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Cultura do exposed: o comportamento digital que aponta dedos, julga e oprime sem dó
O exposed é uma tática de exposição, com reunião de provas, áudios, imagens, vídeos e relatos, que trazem ao grande público uma situação que oprime uma determinada pessoa ou um grupo inteiro. Ou seja, é basicamente um cancelamento. A diferença entre eles é que o cancelamento é o resultado de um exposed bem executado: causa e efeito potencializados pela virulência virtual. Nem sempre o exposed é algo edificante culturalmente. Às vezes, pode ser um esclarecimento de fofoca de celebridade, como aconteceu, por exemplo, ano passado, quando um jornalista jogou nas redes os áudios de uma famosa falando mal de pessoas do showbiz. Não muda a vida de ninguém, mas serve como entretenimento para fãs ávidos por uma confusão pop.
Muito além de briga de fãs, o exposed tem sido usado como tentativa de corrigir erros históricos na sociedade. Em uma atitude comovente, um usuário anônimo criou nas redes sociais o perfil Moda Racista, que rapidamente viralizou com dezenas de exposeds de grandes nomes da moda em comportamentos antigos, alienados, e principalmente, injustos. O grito reverberou em muitas vozes, principalmente entre as negras e LGBTQIA+, que estão exaustos de passar por constrangimentos em situações que foram naturalizadas como corriqueiras na indústria: racismo, gordofobia e assédios morais. Condutas indecentes não serão mais aceitas. Já passou da hora de escancararmos a urgência de mudança que uma geração pretende promover – e vai conseguir.
Há muitas polêmicas sobre o exposed e o cancelamento serem práticas desproporcionais, que exigem o apagamento de pessoas – o que não necessariamente corrige o problema anterior e pode levar a uma desestabilidade emocional em tempos de já frágil saúde mental. Houve recentemente um caso de acusação de um youtuber que teria compartilhado pornografia infantil – ainda não comprovada e com investigação em curso pelas autoridades. Enquanto o imbróglio não se resolve, o tribunal digital massacra o youtuber, que já convive com problemas como depressão e alcoolismo de outras épocas. Existe também a questão do efeito rebote: pessoas canceladas costumam ganhar atenção, mesmo que negativa, e isso reflete em números absolutos de publicidade espontânea, como menções na imprensa e grande aumento de seguidores.
Se você quer se juntar ao coro da denúncia, vá em frente, mas é sempre bom ponderar qual a intenção por trás dos seus cliques: jogar lenha na fofoca ou corrigir estruturas? Tão importante quanto dar visibilidade à pauta nas redes sociais é avaliar que você está dando importância para tal marca ou artista. Há quem diga que já tem marca que planeja ações politicamente incorretas de propósito, só para “irritar” a internet e ganhar destaque na mídia. É o famoso “falem mal, mas falem de mim”. Afinal, o antimarketing também tem resultados.
CAIO BRAZ
Adaptado de
https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/08/cultura-do-exposed-o-comportamento-digital-que-aponta-dedos-julga-e-oprime-sem-do.html, 04/08/2020.
Com base no trecho a seguir, responda à questão.
Se você quer se juntar ao coro da denúncia, vá em frente, mas é sempre bom ponderar qual a intenção por trás dos seus cliques: jogar lenha na fofoca ou corrigir estruturas? (4º parágrafo)
Com base no contexto, a palavra "cliques" configura um uso da seguinte figura de linguagem:
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Cultura do exposed: o comportamento digital que aponta dedos, julga e oprime sem dó
O exposed é uma tática de exposição, com reunião de provas, áudios, imagens, vídeos e relatos, que trazem ao grande público uma situação que oprime uma determinada pessoa ou um grupo inteiro. Ou seja, é basicamente um cancelamento. A diferença entre eles é que o cancelamento é o resultado de um exposed bem executado: causa e efeito potencializados pela virulência virtual. Nem sempre o exposed é algo edificante culturalmente. Às vezes, pode ser um esclarecimento de fofoca de celebridade, como aconteceu, por exemplo, ano passado, quando um jornalista jogou nas redes os áudios de uma famosa falando mal de pessoas do showbiz. Não muda a vida de ninguém, mas serve como entretenimento para fãs ávidos por uma confusão pop.
