Leia com atenção o fragmento a seguir: “O território, sendo um
fator constante em meio à variação dos acontecimentos
humanos, representa em si e por si um elemento universal. É
por isso que sua importância na história foi primeiramente
reconhecida através da filosofia. Montesquieu e Herder não se
propuseram absolutamente a resolver problemas sociológicos
ou geográficos quando tomaram em consideração as relações
existentes entre os povos ou os Estados e os seus territórios,
mas pretenderam apenas compreender a missão e o futuro do
homem estudado no seu ambiente físico, que, segundo a
concepção de Herder e de Ritter, foi preparado
deliberadamente por ele para que pudesse realizar aqui seu
desenvolvimento segundo o projeto do Criador”. (RATZEL,
Friedrich. O território e o progresso. In: Ratzel / Antonio Carlos
Robert Moraes (org), 1990, p. 80-81). Com base na tradução do trecho escrito por Ratzel, o território,
uma das principais categorias de análise em Geografia é
entendido como:
O trecho que se segue relaciona-se com as concepções
temáticas existentes no ensino de Geografia. Leia com
atenção: “A reação aos temas ditos consagrados, como os da
Geografia Física, foi objeto de muitas polêmicas. A introdução
de novos temas mais ligados à vida trouxeram a efervescência
necessária para o delineamento de uma “Geografia Crítica”.
Tais temas, alguns fortemente marcados pela economia
política, surgiram através da análise do papel do Estado, das
multinacionais, do blocos econômicos, da burguesia, da
imprensa, das relações internacionais, da Guerra Fria, da luta
de classe, do desarmamento, das minorias, enfim,
praticamente tudo ficou cabendo dentro das aulas de
Geografia.” (SILVA, Jorge Luiz Barcellos. O que está
acontecendo com o ensino de Geografia? – primeiras
impressões. In: Geografia em Perspectiva / Nidia Nacib
Pontuschka, Ariovaldo Umbelino de Oliveira (org.), 2015,
p.316). Segundo as constatações de Silva (2015, p. 316), os temas
ensinados em Geografia:
Leia o trecho a seguir: “A multiplicidade das expedições
científicas e militares traduzia a aventura dos tempos
modernos. As associações científicas davam apoio às
expedições, nos moldes da Associação Africana, fundada em
Londres em 1788, com duplo objetivo: o de explorar a África,
com a finalidade de descobrir e de revelar esse continente à
cultura ocidental, e abrir novos domínios comerciais britânicos
naquele continente.”. (LENCIONI, Sandra. A Geografia como
Ciência e a Região como Objeto de Estudo. In: Região e
Geografia. / Sandra Lencioni. 1999, Edusp, p. 74). No cerne da origem do discurso geográfico, desenvolvido ao
longo do século XIX, nota-se que:
“Azevedo passa a seguir a traçar o quadro descritivo da base
física. O modo de tratamento e o conteúdo teórico são os
mesmos do Tratado, começando-se pelo capítulo do clima. O
conceito e tipologia de clima são os da classificação climática
de De Martonne, que este tira de Hann, baseada em linha
direta da posição astronômica dos lugares, que Azevedo
mescla com a classificação climática de Koppen por sua
visualidade da relação clima-vegetação, mais apropriada ao
trabalho do combinado mapa-foto, em que o clima é descrito
ao tempo que é visualizado na imagem fotográfica
correspondente de formas de vegetação”.
(MOREIRA, Ruy. A Geografia que se faz e se ensina no Brasil.
In: O Discurso do Avesso: para crítica da Geografia que se
ensina / Ruy Moreira, 2019, p. 169).
De acordo com as ideias de R. Moreira, o ensino de Geografia
é imbuído de um discurso particularmente moldado pelo corpo
de discussões que é feito no âmbito epistêmico, das
universidades. Considerando o excerto, sobre as influências
de Aroldo de Azevedo quanto ao discurso geográfico
elaborado nas instituições de ensino nas décadas de 1930 e
1940, registra-se que:
“São cinco os campos de conhecimentos para desenvolver o
raciocínio geográfico: (1) os processos cognitivos, (2) os
conceitos de relações espaciais, (3) a representação
espacial, (4) as categorias e princípios geográficos e (5) a
situação geográfica. Para esse relacionamento, incorporamos
os três campos de conhecimentos do pensamento
espacial e asseguramos o vocabulário geográfico, para
que a finalidade seja o desenvolvimento do raciocínio
geográfico”. (CASTELLAR & DE PAULA, O papel do
pensamento espacial na construção do raciocínio geográfico.
