Foram encontradas 40 questões.
- OrtografiaFormação e Estrutura das Palavras
- FonologiaEncontros Consonantais: Dígrafos
- FonologiaFonemas e Letras
- Morfologia
Eles tinham saído de véspera, de manhã, da canoa.
Eram duas horas da tarde. Cordulina, que vinha quase
cambaleando, sentou-se numa pedra e falou, numa voz
quebrada e penosa:
-Chico, eu não posso mais... Acho até que vou morrer.
Dá-me aquela zoeira na cabeça!
Chico Bento olhou dolorosamente a mulher. O cabelo em
falripas sujas, como que gasto, acabado, caía, por cima
do rosto, envesgando os olhos, roçando a boca. A pele,
empretecida como uma casca, pregueava nos braços e
nos peitos, que o casaco e a camisa rasgada
descobriam. (...)
No colo da mulher, o Duquinha, também era só osso e
pele, levava, com um gemido abafado, a mãozinha
imunda, os dedos ressequidos, aos pobres olhos
doentes. E com outra tateava o peito da mãe, mas num
movimento tão fraco e tão triste que era mais uma
tentativa do que um gesto. Lentamente o vaqueiro voltou
as costas; cabisbaixo, o Pedro o seguiu.
E foram andando à toa, devagarinho, costeando a
margem da caatinga.
Quinze' de Rachel de Queiróz)
https://canal.cecierj.edu.br/012016/c5e34a6d5f7ebf426484725dfe84cd8
2.pd
Considerando a fonologia e o processo de formação de palavras, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
( ) O vocábulo 'empretecida' é formado pelo mesmo processo de formação de 'imperceptível', embora os prefixos apresentem valores semânticos opostos entre si.
( ) O vocábulo 'pregueava' apresenta duas letras que representam um único fonema consonantal, assim como o vocábulo 'tranquilo', em que a sequência 'qu' antes de vogal anterior também corresponde a um único fonema, evidenciando que a relação entre letra e fonema no português não é sempre biunívoca.
( ) O vocábulo 'descobriam' apresenta prefixo, assim como o verbo 'preparar', em que aquele indica ação contrária ao sentido do verbo de base, enquanto este situa a ação em momento anterior à sua realização.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima.
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Desigualdade social é o principal obstáculo à
qualidade da educação no país.
A educação básica brasileira registrou avanços
significativos nas últimas décadas, mas continua
marcada por desigualdades profundas e por um
descompasso entre o modelo de ensino e as
transformações tecnológicas e sociais contemporâneas.
A avaliação é do pesquisador Ivan Siqueira, professor
titular de Interdisciplinaridade da UFBA (Universidade
Federal da Bahia), durante a 2ª Conferência FAPESP
2026 − "Educação Básica no Brasil: Desafios e
Oportunidades".
Segundo o conferencista, o país ampliou o acesso à
escola desde a Constituição de 1988, mas ainda
enfrenta dificuldades para garantir qualidade compatível
com os investimentos realizados. "Há muita evidência de
que avançamos. Mas, quando consideramos os níveis
de desigualdade, entendemos que ainda precisamos
fazer muito, muito, muito mais", ressaltou.
Um dos pontos centrais da apresentação foi a distinção
entre princípios e critérios na definição das políticas
públicas. Para Siqueira, a legislação brasileira possui
diretrizes acertadas, mas carece de mecanismos
objetivos de implementação. O pesquisador analisou
especificamente o artigo 205 da Constituição da
República Federativa do Brasil, que estabelece: "A
educação, direito de todos e dever do Estado e da
família, será promovida e incentivada com a colaboração
da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho".
"O maior problema do artigo 205 é ser ele uma
declaração de princípio e não o estabelecimento de um
critério. E o princípio não é binário: você pode dizer que
está indo em determinada direção, mesmo sem nunca
chegar lá", explicou. "Precisamos transformar princípios
em critérios, porque critérios são objetivos e permitem
cobrança."
Essa lacuna, segundo ele, afeta diretamente a
governança educacional, especialmente em municípios
com baixa capacidade administrativa. "Grande parte da
educação básica está nas mãos das prefeituras, que têm
menos recursos e menos estrutura, justamente na fase
mais importante do desenvolvimento humano", disse.
O professor criticou também a formação de professores
no país. Segundo ele, o sistema permite que docentes
sejam formados sem experiência prática em escolas. "O
Brasil autoriza a formação de pessoas que nunca
pisaram em uma sala de aula. Isso não acontece em
áreas como medicina", ponderou. Outro problema
apontado foi a fragmentação curricular. "É ilusório
imaginar que um aluno consiga aprender 13 disciplinas
diferentes com menos de quatro horas de aula por dia",
sublinhou. Para ele, o modelo pressupõe uma escola em
tempo integral, que ainda não é realidade na maior parte
do país.
Siqueira destacou que as tecnologias digitais
introduziram uma mudança estrutural no processo de
aprendizagem, afetando atenção, linguagem e formas de
interação. "O modelo tradicional de aula expositiva está
morto. Ele não serve mais para os estudantes que temos
hoje", resumiu. Conforme o pesquisador, os estudantes
têm dificuldade crescente de concentração e
organização do pensamento: "Hoje é muito difícil manter
um aluno focado por dez minutos. Para escrever, ele
precisa pensar — e não está exercitando isso".
Ele relatou ainda o aumento de fenômenos como
desinformação, dependência de redes sociais e
problemas de saúde mental. "Na UFBA, 70% dos
estudantes de medicina relatam problemas de saúde
mental. Na psicologia, o percentual é ainda maior: 80%.
Tanto que os professores, meus colegas, dizem que o
pessoal vem para a psicologia para se tratar", contou.
