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Um homem de 52 anos deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento com história de febre alta (39,1 °C), tosse com expectoração
purulenta, astenia e dispneia progressiva há cinco dias. Ao exame físico na admissão: encontra-se em grave estado geral, prostrado,
taquipneico (FR: 32 irpm), febril (38,8 °C), confuso e desorientado (Glasgow 13), PA: 85/50 mmHg (persistindo com PAM inferior a 65
mmHg após expansão volêmica inicial e necessitando do suporte de noradrenalina), FC: 118 bpm e SpO₂: 82% em ar ambiente. À ausculta
pulmonar: murmúrio vesicular abolido com macicez à percussão no hemitórax direito e estertores crepitantes no hemitórax esquerdo.
Exames laboratoriais de entrada: leucocitose expressiva com desvio à esquerda (22.000/mm³ com 14% de bastões), PCR: 240 mg/L, ureia: 64 mg/dL, potássio: 3,19 mEq/L e hemoglobina: 10,4 g/dL. A gasometria arterial colhida na admissão em ar ambiente revelou: pH: 7,36; pCO 26,9 mmHg; pO: 48,7 mmHg; HCO3: 14,9 mmol/L; BE: -9,2 mmol/L; sO2: 82,2% e Lactato sérico: 4,44 mmol/L, configurando insuficiência respiratória hipoxêmica grave associada a choque séptico.
Observe as imagens radiográficas e tomográficas de tórax do paciente obtidas na admissão, antes da realização da intubação orotraqueal (IOT), apresentadas a seguir:
As imagens demonstram extensa consolidação parenquimatosa/alveolar no pulmão direito, associada à importante redução volumétrica ipsilateral (atelectasia associada), além de infiltrados alveolo-intersticiais multifocais no pulmão contralateral.
Devido ao rebaixamento do nível de consciência e à exaustão respiratória, o paciente foi subsequentemente submetido à intubação orotraquial (IOT) e transferido para a UTI. Após acoplamento à ventilação mecânica invasiva com PEEP de 8 cmH₂O e FiO₂ de 50%, a nova gasometria arterial revelou PaO₂: 80 mmHg (relação PaO₂/FiO₂ = 160). A avaliação ecocardiográfica à beira do leito (POCUS) e a monitorização hemodinâmica descartaram sinais de insuficiência cardíaca congestiva ou sobrecarga volêmica.
Considerando o quadro de Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) Grave em Choque Séptico, complicada com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), assinale a conduta inicial mais adequada segundo as diretrizes vigentes (ATS/IDSA, Surviving Sepsis Campaign e ARDSNet).
Exames laboratoriais de entrada: leucocitose expressiva com desvio à esquerda (22.000/mm³ com 14% de bastões), PCR: 240 mg/L, ureia: 64 mg/dL, potássio: 3,19 mEq/L e hemoglobina: 10,4 g/dL. A gasometria arterial colhida na admissão em ar ambiente revelou: pH: 7,36; pCO 26,9 mmHg; pO: 48,7 mmHg; HCO3: 14,9 mmol/L; BE: -9,2 mmol/L; sO2: 82,2% e Lactato sérico: 4,44 mmol/L, configurando insuficiência respiratória hipoxêmica grave associada a choque séptico.
Observe as imagens radiográficas e tomográficas de tórax do paciente obtidas na admissão, antes da realização da intubação orotraqueal (IOT), apresentadas a seguir:
As imagens demonstram extensa consolidação parenquimatosa/alveolar no pulmão direito, associada à importante redução volumétrica ipsilateral (atelectasia associada), além de infiltrados alveolo-intersticiais multifocais no pulmão contralateral.
Devido ao rebaixamento do nível de consciência e à exaustão respiratória, o paciente foi subsequentemente submetido à intubação orotraquial (IOT) e transferido para a UTI. Após acoplamento à ventilação mecânica invasiva com PEEP de 8 cmH₂O e FiO₂ de 50%, a nova gasometria arterial revelou PaO₂: 80 mmHg (relação PaO₂/FiO₂ = 160). A avaliação ecocardiográfica à beira do leito (POCUS) e a monitorização hemodinâmica descartaram sinais de insuficiência cardíaca congestiva ou sobrecarga volêmica.
Considerando o quadro de Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) Grave em Choque Séptico, complicada com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), assinale a conduta inicial mais adequada segundo as diretrizes vigentes (ATS/IDSA, Surviving Sepsis Campaign e ARDSNet).
