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Sobre agregados utilizados na construção civil, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Sobre os procedimentos de controle estatístico da resistência do concreto à compressão, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Nós, os escravos
Faço compras no supermercado. Encho o tanque do automóvel. Compro um livro, um filme, um CD. Vou almoçar, pago a conta, saio. E então reparo que não encontrei um único ser humano em todo o processo. Só máquinas. Eu, o meu cartão de crédito – e uma máquina. Então penso: será que Paul Lafargue (1842 – 1911) tinha razão?
[...]
Genro do famoso Karl, Lafargue escreveu "O Direito à Preguiça" em finais do século 19. Para deixar uma mensagem otimista: a humanidade deixará o trabalho para trás porque o progresso tecnológico vai libertar os homens da condenação da jornada. A mensagem de Lafargue é uma espécie de profecia bíblica do avesso: quando Adão e Eva foram expulsos do paraíso, Deus condenou o par desobediente a ganhar a vida com o suor do rosto. As máquinas, escreveu Lafargue, permitirão que os homens regressem ao paraíso, deixando as canseiras da labuta para os brinquedos da tecnologia.
Não sei quantas vezes li o opúsculo de Lafargue. Umas dez. Umas cem. Sempre à espera do dia em que a máquina libertaria os homens para o lazer.
Esse dia pode estar mais próximo do que imaginamos. Derek Thompson, na revista "The Atlantic", revela alguns números: em 2013, a Universidade de Oxford previu que as máquinas, daqui a 20 anos, farão metade dos trabalhos nos Estados Unidos da América. Essa previsão, como todas as previsões, tem um valor relativo: se a história ensina alguma coisa é que por cada trabalho destruído haverá sempre um trabalho inventado. Melhor: inventado e imprevisto pelo horizonte estreito do nosso presente.
Mas existem sinais de alguns limites: o número de empregos disponíveis (e tradicionais) começou a escassear nas últimas gerações, sobretudo para homens e jovens graduados. Porque a tecnologia faz mais e os homens têm cada vez menos para fazer. O meu coração hedonista rejubila com a notícia, partindo do pressuposto de que as máquinas também irão gerar recursos capazes de sustentar a minha nostalgia pela vadiagem.
Mas depois, como uma Cassandra moderna, Derek Thompson relembra o "paradoxo do trabalho" que define a nossa miserável condição: toda gente amaldiçoa as horas passadas no escritório; mas, ao mesmo tempo, toda gente amaldiçoa as horas passadas em casa. Sem trabalhar, a maioria perde um "sentido" para a vida que não consegue encontrar em mais nada.
E não me refiro a situações dramáticas de desemprego, que jogam em outro campeonato. Falo de gente que enriqueceu, ou se aposentou, e que em teoria poderia festejar a liberdade com algumas garrafas de ociosidade.
Puro engano. Um mundo onde as máquinas trabalham e os homens têm tempo livre (e remunerado) soa mais a distopia do que a utopia. Será que a infame frase "o trabalho liberta" esconde uma verdade profunda?
Admito que sim. Mas também admito que o "paradoxo do trabalho" é o resultado de uma sociedade enlouquecida pelo próprio trabalho.
Quando todas as áreas da vida estão invadidas por prazos a respeitar, e-mails para responder, fins de semana para arruinar, filhos para ignorar, vida pessoal para adiar – enfim, sobra pouco espaço para descobrir o que gostamos de fazer quando não estamos a fazer nada.
[...]
Hoje, não temos tempo nem escravos porque somos nós os escravos das nossas vidas. E quando nos vemos livres das correntes, nem sabemos o que fazer sem elas.
(Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2015/07/1655226-nos-os-escravos.shtml. Acesso em 17/07/2015.)
Em relação a sinais de pontuação empregados no texto, analise as afirmativas.
I - No trecho A mensagem de Lafargue é uma espécie de profecia bíblica do avesso: quando Adão e Eva foram expulsos do paraíso, Deus condenou o par desobediente a ganhar a vida com o suor do rosto., os dois pontos são usados para inserir uma explicação à ideia anteriormente mencionada.
II - Em Quando todas as áreas da vida estão invadidas por prazos a respeitar, e-mails para responder, fins de semana para arruinar, filhos para ignorar, vida pessoal para adiar, a vírgula separa sequências enumerativas formadas por termos que exercem a mesma função.
