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2947742
Ano: 2023
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Astolfo Dutra-MG
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Astolfo Dutra-MG
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Os órgãos integram a estrutura do Estado e das demais pessoas jurídicas que fazem parte da administração estatal. É possível
classificá-los de acordo com diversos critérios, sendo a posição hierárquica, um deles:
I. Independente : não estão sujeitos a nenhum tipo de subordinação, possuindo ampla liberdade de atuação e tendo a maioria de suas atribuições previstas na própria Constituição.
II. Autônomos : estão localizados na cúpula da atividade administrativa, possuindo como peculiaridades, ainda, o fato de terem autonomia administrativa, financeira e técnica.
III. Superiores : não detêm autonomia para suas atividades, motivo pelo qual devem obediência hierárquica aos órgãos autônomos; não possuem autonomia administrativa, financeira e técnica.
IV. Subalternos : são órgãos com pouco poder decisório, possuindo dentre as suas atribuições as tarefas de mera execução.
Está correto o que se afirma em
I. Independente : não estão sujeitos a nenhum tipo de subordinação, possuindo ampla liberdade de atuação e tendo a maioria de suas atribuições previstas na própria Constituição.
II. Autônomos : estão localizados na cúpula da atividade administrativa, possuindo como peculiaridades, ainda, o fato de terem autonomia administrativa, financeira e técnica.
III. Superiores : não detêm autonomia para suas atividades, motivo pelo qual devem obediência hierárquica aos órgãos autônomos; não possuem autonomia administrativa, financeira e técnica.
IV. Subalternos : são órgãos com pouco poder decisório, possuindo dentre as suas atribuições as tarefas de mera execução.
Está correto o que se afirma em
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2947720
Ano: 2023
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Astolfo Dutra-MG
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Astolfo Dutra-MG
Provas:
Em raciocínio lógico as proposições compostas podem ser formadas utilizando os conectivos: negação (~), conjunção (∧),
disjunção (∨), condicional (⟶) e bicondicional (⟷). As proposições a seguir são formadas a partir de proposições simples
p
,
q
, e
r
utilizando os conectivos citados.
I. p ⟷ q
II. p → ( q → r )
III. p → ( q ∨ r )
IV. ~ p ⟷ ~ q
Sabendo-se que as proposições simples p e q são verdadeiras e a proposição simples r é falsa, assinale a alternativa que indica, das composições apresentadas, a proposição composta com valor lógico FALSO.
I. p ⟷ q
II. p → ( q → r )
III. p → ( q ∨ r )
IV. ~ p ⟷ ~ q
Sabendo-se que as proposições simples p e q são verdadeiras e a proposição simples r é falsa, assinale a alternativa que indica, das composições apresentadas, a proposição composta com valor lógico FALSO.
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Matriz é uma tabela organizada em linhas e colunas no formato m x n, onde m representa o número de linhas e n o número
de colunas. A matriz solução X da equação matricial
é
é
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Um comerciante adotou a estratégia de aumentar o preço de determinado produto de sua loja em 15%, pois sabe que o cliente irá
pechinchar. Diante de tal fato, o comerciante concedeu um desconto de 10% sobre o valor do produto já com aumento; o cliente
ficou satisfeito. O comerciante, adotando tal estratégia, teve, em relação ao preço do produto sem o aumento de 15%, um ganho
de:
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Um cidadão astolfo-dutrense, a partir do censo demográfico de 2022 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), obteve a informação de que o município de Astolfo Dutra, no Estado de Minas Gerais, possuía no referido ano, aproximadamente, 90 habitantes/km2
. Sabendo-se que a área total do município é cerca de 160 Km², o número de habitantes no ano de 2022,
considerando as aproximações nos dados obtidos pelo cidadão astolfo-dutrense é:
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Escolas precisam compreender que o letramento é mais amplo que a alfabetização
No Brasil, tanto as escolas públicas, como as particulares e as políticas públicas ainda partem da alfabetização para o letramento.
