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Leia o texto abaixo para responder a questão.
Como plataformas digitais usam o extrativismo da atenção para nos prender
Muitos se preocupam com a dependência em telas, celulares e redes sociais e este parece ser um dos grandes assuntos do momento. É importante identificar e nomear o problema real, afinal, existem coisas muito boas na nossa tecnologia. Por isso, falamos de "extrativismo de atenção" e da sua consequência, o "rebaixamento humano".
Fazendo um paralelo, conteúdos são como comida.
Quanto mais você consome em um restaurante, mais ele lucra. Ou seja, não é interessante que você entre, sirva-se de apenas uma entradinha e saía. Nas plataformas digitais é parecido. Quanto mais conteúdo você consome, mais elas lucram com impactos de publicidades em meio aos scrolls, por exemplo.
Nessas condições, este restaurante saberia exatamente o que e quando te oferecer,
Essas plataformas utilizam artifícios que manipulam nossa dopamina
Você já foi olhar uma coisa rapidinha no celular e se perdeu em mil outros interesses, sem lembrar o que foi fazer em primeiro lugar? Já teve dificuldades para parar? "Só mais um pouquinho ... só mais uma partidinha".
Confere o celular incontáveis vezes ao dia, mesmo quando não está esperando nada? No tédio, pegar o celular é a primeira coisa que você faz.
Se restaurantes realmente
Estamos presenciando o crescimento da primeira geração com QI inferior ao dos pais, e não é à toa que nomeamos esses efeitos de "rebaixamento humano". Não há nada essencialmente errado com conteúdos - vídeos, posts, artigos. Da mesma forma que não há nada de errado com restaurantes, plataformas e celulares. Mas as técnicas utilizadas no extrativismo de atenção precisam acabar.
Assinale a opção que apresenta a sentença transcrita em que há a correta correspondência entre o vocábulo destacado e o referente a ele atribuído no contexto.
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Como plataformas digitais usam o extrativismo da atenção para nos prender
Muitos se preocupam com a dependência em telas, celulares e redes sociais e este parece ser um dos grandes assuntos do momento. É importante identificar e nomear o problema real, afinal, existem coisas muito boas na nossa tecnologia. Por isso, falamos de "extrativismo de atenção" e da sua consequência, o "rebaixamento humano".
Fazendo um paralelo, conteúdos são como comida. Alguns são mais nutritivos que outros. Você pode ler um artigo profundo e embasado, o que é mais "nutritivo". Ou ver o vídeo de um gatinho fofo, o que seria como comer uma barrinha de chocolate - o que também é gostoso. Indo além, as plataformas digitais são como restaurantes - eles levam a comida atê você enquanto as plataformas sociais trazem conteúdos do mundo inteiro.
Quanto mais você consome em um restaurante, mais ele lucra. Ou seja, não é interessante que você entre, sirva-se de apenas uma entradinha e saía. Nas plataformas digitais é parecido. Quanto mais conteúdo você consome, mais elas lucram com impactos de publicidades em meio aos scrolls, por exemplo.
Agora, imagine que você entre em um restaurante. Mas, desta vez, sem que você saiba, o estabelecimento recorre a vários truques para te fazer consumir mais e mais comida. Secretamente despeja ingredientes que aumentam o seu apetite, te espiona em momentos inimagináveis da sua vida para estudar os seus hábitos, gostos e preferências. Então, passa a te oferecer comida o tempo todo. Enquanto você dirige, quando está no cinema, ao lado da sua cama à noite.
Nessas condições, este restaurante saberia exatamente o que e quando te oferecer, entregando de bandeja aquilo que você acharia o mais irresistível possível. Isso seria errado, não? Sinto por lhe dizer, mas é exatamente isso que as plataformas digitais estão fazendo com a nossa atenção. E é isso que chamamos de "extrativismo de atenção".
Essas plataformas utilizam artifícios que manipulam nossa dopamina e aplicam recursos que exploram as vulnerabilidades da psicologia humana, sempre testando fundamentos científicos, utilizando tecnologia avançada para rastrear e estudar nossos comportamentos digitais, além de enviar mensagens e notificações intrusivas. Tudo habilmente operado por algoritmos poderosos com a intenção de fisgar e reter nossa atenção, modificando comportamentos que mal percebemos.