Muito além de briga de fãs, o exposed tem sido usado como tentativa de corrigir erros históricos na sociedade. Em uma atitude comovente, um usuário anônimo criou nas redes sociais o perfil Moda Racista, que rapidamente viralizou com dezenas de exposeds de grandes nomes da moda em comportamentos antigos, alienados, e principalmente, injustos. O grito reverberou em muitas vozes, principalmente entre as negras e LGBTQIA+, que estão exaustos de passar por constrangimentos em situações que foram naturalizadas como corriqueiras na indústria: racismo, gordofobia e assédios morais. Condutas indecentes não serão mais aceitas. Já passou da hora de escancararmos a urgência de mudança que uma geração pretende promover – e vai conseguir.
Há muitas polêmicas sobre o exposed e o cancelamento serem práticas desproporcionais, que exigem o apagamento de pessoas – o que não necessariamente corrige o problema anterior e pode levar a uma desestabilidade emocional em tempos de já frágil saúde mental. Houve recentemente um caso de acusação de um youtuber que teria compartilhado pornografia infantil – ainda não comprovada e com investigação em curso pelas autoridades. Enquanto o imbróglio não se resolve, o tribunal digital massacra o youtuber, que já convive com problemas como depressão e alcoolismo de outras épocas. Existe também a questão do efeito rebote: pessoas canceladas costumam ganhar atenção, mesmo que negativa, e isso reflete em números absolutos de publicidade espontânea, como menções na imprensa e grande aumento de seguidores.
Se você quer se juntar ao coro da denúncia, vá em frente, mas é sempre bom ponderar qual a intenção por trás dos seus cliques: jogar lenha na fofoca ou corrigir estruturas? Tão importante quanto dar visibilidade à pauta nas redes sociais é avaliar que você está dando importância para tal marca ou artista. Há quem diga que já tem marca que planeja ações politicamente incorretas de propósito, só para “irritar” a internet e ganhar destaque na mídia. É o famoso “falem mal, mas falem de mim”. Afinal, o antimarketing também tem resultados.
CAIO BRAZ
Adaptado de
https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/08/cultura-do-exposed-o-comportamento-digital-que-aponta-dedos-julga-e-oprime-sem-do.html, 04/08/2020.
Com base no trecho a seguir, responda à questão.
Se você quer se juntar ao coro da denúncia, vá em frente, mas é sempre bom ponderar qual a intenção por trás dos seus cliques: jogar lenha na fofoca ou corrigir estruturas? (4º parágrafo)
O uso dos dois-pontos no trecho citado tem a finalidade de introduzir uma:
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Cultura do exposed: o comportamento digital que aponta dedos, julga e oprime sem dó
O exposed é uma tática de exposição, com reunião de provas, áudios, imagens, vídeos e relatos, que trazem ao grande público uma situação que oprime uma determinada pessoa ou um grupo inteiro. Ou seja, é basicamente um cancelamento. A diferença entre eles é que o cancelamento é o resultado de um exposed bem executado: causa e efeito potencializados pela virulência virtual. Nem sempre o exposed é algo edificante culturalmente. Às vezes, pode ser um esclarecimento de fofoca de celebridade, como aconteceu, por exemplo, ano passado, quando um jornalista jogou nas redes os áudios de uma famosa falando mal de pessoas do showbiz. Não muda a vida de ninguém, mas serve como entretenimento para fãs ávidos por uma confusão pop.
Muito além de briga de fãs, o exposed tem sido usado como tentativa de corrigir erros históricos na sociedade. Em uma atitude comovente, um usuário anônimo criou nas redes sociais o perfil Moda Racista, que rapidamente viralizou com dezenas de exposeds de grandes nomes da moda em comportamentos antigos, alienados, e principalmente, injustos. O grito reverberou em muitas vozes, principalmente entre as negras e LGBTQIA+, que estão exaustos de passar por constrangimentos em situações que foram naturalizadas como corriqueiras na indústria: racismo, gordofobia e assédios morais. Condutas indecentes não serão mais aceitas. Já passou da hora de escancararmos a urgência de mudança que uma geração pretende promover – e vai conseguir.
