Foram encontradas 40 questões.
Texto 1
O diamante
Um dia Maria chegou em casa da escola muito triste.
– O que foi? – perguntou a mãe de Maria.
Mas Maria nem quis conversa. Foi direto para o seu quarto, pegou o seu Snoopy e se atirou na cama, onde ficou deitada, emburrada.
A mãe de Maria foi ver se Maria estava com febre. Não estava. Perguntou se Maria estava sentindo alguma coisa. Não estava. Perguntou se estava com fome. Não estava. Perguntou o que era, então.
– Nada – disse Maria.
A mãe resolveu não insistir. Deixou Maria deitada na cama, abraçada com o seu Snoopy, emburrada. Quando o pai de Maria chegou em casa do trabalho, a mãe de Maria avisou:
– Melhor nem falar com ela...
Maria estava com cara de poucos amigos. Pior. Estava com cara de amigo nenhum.
Na mesa de jantar, Maria de repente falou:
– Eu não valo nada.
O pai de Maria disse:
– Em primeiro lugar, não se diz “eu não valo nada”. É “eu não valho nada”. Em segundo lugar, não é verdade. Você valhe muito. Quer dizer, vale muito.
– Não valho.
– Mas o que é isso? – disse a mãe de Maria. – Você é nossa filha querida. Todos gostam de você. A mamãe, o papai, a vovó, os tios, as tias. Para nós, você é uma preciosidade.
Mas Maria não se convenceu. Disse que era igual a muitas outras pessoas. A milhões de outras pessoas. – Só na minha aula tem sete Marias!
– Querida... – começou a dizer a mãe. Mas o pai interrompeu.
– Maria – disse o pai –, você sabe por que um diamante vale tanto dinheiro?
– Porque é bonito.
– Porque é raro. Um pedaço de vidro também é bonito. Mas o vidro se encontra em toda parte. Um diamante é difícil de encontrar. Quanto mais rara é uma coisa, mais ela vale. Você sabe por que o ouro vale tanto?
– Por quê?
– Porque tem pouquíssimo ouro no mundo. Se o ouro fosse como areia, a gente ia caminhar no ouro, ia rolar no ouro, depois ia chegar em casa e lavar o ouro do corpo para não ficar suja. Agora, imagina se em todo o mundo só existisse uma pepita de ouro.
– Ia ser a coisa mais valiosa do mudo.
– Pois é. E em todo o mundo só existe uma Maria.
– Só na minha aula são sete.
– Mas são outras Marias.
– São iguais a mim. Dois olhos, um nariz...
– Mas esta pintinha aqui nenhuma delas tem.
– É...
– Você já se deu conta de que em todo o mundo só existe uma você?
– Mas, pai...
– Só uma. Você é uma raridade. Podem existir outras parecidas. Mas você, você mesma, só existe uma. Se algum dia aparecer outra você na sua frente, você pode dizer: é falsa.
– Então eu sou uma coisa mais valiosa do mundo.
– Olha, você deve estar valendo aí uns três trilhões...
Naquela noite, a mãe de Maria passou perto do quarto dela e ouviu Maria falando com o Snoopy¹:
– Sabe um diamante?
(Luís Fernando Veríssimo. O santinho. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. In. Na Ponta do Lápis, ano V, nº 12)
Sparky
Para Sparky, o colégio era uma coisa quase impossível. Ele foi reprovado em todas as matérias na sétima série. Foi reprovado em Física no ensino médio, com nota zero. Sparky também foi reprovado em Latim, em Álgebra e em Inglês. Não foi muito melhor nos esportes. Embora tenha conseguido entrar para o time de golfe da escola, perdeu o único jogo importante da temporada. Havia um jogo de consolação e esse ele também perdeu. Durante toda a sua juventude, Sparky teve problemas de sociabilidade. Os outros alunos não chegavam a não gostar dele, pois ninguém lhe dava importância suficiente para isso. Ele ficava surpreso se algum colega lhe dava um bom dia fora do horário de aula. Não se sabe ao certo como foi sua vida sentimental. Sparky nunca convidou uma garota para sair no ensino médio. Tinha medo de ser rejeitado.
Sparky era um perdedor. Ele, seus colegas ... todo mundo sabia. Então ele vivia com isso. Sparky tinha decidido cedo na vida que, se fosse para as coisas darem certo, elas dariam. Do contrário, ele se contentaria com o que parecia ser sua inevitável mediocridade.
No entanto, uma coisa era importante para Sparky – desenhar. Ele tinha orgulho de seus desenhos. É claro que ninguém mais gostava deles. No último ano do ensino médio, ele ofereceu alguns quadrinhos para os organizadores do livro de formatura da classe. Os quadrinhos foram rejeitados. Apesar dessa rejeição específica, Sparky estava tão convencido de seu talento que decidiu se tornar um artista profissional.
