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Um médico que atua em uma Unidade Básica de Saúde
atende um paciente de 52 anos, motorista de ônibus
interestadual, para uma consulta de rotina. Durante a
anamnese, o paciente relata episódios recorrentes de
perda súbita de consciência, sem pródromos, com
duração de 1 a 2 minutos, que vêm ocorrendo nos
últimos seis meses, inclusive enquanto estava em casa,
assistindo à televisão. A investigação diagnóstica
subsequente confirma um diagnóstico de síncope
neuromediada do tipo cardioinibitória maligna, com
pausas assistólicas de mais de 6 segundos durante teste
de inclinação (tilt-test), indicando alto risco de recorrência
e síncopes sem aviso. O médico orienta o paciente sobre
a gravidade da condição, o risco de acidentes e a
necessidade de se afastar da sua atividade profissional.
O paciente, no entanto, recusa-se a parar de trabalhar,
alegando necessidade financeira, e proíbe o médico de comunicar sua condição a qualquer pessoa ou órgão.
Diante deste conflito ético entre o dever de sigilo
profissional e a proteção da coletividade, de acordo com
o Código de Ética Médica, qual a conduta correta a ser
adotada pelo médico?
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Um paciente de 67 anos com câncer de pulmão
metastático, fora de possibilidades terapêuticas de
modificação da doença, está em acompanhamento
domiciliar pela equipe de Atenção Primária. Ele
apresenta dor intensa e constante, avaliada em 8/10 na
escala visual numérica, apesar do uso de paracetamol e
dipirona em horários fixos. A equipe decide iniciar o
tratamento com opioide, seguindo a escada analgésica
da Organização Mundial da Saúde (OMS). Foi prescrita
morfina de liberação imediata por via oral. Sobre os
princípios do uso de opioides para dor oncológica em
cuidados paliativos, assinale a alternativa correta.
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Durante uma avaliação semiológica de um paciente com
queixa de dor abdominal, o médico realiza a percussão
do tórax e abdome para delimitar as estruturas
anatômicas. Ao percutir a linha hemiclavicular direita, da
região torácica em direção ao abdome, o examinador
nota a transição do som claro pulmonar para um som
maciço e, em seguida, deste para um som timpânico.
Sobre a correlação anatomofisiológica e semiológica
destes achados, assinale a alternativa correta.
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Um paciente de 45 anos, executivo, refere quadro de dor
epigástrica em queimação há 2 meses, que melhora com
a alimentação e piora 2 a 3 horas após as refeições,
despertando-o à noite. Ele nega perda de peso, mas
admite uso frequente de anti-inflamatórios não
esteroides (AINEs) por cefaleia tensional e relata alto
nível de estresse no trabalho. Uma endoscopia digestiva
alta é realizada e evidencia uma úlcera de 1,5 cm de
diâmetro na parede anterior do bulbo duodenal. O teste
de urease para Helicobacter pylori na biópsia gástrica
resulta positivo. Sobre a fisiopatologia e o tratamento
desta condição, analise as afirmativas a seguir:
I.A fisiopatologia da úlcera duodenal envolve um desequilíbrio entre fatores agressores e protetores da mucosa. Neste caso, há dois fatores agressores principais: a infecção por H. pylori, que aumenta a secreção de gastrina e ácido clorídrico, e o uso de AINEs, que inibem a produção de prostaglandinas protetoras da mucosa.
II.O tratamento visa a erradicação do H. pylori, a cicatrização da úlcera e a prevenção de recorrências. O esquema de primeira linha preconizado no Brasil envolve a combinação de um inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose dupla com dois antibióticos, como amoxicilina e claritromicina, por 14 dias.
III.Após o término do tratamento de erradicação, é mandatório manter o uso contínuo de um IBP por tempo indeterminado para prevenir a recidiva da úlcera, mesmo com a confirmação da erradicação da bactéria.
Está correto o que se afirma em:
I.A fisiopatologia da úlcera duodenal envolve um desequilíbrio entre fatores agressores e protetores da mucosa. Neste caso, há dois fatores agressores principais: a infecção por H. pylori, que aumenta a secreção de gastrina e ácido clorídrico, e o uso de AINEs, que inibem a produção de prostaglandinas protetoras da mucosa.
II.O tratamento visa a erradicação do H. pylori, a cicatrização da úlcera e a prevenção de recorrências. O esquema de primeira linha preconizado no Brasil envolve a combinação de um inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose dupla com dois antibióticos, como amoxicilina e claritromicina, por 14 dias.
III.Após o término do tratamento de erradicação, é mandatório manter o uso contínuo de um IBP por tempo indeterminado para prevenir a recidiva da úlcera, mesmo com a confirmação da erradicação da bactéria.
Está correto o que se afirma em:
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Um paciente de 68 anos, sexo masculino, residente de
uma instituição de longa permanência, é trazido ao
serviço de emergência com história de febre de 38,9°C
há dois dias, tosse produtiva com expectoração
amarelada e confusão mental iniciada há 12 horas. Ao
exame físico, apresenta-se sonolento, com tempo de
enchimento capilar de 4 segundos, pressão arterial de
85x50 mmHg, frequência cardíaca de 128 bpm e
frequência respiratória de 28 irpm. A ausculta pulmonar
revela estertores crepitantes em base pulmonar direita.