Há muitas polêmicas sobre o exposed e o cancelamento serem práticas desproporcionais, que exigem o apagamento de pessoas – o que não necessariamente corrige o problema anterior e pode levar a uma desestabilidade emocional em tempos de já frágil saúde mental. Houve recentemente um caso de acusação de um youtuber que teria compartilhado pornografia infantil – ainda não comprovada e com investigação em curso pelas autoridades. Enquanto o imbróglio não se resolve, o tribunal digital massacra o youtuber, que já convive com problemas como depressão e alcoolismo de outras épocas. Existe também a questão do efeito rebote: pessoas canceladas costumam ganhar atenção, mesmo que negativa, e isso reflete em números absolutos de publicidade espontânea, como menções na imprensa e grande aumento de seguidores.
Se você quer se juntar ao coro da denúncia, vá em frente, mas é sempre bom ponderar qual a intenção por trás dos seus cliques: jogar lenha na fofoca ou corrigir estruturas? Tão importante quanto dar visibilidade à pauta nas redes sociais é avaliar que você está dando importância para tal marca ou artista. Há quem diga que já tem marca que planeja ações politicamente incorretas de propósito, só para “irritar” a internet e ganhar destaque na mídia. É o famoso “falem mal, mas falem de mim”. Afinal, o antimarketing também tem resultados.
CAIO BRAZ
Adaptado de
https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/08/cultura-do-exposed-o-comportamento-digital-que-aponta-dedos-julga-e-oprime-sem-do.html, 04/08/2020.
Existe também a questão do efeito rebote: (3º parágrafo)
O trecho acima descreve um contexto que pode ser associado ao sentido da seguinte palavra do 4º parágrafo:
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Cultura do exposed: o comportamento digital que aponta dedos, julga e oprime sem dó
O exposed é uma tática de exposição, com reunião de provas, áudios, imagens, vídeos e relatos, que trazem ao grande público uma situação que oprime uma determinada pessoa ou um grupo inteiro. Ou seja, é basicamente um cancelamento. A diferença entre eles é que o cancelamento é o resultado de um exposed bem executado: causa e efeito potencializados pela virulência virtual. Nem sempre o exposed é algo edificante culturalmente. Às vezes, pode ser um esclarecimento de fofoca de celebridade, como aconteceu, por exemplo, ano passado, quando um jornalista jogou nas redes os áudios de uma famosa falando mal de pessoas do showbiz. Não muda a vida de ninguém, mas serve como entretenimento para fãs ávidos por uma confusão pop.
Muito além de briga de fãs, o exposed tem sido usado como tentativa de corrigir erros históricos na sociedade. Em uma atitude comovente, um usuário anônimo criou nas redes sociais o perfil Moda Racista, que rapidamente viralizou com dezenas de exposeds de grandes nomes da moda em comportamentos antigos, alienados, e principalmente, injustos. O grito reverberou em muitas vozes, principalmente entre as negras e LGBTQIA+, que estão exaustos de passar por constrangimentos em situações que foram naturalizadas como corriqueiras na indústria: racismo, gordofobia e assédios morais. Condutas indecentes não serão mais aceitas. Já passou da hora de escancararmos a urgência de mudança que uma geração pretende promover – e vai conseguir.
Há muitas polêmicas sobre o exposed e o cancelamento serem práticas desproporcionais, que exigem o apagamento de pessoas – o que não necessariamente corrige o problema anterior e pode levar a uma desestabilidade emocional em tempos de já frágil saúde mental. Houve recentemente um caso de acusação de um youtuber que teria compartilhado pornografia infantil – ainda não comprovada e com investigação em curso pelas autoridades. Enquanto o imbróglio não se resolve, o tribunal digital massacra o youtuber, que já convive com problemas como depressão e alcoolismo de outras épocas. Existe também a questão do efeito rebote: pessoas canceladas costumam ganhar atenção, mesmo que negativa, e isso reflete em números absolutos de publicidade espontânea, como menções na imprensa e grande aumento de seguidores.