Depois de completar o ensino médio, escreveu uma carta para os estúdios Disney. Pediram-lhe que mandasse algumas amostras de seu trabalho e sugeriram o tema para uma série de quadrinhos. Sparky desenhou os quadrinhos propostos. Passou muito tempo trabalhando neles e em todos os outros desenhos que enviou para a avaliação. Finalmente, recebeu uma resposta dos estúdios Disney. Havia sido rejeitado mais uma vez. Outra derrota para o perdedor.
Sparky decidiu, então, escrever sua própria autobiografia em quadrinhos. Descreveu a si mesmo quando criança – um garoto perdedor e que nunca conseguia se sobressair. O personagem dos quadrinhos logo se tornaria famoso no mundo inteiro. Pois Sparky, o menino que tinha tão pouco sucesso no colégio e cujo trabalho fora rejeitado vezes sem conta, era Charles Schulz. Ele criou a tira Peanuts com o cachorro Snoopy e o pequeno personagem Charlie Brown, cuja pipa nunca voava e que não conseguia chutar uma bola de futebol.
( Bitz & Pieces)
Os textos 1 e 2 demonstram mudanças na vida de personagens. Quanto a tais mudanças, é correto afirmar que
Provas
Texto 1
O diamante
Um dia Maria chegou em casa da escola muito triste.
– O que foi? – perguntou a mãe de Maria.
Mas Maria nem quis conversa. Foi direto para o seu quarto, pegou o seu Snoopy e se atirou na cama, onde ficou deitada, emburrada.
A mãe de Maria foi ver se Maria estava com febre. Não estava. Perguntou se Maria estava sentindo alguma coisa. Não estava. Perguntou se estava com fome. Não estava. Perguntou o que era, então.
– Nada – disse Maria.
A mãe resolveu não insistir. Deixou Maria deitada na cama, abraçada com o seu Snoopy, emburrada. Quando o pai de Maria chegou em casa do trabalho, a mãe de Maria avisou:
– Melhor nem falar com ela...
Maria estava com cara de poucos amigos. Pior. Estava com cara de amigo nenhum.
Na mesa de jantar, Maria de repente falou:
– Eu não valo nada.
O pai de Maria disse:
– Em primeiro lugar, não se diz “eu não valo nada”. É “eu não valho nada”. Em segundo lugar, não é verdade. Você valhe muito. Quer dizer, vale muito.
– Não valho.
– Mas o que é isso? – disse a mãe de Maria. – Você é nossa filha querida. Todos gostam de você. A mamãe, o papai, a vovó, os tios, as tias. Para nós, você é uma preciosidade.
Mas Maria não se convenceu. Disse que era igual a muitas outras pessoas. A milhões de outras pessoas. – Só na minha aula tem sete Marias!
– Querida... – começou a dizer a mãe. Mas o pai interrompeu.
– Maria – disse o pai –, você sabe por que um diamante vale tanto dinheiro?
– Porque é bonito.
– Porque é raro. Um pedaço de vidro também é bonito. Mas o vidro se encontra em toda parte. Um diamante é difícil de encontrar. Quanto mais rara é uma coisa, mais ela vale. Você sabe por que o ouro vale tanto?
– Por quê?
– Porque tem pouquíssimo ouro no mundo. Se o ouro fosse como areia, a gente ia caminhar no ouro, ia rolar no ouro, depois ia chegar em casa e lavar o ouro do corpo para não ficar suja. Agora, imagina se em todo o mundo só existisse uma pepita de ouro.
– Ia ser a coisa mais valiosa do mudo.
– Pois é. E em todo o mundo só existe uma Maria.
– Só na minha aula são sete.
– Mas são outras Marias.
– São iguais a mim. Dois olhos, um nariz...
– Mas esta pintinha aqui nenhuma delas tem.
– É...
– Você já se deu conta de que em todo o mundo só existe uma você?
– Mas, pai...
– Só uma. Você é uma raridade. Podem existir outras parecidas. Mas você, você mesma, só existe uma. Se algum dia aparecer outra você na sua frente, você pode dizer: é falsa.
– Então eu sou uma coisa mais valiosa do mundo.
– Olha, você deve estar valendo aí uns três trilhões...
Naquela noite, a mãe de Maria passou perto do quarto dela e ouviu Maria falando com o Snoopy¹:
– Sabe um diamante?