Em suas pesquisas sobre o diálogo entre educação e linguística, Filomena Elaine Paiva Assolini alerta há alguns anos que o
trabalho deveria ser feito de maneira inversa para, assim, considerar os saberes adquiridos fora da escola. Ela é pós-doutora pela
Unicamp e docente desde 2005 na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.
“Os educadores precisam ter em mente é que o letramento é mais amplo que a alfabetização, sendo ela um dos aspectos
do letramento. Quando consideramos o letramento, que é coletivo, entende-se que o sujeito possui saberes sobre a escrita
independentemente do contexto escolar e da educação formal, porque ele está inserido em uma sociedade letrada. Então se a
escola partisse do letramento, ela conseguiria se aproximar mais dos alunos e teria condições favoráveis para que eles expusessem os seus saberes sobre a escrita e sobre as diferentes linguagens”, explica a professora.
Elaine complementa que a escola ainda insiste em trabalhar com o método silábico e com o método fonético de maneira descontextualizada. “Ainda há o entendimento de que a psicogênese da língua escrita é o que há de mais novo, mais recente e melhor
para o entendimento do processo de alfabetização, mas, com todo respeito às contribuições de Emília Ferreiro, Ana
Teberosky
e Telma
Weisz
, já são ultrapassadas, serviram para aquele momento. Hoje entende-se que as fases pelas quais o sujeito passa não são tão
lineares, redondinhas. Bom se fossem.”
O posicionamento de Elaine conversa com as pesquisas e livros da grande Magda Soares, que frisou em vida a importância
de olhar para os vários métodos e respeitar o conhecimento que a realidade individual e/ou local do estudante traz. Outro
ponto da professora da USP é que as escolas tendem a considerar apenas a fase inicial da alfabetização, com isso, restringindo
esse papel a apenas um professor. “Não se considera o que a criança traz: suas experiências e linguagens com as quais ela pode
ter convivido antes de entrar na escola.”
Um caminho que a escola pode adotar é trazer na produção linguística oral ou escrita a subjetividade do educando e assim
permitir falar de si, das dores, angústias, desejos e acontecimentos, sugere Elaine, que também é coordenadora do Grupo de
Estudos e Pesquisas Sobre Alfabetização, Leitura e Letramento, (GEPALLE), regulamentado no CNPq. As atividades lúdicas, indica, também são outra possibilidade para o educador. “Só que elas ainda encontram resistência em algumas escolas sustentadas pelos pilares conteudistas, livrescos e avaliativos.”
No século 21, com a
internet
presente cada vez mais no dia a dia, Elaine reforça que a sociedade é multiletrada e isso precisa ser
considerado no processo de ensino e aprendizagem.
“Alfabetizar não é codificar. Crer o contrário é ultrapassado, medieval e não serve mais para a criança de hoje, que vive em uma
sociedade multissemiótica. Qualquer videozinho do
TikTok
de 10 segundos mostra isso: tem a linguagem escrita da legenda, a linguagem musical, a linguagem icônica. Então ser alfabetizado envolve sim conhecer o código escrito, mas envolve também saber compreender e saber interpretar. E um dos graves problemas é que o brasileiro não sabe interpretar. As crianças brasileiras têm muita
dificuldade em lidar com poesia, com metáforas, basta você ver as análises, as provas. Seria um grande salto promover a compreensão
textual, mas ir além e interpretar também.”
Com as
fake news
a todo vapor, essa interpretação se torna ainda mais fundamental para o educando não cair na manipulação
e ter a sua tão falada autonomia fortalecida. Elaine Paiva diz observar por meio de suas pesquisas que uma escola quando é boa,seja
pública ou particular, o aluno aprende a compreender. Mas é preciso ir além.
“A sociedade contemporânea exige um sujeito que saiba interpretar. Para isso, ele precisa entender que os acontecimentos e
os dizeres das palavras possuem outros modos de interpretação, sendo que alguns predominam e ele também precisa entender o
motivo de um e outro predominarem… Eu não posso interpretar desconsiderando que somos sujeitos socio-históricos, que estamos
inseridos em uma cultura que tem suas ideologias, preferências e características. Porque falamos a partir desse lugar social que
ocupamos. Então eu não posso sair interpretando da maneira como eu quero.”
