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Respondida
A cintilografia de tireoide (com Tecnécio99 ou Iodo131) avalia a captação e a distribuição do radiotraçador no parênquima glandular.
Assinale a alternativa correta sobre a interpretação dos resultados em um paciente com bócio nodular e hipertireoidismo.
Respondida
A cronologia do aparecimento da puberdade, telarca e menarca na adolescente normal é caracterizada pelo:
A
Início com pubarca entre 7-12 anos (média 9 anos), seguido de telarca e menarca imediata aos 11 anos, com aceleração do crescimento estatural como marco inicial, requerendo dosagem de hormônio luteinizante (LH) basal.
B
Início simultâneo de telarca e menarca aos 9-10 anos, com pubarca tardia após os 13 anos, associada a pico de velocidade de crescimento pós-menarca, indicando variante da normalidade com monitoramento anual.
C
Início com telarca (desenvolvimento mamário) entre 8-13 anos (média 10-11 anos), seguido de pubarca (aparecimento de pelos pubianos) e menarca (primeira menstruação) 2-3 anos após a telarca, com média aos 12-13 anos, representando sequência fisiológica esperada sem necessidade de investigação adicional.
D
Início com menarca aos 10 anos, precedido por pubarca e telarca em sequência reversa, com desaceleração estatural como sinal de maturação precoce, necessitando de teste de estímulo com hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH).
E
Início com telarca isolado aos 7 anos, evoluindo para pubarca aos 8 anos e menarca aos 9 anos, com idade óssea avançada em 1 ano, compatível com puberdade precoce periférica e indicação de ultrassonografia pélvica.
Respondida
Assinale a alternativa que se refere corretamente às principais alterações na fisiologia endócrina da adolescência feminina.
A
Reativação do eixo hipotálamo-hipofisário-gonadal com pulsos noturnos aumentados de hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH), levando à secreção pulsátil de LH e FSH, estimulação ovariana com produção de estrógenos, ao desenvolvimento de caracteres sexuais secundários e à menarca em média aos 12 anos.
B
Aumento primário da secreção de hormônio do crescimento (GH) e fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1), com pico diurno de prolactina e cortisol, resultando em aceleração do metabolismo basal sem impacto direto nos ovários.
C
Supressão do eixo tireoidiano com redução de hormônio tireoestimulante (TSH) e tiroxina livre (T4 livre), associada à elevação de andrógenos adrenais, promovendo pilificação axilar isolada e desaceleração do estirão puberal.
D
Ativação do eixo somatotrófico com hipersecreção de GH e IGF-1, levando a aumento de insulina basal e resistência periférica, com foco em ganho de massa muscular sem alterações gonadais significativas.
E
Diminuição da liberação pulsátil de GnRH e gonadotrofinas, com predomínio de progestágenos ovarianos, resultando em ciclos menstruais anovulatórios persistentes e ausência de estirão de crescimento na fase inicial.
Respondida
Uma adolescente de 15 anos, com desenvolvimento puberal Tanner 4, consulta o endocrinologista pediátrico por irregularidades menstruais e expressa desejo de iniciar vida sexual ativa, solicitando orientação sobre métodos contraceptivos. Não há sinais de violência ou coação, e a paciente demonstra capacidade de compreensão.
A conduta ética inicial do médico deve priorizar a/o:
A
Comunicação imediata aos pais ou responsáveis sobre o desejo da adolescente, priorizando o consentimento familiar para qualquer orientação sobre saúde sexual, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
B
Recusa em fornecer orientação sobre contracepção sem avaliação psicológica prévia, devido ao risco de imaturidade emocional em adolescentes, com foco exclusivo no tratamento das irregularidades menstruais.
C
Prescrição empírica de contraceptivos orais combinados sem discussão detalhada, enfatizando apenas a regularização do ciclo menstrual para evitar complicações endócrinas, sem menção a ISTs.
D
Encaminhamento obrigatório para serviço de saúde mental antes de qualquer orientação sexual, considerando o desejo de iniciar vida sexual como possível sinal de distúrbio comportamental associado à puberdade.
E
Orientação confidencial sobre métodos contraceptivos, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e uso de preservativos para dupla proteção, respeitando a autonomia da adolescente sem juízo de valor ou quebra de sigilo, com encaminhamento multidisciplinar, se necessário.
Respondida
Um pediatra endocrinologista atende a uma criança de 6 meses com retardo no desenvolvimento neuropsicomotor e baixa estatura, cuja triagem neonatal havia mostrado hormônio tireoestimulante (TSH) elevado, mas sem confirmação sérica imediata pelo profissional, resultando em diagnóstico tardio de hipotireoidismo congênito e sequelas permanentes.
A responsabilidade ética e civil do médico nessa situação decorre principalmente de:
A
Imperícia coletiva da equipe multidisciplinar, isentando o endocrinologista de responsabilidade individual ética, mas sujeitando-o a sanções civis apenas se comprovada intenção dolosa no atraso diagnóstico.
B
Ausência de consentimento informado dos pais para o adiamento dos exames confirmatórios, configurando violação ética exclusiva, sem implicações civis uma vez que o PNTN não impõe prazos rígidos para confirmação.
C
Quebra de sigilo profissional ao não compartilhar os resultados da triagem neonatal com os pais imediatamente, gerando responsabilidade ética, mas sem base para ação civil por falta de nexo causal com as sequelas.