Você já foi olhar uma coisa rapidinha no celular e se perdeu em mil outros interesses, sem lembrar o que foi fazer em primeiro lugar? Já teve dificuldades para parar? "Só mais um pouquinho ... só mais uma partidinha".
Confere o celular incontáveis vezes ao dia, mesmo quando não está esperando nada? No tédio, pegar o celular é a primeira coisa que você faz.
Se restaurantes realmente aplicassem os truques que comentamos, especialmente com crianças, teríamos problemas de saúde decorrentes de um consumo insustentável: diabetes, obesidade, problemas cardíacos e assim por diante. Com essas mesmas técnicas, muitas plataformas estão causando problemas de cognição, memória, afetando a nossa saúde mental. Impulsionando inclusive consequências coletivas como a polarização, o extremismo e o negacionismo.
Estamos presenciando o crescimento da primeira geração com QI inferior ao dos pais,
Assinale a opção em que a locução adverbial sublinhada faz parte do mesmo grupo semântico que a destacada no fragmento "(...) e não é à toa que nomeamos esses efeitos ( ... )" 8º §.
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Como plataformas digitais usam o extrativismo da atenção para nos prender
Muitos se preocupam com a dependência em telas, celulares e redes sociais e este parece ser um dos grandes assuntos do momento. É importante identificar e nomear o problema real, afinal, existem coisas muito boas na nossa tecnologia. Por isso, falamos de "extrativismo de atenção" e da sua consequência, o "rebaixamento humano".
Fazendo um paralelo, conteúdos são como comida. Alguns são mais nutritivos que outros. Você pode ler um artigo profundo e embasado, o que é mais "nutritivo". Ou ver o vídeo de um gatinho fofo, o que seria como comer uma barrinha de chocolate - o que também é gostoso. Indo além, as plataformas digitais são como restaurantes - eles levam a comida atê você enquanto as plataformas sociais trazem conteúdos do mundo inteiro.
Quanto mais você consome em um restaurante, mais ele lucra. Ou seja, não é interessante que você entre, sirva-se de apenas uma entradinha e saía.
Agora, imagine que você entre em um restaurante. Mas, desta vez, sem que você saiba, o estabelecimento recorre a vários truques para te fazer consumir mais e mais comida. Secretamente despeja ingredientes que aumentam o seu apetite, te espiona em momentos inimagináveis da sua vida para estudar os seus hábitos, gostos e preferências. Então, passa a te oferecer comida o tempo todo. Enquanto você dirige, quando está no cinema, ao lado da sua cama à noite.
Nessas condições, este restaurante saberia exatamente o que e quando te oferecer, entregando de bandeja aquilo que você acharia o mais irresistível possível. Isso seria errado, não? Sinto por lhe dizer, mas é exatamente isso que as plataformas digitais estão fazendo com a nossa atenção. E é isso que chamamos de "extrativismo de atenção".
Essas plataformas utilizam artifícios que manipulam nossa dopamina e aplicam recursos que exploram as vulnerabilidades da psicologia humana, sempre testando fundamentos científicos, utilizando tecnologia avançada para rastrear e estudar nossos comportamentos digitais, além de enviar mensagens e notificações intrusivas. Tudo habilmente operado por algoritmos poderosos com a intenção de fisgar e reter nossa atenção, modificando comportamentos que mal percebemos.
Você já foi olhar uma coisa rapidinha no celular e se perdeu em mil outros interesses, sem lembrar o que foi fazer em primeiro lugar? Já teve dificuldades para parar? "Só mais um pouquinho ... só mais uma partidinha".
Confere o celular incontáveis vezes ao dia, mesmo quando não está esperando nada? No tédio, pegar o celular é a primeira coisa que você faz.
Se restaurantes realmente aplicassem os truques que comentamos, especialmente com crianças, teríamos problemas de saúde decorrentes de um consumo insustentável: diabetes, obesidade, problemas cardíacos e assim por diante. Com essas mesmas técnicas, muitas plataformas estão causando problemas de cognição, memória, afetando a nossa saúde mental. Impulsionando inclusive consequências coletivas como a polarização, o extremismo e o negacionismo.