Se você quer se juntar ao coro da denúncia, vá em frente, mas é sempre bom ponderar qual a intenção por trás dos seus cliques: jogar lenha na fofoca ou corrigir estruturas? Tão importante quanto dar visibilidade à pauta nas redes sociais é avaliar que você está dando importância para tal marca ou artista. Há quem diga que já tem marca que planeja ações politicamente incorretas de propósito, só para “irritar” a internet e ganhar destaque na mídia. É o famoso “falem mal, mas falem de mim”. Afinal, o antimarketing também tem resultados.
CAIO BRAZ
Adaptado de
https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/08/cultura-do-exposed-o-comportamento-digital-que-aponta-dedos-julga-e-oprime-sem-do.html, 04/08/2020.
Com base no trecho a seguir, responda à questão.
Houve recentemente um caso de acusação de um youtuber que teria compartilhado pornografia infantil – ainda não comprovada e com investigação em curso pelas autoridades. (3º parágrafo)
No trecho, a flexão de um verbo indica que a acusação feita é ainda uma hipótese.
Essa flexão representa os seguintes tempo e modo:
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Cultura do exposed: o comportamento digital que aponta dedos, julga e oprime sem dó
O exposed é uma tática de exposição, com reunião de provas, áudios, imagens, vídeos e relatos, que trazem ao grande público uma situação que oprime uma determinada pessoa ou um grupo inteiro. Ou seja, é basicamente um cancelamento. A diferença entre eles é que o cancelamento é o resultado de um exposed bem executado: causa e efeito potencializados pela virulência virtual. Nem sempre o exposed é algo edificante culturalmente. Às vezes, pode ser um esclarecimento de fofoca de celebridade, como aconteceu, por exemplo, ano passado, quando um jornalista jogou nas redes os áudios de uma famosa falando mal de pessoas do showbiz. Não muda a vida de ninguém, mas serve como entretenimento para fãs ávidos por uma confusão pop.
Muito além de briga de fãs, o exposed tem sido usado como tentativa de corrigir erros históricos na sociedade. Em uma atitude comovente, um usuário anônimo criou nas redes sociais o perfil Moda Racista, que rapidamente viralizou com dezenas de exposeds de grandes nomes da moda em comportamentos antigos, alienados, e principalmente, injustos. O grito reverberou em muitas vozes, principalmente entre as negras e LGBTQIA+, que estão exaustos de passar por constrangimentos em situações que foram naturalizadas como corriqueiras na indústria: racismo, gordofobia e assédios morais. Condutas indecentes não serão mais aceitas. Já passou da hora de escancararmos a urgência de mudança que uma geração pretende promover – e vai conseguir.
Há muitas polêmicas sobre o exposed e o cancelamento serem práticas desproporcionais, que exigem o apagamento de pessoas – o que não necessariamente corrige o problema anterior e pode levar a uma desestabilidade emocional em tempos de já frágil saúde mental. Houve recentemente um caso de acusação de um youtuber que teria compartilhado pornografia infantil – ainda não comprovada e com investigação em curso pelas autoridades. Enquanto o imbróglio não se resolve, o tribunal digital massacra o youtuber, que já convive com problemas como depressão e alcoolismo de outras épocas. Existe também a questão do efeito rebote: pessoas canceladas costumam ganhar atenção, mesmo que negativa, e isso reflete em números absolutos de publicidade espontânea, como menções na imprensa e grande aumento de seguidores.
Se você quer se juntar ao coro da denúncia, vá em frente, mas é sempre bom ponderar qual a intenção por trás dos seus cliques: jogar lenha na fofoca ou corrigir estruturas? Tão importante quanto dar visibilidade à pauta nas redes sociais é avaliar que você está dando importância para tal marca ou artista. Há quem diga que já tem marca que planeja ações politicamente incorretas de propósito, só para “irritar” a internet e ganhar destaque na mídia. É o famoso “falem mal, mas falem de mim”. Afinal, o antimarketing também tem resultados.
CAIO BRAZ
Adaptado de
https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/08/cultura-do-exposed-o-comportamento-digital-que-aponta-dedos-julga-e-oprime-sem-do.html, 04/08/2020.
Com base no trecho a seguir, responda à questão.