D
Negligência por omissão no uso de meios diagnósticos disponíveis, caracterizando infração ética pessoal não presumida e possibilidade de indenização civil por imperícia ou imprudência, com dever de reparar danos ao paciente menor.
E
Recusa em exercer a medicina em instituição pública inadequada, protegendo o médico de responsabilidades éticas e civis, desde que documentada a notificação ao diretor técnico sobre falhas no fluxo do PNTN.
Respondida
Uma criança de 5 anos é levada ao consultório de endocrinologia pediátrica por ganho de peso excessivo nos últimos 2 anos, com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima do percentil 97 nas curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), velocidade de crescimento preservada, ausência de dismorfismos ou deficiências intelectuais e história de hábitos alimentares inadequados com sedentarismo familiar.
A abordagem inicial recomendada para essa condição é:
Respondida
Uma menina de 14 anos é avaliada em consulta de endocrinologia pediátrica por ausência de menarca, baixa estatura proporcional com estatura 2,5 desvios-padrão abaixo da média para idade e sexo nas curvas da Organização Mundial da Saúde (OMS), pescoço alado, implantação baixa das orelhas e coarctação da aorta detectada em ecocardiograma. Exames complementares revelam cariótipo 45, X e níveis elevados de hormônio folículo-estimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH).
Essa descrição corresponde à:
Respondida
Assinale a alternativa que se refere corretamente às características principais da hiperplasia adrenal congênita (HAC).
A
Doença autossômica dominante com hiperplasia nodular do córtex adrenal, resultando em excesso de cortisol e supressão androgênica, sem crise de perda de sal, confirmada por dosagem baixa de 17-hidroxiprogesterona e imagem por tomografia.
B
Grupo de doenças autossômicas recessivas com deficiência enzimática no córtex adrenal, levando à hiperprodução de andrógenos e possível insuficiência suprarrenal, com a forma mais comum sendo a deficiência de 21-hidroxilase, detectada por elevação de 17-hidroxiprogesterona na triagem neonatal.
C
Condição adquirida por infecção viral com inflamação transitória da suprarrenal, manifestando tireotoxicose inicial seguida de insuficiência adrenal reversível, sem componente genético ou necessidade de triagem neonatal rotineira.
D
Mutação monogênica X-ligada com atrofia suprarrenal progressiva, associada à leucodistrofia cerebral e hiperandrogenismo isolado em meninos, diagnosticada por dosagem de ácidos graxos de cadeia muito longa.
E
Hiperplasia suprarrenal secundária a tumor hipofisário, com excesso de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) e hipercortisolismo, sem ambiguidade genital ou distúrbios eletrolíticos na apresentação neonatal típica.
Respondida
As características anatomopatológicas e fisiopatológicas principais da tireoidite subaguda de Quervain incluem:
A
Doença autoimune crônica com infiltração linfocítica da tireoide, levando à hipotireoidismo adquirido insidioso em regiões com iodação adequada do sal, com confirmação diagnóstica pela presença de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) e antitireoglobulina (anti-Tg).
B
Hiperplasia difusa da tireoide por deficiência nutricional de iodo, com bócio endêmico e hipotireoidismo reversível mediante suplementação iodada, caracterizada por ausência de infiltração inflamatória linfocítica
C
Inflamação granulomatosa subaguda com formação de gigantócitos, associada a etiologia viral, causando tireotoxicose transitória inicial seguida de hipotireoidismo recuperável espontaneamente, sem presença de anticorpos autoimunes
D
Mutação genética no receptor do hormônio tireoestimulante (TSH), resultando em resistência hormonal com hipotireoidismo familiar congênito e atrofia glandular progressiva, sem componente autoimune detectável.
E
Supuração aguda com necrose tecidual e infiltração neutrofílica por infecção bacteriana, manifestando-se como abscesso tireoidiano, com necessidade de drenagem cirúrgica e antibioticoterapia empírica.
Respondida
Assinale a alternativa que se refere corretamente às características anatomopatológicas e fisiopatológicas principais da tireoidite de Hashimoto.
A
Inflamação granulomatosa subaguda com formação de gigantócitos, associada à etiologia viral, causando tireotoxicose transitória inicial seguida de hipotireoidismo recuperável espontaneamente, sem presença de anticorpos autoimunes.
B
Hiperplasia difusa da tireoide por deficiência nutricional de iodo, com bócio endêmico e hipotireoidismo reversível mediante suplementação iodada, caracterizada por ausência de infiltração inflamatória linfocítica.
C
Mutação genética no receptor do hormônio tireoestimulante (TSH), resultando em resistência hormonal com hipotireoidismo familiar congênito e atrofia glandular progressiva, sem componente autoimune detectável.
D
Supuração aguda com necrose tecidual e infiltração neutrofílica por infecção bacteriana, manifestando-se como abscesso tireoidiano, com necessidade de drenagem cirúrgica e antibioticoterapia empírica.
E
Infiltração linfocítica crônica da tireoide com destruição autoimune progressiva dos folículos tireoidianos, levando à hipotireoidismo adquirido insidioso, mediado por anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) e antitireoglobulina (anti-Tg), com ecotextura heterogênea à ultrassonografia.