A IA (inteligência artificial) foi apresentada como um dos
principais vetores de transformação da educação e do
mercado de trabalho. Siqueira citou demissões recentes
no setor financeiro para ilustrar o impacto da adoção das
novas tecnologias digitais. "Nos últimos quatro meses, os
quatro maiores bancos norte-americanos demitiram 15
mil funcionários, enquanto obtinham mais de US$ 1
bilhão de lucro. Uma pessoa com IA faz o trabalho de
dez. E isso muda completamente o mercado", enfatizou.
Ao mesmo tempo, ele destacou aplicações positivas no
sistema educacional. "Modelos baseados na BNCC
[Base Nacional Comum Curricular] conseguem gerar
planos de aula adaptados para diferentes perfis de
estudantes, reduzindo enormemente o trabalho do
professor", disse. A BNCC é o documento normativo que
define o que todos os estudantes brasileiros têm o direito
de aprender ao longo da educação básica (educação
infantil, ensino fundamental e ensino médio).
Além disso, a incorporação das novas tecnologias
digitais favorece o acesso a conteúdos de qualidade, a
formação de comunidades de aprendizagem e a
possibilidade de integrar o currículo às realidades locais,
como em comunidades indígenas e quilombolas,
ampliando o potencial de uma educação mais
contextualizada, colaborativa e alinhada às demandas
contemporâneas.
Mas há vários gargalos a serem ultrapassados. Entre
eles, o modelo de avaliação. Siqueira argumentou que
exames como o do Sistema de Avaliação da Educação
Básica (Saeb) estão defasados e não capturam
competências essenciais. E defendeu a incorporação de
habilidades como pensamento crítico, metacognição e
resolução de problemas complexos. "O estudante
precisa saber mobilizar conhecimentos em situações
reais. Não basta repetir conteúdo", disse.
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/desigualdade-social-e-o-princip
al-obstaculo-a-qualidade-da-educacao-no-pais/
O vocábulo 'norte-americano' é grafado com hífen em conformidade com regra específica. Com base nas demais regras de emprego do hífen, preencha as lacunas com palavras corretamente grafadas, com ou sem hífen.
I.O pesquisador descreveu o personagem como um líder___ , marcado por sucessivas derrotas políticas.
II.O movimento___ busca valorizar identidades culturais e históricas do continente em contextos contemporâneos.
III.A___ foi um marco histórico que ampliou o conhecimento geográfico e as rotas comerciais.
IV.O___ participou ativamente do programa, enviando perguntas ao vivo durante a transmissão.
Assinale a alternativa que apresenta as palavras que preenchem, correta e respectivamente, as lacunas propostas.
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Desigualdade social é o principal obstáculo à
qualidade da educação no país.
A educação básica brasileira registrou avanços
significativos nas últimas décadas, mas continua
marcada por desigualdades profundas e por um
descompasso entre o modelo de ensino e as
transformações tecnológicas e sociais contemporâneas.
A avaliação é do pesquisador Ivan Siqueira, professor
titular de Interdisciplinaridade da UFBA (Universidade
Federal da Bahia), durante a 2ª Conferência FAPESP
2026 − "Educação Básica no Brasil: Desafios e
Oportunidades".
Segundo o conferencista, o país ampliou o acesso à
escola desde a Constituição de 1988, mas ainda
enfrenta dificuldades para garantir qualidade compatível
com os investimentos realizados. "Há muita evidência de
que avançamos. Mas, quando consideramos os níveis
de desigualdade, entendemos que ainda precisamos
fazer muito, muito, muito mais", ressaltou.
Um dos pontos centrais da apresentação foi a distinção
entre princípios e critérios na definição das políticas
públicas. Para Siqueira, a legislação brasileira possui
diretrizes acertadas, mas carece de mecanismos
objetivos de implementação. O pesquisador analisou
especificamente o artigo 205 da Constituição da
República Federativa do Brasil, que estabelece: "A
educação, direito de todos e dever do Estado e da
família, será promovida e incentivada com a colaboração
da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho".
"O maior problema do artigo 205 é ser ele uma
declaração de princípio e não o estabelecimento de um
critério. E o princípio não é binário: você pode dizer que
está indo em determinada direção, mesmo sem nunca
chegar lá", explicou. "Precisamos transformar princípios
em critérios, porque critérios são objetivos e permitem
cobrança."
Essa lacuna, segundo ele, afeta diretamente a
governança educacional, especialmente em municípios
com baixa capacidade administrativa. "Grande parte da
educação básica está nas mãos das prefeituras, que têm
menos recursos e menos estrutura, justamente na fase
mais importante do desenvolvimento humano", disse.
O professor criticou também a formação de professores
no país. Segundo ele, o sistema permite que docentes
sejam formados sem experiência prática em escolas. "O
Brasil autoriza a formação de pessoas que nunca
pisaram em uma sala de aula. Isso não acontece em
áreas como medicina", ponderou. Outro problema
apontado foi a fragmentação curricular. "É ilusório
imaginar que um aluno consiga aprender 13 disciplinas
diferentes com menos de quatro horas de aula por dia",
sublinhou. Para ele, o modelo pressupõe uma escola em
tempo integral, que ainda não é realidade na maior parte
do país.
Siqueira destacou que as tecnologias digitais
introduziram uma mudança estrutural no processo de
aprendizagem, afetando atenção, linguagem e formas de
interação. "O modelo tradicional de aula expositiva está
morto. Ele não serve mais para os estudantes que temos
hoje", resumiu. Conforme o pesquisador, os estudantes
têm dificuldade crescente de concentração e
organização do pensamento: "Hoje é muito difícil manter
um aluno focado por dez minutos. Para escrever, ele
precisa pensar — e não está exercitando isso".
Ele relatou ainda o aumento de fenômenos como
desinformação, dependência de redes sociais e
problemas de saúde mental. "Na UFBA, 70% dos
estudantes de medicina relatam problemas de saúde
mental. Na psicologia, o percentual é ainda maior: 80%.
