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Foram encontradas 40 questões.

2010488 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Unesc
Orgão: Pref. Maracajá-SC
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TEXTO IV

enunciado 1947272-1

Fonte: Super Interessante (Fevereiro, 2017)

Muito embora a explicação para o surgimento da expressão “Será o Benedito?” ocorra em um ano específico (1933), a narrativa tem um aspecto durativo, e, para garantir a coerência textual, faz-se uso de recursos de coesão, a exemplo dos verbos que constroem o fluxo narrativo, colocando a narrativa em suspensão temporal, como ocorre no texto, até antes do último período em que há o seu desfecho. Esses recursos verbais – durativos e que colocam em suspensão temporal a narrativa – são conhecidos como imperfectivos, materializados no texto pelas seguintes formas verbais:

 

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2010487 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Unesc
Orgão: Pref. Maracajá-SC
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TEXTO IV

enunciado 1947271-1

Fonte: Super Interessante (Fevereiro, 2017)

Afinal, a expressão “Será o Benedito”, dado o contexto do TEXTO IV, expressa:

 

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2010486 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Unesc
Orgão: Pref. Maracajá-SC
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TEXTO IV

enunciado 1947270-1

Fonte: Super Interessante (Fevereiro, 2017)

O TEXTO IV ilustra uma pergunta, para a qual possui uma resposta aproximada acerca do período e do lugar de onde a expressão “Será o Benedito” é oriunda, mas não há uma assertividade com relação ao sujeito que a enuncia pela primeira vez. Como estratégia de apagamento do sujeito, já que se o desconhece, o texto faz uso de voz passiva sintética (partícula apassivadora) e de terceira pessoa do plural, que figuram respectivamente nas duas orações:

 

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2010485 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Unesc
Orgão: Pref. Maracajá-SC
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enunciado 1947269-1

Fonte: https://descomplica.com.br/artigo/4-imagens-que-vao-te-ajudar-a-nunca-mais-confundir-as-variacoes-linguisticas/4kq/

A tirinha acima mostra um tipo de variação linguística que se dá do ponto de vista geográfico, como bem ilustra o título “O GAÚCHO E O MINEIRO”. Como toda tirinha, há humor. Para interpretar esse humor, a que o gaúcho e o mineiro entendem por macho em face da interação estabelecida?

 

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2010484 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Unesc
Orgão: Pref. Maracajá-SC
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TEXTO III

Solidariedade no Frio

Costurei um agasalho, com tecido de amor,

a linha da caridade foi o fio condutor.

Agulhas de compaixão, estampas de gratidão.

Fiz um bolso aqui no peito e enchi ele de bondade,

pra vestir a humanidade que no fundo ainda tem jeito.

Tem jeito pra se ajeitar, basta ser mais solidário.

Pra fazer um mundo novo, transformando esse cenário

olhe além da sua porta, pra vê se você suporta

assistir indiferente quem dorme no meio da rua,

coberto só pela lua sem ter um teto decente.

[...]

Tem jeito pra se ajeitar, basta tu compreender

que quando se ajuda alguém, o ajudado é você,

é você quem ganha paz, é você quem ganha mais,

mais amor, mais gratidão.

Doando um cobertor, derretendo o frio da dor

E aquecendo um coração.


(In: Poesia com Rapadura de Bráulio Bessa, 1a ed., 2017)


O cordel acima, TEXTO III, faz uso de deslocamentos semânticos bem como de licença poética, propriedades inerentes à arte literária, com o propósito, entre outros, de assegurar o ritmo, característico do gênero. Para isso, encontramos junto ao texto usos linguísticos que, em outros gêneros, de natureza mais formais, como cartas comerciais, resenhas acadêmicas, não seriam apropriados. As questões de 26 a 29 versarão sobre a adequação desses usos.

Um fenômeno bastante recorrente na fala do cotidiano, já atestados em estudos de variação linguística, diz respeito ao apagamento de segmentos sonoros, que equivale à supressão de uma consoante, vogal ou mesmo de uma sílaba inteira. Ocorrem ora no início da palavra (enamorar/namorar; arrancar/rancar; está/tá; José/Zé), ora no meio da palavra (manteiga/mantega; xícara/xicra/ óculos/oclos), e ora no final da palavra (fotografia/foto; televisão/tevê; bicicleta/bici), chamados respectivamente aférese, síncope e apócope. Na oitava linha, há dois apagamentos - olhe além da sua porta, pra vê se você suporta.