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Um homem de 48 anos foi encaminhado para um centro de referência para tuberculose com história de tosse produtiva há quatro meses,
episódios recorrentes de hemoptise, febre vespertina diária, sudorese noturna e perda ponderal de 14 kg. Relata histórico de dois
tratamentos anteriores incompletos para tuberculose (TB) pulmonar, com abandono do esquema terapêutico em ambas as ocasiões. O
paciente é HIV negativo e nega outras comorbidades. Morador de rua.
A baciloscopia do escarro revela bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR +++) e o Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) confirma a presença do complexo Mycobacterium tuberculosis com detecção de resistência à rifampicina. Observe as imagens radiográficas e tomográficas de tórax do paciente apresentadas a seguir:
Os exames evidenciam extensa doença fibrocavitária bilateral, caracterizada por múltiplas cavidades de paredes espessas em ápices e terços médios, acompanhadas de retração pleuroparenquimatosa e disseminação broncogênica por inúmeros nódulos centrolobulares e micronódulos em ambos os pulmões.
Considerando o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil e as Notas Técnicas atualizadas do Ministério da Saúde para o tratamento da Tuberculose Resistente/Multirresistente (TB-RR/TB-MDR), assinale a conduta inicial mais adequada.
A baciloscopia do escarro revela bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR +++) e o Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) confirma a presença do complexo Mycobacterium tuberculosis com detecção de resistência à rifampicina. Observe as imagens radiográficas e tomográficas de tórax do paciente apresentadas a seguir:
Os exames evidenciam extensa doença fibrocavitária bilateral, caracterizada por múltiplas cavidades de paredes espessas em ápices e terços médios, acompanhadas de retração pleuroparenquimatosa e disseminação broncogênica por inúmeros nódulos centrolobulares e micronódulos em ambos os pulmões.
Considerando o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil e as Notas Técnicas atualizadas do Ministério da Saúde para o tratamento da Tuberculose Resistente/Multirresistente (TB-RR/TB-MDR), assinale a conduta inicial mais adequada.
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Um homem de 24 anos procura uma Unidade de Pronto
Atendimento (UPA) referindo ter tido uma relação sexual anal
receptiva sem uso de preservativo há exatamente 48 horas com
um parceiro casual de sorologia para HIV desconhecida. Ao
exame clínico e anamnese, encontra-se totalmente
assintomático, negando corrimento uretral ou anal, disúria,
úlceras genitais, lesões cutâneas, febre ou outras manifestações.
Refere histórico de vacinação completa contra Hepatite B (três
doses).
Considerando as recomendações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de Risco à Infecção pelo HIV, IST e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, assinale a conduta inicial correta para esse paciente.
Considerando as recomendações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de Risco à Infecção pelo HIV, IST e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, assinale a conduta inicial correta para esse paciente.
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O vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV-1/2) é um
retrovírus prevalente no Brasil, capaz de originar manifestações
inflamatórias crônicas severas e neoplasias hematológicas de
curso agressivo. Dada a ausência de terapias antirretrovirais
capazes de erradicar a infecção ou de reverter danos teciduais
consolidados, a abordagem médica fundamenta-se no
rastreamento de complicações, na prevenção da transmissão
interpessoal e no manejo focado nas particularidades de cada
síndrome clínica.
Considere o seguinte caso: Uma mulher de 42 anos, previamente hígida, procura a Unidade Básica de Saúde para apresentar exames de rotina. Entre os achados, destaca-se sorologia ELISA positiva para HTLV-1, confirmada posteriormente por ensaio de Imunoblot. A paciente nega queixas urinárias, parestesias, fraqueza em membros inferiores ou lesões cutâneas. Ao exame físico, apresenta-se assintomática, com exame neurológico normal (força muscular preservada e reflexos miotáticos fisiológicos) e sem linfonodomegalias. Questionada sobre o seu histórico parasitológico, relata que nunca realizou investigação para estrongiloidíase. Está preocupada quanto ao risco de transmissão e às opções de tratamento para o vírus.
Considerando o Guia de Manejo Clínico da Infecção pelo HTLV e as diretrizes do Ministério da Saúde, assinale a afirmativa correta.
Considere o seguinte caso: Uma mulher de 42 anos, previamente hígida, procura a Unidade Básica de Saúde para apresentar exames de rotina. Entre os achados, destaca-se sorologia ELISA positiva para HTLV-1, confirmada posteriormente por ensaio de Imunoblot. A paciente nega queixas urinárias, parestesias, fraqueza em membros inferiores ou lesões cutâneas. Ao exame físico, apresenta-se assintomática, com exame neurológico normal (força muscular preservada e reflexos miotáticos fisiológicos) e sem linfonodomegalias. Questionada sobre o seu histórico parasitológico, relata que nunca realizou investigação para estrongiloidíase. Está preocupada quanto ao risco de transmissão e às opções de tratamento para o vírus.
