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Pedro Demo (1998) defende a pesquisa como princípio científico e educativo apregoando que a mesma não deve mais ser considerada algo distante, própria das práticas acadêmicas, mas incorporada aos processos de ensino e de aprendizagem.
Em relação à pesquisa como um princípio educativo, é correto afirmar:
1. Nessa vertente defende-se que a pesquisa deve estender-se desde o início da educação básica até quanto dure a escolarização, postulando que assim a prática da pesquisa se constituirá como uma postura intelectual do sujeito durante toda a sua vida.
2. Esta tendência representa um sistema orgânico e funcional, por meio do qual ocorre a modelagem do comportamento humano através do emprego de técnicas e recursos metodológicos específicos.
3. Essa postura intelectual está intrinsecamente ligada ao processo de emancipação do aluno, pois o elege como sujeito da sua história de aprendizagem e de apreensão do mundo.
4. A pesquisa como princípio educativo compreende a prática pedagógica voltada para a aplicação sistemática de princípios científicos comportamentais, cabendo ao aluno executar o sistema instrucional previsto.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica (2010) enfatizam que, na organização e gestão do currículo, as abordagens interdisciplinar e transdisciplinar requerem a atenção criteriosa da instituição escolar, porque revelam a visão de mundo que orienta as práticas pedagógicas dos educadores e organizam o trabalho do estudante.
Em relação à interdisciplinaridade e à transversalidade, é correto afirmar:
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Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Florianópolis-SC
A gestão democrática implica primeiramente o repensar da estrutura de poder da escola, tendo em vista sua socialização. A socialização do poder propicia a prática da participação coletiva (VEIGA, 2001, p. 18).
Os mecanismos de participação democrática na escola, referendados pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996, são:
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- Avaliação EducacionalAvaliação Institucional de Desempenho e de Aprendizagem
- Avaliação EducacionalAvaliação e Indicadores de Qualidade na Educação
As avaliações em larga escala são externas às instituições escolares avaliadas e abrangem todo o sistema de ensino, ou seja, todas as escolas deste sistema que atendam aos requisitos mínimos de participação. São planejadas e executadas por agentes externos às escolas.
Qual órgão, no Brasil, é responsável pela execução das principais avaliações em larga escala?
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( ) A prática da análise linguística requer ações metalinguísticas e epilinguísticas. Estas constituem uma reflexão sobre os recursos expressivos que levam à construção de noções que categorizam tais recursos; aquelas abarcam toda espécie de reflexão sobre diferentes formas de dizer.
( ) A prática docente, ainda muito comum, de partir de noções prontas, exemplificá-las e, por meio de exercícios, fixar uma reflexão reverbera em uma mera fixação da metalinguagem utilizada. É preciso enfatizar as atividades de conhecimento em detrimento das inócuas práticas de reconhecimento.
( ) Mostrar ao aluno, em suas produções textuais, um problema detectado em determinado trecho é oportunizar a ele uma reflexão necessária à reelaboração do texto. Assim, atitudes como anotações, ao lado da folha de redação, do tipo “problemas de coesão”, são indicadores para uma reflexão por parte do aluno e, também, constituem-se em importante oportunidade para aprender.
( ) As atividades de análise linguística, seja em caráter prospectivo, quando ocorrem antes da produção; seja em caráter retrospectivo, após o texto ter sido elaborado e avaliado ou durante a produção, podem ser de grande importância para ampliar a apropriação, por parte dos alunos, das habilidades e dos conhecimentos necessários para rever e aprimorar as suas produções.
( ) Ao trabalhar na perspectiva da análise linguística, o professor reporta-se ao estudo da gramática tradicional e a questões relacionadas ao propósito do texto, como adequação do texto aos objetivos pretendidos e análise dos recursos expressivos utilizados, entre outros elementos.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
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Leia o poema.
Madrigal
Meu amor é simples, Dora.
Como a água e o pão.
Como o céu refletido
Nas pupilas de um cão.
José Paulo Paes
Considere as afirmativas abaixo em relação ao poema.
1. Se no poema, o autor dissesse: “meu amor é água e pão”, usaria uma metáfora e o sentido permaneceria o mesmo.
2. Em ”meu amor é simples como a água e o pão são simples”, a expressão sublinhada é o termo omitido na comparação feita por conectivo entre o amor, a água e o pão.
3. Na segunda estrofe já não acontece omissão de termos, então a comparação passa a ser implícita.
4. No provérbio “Depois da tempestade, a bonança”, ocorre a figura de linguagem chamada elipse.
5. Em “Bebi um litro de leite” há um recurso estilístico que troca o continente (litro) pelo conteúdo (leite). Um recurso muito comum na linguagem coloquial, chamado catacrese. Usa-se o recurso, independente de seu nome!
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Dieta do homem
Nas carteiras da escola me ensinaram, segundo o sábio Claude Bernard, que o caráter absoluto da vitalidade é a nutrição: pois, onde ela existe, há vida; onde se interrompe, há morte.
Mas não me disseram que, entre os animais humanos, o lado que pende para a morte, por falta de nutrição, é mais numeroso que o lado erguido para a vida.