(Luís Fernando Veríssimo. O santinho. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. In. Na Ponta do Lápis, ano V, nº 12)
Sparky
Para Sparky, o colégio era uma coisa quase impossível. Ele foi reprovado em todas as matérias na sétima série. Foi reprovado em Física no ensino médio, com nota zero. Sparky também foi reprovado em Latim, em Álgebra e em Inglês. Não foi muito melhor nos esportes. Embora tenha conseguido entrar para o time de golfe da escola, perdeu o único jogo importante da temporada. Havia um jogo de consolação e esse ele também perdeu. Durante toda a sua juventude, Sparky teve problemas de sociabilidade. Os outros alunos não chegavam a não gostar dele, pois ninguém lhe dava importância suficiente para isso. Ele ficava surpreso se algum colega lhe dava um bom dia fora do horário de aula. Não se sabe ao certo como foi sua vida sentimental. Sparky nunca convidou uma garota para sair no ensino médio. Tinha medo de ser rejeitado.
Sparky era um perdedor. Ele, seus colegas ... todo mundo sabia. Então ele vivia com isso. Sparky tinha decidido cedo na vida que, se fosse para as coisas darem certo, elas dariam. Do contrário, ele se contentaria com o que parecia ser sua inevitável mediocridade.
No entanto, uma coisa era importante para Sparky – desenhar. Ele tinha orgulho de seus desenhos. É claro que ninguém mais gostava deles. No último ano do ensino médio, ele ofereceu alguns quadrinhos para os organizadores do livro de formatura da classe. Os quadrinhos foram rejeitados. Apesar dessa rejeição específica, Sparky estava tão convencido de seu talento que decidiu se tornar um artista profissional.
Depois de completar o ensino médio, escreveu uma carta para os estúdios Disney. Pediram-lhe que mandasse algumas amostras de seu trabalho e sugeriram o tema para uma série de quadrinhos. Sparky desenhou os quadrinhos propostos. Passou muito tempo trabalhando neles e em todos os outros desenhos que enviou para a avaliação. Finalmente, recebeu uma resposta dos estúdios Disney. Havia sido rejeitado mais uma vez. Outra derrota para o perdedor.
Sparky decidiu, então, escrever sua própria autobiografia em quadrinhos. Descreveu a si mesmo quando criança – um garoto perdedor e que nunca conseguia se sobressair. O personagem dos quadrinhos logo se tornaria famoso no mundo inteiro. Pois Sparky, o menino que tinha tão pouco sucesso no colégio e cujo trabalho fora rejeitado vezes sem conta, era Charles Schulz. Ele criou a tira Peanuts com o cachorro Snoopy e o pequeno personagem Charlie Brown, cuja pipa nunca voava e que não conseguia chutar uma bola de futebol.
( Bitz & Pieces)
Em relação às personagens principais do texto 1 e do texto 2, observamos que
Provas
Sparky
Para Sparky, o colégio era uma coisa quase impossível. Ele foi reprovado em todas as matérias na sétima série. Foi reprovado em Física no ensino médio, com nota zero. Sparky também foi reprovado em Latim, em Álgebra e em Inglês. Não foi muito melhor nos esportes. Embora tenha conseguido entrar para o time de golfe da escola, perdeu o único jogo importante da temporada. Havia um jogo de consolação e esse ele também perdeu. Durante toda a sua juventude, Sparky teve problemas de sociabilidade. Os outros alunos não chegavam a não gostar dele, pois ninguém lhe dava importância suficiente para isso. Ele ficava surpreso se algum colega lhe dava um bom dia fora do horário de aula. Não se sabe ao certo como foi sua vida sentimental. Sparky nunca convidou uma garota para sair no ensino médio. Tinha medo de ser rejeitado.
Sparky era um perdedor. Ele, seus colegas ... todo mundo sabia. Então ele vivia com isso. Sparky tinha decidido cedo na vida que, se fosse para as coisas darem certo, elas dariam. Do contrário, ele se contentaria com o que parecia ser sua inevitável mediocridade.
No entanto, uma coisa era importante para Sparky – desenhar. Ele tinha orgulho de seus desenhos. É claro que ninguém mais gostava deles. No último ano do ensino médio, ele ofereceu alguns quadrinhos para os organizadores do livro de formatura da classe. Os quadrinhos foram rejeitados. Apesar dessa rejeição específica, Sparky estava tão convencido de seu talento que decidiu se tornar um artista profissional.
Depois de completar o ensino médio, escreveu uma carta para os estúdios Disney. Pediram-lhe que mandasse algumas amostras de seu trabalho e sugeriram o tema para uma série de quadrinhos. Sparky desenhou os quadrinhos propostos. Passou muito tempo trabalhando neles e em todos os outros desenhos que enviou para a avaliação. Finalmente, recebeu uma resposta dos estúdios Disney. Havia sido rejeitado mais uma vez. Outra derrota para o perdedor.
Sparky decidiu, então, escrever sua própria autobiografia em quadrinhos. Descreveu a si mesmo quando criança – um garoto perdedor e que nunca conseguia se sobressair. O personagem dos quadrinhos logo se tornaria famoso no mundo inteiro. Pois Sparky, o menino que tinha tão pouco sucesso no colégio e cujo trabalho fora rejeitado vezes sem conta, era Charles Schulz. Ele criou a tira Peanuts com o cachorro Snoopy e o pequeno personagem Charlie Brown, cuja pipa nunca voava e que não conseguia chutar uma bola de futebol.