Tanto que os professores, meus colegas, dizem que o
pessoal vem para a psicologia para se tratar", contou.
A IA (inteligência artificial) foi apresentada como um dos
principais vetores de transformação da educação e do
mercado de trabalho. Siqueira citou demissões recentes
no setor financeiro para ilustrar o impacto da adoção das
novas tecnologias digitais. "Nos últimos quatro meses, os
quatro maiores bancos norte-americanos demitiram 15
mil funcionários, enquanto obtinham mais de US$ 1
bilhão de lucro. Uma pessoa com IA faz o trabalho de
dez. E isso muda completamente o mercado", enfatizou.
Ao mesmo tempo, ele destacou aplicações positivas no
sistema educacional. "Modelos baseados na BNCC
[Base Nacional Comum Curricular] conseguem gerar
planos de aula adaptados para diferentes perfis de
estudantes, reduzindo enormemente o trabalho do
professor", disse. A BNCC é o documento normativo que
define o que todos os estudantes brasileiros têm o direito
de aprender ao longo da educação básica (educação
infantil, ensino fundamental e ensino médio).
Além disso, a incorporação das novas tecnologias
digitais favorece o acesso a conteúdos de qualidade, a
formação de comunidades de aprendizagem e a
possibilidade de integrar o currículo às realidades locais,
como em comunidades indígenas e quilombolas,
ampliando o potencial de uma educação mais
contextualizada, colaborativa e alinhada às demandas
contemporâneas.
Mas há vários gargalos a serem ultrapassados. Entre
eles, o modelo de avaliação. Siqueira argumentou que
exames como o do Sistema de Avaliação da Educação
Básica (Saeb) estão defasados e não capturam
competências essenciais. E defendeu a incorporação de
habilidades como pensamento crítico, metacognição e
resolução de problemas complexos. "O estudante
precisa saber mobilizar conhecimentos em situações
reais. Não basta repetir conteúdo", disse.
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/desigualdade-social-e-o-princip
al-obstaculo-a-qualidade-da-educacao-no-pais/
Analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas, tendo por referência a concordância verbal.
I.No trecho, o verbo 'relatar' está flexionado corretamente no plural.
Porque:
II.Nas expressões de porcentagem, a concordância verbal pode ocorrer, indiferentemente, tanto no singular quanto no plural.
Assinale a alternativa correta.
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Questão presente nas seguintes provas
- Avaliação EducacionalAvaliação Escolar e suas Implicações Pedagógicas
- Avaliação EducacionalFunções da Avaliação Escolar e a Análise dos Resultados
- Currículo (Teoria e Prática)
- Currículo: planejamento, seleção e organização dos conteúdos
Desigualdade social é o principal obstáculo à
qualidade da educação no país.
A educação básica brasileira registrou avanços
significativos nas últimas décadas, mas continua
marcada por desigualdades profundas e por um
descompasso entre o modelo de ensino e as
transformações tecnológicas e sociais contemporâneas.
A avaliação é do pesquisador Ivan Siqueira, professor
titular de Interdisciplinaridade da UFBA (Universidade
Federal da Bahia), durante a 2ª Conferência FAPESP
2026 − "Educação Básica no Brasil: Desafios e
Oportunidades".
Segundo o conferencista, o país ampliou o acesso à
escola desde a Constituição de 1988, mas ainda
enfrenta dificuldades para garantir qualidade compatível
com os investimentos realizados. "Há muita evidência de
que avançamos. Mas, quando consideramos os níveis
de desigualdade, entendemos que ainda precisamos
fazer muito, muito, muito mais", ressaltou.
Um dos pontos centrais da apresentação foi a distinção
entre princípios e critérios na definição das políticas
públicas. Para Siqueira, a legislação brasileira possui
diretrizes acertadas, mas carece de mecanismos
objetivos de implementação. O pesquisador analisou
especificamente o artigo 205 da Constituição da
República Federativa do Brasil, que estabelece: "A
educação, direito de todos e dever do Estado e da
família, será promovida e incentivada com a colaboração
da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho".
"O maior problema do artigo 205 é ser ele uma
declaração de princípio e não o estabelecimento de um
critério. E o princípio não é binário: você pode dizer que
está indo em determinada direção, mesmo sem nunca
chegar lá", explicou. "Precisamos transformar princípios
em critérios, porque critérios são objetivos e permitem
cobrança."
Essa lacuna, segundo ele, afeta diretamente a
governança educacional, especialmente em municípios
com baixa capacidade administrativa. "Grande parte da
educação básica está nas mãos das prefeituras, que têm
menos recursos e menos estrutura, justamente na fase
mais importante do desenvolvimento humano", disse.
O professor criticou também a formação de professores
no país. Segundo ele, o sistema permite que docentes
sejam formados sem experiência prática em escolas. "O
Brasil autoriza a formação de pessoas que nunca
pisaram em uma sala de aula. Isso não acontece em
áreas como medicina", ponderou. Outro problema
apontado foi a fragmentação curricular. "É ilusório
imaginar que um aluno consiga aprender 13 disciplinas
diferentes com menos de quatro horas de aula por dia",
sublinhou. Para ele, o modelo pressupõe uma escola em
tempo integral, que ainda não é realidade na maior parte
do país.
Siqueira destacou que as tecnologias digitais
introduziram uma mudança estrutural no processo de
aprendizagem, afetando atenção, linguagem e formas de
interação. "O modelo tradicional de aula expositiva está
morto. Ele não serve mais para os estudantes que temos
hoje", resumiu. Conforme o pesquisador, os estudantes
têm dificuldade crescente de concentração e
organização do pensamento: "Hoje é muito difícil manter
um aluno focado por dez minutos. Para escrever, ele
precisa pensar — e não está exercitando isso".