Me ensinaram que os alimentos fornecem ao homem os elementos constituintes da própria substância humana; o homem é o alimento que ele come.
Mas não me disseram que existem homens aos quais faltam os elementos que constituem o homem. Homens incompletos, homens mutilados em sua substância, homens deduzidos de certas propriedades humanas fundamentais; homens vivendo o processo de morte.
Me ensinaram, no delicado modo condicional, que, sem o concurso de certos alimentos minerais e orgânicos, depressa a vida sobre a terra se extinguiria.
Mas não me disseram que, depressa, por toda a parte, a vida se extingue, no duro modo indicativo.
Me ensinaram que o oxigênio é o primeiro elemento indispensável.
Mas não me disseram que só o oxigênio é um bem comum de toda a humanidade, salvo em minas e galerias, onde é escasso.
Me ensinaram que o carbono, o hidrogênio, o azoto, o fósforo e outros minerais são decisivos à vitalidade da célula.
Mas não me disseram (por óbvio, mas eu era um estudante tão distraído) que aqueles elementos não se encontram no ar que respiramos. E ainda que se encontrem na terra, acaso digerida por uma criança, seu poder de assimilação é nenhum.
Me ensinaram que há alimentos orgânicos ternários e quaternários.
Mas não me disseram que dois terços de nossos irmãos no mundo sofrem de fome.
Me ensinaram que os alimentos ternários, constituídos pelas gorduras e pelos hidratos de carbono, são, superlativamente, importantíssimos.
Mas não me disseram que, em cem, dez homens estão, a qualquer hora, às portas da inanição.
Me ensinaram que o ovo, o leite e a carne são alimentos extraordinários.
Mas não me disseram que, em certas regiões do mundo, há homens que consomem ovos, leite e carne acima das exigências da máquina humana.
Me ensinaram que a sensação de fome é acompanhada de contrações gástricas, uma espécie de cãibra no estômago; mas me disseram isso de maneira impessoal, como se fosse apenas a dedução teórica de um acidente possível.
Me ensinaram que as vitaminas são substâncias influentes no crescimento e na saúde; quando elas faltam, comparecem o escorbuto, o beribéri, a pelagra e outras doenças.
Mas não me disseram nem onde, nem quantos padecem de avitaminoses.
Nas carteiras da escola me ensinaram muitas coisas.
Mas não me disseram coisas essenciais à condição de homem.
O homem não fazia parte do programa.
Paulo Mendes Campos
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1. Partindo-se da premissa que a capacidade comunicativa já se acha muito bem desenvolvida no aluno quando ele chega à escola, esta não deve ensinar o que ele já sabe. Isso implica dizer que a escola não ensina a língua, mas usos da língua e formas não corriqueiras de comunicação oral e escrita.
2. As pessoas falam para serem “ouvidas”, às vezes para serem respeitadas e também para exercer uma influência no ambiente em que realizam os atos linguísticos. O poder da palavra é o poder de mobilizar a autoridade acumulada pelo falante e concentrá-la num ato linguístico.
3. O que o indivíduo faz ao usar a língua é traduzir, exteriorizar um pensamento, ou transmitir informações a outrem, seu interlocutor. Isso precisa ser feito com ideias claras que devem ser expressas de forma lógica, precisa, sem equívocos e sem ambiguidades, buscando a perfeição.
4. O texto é um produto da codificação de um emissor a ser decodificado pelo seu interlocutor que deve já conhecer o código usado. O papel do interlocutor passa a ser passivo, uma vez que a informação deve ser recebida tal qual havia na mente do emissor.
5. Um texto não se esclarece em seu pleno funcionamento apenas no âmbito da língua, mas exige aspectos sociais e cognitivos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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1. Os gêneros primários são formados em situações de comunicação verbal espontânea e servem de componentes aos gêneros secundários que os absorvem e os modificam.
2. “Em casa de ferreiro, espeto de pau”. Esse é um exemplo de gênero primário, assim como a crônica. Ambos retratam situações comunicativas mais intrinsecamente voltadas ao cotidiano.
3. Os gêneros têm uma identidade e eles são entidades poderosas que, na produção textual, condicionam-nos a escolhas que não podem ser totalmente livres nem aleatórias, seja sob o ponto de vista do léxico, grau de formalidade ou natureza dos temas. Os gêneros limitam nossa ação na escrita.
4. Os gêneros secundários caracterizam-se pela escrita, pelas formas padronizadas de organização da linguagem e pelo fato de desempenharem funções mais ou menos formalizadas no processo de construção da cultura do povo; por outro lado, sabe-se que os modos de expressão oral e escrito por si só não são suficientes para a classificação de um gênero como primário ou secundário.
5. O professor deve ensinar ao aluno a “fórmula” dos gêneros primários e secundários; por exemplo, a estrutura de um artigo de opinião ou de uma crônica. Assim, poderá ajudar a compreensão dos efeitos de sentido causados pelo uso de um gênero discursivo em detrimento de outro, na sua dimensão verbal.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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