Estamos presenciando o crescimento da primeira geração com QI inferior ao dos pais, e não é à toa que nomeamos esses efeitos de "rebaixamento humano". Não há nada essencialmente errado com conteúdos - vídeos, posts, artigos. Da mesma forma que não há nada de errado com restaurantes, plataformas e celulares. Mas as técnicas utilizadas no extrativismo de atenção precisam acabar.
Assinale a opção que apresenta corretamente a função sintática do termo sublinhado no trecho: "Nas plataformas digitais é parecido." 2° §.
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Como plataformas digitais usam o extrativismo da atenção para nos prender
Muitos se preocupam com a dependência em telas, celulares e redes sociais e este parece ser um dos grandes assuntos do momento. É importante identificar e nomear o problema real, afinal, existem coisas muito boas na nossa tecnologia. Por isso, falamos de "extrativismo de atenção" e da sua consequência, o "rebaixamento humano".
Fazendo um paralelo, conteúdos são como comida. Alguns são mais nutritivos que outros. Você pode ler um artigo profundo e embasado, o que é mais "nutritivo". Ou ver o vídeo de um gatinho fofo, o que seria como comer uma barrinha de chocolate - o que também é gostoso. Indo além, as plataformas digitais são como restaurantes - eles levam a comida atê você enquanto as plataformas sociais trazem conteúdos do mundo inteiro.
Quanto mais você consome em um restaurante, mais ele lucra. Ou seja, não é interessante que você entre, sirva-se de apenas uma entradinha e saía. Nas plataformas digitais é parecido. Quanto mais conteúdo você consome, mais elas lucram com impactos de publicidades em meio aos scrolls, por exemplo.
Agora, imagine que você entre em um restaurante. Mas, desta vez, sem que você saiba, o estabelecimento recorre a vários truques para te fazer consumir mais e mais comida.
Nessas condições, este restaurante saberia exatamente o que e quando te oferecer, entregando de bandeja aquilo que você acharia o mais irresistível possível. Isso seria errado, não? Sinto por lhe dizer, mas é exatamente isso que as plataformas digitais estão fazendo com a nossa atenção. E é isso que chamamos de "extrativismo de atenção".
Essas plataformas utilizam artifícios que manipulam nossa dopamina e aplicam recursos que exploram as vulnerabilidades da psicologia humana, sempre testando fundamentos científicos, utilizando tecnologia avançada para rastrear e estudar nossos comportamentos digitais, além de enviar mensagens e notificações intrusivas. Tudo habilmente operado por algoritmos poderosos com a intenção de fisgar e reter nossa atenção, modificando comportamentos que mal percebemos.
Você já foi olhar uma coisa rapidinha no celular e se perdeu em mil outros interesses, sem lembrar o que foi fazer em primeiro lugar? Já teve dificuldades para parar? "Só mais um pouquinho ... só mais uma partidinha".
Confere o celular incontáveis vezes ao dia, mesmo quando não está esperando nada? No tédio, pegar o celular é a primeira coisa que você faz.
Se restaurantes realmente aplicassem os truques que comentamos, especialmente com crianças, teríamos problemas de saúde decorrentes de um consumo insustentável: diabetes, obesidade, problemas cardíacos e assim por diante. Com essas mesmas técnicas, muitas plataformas estão causando problemas de cognição, memória, afetando a nossa saúde mental. Impulsionando inclusive consequências coletivas como a polarização, o extremismo e o negacionismo.
Estamos presenciando o crescimento da primeira geração com QI inferior ao dos pais, e não é à toa que nomeamos esses efeitos de "rebaixamento humano". Não há nada essencialmente errado com conteúdos - vídeos, posts, artigos. Da mesma forma que não há nada de errado com restaurantes, plataformas e celulares. Mas as técnicas utilizadas no extrativismo de atenção precisam acabar.
Não se observam ambiguidades no trecho: "Secretamente despeja ingredientes que aumentam o seu apetite, te espiona em momentos inimagináveis da sua vida para estudar os seus hábitos, gostos e preferências." 3° §.
Assinale a opção que também apresenta apenas um sentido.