 

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2010483 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Unesc
Orgão: Pref. Maracajá-SC
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TEXTO III

Solidariedade no Frio

Costurei um agasalho, com tecido de amor,

a linha da caridade foi o fio condutor.

Agulhas de compaixão, estampas de gratidão.

Fiz um bolso aqui no peito e enchi ele de bondade,

pra vestir a humanidade que no fundo ainda tem jeito.

Tem jeito pra se ajeitar, basta ser mais solidário.

Pra fazer um mundo novo, transformando esse cenário

olhe além da sua porta, pra vê se você suporta

assistir indiferente quem dorme no meio da rua,

coberto só pela lua sem ter um teto decente.

[...]

Tem jeito pra se ajeitar, basta tu compreender

que quando se ajuda alguém, o ajudado é você,

é você quem ganha paz, é você quem ganha mais,

mais amor, mais gratidão.

Doando um cobertor, derretendo o frio da dor

E aquecendo um coração.


(In: Poesia com Rapadura de Bráulio Bessa, 1a ed., 2017)


O cordel acima, TEXTO III, faz uso de deslocamentos semânticos bem como de licença poética, propriedades inerentes à arte literária, com o propósito, entre outros, de assegurar o ritmo, característico do gênero. Para isso, encontramos junto ao texto usos linguísticos que, em outros gêneros, de natureza mais formais, como cartas comerciais, resenhas acadêmicas, não seriam apropriados. As questões de 26 a 29 versarão sobre a adequação desses usos.

Outro uso do cotidiano está relacionado ao verbo ter com o sentido de existir. Há um exemplar dessa possibilidade nas quinta e sexta linhas respectivamente – [...] no fundo ainda tem jeito [...] e Tem jeito pra se ajeitar [...]. Ressalta que na literatura de Cordel, os usos do cotidiano fazem parte da identidade do gênero, representa a arte, sobretudo do nordeste brasileiro. O professor, portanto, deve estar atento a situações mais formais, sobretudo na escrita, em que o esperado sejam registros:

 

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2010482 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Unesc
Orgão: Pref. Maracajá-SC
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TEXTO III

Solidariedade no Frio

Costurei um agasalho, com tecido de amor,

a linha da caridade foi o fio condutor.

Agulhas de compaixão, estampas de gratidão.

Fiz um bolso aqui no peito e enchi ele de bondade,

pra vestir a humanidade que no fundo ainda tem jeito.

Tem jeito pra se ajeitar, basta ser mais solidário.

Pra fazer um mundo novo, transformando esse cenário

olhe além da sua porta, pra vê se você suporta

assistir indiferente quem dorme no meio da rua,

coberto só pela lua sem ter um teto decente.

[...]

Tem jeito pra se ajeitar, basta tu compreender

que quando se ajuda alguém, o ajudado é você,

é você quem ganha paz, é você quem ganha mais,

mais amor, mais gratidão.

Doando um cobertor, derretendo o frio da dor

E aquecendo um coração.


(In: Poesia com Rapadura de Bráulio Bessa, 1a ed., 2017)


O cordel acima, TEXTO III, faz uso de deslocamentos semânticos bem como de licença poética, propriedades inerentes à arte literária, com o propósito, entre outros, de assegurar o ritmo, característico do gênero. Para isso, encontramos junto ao texto usos linguísticos que, em outros gêneros, de natureza mais formais, como cartas comerciais, resenhas acadêmicas, não seriam apropriados. As questões de 26 a 29 versarão sobre a adequação desses usos.

Um desses usos encontra-se na quarta linha – enchi ele – e diz respeito à colocação pronominal e anáforas que, fora do contexto literário, ou seja, em situações que exigem maior formalidade, requer adequações. Vejamos:

 

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Questão presente nas seguintes provas
2010481 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Unesc
Orgão: Pref. Maracajá-SC
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TEXTO III

Solidariedade no Frio

Costurei um agasalho, com tecido de amor,

a linha da caridade foi o fio condutor.

Agulhas de compaixão, estampas de gratidão.

Fiz um bolso aqui no peito e enchi ele de bondade,

pra vestir a humanidade que no fundo ainda tem jeito.

Tem jeito pra se ajeitar, basta ser mais solidário.