Houve recentemente um caso de acusação de um youtuber que teria compartilhado pornografia infantil – ainda não comprovada e com investigação em curso pelas autoridades. (3º parágrafo)
A transformação do trecho sublinhado em oração adjetiva atende à norma-padrão da língua em:
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Cultura do exposed: o comportamento digital que aponta dedos, julga e oprime sem dó
O exposed é uma tática de exposição, com reunião de provas, áudios, imagens, vídeos e relatos, que trazem ao grande público uma situação que oprime uma determinada pessoa ou um grupo inteiro. Ou seja, é basicamente um cancelamento. A diferença entre eles é que o cancelamento é o resultado de um exposed bem executado: causa e efeito potencializados pela virulência virtual. Nem sempre o exposed é algo edificante culturalmente. Às vezes, pode ser um esclarecimento de fofoca de celebridade, como aconteceu, por exemplo, ano passado, quando um jornalista jogou nas redes os áudios de uma famosa falando mal de pessoas do showbiz. Não muda a vida de ninguém, mas serve como entretenimento para fãs ávidos por uma confusão pop.
Muito além de briga de fãs, o exposed tem sido usado como tentativa de corrigir erros históricos na sociedade. Em uma atitude comovente, um usuário anônimo criou nas redes sociais o perfil Moda Racista, que rapidamente viralizou com dezenas de exposeds de grandes nomes da moda em comportamentos antigos, alienados, e principalmente, injustos. O grito reverberou em muitas vozes, principalmente entre as negras e LGBTQIA+, que estão exaustos de passar por constrangimentos em situações que foram naturalizadas como corriqueiras na indústria: racismo, gordofobia e assédios morais. Condutas indecentes não serão mais aceitas. Já passou da hora de escancararmos a urgência de mudança que uma geração pretende promover – e vai conseguir.
Há muitas polêmicas sobre o exposed e o cancelamento serem práticas desproporcionais, que exigem o apagamento de pessoas – o que não necessariamente corrige o problema anterior e pode levar a uma desestabilidade emocional em tempos de já frágil saúde mental. Houve recentemente um caso de acusação de um youtuber que teria compartilhado pornografia infantil – ainda não comprovada e com investigação em curso pelas autoridades. Enquanto o imbróglio não se resolve, o tribunal digital massacra o youtuber, que já convive com problemas como depressão e alcoolismo de outras épocas. Existe também a questão do efeito rebote: pessoas canceladas costumam ganhar atenção, mesmo que negativa, e isso reflete em números absolutos de publicidade espontânea, como menções na imprensa e grande aumento de seguidores.
Se você quer se juntar ao coro da denúncia, vá em frente, mas é sempre bom ponderar qual a intenção por trás dos seus cliques: jogar lenha na fofoca ou corrigir estruturas? Tão importante quanto dar visibilidade à pauta nas redes sociais é avaliar que você está dando importância para tal marca ou artista. Há quem diga que já tem marca que planeja ações politicamente incorretas de propósito, só para “irritar” a internet e ganhar destaque na mídia. É o famoso “falem mal, mas falem de mim”. Afinal, o antimarketing também tem resultados.
CAIO BRAZ
Adaptado de
https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/08/cultura-do-exposed-o-comportamento-digital-que-aponta-dedos-julga-e-oprime-sem-do.html, 04/08/2020.
Com base no trecho a seguir, responda à questão.
Condutas indecentes não serão mais aceitas. Já passou da hora de escancararmos a urgência de mudança que uma geração pretende promover – e vai conseguir. (2º parágrafo)
A primeira frase encontra-se na voz passiva analítica.
Em voz passiva sintética, a frase pode ser reformulada assim:
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Cultura do exposed: o comportamento digital que aponta dedos, julga e oprime sem dó
O exposed é uma tática de exposição, com reunião de provas, áudios, imagens, vídeos e relatos, que trazem ao grande público uma situação que oprime uma determinada pessoa ou um grupo inteiro. Ou seja, é basicamente um cancelamento. A diferença entre eles é que o cancelamento é o resultado de um exposed bem executado: causa e efeito potencializados pela virulência virtual. Nem sempre o exposed é algo edificante culturalmente. Às vezes, pode ser um esclarecimento de fofoca de celebridade, como aconteceu, por exemplo, ano passado, quando um jornalista jogou nas redes os áudios de uma famosa falando mal de pessoas do showbiz. Não muda a vida de ninguém, mas serve como entretenimento para fãs ávidos por uma confusão pop.