Ele relatou ainda o aumento de fenômenos como
desinformação, dependência de redes sociais e
problemas de saúde mental. "Na UFBA, 70% dos
estudantes de medicina relatam problemas de saúde
mental. Na psicologia, o percentual é ainda maior: 80%.
Tanto que os professores, meus colegas, dizem que o
pessoal vem para a psicologia para se tratar", contou.
A IA (inteligência artificial) foi apresentada como um dos
principais vetores de transformação da educação e do
mercado de trabalho. Siqueira citou demissões recentes
no setor financeiro para ilustrar o impacto da adoção das
novas tecnologias digitais. "Nos últimos quatro meses, os
quatro maiores bancos norte-americanos demitiram 15
mil funcionários, enquanto obtinham mais de US$ 1
bilhão de lucro. Uma pessoa com IA faz o trabalho de
dez. E isso muda completamente o mercado", enfatizou.
Ao mesmo tempo, ele destacou aplicações positivas no
sistema educacional. "Modelos baseados na BNCC
[Base Nacional Comum Curricular] conseguem gerar
planos de aula adaptados para diferentes perfis de
estudantes, reduzindo enormemente o trabalho do
professor", disse. A BNCC é o documento normativo que
define o que todos os estudantes brasileiros têm o direito
de aprender ao longo da educação básica (educação
infantil, ensino fundamental e ensino médio).
Além disso, a incorporação das novas tecnologias
digitais favorece o acesso a conteúdos de qualidade, a
formação de comunidades de aprendizagem e a
possibilidade de integrar o currículo às realidades locais,
como em comunidades indígenas e quilombolas,
ampliando o potencial de uma educação mais
contextualizada, colaborativa e alinhada às demandas
contemporâneas.
Mas há vários gargalos a serem ultrapassados. Entre
eles, o modelo de avaliação. Siqueira argumentou que
exames como o do Sistema de Avaliação da Educação
Básica (Saeb) estão defasados e não capturam
competências essenciais. E defendeu a incorporação de
habilidades como pensamento crítico, metacognição e
resolução de problemas complexos. "O estudante
precisa saber mobilizar conhecimentos em situações
reais. Não basta repetir conteúdo", disse.
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/desigualdade-social-e-o-princip
al-obstaculo-a-qualidade-da-educacao-no-pais/
Considerando o trecho, assim como as diretrizes da BNCC, analise as afirmativas a seguir:
I.O trecho converge com a BNCC ao valorizar a mobilização de conhecimentos; contudo, diverge ao desconsiderar a importância da memorização, a qual, segundo o documento, constitui etapa suficiente para garantir a aprendizagem significativa.
II.No eixo Leitura, ensinar a ler envolve compreender textos verbais e visuais, bem como desenvolver uma leitura crítica e responsiva da literatura. Assim, o texto literário deve estimular o diálogo, a reflexão e a produção de sentidos, permitindo ao aluno interpretar, reagir, recriar e expressar suas próprias ideias.
III.O trecho está em consonância com a BNCC, pois mostra que o estudante deve ser capaz de utilizar os conhecimentos adquiridos de forma funcional, aplicando-os em diferentes contextos além do ambiente escolar, de modo a resolver situações diversas com autonomia e adequação.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
Desigualdade social é o principal obstáculo à
qualidade da educação no país.
A educação básica brasileira registrou avanços
significativos nas últimas décadas, mas continua
marcada por desigualdades profundas e por um
descompasso entre o modelo de ensino e as
transformações tecnológicas e sociais contemporâneas.
A avaliação é do pesquisador Ivan Siqueira, professor
titular de Interdisciplinaridade da UFBA (Universidade
Federal da Bahia), durante a 2ª Conferência FAPESP
2026 − "Educação Básica no Brasil: Desafios e
Oportunidades".
Segundo o conferencista, o país ampliou o acesso à
escola desde a Constituição de 1988, mas ainda
enfrenta dificuldades para garantir qualidade compatível
com os investimentos realizados. "Há muita evidência de
que avançamos. Mas, quando consideramos os níveis
de desigualdade, entendemos que ainda precisamos
fazer muito, muito, muito mais", ressaltou.
Um dos pontos centrais da apresentação foi a distinção
entre princípios e critérios na definição das políticas
públicas. Para Siqueira, a legislação brasileira possui
diretrizes acertadas, mas carece de mecanismos
objetivos de implementação. O pesquisador analisou
especificamente o artigo 205 da Constituição da
República Federativa do Brasil, que estabelece: "A
educação, direito de todos e dever do Estado e da
família, será promovida e incentivada com a colaboração
da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho".
"O maior problema do artigo 205 é ser ele uma
declaração de princípio e não o estabelecimento de um
critério. E o princípio não é binário: você pode dizer que
está indo em determinada direção, mesmo sem nunca
chegar lá", explicou. "Precisamos transformar princípios
em critérios, porque critérios são objetivos e permitem
cobrança."
Essa lacuna, segundo ele, afeta diretamente a
governança educacional, especialmente em municípios
com baixa capacidade administrativa. "Grande parte da
educação básica está nas mãos das prefeituras, que têm
menos recursos e menos estrutura, justamente na fase
mais importante do desenvolvimento humano", disse.
O professor criticou também a formação de professores
no país. Segundo ele, o sistema permite que docentes
sejam formados sem experiência prática em escolas. "O
Brasil autoriza a formação de pessoas que nunca
pisaram em uma sala de aula. Isso não acontece em
áreas como medicina", ponderou. Outro problema
apontado foi a fragmentação curricular. "É ilusório
imaginar que um aluno consiga aprender 13 disciplinas
diferentes com menos de quatro horas de aula por dia",
sublinhou. Para ele, o modelo pressupõe uma escola em
tempo integral, que ainda não é realidade na maior parte
do país.