As orientações de Elaine Paiva tendem a ser propícias, inclusive, para detectar questões de saúde mental e problema familiar,
já que o professor é um interlocutor privilegiado dos seus alunos. “Já dei aula na educação infantil, fundamental e médio. Os alunos
me contavam coisas por meio de textos que nunca contaram para o pai, mamãe, irmão.”
(Laura Rachid. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2023/05/09/letramento-e-alfabetizacao-bett/. Acesso em: 03/07/2023. Fragmento.)
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Escolas precisam compreender que o letramento é mais amplo que a alfabetização
No Brasil, tanto as escolas públicas, como as particulares e as políticas públicas ainda partem da alfabetização para o letramento.
Em suas pesquisas sobre o diálogo entre educação e linguística, Filomena Elaine Paiva Assolini alerta há alguns anos que o
trabalho deveria ser feito de maneira inversa para, assim, considerar os saberes adquiridos fora da escola. Ela é pós-doutora pela
Unicamp e docente desde 2005 na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.
“Os educadores precisam ter em mente é que o letramento é mais amplo que a alfabetização, sendo ela um dos aspectos
do letramento. Quando consideramos o letramento, que é coletivo, entende-se que o sujeito possui saberes sobre a escrita
independentemente do contexto escolar e da educação formal, porque ele está inserido em uma sociedade letrada. Então se a
escola partisse do letramento, ela conseguiria se aproximar mais dos alunos e teria condições favoráveis para que eles expusessem os seus saberes sobre a escrita e sobre as diferentes linguagens”, explica a professora.
Elaine complementa que a escola ainda insiste em trabalhar com o método silábico e com o método fonético de maneira descontextualizada. “Ainda há o entendimento de que a psicogênese da língua escrita é o que há de mais novo, mais recente e melhor
para o entendimento do processo de alfabetização, mas, com todo respeito às contribuições de Emília Ferreiro, Ana
Teberosky
e Telma
Weisz
, já são ultrapassadas, serviram para aquele momento. Hoje entende-se que as fases pelas quais o sujeito passa não são tão
lineares, redondinhas. Bom se fossem.”
O posicionamento de Elaine conversa com as pesquisas e livros da grande Magda Soares, que frisou em vida a importância
de olhar para os vários métodos e respeitar o conhecimento que a realidade individual e/ou local do estudante traz. Outro
ponto da professora da USP é que as escolas tendem a considerar apenas a fase inicial da alfabetização, com isso, restringindo
esse papel a apenas um professor. “Não se considera o que a criança traz: suas experiências e linguagens com as quais ela pode
ter convivido antes de entrar na escola.”
Um caminho que a escola pode adotar é trazer na produção linguística oral ou escrita a subjetividade do educando e assim
permitir falar de si, das dores, angústias, desejos e acontecimentos, sugere Elaine, que também é coordenadora do Grupo de
Estudos e Pesquisas Sobre Alfabetização, Leitura e Letramento, (GEPALLE), regulamentado no CNPq. As atividades lúdicas, indica, também são outra possibilidade para o educador. “Só que elas ainda encontram resistência em algumas escolas sustentadas pelos pilares conteudistas, livrescos e avaliativos.”
No século 21, com a
internet
presente cada vez mais no dia a dia, Elaine reforça que a sociedade é multiletrada e isso precisa ser
considerado no processo de ensino e aprendizagem.
“Alfabetizar não é codificar. Crer o contrário é ultrapassado, medieval e não serve mais para a criança de hoje, que vive em uma
sociedade multissemiótica. Qualquer videozinho do
TikTok
de 10 segundos mostra isso: tem a linguagem escrita da legenda, a linguagem musical, a linguagem icônica. Então ser alfabetizado envolve sim conhecer o código escrito, mas envolve também saber compreender e saber interpretar. E um dos graves problemas é que o brasileiro não sabe interpretar. As crianças brasileiras têm muita
dificuldade em lidar com poesia, com metáforas, basta você ver as análises, as provas. Seria um grande salto promover a compreensão
textual, mas ir além e interpretar também.”