Considerando o Guia de Manejo Clínico da Infecção pelo HTLV e as diretrizes do Ministério da Saúde, assinale a afirmativa correta.
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A doença dos legionários é uma forma grave de pneumonia provocada por bactérias do gênero Legionella (especialmente a Legionella pneumophila), cuja proliferação ocorre em sistemas artificiais de água, tais como torres de resfriamento de ar-condicionado central, redes hidráulicas e fontes ornamentais. Surtos urbanos recentes reforçam a importância do diagnóstico precoce dessa infecção atípica, que apresenta elevada taxa de letalidade em populações vulneráveis, exigindo do médico o reconhecimento de seus marcadores clínicos, epidemiológicos e laboratoriais na emergência.
Considere o seguinte cenário: Um homem de 68 anos de idade, fumante crônico e portador de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), dá entrada no Pronto-Socorro com história de febre alta (39,2 °C), tosse, dispneia e prostração há 4 dias. A esposa relata que o paciente apresentou múltiplos episódios de diarreia aquosa e náuseas nos últimos dois dias e, nas últimas 12 horas, evoluiu com sonolência e desorientação temporoespacial. A investigação epidemiológica revela que o paciente reside em um complexo residencial que teve sua torre de resfriamento interditada para desinfecção devido a um surto comunitário de pneumonia atípica.
Ao exame físico na admissão:
Sinais Vitais: PA: 110/70 mmHg; FC: 84 bpm (dissociação pulso-temperatura / Sinal de Faget); FR: 28 irpm; SpO₂: 89% em ar ambiente; Temperatura: 39,1 °C.
Exame Neurológico: Letárgico, confuso, sem sinais de irritação meningea.
Aparelho Respiratório: Estertores crepitantes focais em terço inferior do hemitórax direito.
Exames Laboratoriais:
Sódio sérico (Na+ ): 126 mEq/L (Hiponatremia) Leucograma: 16.500/mm³ (com desvio à esquerda)
Transaminases (AST/ALT) e CPK: Moderadamente elevadas
Radiografia de Tórax: Infiltrado alveolar denso em lobo inferior direito.
Tendo em vista as características da Legionella pneumophila, o diagnóstico laboratorial e a conduta terapêutica recomendada, é correto afirmar que
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O Vírus Sincicial Respiratório (VSR), historicamente associado a quadros graves na população pediátrica, é crescentemente reconhecido
como uma causa importante de morbimortalidade e internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em idosos. De acordo com
o Boletim InfoGripe da Fiocruz (referente à Semana Epidemiológica 28), embora a incidência de SRAG por VSR seja numericamente maior
em crianças, a mortalidade por complicações respiratórias virais atinge seus níveis mais elevados na população acima de 65 anos. O
reconhecimento do quadro clínico e a instituição de medidas terapêuticas adequadas na emergência são cruciais para o manejo desses
pacientes.
Considere o seguinte cenário: Um paciente do sexo masculino, de 70 anos de idade, portador de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) moderada em uso regular de medicação inalatória, comparece à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A esposa relata que há 4 dias ele iniciou quadros de coriza, odinofagia e astenia. Há 48 horas, evoluiu com febre de 38,1 °C, prostração, piada importante do padrão respiratório e aparecimento de chiado no peito, acompanhado de tosse com secreção mucoide.
Ao exame físico na admissão:
Sinais Vitais: PA: 130/80 mmHg; FC: 102 bpm; FR: 26 irpm; SpO₂: 88% em ar ambiente; Temperatura: 37,8 °C.
Geral: Idoso prostrado, utilizando musculatura acessória do pescoço, acianótico e hidratado.
Aparelho Respiratório: Frequência respiratória elevada, com tiragem intercostal. À ausculta pulmonar, murmúrio vesicular reduzido globalmente, com sibilos expiratórios difusos e estertores subcrepitantes em bases.
Coletou-se painel molecular por RT-PCR de nasofaringe, que confirmou infecção isolada por Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Tendo em vista as diretrizes atuais de manejo de infecções respiratórias virais no idoso na emergência, é correto afirmar que
Considere o seguinte cenário: Um paciente do sexo masculino, de 70 anos de idade, portador de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) moderada em uso regular de medicação inalatória, comparece à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A esposa relata que há 4 dias ele iniciou quadros de coriza, odinofagia e astenia. Há 48 horas, evoluiu com febre de 38,1 °C, prostração, piada importante do padrão respiratório e aparecimento de chiado no peito, acompanhado de tosse com secreção mucoide.