Siqueira destacou que as tecnologias digitais
introduziram uma mudança estrutural no processo de
aprendizagem, afetando atenção, linguagem e formas de
interação. "O modelo tradicional de aula expositiva está
morto. Ele não serve mais para os estudantes que temos
hoje", resumiu. Conforme o pesquisador, os estudantes
têm dificuldade crescente de concentração e
organização do pensamento: "Hoje é muito difícil manter
um aluno focado por dez minutos. Para escrever, ele
precisa pensar — e não está exercitando isso".
Ele relatou ainda o aumento de fenômenos como
desinformação, dependência de redes sociais e
problemas de saúde mental. "Na UFBA, 70% dos
estudantes de medicina relatam problemas de saúde
mental. Na psicologia, o percentual é ainda maior: 80%.
Tanto que os professores, meus colegas, dizem que o
pessoal vem para a psicologia para se tratar", contou.
A IA (inteligência artificial) foi apresentada como um dos
principais vetores de transformação da educação e do
mercado de trabalho. Siqueira citou demissões recentes
no setor financeiro para ilustrar o impacto da adoção das
novas tecnologias digitais. "Nos últimos quatro meses, os
quatro maiores bancos norte-americanos demitiram 15
mil funcionários, enquanto obtinham mais de US$ 1
bilhão de lucro. Uma pessoa com IA faz o trabalho de
dez. E isso muda completamente o mercado", enfatizou.
Ao mesmo tempo, ele destacou aplicações positivas no
sistema educacional. "Modelos baseados na BNCC
[Base Nacional Comum Curricular] conseguem gerar
planos de aula adaptados para diferentes perfis de
estudantes, reduzindo enormemente o trabalho do
professor", disse. A BNCC é o documento normativo que
define o que todos os estudantes brasileiros têm o direito
de aprender ao longo da educação básica (educação
infantil, ensino fundamental e ensino médio).
Além disso, a incorporação das novas tecnologias
digitais favorece o acesso a conteúdos de qualidade, a
formação de comunidades de aprendizagem e a
possibilidade de integrar o currículo às realidades locais,
como em comunidades indígenas e quilombolas,
ampliando o potencial de uma educação mais
contextualizada, colaborativa e alinhada às demandas
contemporâneas.
Mas há vários gargalos a serem ultrapassados. Entre
eles, o modelo de avaliação. Siqueira argumentou que
exames como o do Sistema de Avaliação da Educação
Básica (Saeb) estão defasados e não capturam
competências essenciais. E defendeu a incorporação de
habilidades como pensamento crítico, metacognição e
resolução de problemas complexos. "O estudante
precisa saber mobilizar conhecimentos em situações
reais. Não basta repetir conteúdo", disse.
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/desigualdade-social-e-o-princip
al-obstaculo-a-qualidade-da-educacao-no-pais/
Com base no processo de formação do período acima, bem como das características de orações subordinadas e coordenadas, marque V para as verdadeiras e F para as falsas:
( ) No período, a conjunção 'e', embora formalmente classificada como coordenativa aditiva, assume valor semântico adversativo, podendo ser substituída por 'mas' sem prejuízo de sentido.
( ) Nas orações coordenadas, há relativa autonomia sintática, como na frase 'As plantas estão secando porque não tem chovido', em que a segunda oração justifica, esclarece ou explica a primeira.
( ) As orações subordinadas não têm autonomia sintática e dependem de uma oração principal para completar o sentido. É o que ocorre em 'Para escrever', que é uma oração subordinada adverbial final, pois a preposição 'para' indica finalidade e liga essa oração à principal 'ele precisa pensar'.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo.
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- SintaxePalavras com Múltiplas FunçõesFunções da Palavra “que”
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Substantiva
Desigualdade social é o principal obstáculo à
qualidade da educação no país.
A educação básica brasileira registrou avanços
significativos nas últimas décadas, mas continua
marcada por desigualdades profundas e por um
descompasso entre o modelo de ensino e as
transformações tecnológicas e sociais contemporâneas.
A avaliação é do pesquisador Ivan Siqueira, professor
titular de Interdisciplinaridade da UFBA (Universidade
Federal da Bahia), durante a 2ª Conferência FAPESP
2026 − "Educação Básica no Brasil: Desafios e
Oportunidades".
Segundo o conferencista, o país ampliou o acesso à
escola desde a Constituição de 1988, mas ainda
enfrenta dificuldades para garantir qualidade compatível
com os investimentos realizados. "Há muita evidência de
que avançamos. Mas, quando consideramos os níveis
de desigualdade, entendemos que ainda precisamos
fazer muito, muito, muito mais", ressaltou.
Um dos pontos centrais da apresentação foi a distinção
entre princípios e critérios na definição das políticas
públicas. Para Siqueira, a legislação brasileira possui
diretrizes acertadas, mas carece de mecanismos
objetivos de implementação. O pesquisador analisou
especificamente o artigo 205 da Constituição da
República Federativa do Brasil, que estabelece: "A
educação, direito de todos e dever do Estado e da
família, será promovida e incentivada com a colaboração
da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho".
"O maior problema do artigo 205 é ser ele uma
declaração de princípio e não o estabelecimento de um
critério. E o princípio não é binário: você pode dizer que
está indo em determinada direção, mesmo sem nunca
chegar lá", explicou. "Precisamos transformar princípios
em critérios, porque critérios são objetivos e permitem
cobrança."
Essa lacuna, segundo ele, afeta diretamente a
governança educacional, especialmente em municípios
com baixa capacidade administrativa. "Grande parte da
educação básica está nas mãos das prefeituras, que têm
menos recursos e menos estrutura, justamente na fase
mais importante do desenvolvimento humano", disse.