Exames laboratoriais iniciais mostram: Leucócitos
18.500/mm³ com 15% de bastões, Ureia 88 mg/dL,
Creatinina 2,1 mg/dL, Bilirrubinas totais 2,5 mg/dL e Lactato arterial 4,2 mmol/L. Após a administração de 30
mL/kg de cristaloide intravenoso em 1 hora, a pressão
arterial do paciente se mantém em 90x55 mmHg,
necessitando do início de noradrenalina para manter
uma pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg.
Considerando o cenário clínico e os critérios diagnósticos
atuais (Sepsis-3), assinale a alternativa que descreve
corretamente a condição do paciente e a base para essa
definição.
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O paciente L.W. de 72 anos, tabagista de longa data (50 anos-maço) e com diagnóstico prévio de Doença
Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) classificado como
GOLD D, procura o pronto-socorro com queixa de piora
da dispneia há três dias, associada a aumento do
volume da expectoração, que se tornou purulenta. Ao
exame, encontra-se em regular estado geral, dispneico
em repouso (FR 26 irpm), utilizando musculatura
acessória da respiração, com saturação de oxigênio de
86% em ar ambiente. A ausculta pulmonar revela sibilos
difusos. Gasometria arterial em ar ambiente mostra pH
7,33; PaCO2 58 mmHg; PaO2 55 mmHg; HCO3 30
mEq/L; BE +2. O médico planeja a abordagem
terapêutica para a exacerbação aguda da DPOC.
Analise as afirmativas a seguir sobre o manejo deste
caso:
I.A oxigenoterapia deve ser prontamente iniciada com o objetivo de atingir uma saturação de oxigênio entre 88% e 92%, utilizando um sistema de baixo fluxo como cateter nasal ou, preferencialmente, um sistema de alto fluxo com fração inspirada de oxigênio (FiO2) controlada, como a máscara de Venturi, para evitar o risco de hipercapnia excessiva.
II.O uso de ventilação não invasiva (VNI) está formalmente contraindicado neste paciente, devido ao nível de PaCO2 superior a 55 mmHg e ao pH inferior a 7,35, indicando a necessidade de intubação orotraqueal imediata para proteção de via aérea e controle ventilatório.
III.A antibioticoterapia está indicada e a escolha do agente deve cobrir os patógenos mais comuns em exacerbações de DPOC (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis). A presença dos três critérios de Anthonisen (piora da dispneia, aumento do volume e da purulência do escarro) reforça fortemente essa indicação.
Está correto o que se afirma em:
I.A oxigenoterapia deve ser prontamente iniciada com o objetivo de atingir uma saturação de oxigênio entre 88% e 92%, utilizando um sistema de baixo fluxo como cateter nasal ou, preferencialmente, um sistema de alto fluxo com fração inspirada de oxigênio (FiO2) controlada, como a máscara de Venturi, para evitar o risco de hipercapnia excessiva.
II.O uso de ventilação não invasiva (VNI) está formalmente contraindicado neste paciente, devido ao nível de PaCO2 superior a 55 mmHg e ao pH inferior a 7,35, indicando a necessidade de intubação orotraqueal imediata para proteção de via aérea e controle ventilatório.
III.A antibioticoterapia está indicada e a escolha do agente deve cobrir os patógenos mais comuns em exacerbações de DPOC (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis). A presença dos três critérios de Anthonisen (piora da dispneia, aumento do volume e da purulência do escarro) reforça fortemente essa indicação.
Está correto o que se afirma em:
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O planejamento em saúde no âmbito do Sistema Único
de Saúde (SUS) é uma ferramenta estratégica para a
organização das ações e serviços, conforme disposto na
Lei nº 8.080/1990 e regulamentado pelo Decreto nº
7.508/2011. Este processo deve ser ascendente e
integrado, envolvendo as três esferas de governo. De
acordo com a legislação vigente, qual alternativa
descreve corretamente a articulação entre os
instrumentos de planejamento do SUS?
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Um paciente de 60 anos, hipertenso e diabético, é
internado com um quadro de infarto agudo do miocárdio
de parede inferior. A cineangiocoronariografia de
emergência revela uma oclusão total no terço proximal
da artéria coronária direita (CD). Durante o
procedimento, o paciente evolui com bradicardia sinusal
importante (frequência cardíaca de 38 bpm) e
hipotensão. Considerando a anatomia da vascularização
cardíaca e a fisiologia do sistema de condução elétrico,
qual a explicação provável para a bradicardia
apresentada pelo paciente?