( Bitz & Pieces)
O item 17 refere-se ao último parágrafo do texto 2.
“ Sparky decidiu, então, escrever sua própria autobiografia em quadrinhos. Descreveu a si mesmo quando criança – um garoto perdedor e que nunca conseguia se sobressair. O personagem dos quadrinhos logo se tornaria famoso no mundo inteiro. Pois Sparky, o menino que tinha tão pouco sucesso no colégio e cujo trabalho fora rejeitado vezes sem conta, era Charles Schulz. Ele criou a tira Peanuts com o cachorro Snoopy e o pequeno personagem Charlie Brown, cuja pipa nunca voava e que não conseguia chutar uma bola de futebol.”
O último parágrafo se desenvolve a partir da decisão de Sparky de escrever sua autobiografia. Pela leitura atenta desse trecho, podemos constatar que:
I. Na tira Peanuts, Charlie Brown é um personagem que representa o autor dos quadrinhos.
II. Sobre Charlie Brown, o trecho nos informa que ele tinha pouco sucesso no colégio, onde teve seus trabalhos rejeitados constantemente.
III. As palavras grifadas no trecho têm o mesmo valor semântico e correspondem a um passado vivenciado por Sparky.
Está (ão) correta (s) somente a (s) afirmativa (s)
Provas
Sparky
Para Sparky, o colégio era uma coisa quase impossível. Ele foi reprovado em todas as matérias na sétima série. Foi reprovado em Física no ensino médio, com nota zero. Sparky também foi reprovado em Latim, em Álgebra e em Inglês. Não foi muito melhor nos esportes. Embora tenha conseguido entrar para o time de golfe da escola, perdeu o único jogo importante da temporada. Havia um jogo de consolação e esse ele também perdeu. Durante toda a sua juventude, Sparky teve problemas de sociabilidade. Os outros alunos não chegavam a não gostar dele, pois ninguém lhe dava importância suficiente para isso. Ele ficava surpreso se algum colega lhe dava um bom dia fora do horário de aula. Não se sabe ao certo como foi sua vida sentimental. Sparky nunca convidou uma garota para sair no ensino médio. Tinha medo de ser rejeitado.
Sparky era um perdedor. Ele, seus colegas ... todo mundo sabia. Então ele vivia com isso. Sparky tinha decidido cedo na vida que, se fosse para as coisas darem certo, elas dariam. Do contrário, ele se contentaria com o que parecia ser sua inevitável mediocridade.
No entanto, uma coisa era importante para Sparky – desenhar. Ele tinha orgulho de seus desenhos. É claro que ninguém mais gostava deles. No último ano do ensino médio, ele ofereceu alguns quadrinhos para os organizadores do livro de formatura da classe. Os quadrinhos foram rejeitados. Apesar dessa rejeição específica, Sparky estava tão convencido de seu talento que decidiu se tornar um artista profissional.
Depois de completar o ensino médio, escreveu uma carta para os estúdios Disney. Pediram-lhe que mandasse algumas amostras de seu trabalho e sugeriram o tema para uma série de quadrinhos. Sparky desenhou os quadrinhos propostos. Passou muito tempo trabalhando neles e em todos os outros desenhos que enviou para a avaliação. Finalmente, recebeu uma resposta dos estúdios Disney. Havia sido rejeitado mais uma vez. Outra derrota para o perdedor.
Sparky decidiu, então, escrever sua própria autobiografia em quadrinhos. Descreveu a si mesmo quando criança – um garoto perdedor e que nunca conseguia se sobressair. O personagem dos quadrinhos logo se tornaria famoso no mundo inteiro. Pois Sparky, o menino que tinha tão pouco sucesso no colégio e cujo trabalho fora rejeitado vezes sem conta, era Charles Schulz. Ele criou a tira Peanuts com o cachorro Snoopy e o pequeno personagem Charlie Brown, cuja pipa nunca voava e que não conseguia chutar uma bola de futebol.