Muito além de briga de fãs, o exposed tem sido usado como tentativa de corrigir erros históricos na sociedade. Em uma atitude comovente, um usuário anônimo criou nas redes sociais o perfil Moda Racista, que rapidamente viralizou com dezenas de exposeds de grandes nomes da moda em comportamentos antigos, alienados, e principalmente, injustos. O grito reverberou em muitas vozes, principalmente entre as negras e LGBTQIA+, que estão exaustos de passar por constrangimentos em situações que foram naturalizadas como corriqueiras na indústria: racismo, gordofobia e assédios morais. Condutas indecentes não serão mais aceitas. Já passou da hora de escancararmos a urgência de mudança que uma geração pretende promover – e vai conseguir.
Há muitas polêmicas sobre o exposed e o cancelamento serem práticas desproporcionais, que exigem o apagamento de pessoas – o que não necessariamente corrige o problema anterior e pode levar a uma desestabilidade emocional em tempos de já frágil saúde mental. Houve recentemente um caso de acusação de um youtuber que teria compartilhado pornografia infantil – ainda não comprovada e com investigação em curso pelas autoridades. Enquanto o imbróglio não se resolve, o tribunal digital massacra o youtuber, que já convive com problemas como depressão e alcoolismo de outras épocas. Existe também a questão do efeito rebote: pessoas canceladas costumam ganhar atenção, mesmo que negativa, e isso reflete em números absolutos de publicidade espontânea, como menções na imprensa e grande aumento de seguidores.
Se você quer se juntar ao coro da denúncia, vá em frente, mas é sempre bom ponderar qual a intenção por trás dos seus cliques: jogar lenha na fofoca ou corrigir estruturas? Tão importante quanto dar visibilidade à pauta nas redes sociais é avaliar que você está dando importância para tal marca ou artista. Há quem diga que já tem marca que planeja ações politicamente incorretas de propósito, só para “irritar” a internet e ganhar destaque na mídia. É o famoso “falem mal, mas falem de mim”. Afinal, o antimarketing também tem resultados.
CAIO BRAZ
Adaptado de
https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/08/cultura-do-exposed-o-comportamento-digital-que-aponta-dedos-julga-e-oprime-sem-do.html, 04/08/2020.
Com base no trecho a seguir, responda à questão.
Condutas indecentes não serão mais aceitas. Já passou da hora de escancararmos a urgência de mudança que uma geração pretende promover – e vai conseguir. (2º parágrafo)
Em relação à primeira frase do trecho, a segunda expressa sentido de:
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Cultura do exposed: o comportamento digital que aponta dedos, julga e oprime sem dó
O exposed é uma tática de exposição, com reunião de provas, áudios, imagens, vídeos e relatos, que trazem ao grande público uma situação que oprime uma determinada pessoa ou um grupo inteiro. Ou seja, é basicamente um cancelamento. A diferença entre eles é que o cancelamento é o resultado de um exposed bem executado: causa e efeito potencializados pela virulência virtual. Nem sempre o exposed é algo edificante culturalmente. Às vezes, pode ser um esclarecimento de fofoca de celebridade, como aconteceu, por exemplo, ano passado, quando um jornalista jogou nas redes os áudios de uma famosa falando mal de pessoas do showbiz. Não muda a vida de ninguém, mas serve como entretenimento para fãs ávidos por uma confusão pop.
Muito além de briga de fãs, o exposed tem sido usado como tentativa de corrigir erros históricos na sociedade. Em uma atitude comovente, um usuário anônimo criou nas redes sociais o perfil Moda Racista, que rapidamente viralizou com dezenas de exposeds de grandes nomes da moda em comportamentos antigos, alienados, e principalmente, injustos. O grito reverberou em muitas vozes, principalmente entre as negras e LGBTQIA+, que estão exaustos de passar por constrangimentos em situações que foram naturalizadas como corriqueiras na indústria: racismo, gordofobia e assédios morais. Condutas indecentes não serão mais aceitas. Já passou da hora de escancararmos a urgência de mudança que uma geração pretende promover – e vai conseguir.