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Leia o texto para responder a questão abaixo.
Walcyr Carrasco
Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados.
Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.
Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisão e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta. Escapei de bater tentando captar música clássica.Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!
Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticídio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos. Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.
Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo.
Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.
Agora o Twitter lançou uma nova versão. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior.
Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.
Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!
Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?
Observe a palavra destacada no trecho "E lentíssima!" 1° §. Assinale a opção em que a formação do adjetivo está INCORRETA.
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Walcyr Carrasco
Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima! Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever.
Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.
Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisão e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta. Escapei de bater tentando captar música clássica.Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!
Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticídio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos. Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.
Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.
Agora o Twitter lançou uma nova versão. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior.
Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.
Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!
Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?
Assinale a opção cujo período apresenta a mesma inversão de ordem gramatical, quanto ao sujeito, que se observa no fragmento: "Surgiram novos sites de relacionamento( ... )" 4º §.
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- SintaxeTermos Acessórios e IndependentesTermos AcessóriosAdjunto AdnominalAdjunto Adnominal vs. Complemento Nominal
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Walcyr Carrasco
Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima! Nas redações de revistas e jornais
Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.
Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisão e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta. Escapei de bater tentando captar música clássica.Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!
Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticídio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos. Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.
Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo.
Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.
Agora o Twitter lançou uma nova versão. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior.
Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.
Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!
Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?
Assinale a opção em que o termo destacado possui a mesma função sintática do vocábulo sublinhado no trecho "( ... ) usava-se máquina de escrever." 1º §.
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Walcyr Carrasco
Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima! Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever.
Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.
Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisão e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta. Escapei de bater tentando captar música clássica.Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!
Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticídio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos. Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.
Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo.
Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.
Agora o Twitter lançou uma nova versão. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior.
Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.
Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!
Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?
O propósito comunicativo principal do texto 1, já enunciado em seu titulo, orienta-se para:
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Walcyr Carrasco
Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima! Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever.
Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver
Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisão e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta.
Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez
Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo.
Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.
Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.
Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!
Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?
Assinale a opção em que a palavra ou expressão grifada encontra-se corretamente substitulda por um pronome pessoal.
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Walcyr Carrasco
Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima! Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever.
Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida.
Tudo está se tornando complicado demais. Eu me confundo até com o controle remoto da televisão e do DVD. Não é brincadeira: se coloco um filme, vem a imagem, mas não o som. Ou consigo ouvir os diálogos, mas a tela fica preta. No carro, quase enlouqueço se alguém tira da minha estação predileta. Escapei de bater tentando captar música clássica. Já consigo falar no meu celular, mandar torpedos e fotografar. Só me atrapalho para achar um endereço no Google em menos de dez minutos!
Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, servi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê - como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. Algumas dessas pessoas permanecem na minha vida até hoje. Do Orkut, eu me distanciei. Não fui o único. Passei a ouvir com frequência o termo "orkuticídio". Isso acontece quando a pessoa elimina sua página e abandona seus contatos. Isso eu não cheguei a fazer. Já não entro todos os dias.
Surgiram novos sites de relacionamento, com mais ferramentas, como o Facebook e o Twitter. O Orkut reagiu: transformou-se, abrindo novas possibilidades de interação. Imagino os milhões de dólares gastos para reprogramar o site. Tentei, mas não consegui me adaptar ao novo Orkut. Voltei ao antigo. Muita gente que conheço fez o mesmo.
Ou abandonou de vez. "Ficou muito complicado" - foi a frase que mais ouvi. Embora, na prática, seu nível de dificuldade tenha se tornado semelhante ao do Facebook, para onde essas pessoas migraram. E o Second Life? Foi uma febret Havia até disputa para "comprar" avenidas, anunciar nas ruas do universo virtual. Imagino que muita gente ainda se divirta com ele, mas não conheço ninguém.
Agora o Twitter lançou uma nova versão. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado,
Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. "Ah, eu não sabia" tornou-se uma frase comum no meu vocabulário.
Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades!
Talvez meu "professor" tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?
O trecho "( ... ) voltei à anterior." 5" § foi corretamente grafado. Assim, quanto ao sinal indicativo de crase, assinale a opção em que o termo sublinhado está correto.
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