( Bitz & Pieces)
Observe os vocábulos destacados nos fragmentos abaixo:
I. “Sparky também foi reprovado em Latim, em Álgebra e em Inglês...”(l. 2-3)
II. “Embora tenha conseguido entrar para o time de golfe da escola...” (l. 3-4)
III. “Durante toda a sua juventude, Sparky teve problemas de sociabilidade.” (l. 5)
IV. “Depois de completar o ensino médio, escreveu uma carta para os estúdios Disney...” (l. 16)
V. “... cujo trabalho fora rejeitado vezes sem conta,...” (l. 23-24)
As palavras em destaque expressam, respectivamente, ideia de
Provas
Sparky
Para Sparky, o colégio era uma coisa quase impossível. Ele foi reprovado em todas as matérias na sétima série. Foi reprovado em Física no ensino médio, com nota zero. Sparky também foi reprovado em Latim, em Álgebra e em Inglês. Não foi muito melhor nos esportes. Embora tenha conseguido entrar para o time de golfe da escola, perdeu o único jogo importante da temporada. Havia um jogo de consolação e esse ele também perdeu. Durante toda a sua juventude, Sparky teve problemas de sociabilidade. Os outros alunos não chegavam a não gostar dele, pois ninguém lhe dava importância suficiente para isso. Ele ficava surpreso se algum colega lhe dava um bom dia fora do horário de aula. Não se sabe ao certo como foi sua vida sentimental. Sparky nunca convidou uma garota para sair no ensino médio. Tinha medo de ser rejeitado.
Sparky era um perdedor. Ele, seus colegas ... todo mundo sabia. Então ele vivia com isso. Sparky tinha decidido cedo na vida que, se fosse para as coisas darem certo, elas dariam. Do contrário, ele se contentaria com o que parecia ser sua inevitável mediocridade.
No entanto, uma coisa era importante para Sparky – desenhar. Ele tinha orgulho de seus desenhos. É claro que ninguém mais gostava deles. No último ano do ensino médio, ele ofereceu alguns quadrinhos para os organizadores do livro de formatura da classe. Os quadrinhos foram rejeitados. Apesar dessa rejeição específica, Sparky estava tão convencido de seu talento que decidiu se tornar um artista profissional.
Depois de completar o ensino médio, escreveu uma carta para os estúdios Disney. Pediram-lhe que mandasse algumas amostras de seu trabalho e sugeriram o tema para uma série de quadrinhos. Sparky desenhou os quadrinhos propostos. Passou muito tempo trabalhando neles e em todos os outros desenhos que enviou para a avaliação. Finalmente, recebeu uma resposta dos estúdios Disney. Havia sido rejeitado mais uma vez. Outra derrota para o perdedor.
Sparky decidiu, então, escrever sua própria autobiografia em quadrinhos. Descreveu a si mesmo quando criança – um garoto perdedor e que nunca conseguia se sobressair. O personagem dos quadrinhos logo se tornaria famoso no mundo inteiro. Pois Sparky, o menino que tinha tão pouco sucesso no colégio e cujo trabalho fora rejeitado vezes sem conta, era Charles Schulz. Ele criou a tira Peanuts com o cachorro Snoopy e o pequeno personagem Charlie Brown, cuja pipa nunca voava e que não conseguia chutar uma bola de futebol.
( Bitz & Pieces)
O 3º parágrafo contém a informação de que Sparky
Provas
Sparky
Para Sparky, o colégio era uma coisa quase impossível. Ele foi reprovado em todas as matérias na sétima série. Foi reprovado em Física no ensino médio, com nota zero. Sparky também foi reprovado em Latim, em Álgebra e em Inglês. Não foi muito melhor nos esportes. Embora tenha conseguido entrar para o time de golfe da escola, perdeu o único jogo importante da temporada. Havia um jogo de consolação e esse ele também perdeu. Durante toda a sua juventude, Sparky teve problemas de sociabilidade. Os outros alunos não chegavam a não gostar dele, pois ninguém lhe dava importância suficiente para isso. Ele ficava surpreso se algum colega lhe dava um bom dia fora do horário de aula. Não se sabe ao certo como foi sua vida sentimental. Sparky nunca convidou uma garota para sair no ensino médio. Tinha medo de ser rejeitado.
Sparky era um perdedor. Ele, seus colegas ... todo mundo sabia. Então ele vivia com isso. Sparky tinha decidido cedo na vida que, se fosse para as coisas darem certo, elas dariam. Do contrário, ele se contentaria com o que parecia ser sua inevitável mediocridade.
No entanto, uma coisa era importante para Sparky – desenhar. Ele tinha orgulho de seus desenhos. É claro que ninguém mais gostava deles. No último ano do ensino médio, ele ofereceu alguns quadrinhos para os organizadores do livro de formatura da classe. Os quadrinhos foram rejeitados. Apesar dessa rejeição específica, Sparky estava tão convencido de seu talento que decidiu se tornar um artista profissional.
Depois de completar o ensino médio, escreveu uma carta para os estúdios Disney. Pediram-lhe que mandasse algumas amostras de seu trabalho e sugeriram o tema para uma série de quadrinhos. Sparky desenhou os quadrinhos propostos. Passou muito tempo trabalhando neles e em todos os outros desenhos que enviou para a avaliação. Finalmente, recebeu uma resposta dos estúdios Disney. Havia sido rejeitado mais uma vez. Outra derrota para o perdedor.