Com as
fake news
a todo vapor, essa interpretação se torna ainda mais fundamental para o educando não cair na manipulação
e ter a sua tão falada autonomia fortalecida. Elaine Paiva diz observar por meio de suas pesquisas que uma escola quando é boa,seja
pública ou particular, o aluno aprende a compreender. Mas é preciso ir além.
“A sociedade contemporânea exige um sujeito que saiba interpretar. Para isso, ele precisa entender que os acontecimentos e
os dizeres das palavras possuem outros modos de interpretação, sendo que alguns predominam e ele também precisa entender o
motivo de um e outro predominarem… Eu não posso interpretar desconsiderando que somos sujeitos socio-históricos, que estamos
inseridos em uma cultura que tem suas ideologias, preferências e características. Porque falamos a partir desse lugar social que
ocupamos. Então eu não posso sair interpretando da maneira como eu quero.”
As orientações de Elaine Paiva tendem a ser propícias, inclusive, para detectar questões de saúde mental e problema familiar,
já que o professor é um interlocutor privilegiado dos seus alunos. “Já dei aula na educação infantil, fundamental e médio. Os alunos
me contavam coisas por meio de textos que nunca contaram para o pai, mamãe, irmão.”
(Laura Rachid. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2023/05/09/letramento-e-alfabetizacao-bett/. Acesso em: 03/07/2023. Fragmento.)
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Escolas precisam compreender que o letramento é mais amplo que a alfabetização
No Brasil, tanto as escolas públicas, como as particulares e as políticas públicas ainda partem da alfabetização para o letramento.
Em suas pesquisas sobre o diálogo entre educação e linguística, Filomena Elaine Paiva Assolini alerta há alguns anos que o
trabalho deveria ser feito de maneira inversa para, assim, considerar os saberes adquiridos fora da escola. Ela é pós-doutora pela
Unicamp e docente desde 2005 na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.
“Os educadores precisam ter em mente é que o letramento é mais amplo que a alfabetização, sendo ela um dos aspectos
do letramento. Quando consideramos o letramento, que é coletivo, entende-se que o sujeito possui saberes sobre a escrita
independentemente do contexto escolar e da educação formal, porque ele está inserido em uma sociedade letrada. Então se a
escola partisse do letramento, ela conseguiria se aproximar mais dos alunos e teria condições favoráveis para que eles expusessem os seus saberes sobre a escrita e sobre as diferentes linguagens”, explica a professora.
Elaine complementa que a escola ainda insiste em trabalhar com o método silábico e com o método fonético de maneira descontextualizada. “Ainda há o entendimento de que a psicogênese da língua escrita é o que há de mais novo, mais recente e melhor
para o entendimento do processo de alfabetização, mas, com todo respeito às contribuições de Emília Ferreiro, Ana
Teberosky
e Telma
Weisz
, já são ultrapassadas, serviram para aquele momento. Hoje entende-se que as fases pelas quais o sujeito passa não são tão
lineares, redondinhas. Bom se fossem.”
O posicionamento de Elaine conversa com as pesquisas e livros da grande Magda Soares, que frisou em vida a importância
de olhar para os vários métodos e respeitar o conhecimento que a realidade individual e/ou local do estudante traz. Outro
ponto da professora da USP é que as escolas tendem a considerar apenas a fase inicial da alfabetização, com isso, restringindo
esse papel a apenas um professor. “Não se considera o que a criança traz: suas experiências e linguagens com as quais ela pode
ter convivido antes de entrar na escola.”
Um caminho que a escola pode adotar é trazer na produção linguística oral ou escrita a subjetividade do educando e assim
permitir falar de si, das dores, angústias, desejos e acontecimentos, sugere Elaine, que também é coordenadora do Grupo de
Estudos e Pesquisas Sobre Alfabetização, Leitura e Letramento, (GEPALLE), regulamentado no CNPq. As atividades lúdicas, indica, também são outra possibilidade para o educador. “Só que elas ainda encontram resistência em algumas escolas sustentadas pelos pilares conteudistas, livrescos e avaliativos.”