Há muitas polêmicas sobre o exposed e o cancelamento serem práticas desproporcionais, que exigem o apagamento de pessoas – o que não necessariamente corrige o problema anterior e pode levar a uma desestabilidade emocional em tempos de já frágil saúde mental. Houve recentemente um caso de acusação de um youtuber que teria compartilhado pornografia infantil – ainda não comprovada e com investigação em curso pelas autoridades. Enquanto o imbróglio não se resolve, o tribunal digital massacra o youtuber, que já convive com problemas como depressão e alcoolismo de outras épocas. Existe também a questão do efeito rebote: pessoas canceladas costumam ganhar atenção, mesmo que negativa, e isso reflete em números absolutos de publicidade espontânea, como menções na imprensa e grande aumento de seguidores.
Se você quer se juntar ao coro da denúncia, vá em frente, mas é sempre bom ponderar qual a intenção por trás dos seus cliques: jogar lenha na fofoca ou corrigir estruturas? Tão importante quanto dar visibilidade à pauta nas redes sociais é avaliar que você está dando importância para tal marca ou artista. Há quem diga que já tem marca que planeja ações politicamente incorretas de propósito, só para “irritar” a internet e ganhar destaque na mídia. É o famoso “falem mal, mas falem de mim”. Afinal, o antimarketing também tem resultados.
CAIO BRAZ
Adaptado de
https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/08/cultura-do-exposed-o-comportamento-digital-que-aponta-dedos-julga-e-oprime-sem-do.html, 04/08/2020.
Como se observa no texto, a linguagem dá visibilidade a discussões novas por meio de empréstimos linguísticos, criação de palavras ou mesmo expansão de sentidos de palavras já existentes.
Um exemplo de criação de palavra pelo processo de composição é:
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Cultura do exposed: o comportamento digital que aponta dedos, julga e oprime sem dó
O exposed é uma tática de exposição, com reunião de provas, áudios, imagens, vídeos e relatos, que trazem ao grande público uma situação que oprime uma determinada pessoa ou um grupo inteiro. Ou seja, é basicamente um cancelamento. A diferença entre eles é que o cancelamento é o resultado de um exposed bem executado: causa e efeito potencializados pela virulência virtual. Nem sempre o exposed é algo edificante culturalmente. Às vezes, pode ser um esclarecimento de fofoca de celebridade, como aconteceu, por exemplo, ano passado, quando um jornalista jogou nas redes os áudios de uma famosa falando mal de pessoas do showbiz. Não muda a vida de ninguém, mas serve como entretenimento para fãs ávidos por uma confusão pop.
Muito além de briga de fãs, o exposed tem sido usado como tentativa de corrigir erros históricos na sociedade. Em uma atitude comovente, um usuário anônimo criou nas redes sociais o perfil Moda Racista, que rapidamente viralizou com dezenas de exposeds de grandes nomes da moda em comportamentos antigos, alienados, e principalmente, injustos. O grito reverberou em muitas vozes, principalmente entre as negras e LGBTQIA+, que estão exaustos de passar por constrangimentos em situações que foram naturalizadas como corriqueiras na indústria: racismo, gordofobia e assédios morais. Condutas indecentes não serão mais aceitas. Já passou da hora de escancararmos a urgência de mudança que uma geração pretende promover – e vai conseguir.
Há muitas polêmicas sobre o exposed e o cancelamento serem práticas desproporcionais, que exigem o apagamento de pessoas – o que não necessariamente corrige o problema anterior e pode levar a uma desestabilidade emocional em tempos de já frágil saúde mental. Houve recentemente um caso de acusação de um youtuber que teria compartilhado pornografia infantil – ainda não comprovada e com investigação em curso pelas autoridades. Enquanto o imbróglio não se resolve, o tribunal digital massacra o youtuber, que já convive com problemas como depressão e alcoolismo de outras épocas. Existe também a questão do efeito rebote: pessoas canceladas costumam ganhar atenção, mesmo que negativa, e isso reflete em números absolutos de publicidade espontânea, como menções na imprensa e grande aumento de seguidores.