In: Revista Brasileira de Educação em Geografia, vol. 10, nº19,
2020, p. 300). Relacione corretamente o significado dos cinco campos de
conhecimentos para o raciocínio geográfico:
A Situação geográfica e categorias da Geografia.
B Conceitos de relações espaciais.
C Representações espaciais.
D Processos cognitivos.
( ) Podem ser entendidos como os atributos que
pertencem à geometria do mapa ou de qualquer
outra representação espacial, capturando elementos
da espacialidade.
( ) Funcionam como palavras de ordem que gera a
ação mental e o quadro de operações de um sujeito
sobre um objeto estudado, em diferentes níveis de
complexidade de raciocínio.
( ) Um conjunto sistêmico de eventos que ocorre em
uma paisagem, lugar, território ou região, início e
finalidade da construção da investigação geográfica
de um fenômeno/processo.
( ) Considera toda e qualquer produção gráfica e
imagética que pode ser usada como objeto de
observação e investigação em uma prática. Assinale a alternativa que contém a sequência correta.
Leia o trecho de D. Harvey (1980, p. 86):
Necessidade é conceito relativo. As necessidades não são
constantes porque elas são categorias da consciência humana
e desde que a sociedade se transforma, a consciência da
necessidade transforma-se também. O problema é definir
exatamente em que a necessidade é relativa, e entender como
as necessidades surgem. As necessidades podem ser
definidas a respeito de um número de diferentes categorias de
atividade – permanecendo estas completamente constantes
no tempo; podemos enumerar nove delas: 1 alimento, 2
habitação, 3 cuidados médicos, 4 educação, 5 serviço social e
ambiental, 6 bens de consumo, 7 oportunidades de lazer, 8
amenidades de vizinhança, 9 facilidades de transporte.
(HARVEY, David. A Justiça Social e a Cidade. Hucitec 1980,
p. 86). O argumento de D. Harvey sobre o que é necessidade, pode
representar um processo específico da cidade capitalista que
produz desigualdades e injustiças sociais, principalmente em
metrópoles e cidades de países latinoamericanos:
Analise as definições sobre as rochas sedimentares a seguir e escolha V, para Verdadeiro e F, para Falso. ( ) Apatitas e quartzos são rochas particularmente formadas pela deposição de grandes quantidades de feldspato ortoclásio,
sedimentos ricos em cálcio, sílica e magnésio.
( ) A calcopirita compõe mais de 22,5% das rochas sedimentares, por ser um mineral especialmente formados em grandes
reservatórios de água ricos em sais minerais, sulfeto de enxofre.
( ) A barita, sulfeto de bário, não pode estar associada a rochas sedimentares, porque em contextos físico-químicos em que
se situam grandes concentrações de bário não é possível haver sedimentação, sendo a barita específica de formações
graníticas.
( ) A coquina e o conglomerado são rochas sedimentares clásticas que participam da demanda econômica do setor de
construção civil, não servindo como rochas indicadores, testemunhas de outras eras e períodos geológicos.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta.
O Censo Demográfico do IBGE em 2010 identificou que o
município de Jaguaribe-CE apresenta taxa de mortalidade
infantil média na cidade de 14,37 para 1.000 nascidos vivos.
Considerando essa afirmação, assinale a alternativa que
representa a interpretação correta sobre os dados
demográficos e geográficos sobre essa realidade de
Jaguaribe. Fonte: IBGE Cidades. Disponível em:
https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/jaguaribe/panorama
Jaguaribe, apesar de ser conhecida como a terra do queijo
coalho, ainda apresenta outras atrações turísticas que
caracterizam e atribuem forte identidade ao município
sertanejo. Dentre essas atrações, assinale a alternativa que
representa o lugar e os tipos de práticas comuns que atuam
como atração para turistas regionais.