No século 21, com a
internet
presente cada vez mais no dia a dia, Elaine reforça que a sociedade é multiletrada e isso precisa ser
considerado no processo de ensino e aprendizagem.
“Alfabetizar não é codificar. Crer o contrário é ultrapassado, medieval e não serve mais para a criança de hoje, que vive em uma
sociedade multissemiótica. Qualquer videozinho do
TikTok
de 10 segundos mostra isso: tem a linguagem escrita da legenda, a linguagem musical, a linguagem icônica. Então ser alfabetizado envolve sim conhecer o código escrito, mas envolve também saber compreender e saber interpretar. E um dos graves problemas é que o brasileiro não sabe interpretar. As crianças brasileiras têm muita
dificuldade em lidar com poesia, com metáforas, basta você ver as análises, as provas. Seria um grande salto promover a compreensão
textual, mas ir além e interpretar também.”
Com as
fake news
a todo vapor, essa interpretação se torna ainda mais fundamental para o educando não cair na manipulação
e ter a sua tão falada autonomia fortalecida. Elaine Paiva diz observar por meio de suas pesquisas que uma escola quando é boa,seja
pública ou particular, o aluno aprende a compreender. Mas é preciso ir além.
“A sociedade contemporânea exige um sujeito que saiba interpretar. Para isso, ele precisa entender que os acontecimentos e
os dizeres das palavras possuem outros modos de interpretação, sendo que alguns predominam e ele também precisa entender o
motivo de um e outro predominarem… Eu não posso interpretar desconsiderando que somos sujeitos socio-históricos, que estamos
inseridos em uma cultura que tem suas ideologias, preferências e características. Porque falamos a partir desse lugar social que
ocupamos. Então eu não posso sair interpretando da maneira como eu quero.”
As orientações de Elaine Paiva tendem a ser propícias, inclusive, para detectar questões de saúde mental e problema familiar,
já que o professor é um interlocutor privilegiado dos seus alunos. “Já dei aula na educação infantil, fundamental e médio. Os alunos
me contavam coisas por meio de textos que nunca contaram para o pai, mamãe, irmão.”
(Laura Rachid. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2023/05/09/letramento-e-alfabetizacao-bett/. Acesso em: 03/07/2023. Fragmento.)
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Questão presente nas seguintes provas
Escolas precisam compreender que o letramento é mais amplo que a alfabetização
No Brasil, tanto as escolas públicas, como as particulares e as políticas públicas ainda partem da alfabetização para o letramento.
Em suas pesquisas sobre o diálogo entre educação e linguística, Filomena Elaine Paiva Assolini alerta há alguns anos que o
trabalho deveria ser feito de maneira inversa para, assim, considerar os saberes adquiridos fora da escola. Ela é pós-doutora pela
Unicamp e docente desde 2005 na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.
“Os educadores precisam ter em mente é que o letramento é mais amplo que a alfabetização, sendo ela um dos aspectos
do letramento. Quando consideramos o letramento, que é coletivo, entende-se que o sujeito possui saberes sobre a escrita
independentemente do contexto escolar e da educação formal, porque ele está inserido em uma sociedade letrada. Então se a
escola partisse do letramento, ela conseguiria se aproximar mais dos alunos e teria condições favoráveis para que eles expusessem os seus saberes sobre a escrita e sobre as diferentes linguagens”, explica a professora.
Elaine complementa que a escola ainda insiste em trabalhar com o método silábico e com o método fonético de maneira descontextualizada. “Ainda há o entendimento de que a psicogênese da língua escrita é o que há de mais novo, mais recente e melhor
para o entendimento do processo de alfabetização, mas, com todo respeito às contribuições de Emília Ferreiro, Ana
Teberosky
e Telma
Weisz
, já são ultrapassadas, serviram para aquele momento. Hoje entende-se que as fases pelas quais o sujeito passa não são tão
lineares, redondinhas. Bom se fossem.”