Se você quer se juntar ao coro da denúncia, vá em frente, mas é sempre bom ponderar qual a intenção por trás dos seus cliques: jogar lenha na fofoca ou corrigir estruturas? Tão importante quanto dar visibilidade à pauta nas redes sociais é avaliar que você está dando importância para tal marca ou artista. Há quem diga que já tem marca que planeja ações politicamente incorretas de propósito, só para “irritar” a internet e ganhar destaque na mídia. É o famoso “falem mal, mas falem de mim”. Afinal, o antimarketing também tem resultados.
CAIO BRAZ
Adaptado de
https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/08/cultura-do-exposed-o-comportamento-digital-que-aponta-dedos-julga-e-oprime-sem-do.html, 04/08/2020.
A partir da leitura do texto, é possível chegar à seguinte conclusão sobre as consequências da chamada "cultura do exposed":
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Cultura do exposed: o comportamento digital que aponta dedos, julga e oprime sem dó
O exposed é uma tática de exposição, com reunião de provas, áudios, imagens, vídeos e relatos, que trazem ao grande público uma situação que oprime uma determinada pessoa ou um grupo inteiro. Ou seja, é basicamente um cancelamento. A diferença entre eles é que o cancelamento é o resultado de um exposed bem executado: causa e efeito potencializados pela virulência virtual. Nem sempre o exposed é algo edificante culturalmente. Às vezes, pode ser um esclarecimento de fofoca de celebridade, como aconteceu, por exemplo, ano passado, quando um jornalista jogou nas redes os áudios de uma famosa falando mal de pessoas do showbiz. Não muda a vida de ninguém, mas serve como entretenimento para fãs ávidos por uma confusão pop.
Muito além de briga de fãs, o exposed tem sido usado como tentativa de corrigir erros históricos na sociedade. Em uma atitude comovente, um usuário anônimo criou nas redes sociais o perfil Moda Racista, que rapidamente viralizou com dezenas de exposeds de grandes nomes da moda em comportamentos antigos, alienados, e principalmente, injustos. O grito reverberou em muitas vozes, principalmente entre as negras e LGBTQIA+, que estão exaustos de passar por constrangimentos em situações que foram naturalizadas como corriqueiras na indústria: racismo, gordofobia e assédios morais. Condutas indecentes não serão mais aceitas. Já passou da hora de escancararmos a urgência de mudança que uma geração pretende promover – e vai conseguir.
Há muitas polêmicas sobre o exposed e o cancelamento serem práticas desproporcionais, que exigem o apagamento de pessoas – o que não necessariamente corrige o problema anterior e pode levar a uma desestabilidade emocional em tempos de já frágil saúde mental. Houve recentemente um caso de acusação de um youtuber que teria compartilhado pornografia infantil – ainda não comprovada e com investigação em curso pelas autoridades. Enquanto o imbróglio não se resolve, o tribunal digital massacra o youtuber, que já convive com problemas como depressão e alcoolismo de outras épocas. Existe também a questão do efeito rebote: pessoas canceladas costumam ganhar atenção, mesmo que negativa, e isso reflete em números absolutos de publicidade espontânea, como menções na imprensa e grande aumento de seguidores.
Se você quer se juntar ao coro da denúncia, vá em frente, mas é sempre bom ponderar qual a intenção por trás dos seus cliques: jogar lenha na fofoca ou corrigir estruturas? Tão importante quanto dar visibilidade à pauta nas redes sociais é avaliar que você está dando importância para tal marca ou artista. Há quem diga que já tem marca que planeja ações politicamente incorretas de propósito, só para “irritar” a internet e ganhar destaque na mídia. É o famoso “falem mal, mas falem de mim”. Afinal, o antimarketing também tem resultados.
CAIO BRAZ
Adaptado de
https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2020/08/cultura-do-exposed-o-comportamento-digital-que-aponta-dedos-julga-e-oprime-sem-do.html, 04/08/2020.
O texto é um artigo de opinião, mas que contém também sequências narrativas, como se observa em:
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