo, que tal? Tudo o que minha professora de História me ensinar eu ensino pra você, combinado?

/.../

MARTINS, Georgina; TELLES, Teresa Sila. Meu tataravô era africano. São Paulo: Editora DCL, 2008. p. 29-30; 46-47. (fragmento adaptado)

Na conversa sobre o trabalho nas fazendas de café, o avô explica as razões pelas quais não pensa em voltar a estudar. De acordo com a opinião dele, os estudos

 

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1506673 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Rio de Janeiro
Orgão: Col.Mil. Rio Janeiro
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Meu tataravô era africano é um romance que conta a história de Inácio - um menino que aprende na escola sobre a escravidão no Brasil. Preocupado com a possibilidade de seus familiares terem sido escravos, ele quer ouvir de seu avô essa história.

Inácio entrou em casa correndo, procurando seu avô:

- Mãe, mãe, cadê o vovô? Preciso muito falar com ele.

- Calma, menino! Seu avô foi comprar pão.

- Então ele vai demorar muito! Ele fica conversando com todo mundo na rua, e eu tenho que perguntar umas coisas pra ele. É um trabalho de escola.

- E seu avô vai saber responder?

- Acho que vai, é um trabalho sobre os escravos, e minha professora disse que os negros vieram da África e que, antigamente, todos os negros eram escravos. Então, se vovô é negro, ele veio da África e era escravo.

- Não, querido. Nem todos os negros vieram da África ou foram escravos. Seu avô nasceu aqui no Brasil e nunca foi escravo.

-Nunca? Mas a minha professora disse que...

- Quem veio da África e era escravo foi o bisavô do seu avô.

/.../

Na fazenda de café

- Vô, tenho um amigo lá na escola que em todas as férias viaja para a fazenda da tia dele, que fica em São Paulo. Eu queria tanto conhecer uma fazenda! Deve ser muito bom acordar cedinho e tirar leite das vacas, não é?

- Sabe, Inácio, antigamente eu vivia dizendo que se ganhasse na loteria compraria um sítio. Agora, não tenho mais esperanças de ganhar, não.

- Mas, vô, você joga na loteria?

- Já joguei, agora não jogo mais. Acho uma bobagem, não ganho mesmo.

- Vô, mas eu não queria conhecer uma fazenda do mesmo jeito que meu tataravô conheceu, não. Minha professora contou que era muito triste a vida nas fazendas de café, a começar pela viagem, pois os escravos viajavam dias e dias a pé, e lá eram obrigados a trabalhar muito.

- Poxa, Inácio, como você é inteligente! Consepe pardar tudo nessa cabecinha. Na minha idade, não consigo aprender mais nada.

- Que é isso, vô? Tem um monte de gente da sua idade que ainda estuda, sabia? Por que você não volta a estudar?

- Ah, Inácio, acho que não dou mais pra isso, não. Não tenho mais paciência pra esse negócio de escola.

- Então, vô, você pode estudar comigo, que tal? Tudo o que minha professora de História me ensinar eu ensino pra você, combinado?

/.../

MARTINS, Georgina; TELLES, Teresa Sila. Meu tataravô era africano. São Paulo: Editora DCL, 2008. p. 29-30; 46-47. (fragmento adaptado)

A partir de uma aula de história, Inácio procura o avô para aprender sobre o passado de sua família Essa atitude mostra que a escola dele

 

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