O posicionamento de Elaine conversa com as pesquisas e livros da grande Magda Soares, que frisou em vida a importância
de olhar para os vários métodos e respeitar o conhecimento que a realidade individual e/ou local do estudante traz. Outro
ponto da professora da USP é que as escolas tendem a considerar apenas a fase inicial da alfabetização, com isso, restringindo
esse papel a apenas um professor. “Não se considera o que a criança traz: suas experiências e linguagens com as quais ela pode
ter convivido antes de entrar na escola.”
Um caminho que a escola pode adotar é trazer na produção linguística oral ou escrita a subjetividade do educando e assim
permitir falar de si, das dores, angústias, desejos e acontecimentos, sugere Elaine, que também é coordenadora do Grupo de
Estudos e Pesquisas Sobre Alfabetização, Leitura e Letramento, (GEPALLE), regulamentado no CNPq. As atividades lúdicas, indica, também são outra possibilidade para o educador. “Só que elas ainda encontram resistência em algumas escolas sustentadas pelos pilares conteudistas, livrescos e avaliativos.”
No século 21, com a
internet
presente cada vez mais no dia a dia, Elaine reforça que a sociedade é multiletrada e isso precisa ser
considerado no processo de ensino e aprendizagem.
“Alfabetizar não é codificar. Crer o contrário é ultrapassado, medieval e não serve mais para a criança de hoje, que vive em uma
sociedade multissemiótica. Qualquer videozinho do
TikTok
de 10 segundos mostra isso: tem a linguagem escrita da legenda, a linguagem musical, a linguagem icônica. Então ser alfabetizado envolve sim conhecer o código escrito, mas envolve também saber compreender e saber interpretar. E um dos graves problemas é que o brasileiro não sabe interpretar. As crianças brasileiras têm muita
dificuldade em lidar com poesia, com metáforas, basta você ver as análises, as provas. Seria um grande salto promover a compreensão
textual, mas ir além e interpretar também.”
Com as
fake news
a todo vapor, essa interpretação se torna ainda mais fundamental para o educando não cair na manipulação
e ter a sua tão falada autonomia fortalecida. Elaine Paiva diz observar por meio de suas pesquisas que uma escola quando é boa,seja
pública ou particular, o aluno aprende a compreender. Mas é preciso ir além.
“A sociedade contemporânea exige um sujeito que saiba interpretar. Para isso, ele precisa entender que os acontecimentos e
os dizeres das palavras possuem outros modos de interpretação, sendo que alguns predominam e ele também precisa entender o
motivo de um e outro predominarem… Eu não posso interpretar desconsiderando que somos sujeitos socio-históricos, que estamos
inseridos em uma cultura que tem suas ideologias, preferências e características. Porque falamos a partir desse lugar social que
ocupamos. Então eu não posso sair interpretando da maneira como eu quero.”
As orientações de Elaine Paiva tendem a ser propícias, inclusive, para detectar questões de saúde mental e problema familiar,
já que o professor é um interlocutor privilegiado dos seus alunos. “Já dei aula na educação infantil, fundamental e médio. Os alunos
me contavam coisas por meio de textos que nunca contaram para o pai, mamãe, irmão.”
(Laura Rachid. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2023/05/09/letramento-e-alfabetizacao-bett/. Acesso em: 03/07/2023. Fragmento.)
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Questão presente nas seguintes provas
Escolas precisam compreender que o letramento é mais amplo que a alfabetização
No Brasil, tanto as escolas públicas, como as particulares e as políticas públicas ainda partem da alfabetização para o letramento.
Em suas pesquisas sobre o diálogo entre educação e linguística, Filomena Elaine Paiva Assolini alerta há alguns anos que o
trabalho deveria ser feito de maneira inversa para, assim, considerar os saberes adquiridos fora da escola. Ela é pós-doutora pela
Unicamp e docente desde 2005 na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.
“Os educadores precisam ter em mente é que o letramento é mais amplo que a alfabetização, sendo ela um dos aspectos
do letramento. Quando consideramos o letramento, que é coletivo, entende-se que o sujeito possui saberes sobre a escrita
independentemente do contexto escolar e da educação formal, porque ele está inserido em uma sociedade letrada. Então se a
escola partisse do letramento, ela conseguiria se aproximar mais dos alunos e teria condições favoráveis para que eles expusessem os seus saberes sobre a escrita e sobre as diferentes linguagens”, explica a professora.