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Uma mulher de 34 anos, vegana há 8 anos, sem
acompanhamento nutricional regular, comparece à
consulta com queixas de fadiga progressiva, dispneia a
esforços moderados e parestesia em mãos e pés há
cerca de seis meses. Relata também dificuldade de
concentração e memória. Ao exame físico, apresenta-se
hipocorada (++/4+), com palidez cutânea e de mucosas,
e glossite (língua lisa e despapilada). O exame neurológico revela diminuição da sensibilidade vibratória
e da propriocepção nos membros inferiores. O
hemograma revela: Hemoglobina 8,2 g/dL; VCM 115 fL;
HCM 38 pg; Leucócitos 3.800/mm³ e Plaquetas
120.000/mm³. Considerando o quadro
clínico-laboratorial, analise as seguintes afirmativas:
I.O diagnóstico principal é anemia por deficiência de vitamina B12 (cobalamina), evidenciada pelo VCM elevado (macrocitose), pela pancitopenia leve e pelos sintomas neurológicos de degeneração combinada subaguda da medula espinhal, sendo a dieta vegana estrita um fator de risco primário.
II.A investigação deve ser complementada com a dosagem de ácido fólico sérico, pois sua deficiência também causa anemia megaloblástica; contudo, a reposição isolada de folato sem a correção da deficiência de B12 pode agravar ou precipitar as manifestações neurológicas.
III.O tratamento inicial deve ser realizado com cianocobalamina por via intramuscular em doses de ataque, devido à presença de sintomas neurológicos, que indicam uma deficiência grave e a necessidade de rápida restauração dos estoques teciduais, não sendo a via oral a primeira escolha neste cenário.
Está correto o que se afirma em:
I.O diagnóstico principal é anemia por deficiência de vitamina B12 (cobalamina), evidenciada pelo VCM elevado (macrocitose), pela pancitopenia leve e pelos sintomas neurológicos de degeneração combinada subaguda da medula espinhal, sendo a dieta vegana estrita um fator de risco primário.
II.A investigação deve ser complementada com a dosagem de ácido fólico sérico, pois sua deficiência também causa anemia megaloblástica; contudo, a reposição isolada de folato sem a correção da deficiência de B12 pode agravar ou precipitar as manifestações neurológicas.
III.O tratamento inicial deve ser realizado com cianocobalamina por via intramuscular em doses de ataque, devido à presença de sintomas neurológicos, que indicam uma deficiência grave e a necessidade de rápida restauração dos estoques teciduais, não sendo a via oral a primeira escolha neste cenário.
Está correto o que se afirma em:
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Em consulta ambulatorial para ajuste de terapia, é
avaliado um homem de 65 anos com histórico de
hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2 e
infarto agudo do miocárdio há 5 anos, em uso regular de
AAS, clopidogrel, atorvastatina, enalapril e metoprolol, é
admitido com quadro de insuficiência cardíaca
descompensada, perfil "B" (quente e úmido). Após
otimização com furosemida intravenosa e vasodilatador,
o paciente melhora da congestão e recebe alta. Na
consulta de seguimento ambulatorial, ele se encontra
euvolêmico, em classe funcional II (NYHA), com fração
de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) de 35% em
ecocardiograma recente. O médico assistente considera
adicionar novos medicamentos ao esquema terapêutico
para otimizar o tratamento e reduzir a mortalidade.
Considerando as diretrizes atuais para o tratamento da
Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida
(ICFER), analise as afirmativas:
I.A introdução de um antagonista do receptor mineralocorticoide, como a espironolactona, está indicada, pois demonstrou redução de mortalidade e hospitalizações em pacientes com ICFER sintomáticos (NYHA II-IV) e FEVE ≤ 35%, desde que a função renal e os níveis de potássio permitam.
II.A substituição do inibidor da ECA (enalapril) por um inibidor da neprilisina e do receptor de angiotensina (INRA), como a associação sacubitril/valsartana, é uma recomendação forte para pacientes que permanecem sintomáticos apesar da terapia tripla otimizada.
III.A adição de um inibidor do cotransportador sódio-glicose 2 (iSGLT2), como a dapagliflozina ou a empagliflozina, é uma terapia fundamental que demonstrou reduzir desfechos cardiovasculares (morte e hospitalização por IC) em pacientes com ICFER, independentemente da presença de diabetes.
Está correto o que se afirma em:
I.A introdução de um antagonista do receptor mineralocorticoide, como a espironolactona, está indicada, pois demonstrou redução de mortalidade e hospitalizações em pacientes com ICFER sintomáticos (NYHA II-IV) e FEVE ≤ 35%, desde que a função renal e os níveis de potássio permitam.
II.A substituição do inibidor da ECA (enalapril) por um inibidor da neprilisina e do receptor de angiotensina (INRA), como a associação sacubitril/valsartana, é uma recomendação forte para pacientes que permanecem sintomáticos apesar da terapia tripla otimizada.
III.A adição de um inibidor do cotransportador sódio-glicose 2 (iSGLT2), como a dapagliflozina ou a empagliflozina, é uma terapia fundamental que demonstrou reduzir desfechos cardiovasculares (morte e hospitalização por IC) em pacientes com ICFER, independentemente da presença de diabetes.
Está correto o que se afirma em:
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