Ao exame físico na admissão:
Sinais Vitais: PA: 130/80 mmHg; FC: 102 bpm; FR: 26 irpm; SpO₂: 88% em ar ambiente; Temperatura: 37,8 °C.
Geral: Idoso prostrado, utilizando musculatura acessória do pescoço, acianótico e hidratado.
Aparelho Respiratório: Frequência respiratória elevada, com tiragem intercostal. À ausculta pulmonar, murmúrio vesicular reduzido globalmente, com sibilos expiratórios difusos e estertores subcrepitantes em bases.
Coletou-se painel molecular por RT-PCR de nasofaringe, que confirmou infecção isolada por Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Tendo em vista as diretrizes atuais de manejo de infecções respiratórias virais no idoso na emergência, é correto afirmar que
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O escorpionismo é o acidente por animal peçonhento mais frequentemente notificado no Brasil e pode evoluir para formas graves com
risco de óbito, especialmente na população pediátrica.
Criança de 5 anos de idade, previamente hígida, é trazida ao pronto-socorro por familiares após ser picada por um escorpião na região plantar do pé esquerdo há cerca de 1 hora. Ao exame admissional, apresenta dor local intensa, agitação, sudorese profusa, sialorreia, tremores, taquidispneia, taquicardia (150 bpm), múltiplos episódios de vômitos persistentes e pressão arterial de 135/85 mmHg (acima do percentil 95 para a idade e altura). Não há sinais de insuficiência respiratória grave ou choque circulatório no momento da avaliação.
Considerando o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Acidentes Escorpiônicos do Ministério da Saúde, o envenenamento deve ser classificado e tratado, respectivamente, como
Criança de 5 anos de idade, previamente hígida, é trazida ao pronto-socorro por familiares após ser picada por um escorpião na região plantar do pé esquerdo há cerca de 1 hora. Ao exame admissional, apresenta dor local intensa, agitação, sudorese profusa, sialorreia, tremores, taquidispneia, taquicardia (150 bpm), múltiplos episódios de vômitos persistentes e pressão arterial de 135/85 mmHg (acima do percentil 95 para a idade e altura). Não há sinais de insuficiência respiratória grave ou choque circulatório no momento da avaliação.
Considerando o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Acidentes Escorpiônicos do Ministério da Saúde, o envenenamento deve ser classificado e tratado, respectivamente, como
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Os acidentes por animais peçonhentos constituem agravo de
notificação compulsória no Brasil, sendo os insetos da ordem
Hymenoptera (abelhas, vespas e formigas) responsáveis por um
número expressivo de atendimentos nas Unidades de Pronto
Atendimento (UPA) e Emergências Hospitalares. O conhecimento
preciso da fisiopatologia, do diagnóstico diferencial entre os
agentes, dos critérios de gravidade da anafilaxia e das condutas
imediatas é fundamental para a redução da morbimortalidade.
Considere o seguinte cenário: Um homem de 46 anos, trabalhador da construção civil, sem antecedentes comorbidos conhecidos, é trazido à emergência por colegas de trabalho cerca de 25 minutos após ter sido atacado por um enxame de vespas ("marimbondos") ao manusear entulhos em um canteiro de obras. Os acompanhantes relatam que o paciente recebeu dezenas de picadas, principalmente no tórax, pescoço e face. Na admissão, o paciente encontra-se ansioso, sudoreico, referindo sensação de "aperto na garganta", rouquidão e tontura ao se levantar da maca.
Ao exame físico:
Sinais Vitais: PA: 85/50 mmHg; FC: 124 bpm; FR: 28 irpm; SpO₂: 90% em ar ambiente.
Pele/Mucosas: Múltiplas pápulas e placas eritemato-edematosas em tronco e face. Edema palpebral e labial moderado.
Aparelho Respiratório: Presença de estridor inspiratório à ausculta cervical e sibilos expiratórios disseminados em ambos os hemitórax.
Aparelho Cardiovascular: Taquicardico, rítmico, bulhas normofonéticas sem sopros, pulsos periféricos finos.
Tendo em vista o quadro clínico apresentado, a correta interpretação da fisiopatologia e as recomendações do Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde para o manejo imediato desse paciente, assinale a opção correta.
