Na obra Marketing 5.0: tecnologia para a
humanidade (2021), Philip Kotler argumenta que, diante da saturação de informação, do ceticismo do
consumidor e da hiperconectividade, as marcas
precisam se adaptar a um novo modelo
comunicacional, que conecte tecnologia, propósito e
personalização. Nesse contexto, as mídias sociais
passam a cumprir um papel que vai além da simples
divulgação de produtos. Com base nos conceitos de
Kotler sobre o comportamento digital contemporâneo
e as estratégias de comunicação nas redes sociais,
assinale a alternativa CORRETA.
O fenômeno do shadowban, amplamente reportado em plataformas de mídia social, como Instagram e TikTok, representa um desafio complexo para criadores de conteúdo e marcas. Caracteriza-se por uma limitação discreta e não notificada do alcance orgânico de determinadas postagens ou perfis pelos algoritmos, resultando em uma queda súbita e inexplicável no desempenho. Essa prática algorítmica, que impede o conteúdo de atingir seu público potencial, exige uma análise métrica apurada para sua identificação, uma vez que não há um aviso formal ao usuário. Dessa forma, assinale CORRETAMENTE sobre a evidência mais robusta e direta para a detecção desse fenômeno.
No cenário da cultura digital contemporânea, somente
a presença online já não é suficiente para alcançar
objetivos comunicacionais. A complexidade do
ecossistema digital, com suas múltiplas plataformas,
exige um entendimento aprofundado das lógicas
intrínsecas de cada canal, suas linguagens específicas,
os perfis de público que os habitam e os modos de
consumo de conteúdo que prevalecem. Para Mark
Deuze (2006), o jornalista online tem que fazer
escolhas relativamente ao(s) formato(s) adequado(s)
para contar uma determinada história (multimédia),
tem que pesar as melhores opções para o público
responder, interagir ou até configurar certas histórias
(interactividade), e pensar em maneiras de ligar o
artigo a outros artigos, arquivos, recursos, etc.,
através de hiperligações (hipertexto).
Diante desse panorama que perpassa o consumo de
conteúdo para além do jornalístico online, assinale a
alternativa que expressa o princípio mais fundamental
para o planejamento de conteúdo em mídias sociais.
A comunicação digital contemporânea é
intrinsecamente moldada por algoritmos, que atuam como “curadores invisíveis”. Esses sistemas não
apenas filtram e priorizam o acesso à informação, mas
também redefinem padrões de interação social e
consumo cultural. Em um cenário em que 98% das
empresas coletam dados de seus consumidores, mas
muitas não sabem usá-los corretamente, conforme
apontado em reportagem da Carta Capital, a
compreensão da lógica algorítmica torna-se um
imperativo estratégico para qualquer ator social ou
econômico. Nesse sentido, sobre as implicações e as
exigências que essa dinâmica impõe à produção e
gestão de conteúdo, é CORRETO afirmar que:
Em comunicação, destacam-se duas grandes
correntes de pensamento, cada uma com uma visão
particular sobre o poder da mídia e o papel do público:
o modelo de codificação/decodificação de Stuart Hall
e a Teoria Crítica da Escola de Frankfurt.
Considerando as premissas desses pensadores,
analise as sentenças a seguir:
I- O modelo de codificação/decodificação de Hall
propõe que as três posições possíveis de leitura
da mensagem pelo receptor são: dominante,
negociada e oposicionista.
II- Para Stuart Hall, a mensagem midiática é uma
entidade fixa e universalmente interpretada,
garantindo uma recepção homogênea pela
audiência.
III- Na perspectiva da Escola de Frankfurt, a
Indústria Cultural é um instrumento de
emancipação, promovendo o pensamento
autônomo e a diversidade cultural.
IV- Segundo Adorno e Horkheimer, a padronização
cultural imposta pela Indústria Cultural contribui
para a alienação e a supressão do pensamento
crítico dos indivíduos.
No período entre guerras (1918-1939), marcado por
profundas transformações políticas, sociais e
tecnológicas, o campo da comunicação também foi
impactado diretamente. A ascensão de regimes
totalitários, como o nazismo na Alemanha e a eficácia
de suas campanhas propagandísticas, levaram
estudiosos a conceber um modelo que pressupunha
uma influência direta, imediata e uniforme dos meios de comunicação sobre uma audiência homogênea,
passiva e facilmente manipulável. Teóricos como
Harold Lasswell e Walter Lippmann contribuíram
para a consolidação desse modelo ao observar a
aparente capacidade da propaganda em moldar a
opinião pública em larga escala.
Essa perspectiva, que viria a ser amplamente
revisitada e criticada por modelos posteriores que
passaram a reconhecer a agência do receptor e a
complexidade dos processos de significação, é
classicamente denominada:
O paradigma lasswelliano, modelo proposto por
Harold Lasswell em 1948, sintetizado na célebre
fórmula "Quem diz o quê, em que canal, para quem,
com que efeito?", representa um marco fundacional
para os estudos da comunicação. Essa abordagem está
intrinsecamente ligada a uma tradição teórica
predominante no século XX e, consequentemente,
alinha-se a um tipo específico de análise.
Considerando o contexto intelectual da época e as
premissas subjacentes ao modelo de Lasswell,
assinale a alternativa que identifica
CORRETAMENTE a teoria à qual essa proposta se
integra, assim como o tipo de análise a ela
predominantemente associado.
A Lei n.º 12.527/2011 institui diretrizes fundamentais
para o acesso à informação no Brasil, promovendo a
transparência como princípio estruturante da gestão
pública. Ao mesmo tempo, define os limites legais do
acesso, incluindo informações classificadas como
sigilosas e pessoais. Considerando os dispositivos
legais da LAI e seus princípios, assinale a alternativa
INCORRETA.
A Lei de Acesso à Informação (LAI), n.º
12.527/2011, consolida o princípio da publicidade
como regra na gestão pública, impondo à
Administração o dever de tornar acessíveis, de forma
clara e proativa, as informações de interesse geral.
Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa
que NÃO está em conformidade com os fundamentos
da LAI.
Em um cenário organizacional contemporâneo, marcado por diversidades culturais, emocionais e sociais entre os seus colaboradores, as empresas vêm reconhecendo a comunicação organizacional muito mais do que como um canal de transmissão de informações, mas como uma ferramenta estratégica essencial para a compatibilização dos interesses entre empregados e organizações. Considerando essa abordagem, assinale a alternativa que melhor expressa a essência da comunicação organizacional como instrumento de compatibilização de interesses.