O professor criticou também a formação de professores
no país. Segundo ele, o sistema permite que docentes
sejam formados sem experiência prática em escolas. "O
Brasil autoriza a formação de pessoas que nunca
pisaram em uma sala de aula. Isso não acontece em
áreas como medicina", ponderou. Outro problema
apontado foi a fragmentação curricular. "É ilusório
imaginar que um aluno consiga aprender 13 disciplinas
diferentes com menos de quatro horas de aula por dia",
sublinhou. Para ele, o modelo pressupõe uma escola em
tempo integral, que ainda não é realidade na maior parte
do país.
Siqueira destacou que as tecnologias digitais
introduziram uma mudança estrutural no processo de
aprendizagem, afetando atenção, linguagem e formas de
interação. "O modelo tradicional de aula expositiva está
morto. Ele não serve mais para os estudantes que temos
hoje", resumiu. Conforme o pesquisador, os estudantes
têm dificuldade crescente de concentração e
organização do pensamento: "Hoje é muito difícil manter
um aluno focado por dez minutos. Para escrever, ele
precisa pensar — e não está exercitando isso".
Ele relatou ainda o aumento de fenômenos como
desinformação, dependência de redes sociais e
problemas de saúde mental. "Na UFBA, 70% dos
estudantes de medicina relatam problemas de saúde
mental. Na psicologia, o percentual é ainda maior: 80%.
Tanto que os professores, meus colegas, dizem que o
pessoal vem para a psicologia para se tratar", contou.
A IA (inteligência artificial) foi apresentada como um dos
principais vetores de transformação da educação e do
mercado de trabalho. Siqueira citou demissões recentes
no setor financeiro para ilustrar o impacto da adoção das
novas tecnologias digitais. "Nos últimos quatro meses, os
quatro maiores bancos norte-americanos demitiram 15
mil funcionários, enquanto obtinham mais de US$ 1
bilhão de lucro. Uma pessoa com IA faz o trabalho de
dez. E isso muda completamente o mercado", enfatizou.
Ao mesmo tempo, ele destacou aplicações positivas no
sistema educacional. "Modelos baseados na BNCC
[Base Nacional Comum Curricular] conseguem gerar
planos de aula adaptados para diferentes perfis de
estudantes, reduzindo enormemente o trabalho do
professor", disse. A BNCC é o documento normativo que
define o que todos os estudantes brasileiros têm o direito
de aprender ao longo da educação básica (educação
infantil, ensino fundamental e ensino médio).
Além disso, a incorporação das novas tecnologias
digitais favorece o acesso a conteúdos de qualidade, a
formação de comunidades de aprendizagem e a
possibilidade de integrar o currículo às realidades locais,
como em comunidades indígenas e quilombolas,
ampliando o potencial de uma educação mais
contextualizada, colaborativa e alinhada às demandas
contemporâneas.
Mas há vários gargalos a serem ultrapassados. Entre
eles, o modelo de avaliação. Siqueira argumentou que
exames como o do Sistema de Avaliação da Educação
Básica (Saeb) estão defasados e não capturam
competências essenciais. E defendeu a incorporação de
habilidades como pensamento crítico, metacognição e
resolução de problemas complexos. "O estudante
precisa saber mobilizar conhecimentos em situações
reais. Não basta repetir conteúdo", disse.
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/desigualdade-social-e-o-princip
al-obstaculo-a-qualidade-da-educacao-no-pais/
Com base na análise sintática, identifique a alternativa incorreta.
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- OrtografiaAcentuação GráficaAcento Diferencial
- OrtografiaAcentuação GráficaProparoxítonas, Paraxítonas, Oxítonas e Hiatos
- FonologiaEncontros Vocálicos: Ditongo, Tritongo, Hiato
Desigualdade social é o principal obstáculo à
qualidade da educação no país.
A educação básica brasileira registrou avanços
significativos nas últimas décadas, mas continua
marcada por desigualdades profundas e por um
descompasso entre o modelo de ensino e as
transformações tecnológicas e sociais contemporâneas.
A avaliação é do pesquisador Ivan Siqueira, professor
titular de Interdisciplinaridade da UFBA (Universidade
Federal da Bahia), durante a 2ª Conferência FAPESP
2026 − "Educação Básica no Brasil: Desafios e
Oportunidades".
Segundo o conferencista, o país ampliou o acesso à
escola desde a Constituição de 1988, mas ainda
enfrenta dificuldades para garantir qualidade compatível
com os investimentos realizados. "Há muita evidência de
que avançamos. Mas, quando consideramos os níveis
de desigualdade, entendemos que ainda precisamos
fazer muito, muito, muito mais", ressaltou.
Um dos pontos centrais da apresentação foi a distinção
entre princípios e critérios na definição das políticas
públicas. Para Siqueira, a legislação brasileira possui
diretrizes acertadas, mas carece de mecanismos
objetivos de implementação. O pesquisador analisou
especificamente o artigo 205 da Constituição da
República Federativa do Brasil, que estabelece: "A
educação, direito de todos e dever do Estado e da
família, será promovida e incentivada com a colaboração
da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho".
"O maior problema do artigo 205 é ser ele uma
declaração de princípio e não o estabelecimento de um
critério. E o princípio não é binário: você pode dizer que
está indo em determinada direção, mesmo sem nunca
chegar lá", explicou. "Precisamos transformar princípios
em critérios, porque critérios são objetivos e permitem
cobrança."
Essa lacuna, segundo ele, afeta diretamente a
governança educacional, especialmente em municípios
com baixa capacidade administrativa. "Grande parte da
educação básica está nas mãos das prefeituras, que têm
menos recursos e menos estrutura, justamente na fase
mais importante do desenvolvimento humano", disse.