III - As frases interrogativas, nas duas ocorrências no texto, têm como finalidade promover interação direta autor/ leitor.
IV - No quinto e oitavo parágrafos, os parênteses são usados para intercalar uma explicação essencial para o entendimento do texto.
Está correto o que se afirma em
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(Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/cartum/cartunsdiarios/#8/7/2015. Acesso em 17/07/2015.)
Em relação ao cartum, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O autor recorre à linguagem denotativa para manifestar sua opinião a respeito das grandes empresas.
( ) Para expressar seu ponto de vista, o autor estabelece analogia entre grandes empresas e a natureza.
( ) No último quadrinho, a relação de poder entre grandes empresas é sugerida pela antítese presente.
( ) O último quadrinho reforça a imagem de afetividade e cuidado atribuída à natureza no segundo quadrinho.
Assinale a sequência correta.
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Abaixo é apresentada a tabela de calibração do indicador de força de uma máquina universal de ensaios.
| (1) | (2) | (3) |
|
Leitura
kN
|
Força
kN
|
Diferença
kN
|
| 0 | 0 | 0 |
| 5 | 4,9 | 4,9 |
| 10 | 10,1 | 5,2 |
| 15 | 14,9 | 4,8 |
| 20 | 20,2 | 5,3 |
| 30 | 30,2 | 10 |
| 40 | 40,3 | 10,1 |
| 50 | 50,2 | 9,9 |
| 60 | 60,4 | 10,2 |
| 70 | 70,3 | 9,9 |
| 80 | 80,1 | 9,8 |
| 90 | 89,9 | 9,8 |
| 100 | 99,7 | 9,8 |
Na coluna (1), está registrada a leitura da força no painel da máquina universal, em (2) está o valor da força na célula de carga utilizada na calibração e, na coluna (3), estão as diferenças entre os valores consecutivos da calibração.
Em três ensaios realizados na máquina, foram obtidas, em kN, as leituras seguintes de carga de ruptura no painel: 28; 58 e 94. Assinale a alternativa com os valores calibrados das forças de ruptura.
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São apresentadas abaixo informações sobre as características de atuadores hidráulicos com dupla ação.
| Modelo |
Capacidade do
cilindro (kN)
|
Curso
(mm)
|
Altura
fechada
(mm)
|
|
| Empurrar | Puxar | |||
| RR-1010 | 101 | 33 | 254 | 410 |
| RR-1012 | 101 | 33 | 305 | 457 |
| RR-308 | 295 | 53 | 210 | 387 |
| RR-3014 | 295 | 53 | 368 | 549 |
| RR-506 | 498 | 103 | 156 | 332 |
| RR-5013 | 498 | 103 | 334 | 510 |
| RR-1006 | 933 | 435 | 168 | 357 |
| RR-10013 | 933 | 435 | 334 | 524 |
| RR-1506 | 1386 | 668 | 156 | 386 |
| RR-15013 | 1386 | 668 | 334 | 508 |
| RR-2006 | 1995 | 1017 | 152 | 430 |
| RR-20013 | 1995 | 1017 | 330 | 608 |
Deseja-se especificar um atuador para instalar no laboratório e funcionar sob as seguintes condições: força máxima de empurrar = 250 kN; força máxima de puxar = 50 kN; extensão máxima de movimento = 350 mm.
A partir das informações, assinale a afirmativa correta.
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Sobre um ensaio monotônico de tração de um corpo de prova de aço, com uma só rampa de carregamento que inicia em zero e encerra quando atingir a ruptura, assinale a afirmativa correta.
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Considere a atividade elaborar traço de concreto. Assinale a alternativa que apresenta os riscos inerentes à atividade e a recomendação de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) a serem utilizados.
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(Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/cartum/cartunsdiarios/#8/7/2015. Acesso em 17/07/2015.)
Sobre aspectos gramaticais explorados no cartum, é correto afirmar:
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Nós, os escravos
Faço compras no supermercado. Encho o tanque do automóvel. Compro um livro, um filme, um CD. Vou almoçar, pago a conta, saio. E então reparo que não encontrei um único ser humano em todo o processo. Só máquinas. Eu, o meu cartão de crédito – e uma máquina. Então penso: será que Paul Lafargue (1842 – 1911) tinha razão?