Sparky decidiu, então, escrever sua própria autobiografia em quadrinhos. Descreveu a si mesmo quando criança – um garoto perdedor e que nunca conseguia se sobressair. O personagem dos quadrinhos logo se tornaria famoso no mundo inteiro. Pois Sparky, o menino que tinha tão pouco sucesso no colégio e cujo trabalho fora rejeitado vezes sem conta, era Charles Schulz. Ele criou a tira Peanuts com o cachorro Snoopy e o pequeno personagem Charlie Brown, cuja pipa nunca voava e que não conseguia chutar uma bola de futebol.
( Bitz & Pieces)
“ Sparky era um perdedor. Ele, seus colegas ... todo mundo sabia. Então ele vivia com isso. Sparky tinha decidido cedo na vida que, se fosse para as coisas darem certo, elas dariam. Do contrário, ele se contentaria com o que parecia ser sua inevitável mediocridade.”
No trecho: “ Sparky era um perdedor. Ele, seus colegas ... todo mundo sabia. “
O emprego das reticências produz o efeito de
Provas
Sparky
Para Sparky, o colégio era uma coisa quase impossível. Ele foi reprovado em todas as matérias na sétima série. Foi reprovado em Física no ensino médio, com nota zero. Sparky também foi reprovado em Latim, em Álgebra e em Inglês. Não foi muito melhor nos esportes. Embora tenha conseguido entrar para o time de golfe da escola, perdeu o único jogo importante da temporada. Havia um jogo de consolação e esse ele também perdeu. Durante toda a sua juventude, Sparky teve problemas de sociabilidade. Os outros alunos não chegavam a não gostar dele, pois ninguém lhe dava importância suficiente para isso. Ele ficava surpreso se algum colega lhe dava um bom dia fora do horário de aula. Não se sabe ao certo como foi sua vida sentimental. Sparky nunca convidou uma garota para sair no ensino médio. Tinha medo de ser rejeitado.
Sparky era um perdedor. Ele, seus colegas ... todo mundo sabia. Então ele vivia com isso. Sparky tinha decidido cedo na vida que, se fosse para as coisas darem certo, elas dariam. Do contrário, ele se contentaria com o que parecia ser sua inevitável mediocridade.
No entanto, uma coisa era importante para Sparky – desenhar. Ele tinha orgulho de seus desenhos. É claro que ninguém mais gostava deles. No último ano do ensino médio, ele ofereceu alguns quadrinhos para os organizadores do livro de formatura da classe. Os quadrinhos foram rejeitados. Apesar dessa rejeição específica, Sparky estava tão convencido de seu talento que decidiu se tornar um artista profissional.
Depois de completar o ensino médio, escreveu uma carta para os estúdios Disney. Pediram-lhe que mandasse algumas amostras de seu trabalho e sugeriram o tema para uma série de quadrinhos. Sparky desenhou os quadrinhos propostos. Passou muito tempo trabalhando neles e em todos os outros desenhos que enviou para a avaliação. Finalmente, recebeu uma resposta dos estúdios Disney. Havia sido rejeitado mais uma vez. Outra derrota para o perdedor.
Sparky decidiu, então, escrever sua própria autobiografia em quadrinhos. Descreveu a si mesmo quando criança – um garoto perdedor e que nunca conseguia se sobressair. O personagem dos quadrinhos logo se tornaria famoso no mundo inteiro. Pois Sparky, o menino que tinha tão pouco sucesso no colégio e cujo trabalho fora rejeitado vezes sem conta, era Charles Schulz. Ele criou a tira Peanuts com o cachorro Snoopy e o pequeno personagem Charlie Brown, cuja pipa nunca voava e que não conseguia chutar uma bola de futebol.
( Bitz & Pieces)
Em: “Sparky nunca convidou uma garota para sair no ensino médio. Tinha medo de ser rejeitado.” (l. 7-8)
No trecho citado, as duas frases podem ser unidas em uma só informação. Para ligar estas frases, conservando o sentido que possuem no texto, substituiríamos o ponto pela vírgula e empregaríamos a palavra
Provas
Sparky
Para Sparky, o colégio era uma coisa quase impossível. Ele foi reprovado em todas as matérias na sétima série. Foi reprovado em Física no ensino médio, com nota zero. Sparky também foi reprovado em Latim, em Álgebra e em Inglês. Não foi muito melhor nos esportes. Embora tenha conseguido entrar para o time de golfe da escola, perdeu o único jogo importante da temporada. Havia um jogo de consolação e esse ele também perdeu. Durante toda a sua juventude, Sparky teve problemas de sociabilidade. Os outros alunos não chegavam a não gostar dele, pois ninguém lhe dava importância suficiente para isso. Ele ficava surpreso se algum colega lhe dava um bom dia fora do horário de aula. Não se sabe ao certo como foi sua vida sentimental. Sparky nunca convidou uma garota para sair no ensino médio. Tinha medo de ser rejeitado.