O professor criticou também a formação de professores
no país. Segundo ele, o sistema permite que docentes
sejam formados sem experiência prática em escolas. "O
Brasil autoriza a formação de pessoas que nunca
pisaram em uma sala de aula. Isso não acontece em
áreas como medicina", ponderou. Outro problema
apontado foi a fragmentação curricular. "É ilusório
imaginar que um aluno consiga aprender 13 disciplinas
diferentes com menos de quatro horas de aula por dia",
sublinhou. Para ele, o modelo pressupõe uma escola em
tempo integral, que ainda não é realidade na maior parte
do país.
Siqueira destacou que as tecnologias digitais
introduziram uma mudança estrutural no processo de
aprendizagem, afetando atenção, linguagem e formas de
interação. "O modelo tradicional de aula expositiva está
morto. Ele não serve mais para os estudantes que temos
hoje", resumiu. Conforme o pesquisador, os estudantes
têm dificuldade crescente de concentração e
organização do pensamento: "Hoje é muito difícil manter
um aluno focado por dez minutos. Para escrever, ele
precisa pensar — e não está exercitando isso".
Ele relatou ainda o aumento de fenômenos como
desinformação, dependência de redes sociais e
problemas de saúde mental. "Na UFBA, 70% dos
estudantes de medicina relatam problemas de saúde
mental. Na psicologia, o percentual é ainda maior: 80%.
Tanto que os professores, meus colegas, dizem que o
pessoal vem para a psicologia para se tratar", contou.
A IA (inteligência artificial) foi apresentada como um dos
principais vetores de transformação da educação e do
mercado de trabalho. Siqueira citou demissões recentes
no setor financeiro para ilustrar o impacto da adoção das
novas tecnologias digitais. "Nos últimos quatro meses, os
quatro maiores bancos norte-americanos demitiram 15
mil funcionários, enquanto obtinham mais de US$ 1
bilhão de lucro. Uma pessoa com IA faz o trabalho de
dez. E isso muda completamente o mercado", enfatizou.
Ao mesmo tempo, ele destacou aplicações positivas no
sistema educacional. "Modelos baseados na BNCC
[Base Nacional Comum Curricular] conseguem gerar
planos de aula adaptados para diferentes perfis de
estudantes, reduzindo enormemente o trabalho do
professor", disse. A BNCC é o documento normativo que
define o que todos os estudantes brasileiros têm o direito
de aprender ao longo da educação básica (educação
infantil, ensino fundamental e ensino médio).
Além disso, a incorporação das novas tecnologias
digitais favorece o acesso a conteúdos de qualidade, a
formação de comunidades de aprendizagem e a
possibilidade de integrar o currículo às realidades locais,
como em comunidades indígenas e quilombolas,
ampliando o potencial de uma educação mais
contextualizada, colaborativa e alinhada às demandas
contemporâneas.
Mas há vários gargalos a serem ultrapassados. Entre
eles, o modelo de avaliação. Siqueira argumentou que
exames como o do Sistema de Avaliação da Educação
Básica (Saeb) estão defasados e não capturam
competências essenciais. E defendeu a incorporação de
habilidades como pensamento crítico, metacognição e
resolução de problemas complexos. "O estudante
precisa saber mobilizar conhecimentos em situações
reais. Não basta repetir conteúdo", disse.
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/desigualdade-social-e-o-princip
al-obstaculo-a-qualidade-da-educacao-no-pais/
Com base nas regras de acentuação, especialmente nas alterações promovidas pelo Novo Acordo Ortográfico, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O acento gráfico nem sempre obedece apenas a critérios fonológicos; em certos casos, sua função é essencialmente distintiva. É o que ocorre com "têm" em relação à forma da terceira pessoa do singular, pois o acento é o único elemento responsável por distinguir o singular do plural.
( ) Diferentemente de 'têm', que manteve sua acentuação intacta, o verbo 'averiguar' teve sua grafia alterada pelo Novo Acordo Ortográfico. A forma 'averigúo' deixou de ser admitida, passando-se a reconhecer as grafias 'averiguo' ou 'averíguo', de acordo com a tonicidade do falante.
( ) O trecho apresenta duas palavras cuja acentuação gráfica se justifica por serem oxítonas terminadas em ditongo nasal, e uma terceira palavra acentuada em razão de sua condição de oxítona terminada em vogal 'a'.
( ) Assim como 'básica', que recebe acento gráfico em razão de sua classificação como proparoxítono, o vocábulo 'récorde' também pode ser acentuado quando realizado com tonicidade na antepenúltima sílaba; todavia, admite igualmente a forma 'recorde', sem acento, quando pronunciado como paroxítono, evidenciando a coexistência de duas realizações prosódicas para o mesmo vocábulo.
Assinale a alternativa que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo.
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Desigualdade social é o principal obstáculo à
qualidade da educação no país.
A educação básica brasileira registrou avanços
significativos nas últimas décadas, mas continua
marcada por desigualdades profundas e por um
descompasso entre o modelo de ensino e as
transformações tecnológicas e sociais contemporâneas.
A avaliação é do pesquisador Ivan Siqueira, professor
titular de Interdisciplinaridade da UFBA (Universidade
Federal da Bahia), durante a 2ª Conferência FAPESP
2026 − "Educação Básica no Brasil: Desafios e
Oportunidades".
Segundo o conferencista, o país ampliou o acesso à
escola desde a Constituição de 1988, mas ainda
enfrenta dificuldades para garantir qualidade compatível
com os investimentos realizados. "Há muita evidência de
que avançamos. Mas, quando consideramos os níveis
de desigualdade, entendemos que ainda precisamos
fazer muito, muito, muito mais", ressaltou.