Elaine complementa que a escola ainda insiste em trabalhar com o método silábico e com o método fonético de maneira descontextualizada. “Ainda há o entendimento de que a psicogênese da língua escrita é o que há de mais novo, mais recente e melhor
para o entendimento do processo de alfabetização, mas, com todo respeito às contribuições de Emília Ferreiro, Ana
Teberosky
e Telma
Weisz
, já são ultrapassadas, serviram para aquele momento. Hoje entende-se que as fases pelas quais o sujeito passa não são tão
lineares, redondinhas. Bom se fossem.”
O posicionamento de Elaine conversa com as pesquisas e livros da grande Magda Soares, que frisou em vida a importância
de olhar para os vários métodos e respeitar o conhecimento que a realidade individual e/ou local do estudante traz. Outro
ponto da professora da USP é que as escolas tendem a considerar apenas a fase inicial da alfabetização, com isso, restringindo
esse papel a apenas um professor. “Não se considera o que a criança traz: suas experiências e linguagens com as quais ela pode
ter convivido antes de entrar na escola.”
Um caminho que a escola pode adotar é trazer na produção linguística oral ou escrita a subjetividade do educando e assim
permitir falar de si, das dores, angústias, desejos e acontecimentos, sugere Elaine, que também é coordenadora do Grupo de
Estudos e Pesquisas Sobre Alfabetização, Leitura e Letramento, (GEPALLE), regulamentado no CNPq. As atividades lúdicas, indica, também são outra possibilidade para o educador. “Só que elas ainda encontram resistência em algumas escolas sustentadas pelos pilares conteudistas, livrescos e avaliativos.”
No século 21, com a
internet
presente cada vez mais no dia a dia, Elaine reforça que a sociedade é multiletrada e isso precisa ser
considerado no processo de ensino e aprendizagem.
“Alfabetizar não é codificar. Crer o contrário é ultrapassado, medieval e não serve mais para a criança de hoje, que vive em uma
sociedade multissemiótica. Qualquer videozinho do
TikTok
de 10 segundos mostra isso: tem a linguagem escrita da legenda, a linguagem musical, a linguagem icônica. Então ser alfabetizado envolve sim conhecer o código escrito, mas envolve também saber compreender e saber interpretar. E um dos graves problemas é que o brasileiro não sabe interpretar. As crianças brasileiras têm muita
dificuldade em lidar com poesia, com metáforas, basta você ver as análises, as provas. Seria um grande salto promover a compreensão
textual, mas ir além e interpretar também.”
Com as
fake news
a todo vapor, essa interpretação se torna ainda mais fundamental para o educando não cair na manipulação
e ter a sua tão falada autonomia fortalecida. Elaine Paiva diz observar por meio de suas pesquisas que uma escola quando é boa,seja
pública ou particular, o aluno aprende a compreender. Mas é preciso ir além.
“A sociedade contemporânea exige um sujeito que saiba interpretar. Para isso, ele precisa entender que os acontecimentos e
os dizeres das palavras possuem outros modos de interpretação, sendo que alguns predominam e ele também precisa entender o
motivo de um e outro predominarem… Eu não posso interpretar desconsiderando que somos sujeitos socio-históricos, que estamos
inseridos em uma cultura que tem suas ideologias, preferências e características. Porque falamos a partir desse lugar social que
ocupamos. Então eu não posso sair interpretando da maneira como eu quero.”
As orientações de Elaine Paiva tendem a ser propícias, inclusive, para detectar questões de saúde mental e problema familiar,
já que o professor é um interlocutor privilegiado dos seus alunos. “Já dei aula na educação infantil, fundamental e médio. Os alunos
me contavam coisas por meio de textos que nunca contaram para o pai, mamãe, irmão.”
(Laura Rachid. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2023/05/09/letramento-e-alfabetizacao-bett/. Acesso em: 03/07/2023. Fragmento.)
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