Sparky era um perdedor. Ele, seus colegas ... todo mundo sabia. Então ele vivia com isso. Sparky tinha decidido cedo na vida que, se fosse para as coisas darem certo, elas dariam. Do contrário, ele se contentaria com o que parecia ser sua inevitável mediocridade.
No entanto, uma coisa era importante para Sparky – desenhar. Ele tinha orgulho de seus desenhos. É claro que ninguém mais gostava deles. No último ano do ensino médio, ele ofereceu alguns quadrinhos para os organizadores do livro de formatura da classe. Os quadrinhos foram rejeitados. Apesar dessa rejeição específica, Sparky estava tão convencido de seu talento que decidiu se tornar um artista profissional.
Depois de completar o ensino médio, escreveu uma carta para os estúdios Disney. Pediram-lhe que mandasse algumas amostras de seu trabalho e sugeriram o tema para uma série de quadrinhos. Sparky desenhou os quadrinhos propostos. Passou muito tempo trabalhando neles e em todos os outros desenhos que enviou para a avaliação. Finalmente, recebeu uma resposta dos estúdios Disney. Havia sido rejeitado mais uma vez. Outra derrota para o perdedor.
Sparky decidiu, então, escrever sua própria autobiografia em quadrinhos. Descreveu a si mesmo quando criança – um garoto perdedor e que nunca conseguia se sobressair. O personagem dos quadrinhos logo se tornaria famoso no mundo inteiro. Pois Sparky, o menino que tinha tão pouco sucesso no colégio e cujo trabalho fora rejeitado vezes sem conta, era Charles Schulz. Ele criou a tira Peanuts com o cachorro Snoopy e o pequeno personagem Charlie Brown, cuja pipa nunca voava e que não conseguia chutar uma bola de futebol.
( Bitz & Pieces)
Os itens 12 e 13 referem-se ao 2º parágrafo do texto 2.
“Durante toda a sua juventude, Sparky teve problemas de sociabilidade. Os outros alunos não chegavam a não gostar dele, pois ninguém lhe dava importância suficiente para isso. Ele ficava surpreso se algum colega lhe dava um bom dia fora do horário de aula. Não se sabe ao certo como foi sua vida sentimental. Sparky nunca convidou uma garota para sair no ensino médio. Tinha medo de ser rejeitado.”
Sobre o relacionamento de Sparky com outras pessoas, o 2º parágrafo do texto nos informa que Sparky
Provas
Texto 1
O diamante
Um dia Maria chegou em casa da escola muito triste.
– O que foi? – perguntou a mãe de Maria.
Mas Maria nem quis conversa. Foi direto para o seu quarto, pegou o seu Snoopy e se atirou na cama, onde ficou deitada, emburrada.
A mãe de Maria foi ver se Maria estava com febre. Não estava. Perguntou se Maria estava sentindo alguma coisa. Não estava. Perguntou se estava com fome. Não estava. Perguntou o que era, então.
– Nada – disse Maria.
A mãe resolveu não insistir. Deixou Maria deitada na cama, abraçada com o seu Snoopy, emburrada. Quando o pai de Maria chegou em casa do trabalho, a mãe de Maria avisou:
– Melhor nem falar com ela...
Maria estava com cara de poucos amigos. Pior. Estava com cara de amigo nenhum.
Na mesa de jantar, Maria de repente falou:
– Eu não valo nada.
O pai de Maria disse:
– Em primeiro lugar, não se diz “eu não valo nada”. É “eu não valho nada”. Em segundo lugar, não é verdade. Você valhe muito. Quer dizer, vale muito.
– Não valho.
– Mas o que é isso? – disse a mãe de Maria. – Você é nossa filha querida. Todos gostam de você. A mamãe, o papai, a vovó, os tios, as tias. Para nós, você é uma preciosidade.
Mas Maria não se convenceu. Disse que era igual a muitas outras pessoas. A milhões de outras pessoas. – Só na minha aula tem sete Marias!
– Querida... – começou a dizer a mãe. Mas o pai interrompeu.
– Maria – disse o pai –, você sabe por que um diamante vale tanto dinheiro?
– Porque é bonito.
– Porque é raro. Um pedaço de vidro também é bonito. Mas o vidro se encontra em toda parte. Um diamante é difícil de encontrar. Quanto mais rara é uma coisa, mais ela vale. Você sabe por que o ouro vale tanto?
– Por quê?
– Porque tem pouquíssimo ouro no mundo. Se o ouro fosse como areia, a gente ia caminhar no ouro, ia rolar no ouro, depois ia chegar em casa e lavar o ouro do corpo para não ficar suja. Agora, imagina se em todo o mundo só existisse uma pepita de ouro.