Considere o seguinte cenário: Um homem de 46 anos, trabalhador da construção civil, sem antecedentes comorbidos conhecidos, é trazido à emergência por colegas de trabalho cerca de 25 minutos após ter sido atacado por um enxame de vespas ("marimbondos") ao manusear entulhos em um canteiro de obras. Os acompanhantes relatam que o paciente recebeu dezenas de picadas, principalmente no tórax, pescoço e face. Na admissão, o paciente encontra-se ansioso, sudoreico, referindo sensação de "aperto na garganta", rouquidão e tontura ao se levantar da maca.
Ao exame físico:
Sinais Vitais: PA: 85/50 mmHg; FC: 124 bpm; FR: 28 irpm; SpO₂: 90% em ar ambiente.
Pele/Mucosas: Múltiplas pápulas e placas eritemato-edematosas em tronco e face. Edema palpebral e labial moderado.
Aparelho Respiratório: Presença de estridor inspiratório à ausculta cervical e sibilos expiratórios disseminados em ambos os hemitórax.
Aparelho Cardiovascular: Taquicardico, rítmico, bulhas normofonéticas sem sopros, pulsos periféricos finos.
Tendo em vista o quadro clínico apresentado, a correta interpretação da fisiopatologia e as recomendações do Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde para o manejo imediato desse paciente, assinale a opção correta.
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A emergência da sífilis como problema de saúde pública demanda do médico conhecimento preciso dos fluxogramas diagnósticos, dos
esquemas terapêuticos e dos critérios de seguimento sorológico recomendados pelo Ministério da Saúde, especialmente durante a
gestação, para prevenir a transmissão vertical.
Considere o seguinte cenário: Uma gestante de 22 anos, na 10ª semana de idade gestacional, assintomática e sem histórico de infecção ou tratamento prévio para sífilis, realiza exames de rotina no pré-natal de Atenção Primária à Saúde. O teste rápido (teste treponêmico) resultou REAGENTE. O médico solicitou o teste de VDRL (teste não treponêmico) complementar, que apresentou titulação de 1:16. A paciente nega lesões anogenitais ou cutâneas pregressas.
Acerca do manejo clínico, diagnóstico, terapêutico e do acompanhamento dessa paciente e de suas parcerias sexuais, assinale a afirmativa correta.
Considere o seguinte cenário: Uma gestante de 22 anos, na 10ª semana de idade gestacional, assintomática e sem histórico de infecção ou tratamento prévio para sífilis, realiza exames de rotina no pré-natal de Atenção Primária à Saúde. O teste rápido (teste treponêmico) resultou REAGENTE. O médico solicitou o teste de VDRL (teste não treponêmico) complementar, que apresentou titulação de 1:16. A paciente nega lesões anogenitais ou cutâneas pregressas.
Acerca do manejo clínico, diagnóstico, terapêutico e do acompanhamento dessa paciente e de suas parcerias sexuais, assinale a afirmativa correta.
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A emergência global de microrganismos multirresistentes, impulsionada pelo uso empírico e inadequado de antimicrobianos, representa um dos maiores desafios da medicina intensiva contemporânea. O domínio dos mecanismos de resistência e do uso racional de antibióticos é indispensável para a prática médica e o controle de infecções hospitalares. Considere a seguinte situação clínica real de uma Unidade de Terapia Intensiva:
Uma paciente de 62 anos, internada há 21 dias em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por choque séptico secundário à pneumonia associada à ventilação mecânica, apresenta nova deterioração hemodinâmica e febre. Hemoculturas e aspirado traqueal identificam o crescimento de Serratia marcescens. O teste de sensibilidade aos antimicrobianos (antibiograma) revela o seguinte perfil fenotípico:
Resistente:
Ampicilina/Sulbactam,
Piperacilina/Tazobactam,
Cefepime,
Ceftazidima,
Ceftolozana/Tazobactam,
Ceftazidima/Avibactam,
Imipenem,
Meropenem (MIC > 8 μg/mL),
Aztreonam,
Ciprofloxacino,
Amicacina e,
Trimetoprima-Sulfametoxazol.
Diante do perfil de resistência extensa (XDR) e da suspeita de produção de carbapenemase do tipo Metalobeta-lactamase (ex.: NDM) associada à hiperexpressão de AmpC, o médico intensivista discute a conduta terapêutica de resgate e o manejo de controle do foco infeccioso com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).
Considerando as características microbiológicas intrínsecas da Serratia marcescens, os mecanismos de resistência aos antimicrobianos e as diretrizes terapêuticas atuais, assinale a afirmativa correta.
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