[...]
Genro do famoso Karl, Lafargue escreveu "O Direito à Preguiça" em finais do século 19. Para deixar uma mensagem otimista: a humanidade deixará o trabalho para trás porque o progresso tecnológico vai libertar os homens da condenação da jornada. A mensagem de Lafargue é uma espécie de profecia bíblica do avesso: quando Adão e Eva foram expulsos do paraíso, Deus condenou o par desobediente a ganhar a vida com o suor do rosto. As máquinas, escreveu Lafargue, permitirão que os homens regressem ao paraíso, deixando as canseiras da labuta para os brinquedos da tecnologia.
Não sei quantas vezes li o opúsculo de Lafargue. Umas dez. Umas cem. Sempre à espera do dia em que a máquina libertaria os homens para o lazer.
Esse dia pode estar mais próximo do que imaginamos. Derek Thompson, na revista "The Atlantic", revela alguns números: em 2013, a Universidade de Oxford previu que as máquinas, daqui a 20 anos, farão metade dos trabalhos nos Estados Unidos da América. Essa previsão, como todas as previsões, tem um valor relativo: se a história ensina alguma coisa é que por cada trabalho destruído haverá sempre um trabalho inventado. Melhor: inventado e imprevisto pelo horizonte estreito do nosso presente.
Mas existem sinais de alguns limites: o número de empregos disponíveis (e tradicionais) começou a escassear nas últimas gerações, sobretudo para homens e jovens graduados. Porque a tecnologia faz mais e os homens têm cada vez menos para fazer. O meu coração hedonista rejubila com a notícia, partindo do pressuposto de que as máquinas também irão gerar recursos capazes de sustentar a minha nostalgia pela vadiagem.
Mas depois, como uma Cassandra moderna, Derek Thompson relembra o "paradoxo do trabalho" que define a nossa miserável condição: toda gente amaldiçoa as horas passadas no escritório; mas, ao mesmo tempo, toda gente amaldiçoa as horas passadas em casa. Sem trabalhar, a maioria perde um "sentido" para a vida que não consegue encontrar em mais nada.
E não me refiro a situações dramáticas de desemprego, que jogam em outro campeonato. Falo de gente que enriqueceu, ou se aposentou, e que em teoria poderia festejar a liberdade com algumas garrafas de ociosidade.
Puro engano. Um mundo onde as máquinas trabalham e os homens têm tempo livre (e remunerado) soa mais a distopia do que a utopia. Será que a infame frase "o trabalho liberta" esconde uma verdade profunda?
Admito que sim. Mas também admito que o "paradoxo do trabalho" é o resultado de uma sociedade enlouquecida pelo próprio trabalho.
Quando todas as áreas da vida estão invadidas por prazos a respeitar, e-mails para responder, fins de semana para arruinar, filhos para ignorar, vida pessoal para adiar – enfim, sobra pouco espaço para descobrir o que gostamos de fazer quando não estamos a fazer nada.
[...]
Hoje, não temos tempo nem escravos porque somos nós os escravos das nossas vidas. E quando nos vemos livres das correntes, nem sabemos o que fazer sem elas.
(Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2015/07/1655226-nos-os-escravos.shtml. Acesso em 17/07/2015.)
Em relação ao uso da linguagem, analise as afirmativas abaixo.
I - No trecho Falo de gente que enriqueceu, ou se aposentou, e que em teoria poderia festejar a liberdade com algumas garrafas de ociosidade, a expressão em destaque, empregada no sentido conotativo, sugere entretenimento, prazer.
II - No trecho Sempre à espera do dia em que a máquina libertaria os homens para o lazer., a forma verbal destacada expressa certeza com relação a expectativas futuras.
III - No primeiro parágrafo, o autor emprega predominantemente formas verbais no tempo presente do indicativo, para fazer referência a ações que fazem parte do seu cotidiano.
IV - No trecho Será que a infame frase o trabalho liberta, o adjetivo destacado corresponde, semanticamente, à locução adjetiva de mau gosto.
V - Hoje, não temos tempo nem escravos porque somos nós os escravos das nossas vidas., o substantivo escravos está no sentido denotativo nas duas vezes em que é empregado.
Está correto o que se afirma em
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