– Ia ser a coisa mais valiosa do mudo.
– Pois é. E em todo o mundo só existe uma Maria.
– Só na minha aula são sete.
– Mas são outras Marias.
– São iguais a mim. Dois olhos, um nariz...
– Mas esta pintinha aqui nenhuma delas tem.
– É...
– Você já se deu conta de que em todo o mundo só existe uma você?
– Mas, pai...
– Só uma. Você é uma raridade. Podem existir outras parecidas. Mas você, você mesma, só existe uma. Se algum dia aparecer outra você na sua frente, você pode dizer: é falsa.
– Então eu sou uma coisa mais valiosa do mundo.
– Olha, você deve estar valendo aí uns três trilhões...
Naquela noite, a mãe de Maria passou perto do quarto dela e ouviu Maria falando com o Snoopy¹:
– Sabe um diamante?
(Luís Fernando Veríssimo. O santinho. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. In. Na Ponta do Lápis, ano V, nº 12)
Observando atentamente as palavras em destaque, constatamos que temos artigo indefinido em:
Provas
Texto 1
O diamante
Um dia Maria chegou em casa da escola muito triste.
– O que foi? – perguntou a mãe de Maria.
Mas Maria nem quis conversa. Foi direto para o seu quarto, pegou o seu Snoopy e se atirou na cama, onde ficou deitada, emburrada.
A mãe de Maria foi ver se Maria estava com febre. Não estava. Perguntou se Maria estava sentindo alguma coisa. Não estava. Perguntou se estava com fome. Não estava. Perguntou o que era, então.
– Nada – disse Maria.
A mãe resolveu não insistir. Deixou Maria deitada na cama, abraçada com o seu Snoopy, emburrada. Quando o pai de Maria chegou em casa do trabalho, a mãe de Maria avisou:
– Melhor nem falar com ela...
Maria estava com cara de poucos amigos. Pior. Estava com cara de amigo nenhum.
Na mesa de jantar, Maria de repente falou:
– Eu não valo nada.
O pai de Maria disse:
– Em primeiro lugar, não se diz “eu não valo nada”. É “eu não valho nada”. Em segundo lugar, não é verdade. Você valhe muito. Quer dizer, vale muito.
– Não valho.
– Mas o que é isso? – disse a mãe de Maria. – Você é nossa filha querida. Todos gostam de você. A mamãe, o papai, a vovó, os tios, as tias. Para nós, você é uma preciosidade.
Mas Maria não se convenceu. Disse que era igual a muitas outras pessoas. A milhões de outras pessoas. – Só na minha aula tem sete Marias!
– Querida... – começou a dizer a mãe. Mas o pai interrompeu.
– Maria – disse o pai –, você sabe por que um diamante vale tanto dinheiro?
– Porque é bonito.
– Porque é raro. Um pedaço de vidro também é bonito. Mas o vidro se encontra em toda parte. Um diamante é difícil de encontrar. Quanto mais rara é uma coisa, mais ela vale. Você sabe por que o ouro vale tanto?
– Por quê?
– Porque tem pouquíssimo ouro no mundo. Se o ouro fosse como areia, a gente ia caminhar no ouro, ia rolar no ouro, depois ia chegar em casa e lavar o ouro do corpo para não ficar suja. Agora, imagina se em todo o mundo só existisse uma pepita de ouro.
– Ia ser a coisa mais valiosa do mudo.
– Pois é. E em todo o mundo só existe uma Maria.
– Só na minha aula são sete.
– Mas são outras Marias.
– São iguais a mim. Dois olhos, um nariz...
– Mas esta pintinha aqui nenhuma delas tem.
– É...
– Você já se deu conta de que em todo o mundo só existe uma você?
– Mas, pai...
– Só uma. Você é uma raridade. Podem existir outras parecidas. Mas você, você mesma, só existe uma. Se algum dia aparecer outra você na sua frente, você pode dizer: é falsa.
– Então eu sou uma coisa mais valiosa do mundo.
– Olha, você deve estar valendo aí uns três trilhões...
Naquela noite, a mãe de Maria passou perto do quarto dela e ouviu Maria falando com o Snoopy¹:
– Sabe um diamante?
(Luís Fernando Veríssimo. O santinho. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. In. Na Ponta do Lápis, ano V, nº 12)
O texto poderia ter continuidade, mostrando a conversa de Maria com Snoopy. Nessa conversa, a menina poderia dizer ao cachorrinho:
I. Se _____________ outro Snoopy, ele _____________ seu amigo também!
II. Se ____________ outro Snoopy, ele ______________ seu amigo também!
As formas verbais que completam adequadamente as frases acima, tendo em vista o conteúdo do texto e a combinação entre os tempos verbais, são
Provas
Caderno Container