Pra fazer um mundo novo, transformando esse cenário

olhe além da sua porta, pra vê se você suporta

assistir indiferente quem dorme no meio da rua,

coberto só pela lua sem ter um teto decente.

[...]

Tem jeito pra se ajeitar, basta tu compreender

que quando se ajuda alguém, o ajudado é você,

é você quem ganha paz, é você quem ganha mais,

mais amor, mais gratidão.

Doando um cobertor, derretendo o frio da dor

E aquecendo um coração.


(In: Poesia com Rapadura de Bráulio Bessa, 1a ed., 2017)


O cordel acima, TEXTO III, faz uso de deslocamentos semânticos bem como de licença poética, propriedades inerentes à arte literária, com o propósito, entre outros, de assegurar o ritmo, característico do gênero. Para isso, encontramos junto ao texto usos linguísticos que, em outros gêneros, de natureza mais formais, como cartas comerciais, resenhas acadêmicas, não seriam apropriados. As questões de 26 a 29 versarão sobre a adequação desses usos.

A coerência textual pode ser assegurada por diversos mecanismos, entre os quais estão os semânticos e pragmáticos. As primeiras cinco linhas do TEXTO III apresentam um agrupamento de vocábulos que constituem, do ponto de vista denotado, uma rede semântica associada a trabalhos com costura, indústria da confecção, gerando concretamente produtos. Contudo, há deslocamentos de sentidos desses mesmos vocábulos, mantendo ainda a ideia de tecer, do feitio, enfim, de construir algo, só que não mais um produto da confecção, mas sim um estado da alma dos sujeitos. Esses sentidos construídos passam a ser conotados, dando sustentabilidade à coerência textual entre título e texto. Os vocábulos associados que passam a ser conotados são:

 

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Questão presente nas seguintes provas
2010480 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Unesc
Orgão: Pref. Maracajá-SC
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TEXTO II


enunciado 1947264-1

Fonte: http://www.ateliedasletras.com.br/2010/11/variacao-linguistica.html


Na tirinha acima, deparamo-nos com uma variedade linguística que faz uso do fonema [R] em vez do fonema [l], o que, linguisticamente, é explicável frente à proximidade articulatória de ambas as consoantes. O fenômeno da troca em contexto pós-vocálico já é descrito desde há muito. Em 1919, no Compêndio de gramática histórica portuguesa, de Joaquim Nunes, o autor destaca isso, ao dar os seguintes exemplos, verificados na língua popular: “azur” (azul), “corchão” (colchão), “sordado” (soldado) etc. Tudo isso apoia a produtividade desse uso em algumas variedades do português brasileiro.

A tirinha ainda expõe um dos possíveis usos com os quais os professores terão que lidar com vistas a inserir os alunos em situações de letramento, já que a variação pode migrar da oralidade para a escrita. Em se tratando da variação entre /L/ e /R/, ela não ocorre só em contextos pós-vocálico – firme e futebor. Ocorre também em outros, a exemplo de chicrete por chiclete. A seguir, dentre as alternativas, escolha qual representa o mesmo tipo de variação vista em chiclete.

 

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2010479 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: Unesc
Orgão: Pref. Maracajá-SC
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TEXTO II


enunciado 1947263-1

Fonte: http://www.ateliedasletras.com.br/2010/11/variacao-linguistica.html


Na tirinha acima, deparamo-nos com uma variedade linguística que faz uso do fonema [R] em vez do fonema [l], o que, linguisticamente, é explicável frente à proximidade articulatória de ambas as consoantes. O fenômeno da troca em contexto pós-vocálico já é descrito desde há muito. Em 1919, no Compêndio de gramática histórica portuguesa, de Joaquim Nunes, o autor destaca isso, ao dar os seguintes exemplos, verificados na língua popular: “azur” (azul), “corchão” (colchão), “sordado” (soldado) etc. Tudo isso apoia a produtividade desse uso em algumas variedades do português brasileiro.

O desconhecimento da existência de outras variedades linguísticas igualmente aceitas no uso do cotidiano provoca, certamente, incompreensões de toda ordem, que, durante a interação, rapidamente é retomada e adequada à situação para conduzir um diálogo compreensível entre os interlocutores. Na tirinha, isso não ocorre, daí o riso, humor característico desse gênero. Esse humor é garantido, junto ao TEXTO II, em função da interpretação de que o ato de fala:

 

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