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“Em resumo, que elementos distinguiriam essa literatura? Para além das discussões conceituais, alguns indicadores podem ser destacados: uma voz autoral afrodescendente, explícita ou não no discurso; temas afro-brasileiros; construções linguísticas marcadas por uma afro-brasilidade de tom, ritmo, sintaxe ou sentido; um projeto de transitividade discursiva, explícita ou não, com vistas ao universo recepcional; mas sobretudo, um ponto de vista ou lugar de enunciação política e culturalmente identificado à afrodescendência, como fim e começo.” (DUARTE, Eduardo de Assis. “Por um conceito de literatura afro-brasileira”. In: DUARTE, Eduardo de Assis; FONSECA, Maria Nazareth Soares (Org.). Literatura e afrodescendência: antologia crítica. Belo Horizonte: UFMG, 2011, p. 385.)
Segundo o conceito defendido por Duarte, assim como Carolina Maria de Jesus, também constitui exemplo legítimo de literatura afro-brasileira
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Vidas secas apresenta uma voz narrativa em terceira pessoa que, no entanto, consegue matizarse pelo uso estratégico de recursos ligados à polifonia.
Considerando a leitura do Texto II, percebe-se essa elaboração multiperspectivada e polifônica da voz narrativa no(a)
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No processo argumentativo desenvolvido no Texto VI, teses distintas entram em conflito.
Assinale a alternativa que apresenta as teses defendidas por Mundo Novo e Lutamos, respectivamente, sobre a manutenção das conquistas da Revolução, evitando-se futuros golpes de Estado.
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“Pode-se dizer que, hoje, todas as tendências temáticas e estilísticas se impõem com igual força na produção literária para crianças, jovens e adultos. Passado e presente se fundem para gerar novas formas. No panorama literário geral coexistem, com igual interesse, diferentes linhas ou tendências de criação literária.” (COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil: teoria, análise e didática. São Paulo: Moderna, 2000, p. 155)
Do livro de aventura às crônicas de nossos maiores escritores, são muitos os títulos de obras para os alunos do ensino fundamental II aos quais o professor tem acesso.
O Texto XI pode ser incluído nas
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TEXTO X
Aula de português
A linguagem
na ponta da língua
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Boitempo: esquecer para lembrar. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p. 129.
“As figuras de linguagem podem atuar na área da semântica lexical, da construção gramatical, da associação cognitiva do pensamento ou da camada fônica da linguagem. Assim, temos o que tradicionalmente se denomina de figuras de palavras, figuras de construção (ou de sintaxe), de pensamento e figuras fônicas.” (AZEREDO, José Carlos de. Gramática Houaiss da língua portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2010, p. 484.)
No Texto X, a linguagem literária se faz presente e ganha força expressiva também com a utilização de algumas figuras de linguagem.
Assinale a alternativa que apresenta a correta relação entre o(s) verso(s) destacado(s) e as figuras de linguagem correspondentes.
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A charge (Texto IX) critica o fato de muitas pessoas terem dado mais importância para a Copa do Mundo do que para os problemas políticos e sociais ocorridos durante o mesmo período.
Na imagem, vários índices são responsáveis por acionar essa crítica na mente do leitor. Dentre estes, o mais significativo é o fato de
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TEXTO X
Aula de português
A linguagem
na ponta da língua
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Boitempo: esquecer para lembrar. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p. 129.
“Os processos de formação de palavras servem regularmente à produção de efeitos emotivo-afetivo, conativo-apelativo e poético, assim como participam dos meios de coesão textual.” (AZEREDO, José Carlos de. Gramática Houaiss da língua portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2008, p. 470.)
No Texto X, Drummond se utiliza da função poética para conseguir, valendo-se das potencialidades linguísticas, certo efeito de sentido.
Acerca do processo de formação da palavra “esquipáticas”, é correto afirmar que se trata de
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Uma das marcas mais típicas da narrativa machadiana é a expressão de uma mundividência em que a desilusão com a vida, com a sociedade e com o ser humano são as tônicas.
O Texto V apresenta, sutilmente, a visão desiludida do narrador em relação à existência humana e à vida, por meio da
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“A classificação de formas de preenchimento da categoria sujeito por critérios puramente sintáticos constitui-se em uma redução do fenômeno linguístico, [...] pois [...] se contemplam apenas aspectos da imanência linguística, silenciando outros situacionais, político-ideológicos, que indicam a posição do enunciador em relação às representações sociais que ele tem da realidade de que fala.” (ANTUNES, Irandé. “Particularidades sintático-semânticas da categoria de sujeito em gêneros textuais da comunicação pública formal”. In: MEURER, José Luiz; MOTTA-ROTH, Desirée (Org.). Gêneros textuais e práticas discursivas: subsídios para o ensino da linguagem. São Paulo: Edusc, 2002, p. 215-216.)
No Texto VIII, o texto ao lado da foto diz que “O garoto tinha só 14 anos e estava indo para a escola quando uma bala o matou. Em Realengo, outro adolescente da mesma idade foi morto a tiros”. A gramática tradicional classifica os sujeitos das duas orações destacadas como “determinados”, por estarem explícitos na frase, e “simples”, por conterem somente um núcleo.
No entanto, sabe-se que o lugar sintático do sujeito é um lugar de proeminência na estrutura sintagmática dos enunciados e pode transparecer escolhas feitas pelo enunciador.
Tomando por base a citação de Antunes (2002), uma análise mais aprofundada, que ultrapassa os critérios puramente sintáticos de classificação, revela que a escolha feita tem o objetivo de
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“Usamos a expressão domínio discursivo para designar uma esfera ou instância de produção discursiva ou de atividade humana. [...] Do ponto de vista dos domínios, falamos em discurso jurídico, discurso jornalístico, discurso religioso etc., já que as atividades jurídica, jornalística ou religiosa não abrangem um gênero em particular, mas dão origem a vários deles.” (MARCUSCHI, L. A. “Gêneros textuais: definição e funcionalidade”. In: DIONÍSIO, Ângela; MACHADO, Anna Rachel et al. Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003, p. 23.)
Apesar de os textos VIII e IX serem de gêneros diferentes, eles pertencem à mesma esfera discursiva: o domínio jornalístico. Além disso, ambos foram publicados na mesma época (final de junho de 2018) e retratam dois fatos concomitantes: a Copa do Mundo 2018 e a morte de um estudante atingido durante um confronto entre policiais e traficantes na favela da Maré, no Rio de Janeiro.
Ao comparar os textos, é correto afirmar que o Texto VIII
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