Um dos pontos centrais da apresentação foi a distinção
entre princípios e critérios na definição das políticas
públicas. Para Siqueira, a legislação brasileira possui
diretrizes acertadas, mas carece de mecanismos
objetivos de implementação. O pesquisador analisou
especificamente o artigo 205 da Constituição da
República Federativa do Brasil, que estabelece: "A
educação, direito de todos e dever do Estado e da
família, será promovida e incentivada com a colaboração
da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho".
"O maior problema do artigo 205 é ser ele uma
declaração de princípio e não o estabelecimento de um
critério. E o princípio não é binário: você pode dizer que
está indo em determinada direção, mesmo sem nunca
chegar lá", explicou. "Precisamos transformar princípios
em critérios, porque critérios são objetivos e permitem
cobrança."
Essa lacuna, segundo ele, afeta diretamente a
governança educacional, especialmente em municípios
com baixa capacidade administrativa. "Grande parte da
educação básica está nas mãos das prefeituras, que têm
menos recursos e menos estrutura, justamente na fase
mais importante do desenvolvimento humano", disse.
O professor criticou também a formação de professores
no país. Segundo ele, o sistema permite que docentes
sejam formados sem experiência prática em escolas. "O
Brasil autoriza a formação de pessoas que nunca
pisaram em uma sala de aula. Isso não acontece em
áreas como medicina", ponderou. Outro problema
apontado foi a fragmentação curricular. "É ilusório
imaginar que um aluno consiga aprender 13 disciplinas
diferentes com menos de quatro horas de aula por dia",
sublinhou. Para ele, o modelo pressupõe uma escola em
tempo integral, que ainda não é realidade na maior parte
do país.
Siqueira destacou que as tecnologias digitais
introduziram uma mudança estrutural no processo de
aprendizagem, afetando atenção, linguagem e formas de
interação. "O modelo tradicional de aula expositiva está
morto. Ele não serve mais para os estudantes que temos
hoje", resumiu. Conforme o pesquisador, os estudantes
têm dificuldade crescente de concentração e
organização do pensamento: "Hoje é muito difícil manter
um aluno focado por dez minutos. Para escrever, ele
precisa pensar — e não está exercitando isso".
Ele relatou ainda o aumento de fenômenos como
desinformação, dependência de redes sociais e
problemas de saúde mental. "Na UFBA, 70% dos
estudantes de medicina relatam problemas de saúde
mental. Na psicologia, o percentual é ainda maior: 80%.
Tanto que os professores, meus colegas, dizem que o
pessoal vem para a psicologia para se tratar", contou.
A IA (inteligência artificial) foi apresentada como um dos
principais vetores de transformação da educação e do
mercado de trabalho. Siqueira citou demissões recentes
no setor financeiro para ilustrar o impacto da adoção das
novas tecnologias digitais. "Nos últimos quatro meses, os
quatro maiores bancos norte-americanos demitiram 15
mil funcionários, enquanto obtinham mais de US$ 1
bilhão de lucro. Uma pessoa com IA faz o trabalho de
dez. E isso muda completamente o mercado", enfatizou.
Ao mesmo tempo, ele destacou aplicações positivas no
sistema educacional. "Modelos baseados na BNCC
[Base Nacional Comum Curricular] conseguem gerar
planos de aula adaptados para diferentes perfis de
estudantes, reduzindo enormemente o trabalho do
professor", disse. A BNCC é o documento normativo que
define o que todos os estudantes brasileiros têm o direito
de aprender ao longo da educação básica (educação
infantil, ensino fundamental e ensino médio).
Além disso, a incorporação das novas tecnologias
digitais favorece o acesso a conteúdos de qualidade, a
formação de comunidades de aprendizagem e a
possibilidade de integrar o currículo às realidades locais,
como em comunidades indígenas e quilombolas,
ampliando o potencial de uma educação mais
contextualizada, colaborativa e alinhada às demandas
contemporâneas.
Mas há vários gargalos a serem ultrapassados. Entre
eles, o modelo de avaliação. Siqueira argumentou que
exames como o do Sistema de Avaliação da Educação
Básica (Saeb) estão defasados e não capturam
competências essenciais. E defendeu a incorporação de
habilidades como pensamento crítico, metacognição e
resolução de problemas complexos. "O estudante
precisa saber mobilizar conhecimentos em situações
reais. Não basta repetir conteúdo", disse.
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/desigualdade-social-e-o-princip
al-obstaculo-a-qualidade-da-educacao-no-pais/
Com base nas classes de palavras dos vocábulos empregados no trecho, analise as afirmativas e identifique a incorreta.
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinadas Adverbial
Desigualdade social é o principal obstáculo à
qualidade da educação no país.
A educação básica brasileira registrou avanços
significativos nas últimas décadas, mas continua
marcada por desigualdades profundas e por um
descompasso entre o modelo de ensino e as
transformações tecnológicas e sociais contemporâneas.
A avaliação é do pesquisador Ivan Siqueira, professor
titular de Interdisciplinaridade da UFBA (Universidade
Federal da Bahia), durante a 2ª Conferência FAPESP
2026 − "Educação Básica no Brasil: Desafios e
Oportunidades".
Segundo o conferencista, o país ampliou o acesso à
escola desde a Constituição de 1988, mas ainda
enfrenta dificuldades para garantir qualidade compatível
com os investimentos realizados. "Há muita evidência de
que avançamos. Mas, quando consideramos os níveis
de desigualdade, entendemos que ainda precisamos
fazer muito, muito, muito mais", ressaltou.
Um dos pontos centrais da apresentação foi a distinção
entre princípios e critérios na definição das políticas
públicas. Para Siqueira, a legislação brasileira possui
diretrizes acertadas, mas carece de mecanismos
objetivos de implementação. O pesquisador analisou
especificamente o artigo 205 da Constituição da
República Federativa do Brasil, que estabelece: "A
educação, direito de todos e dever do Estado e da
família, será promovida e incentivada com a colaboração
da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho".
"O maior problema do artigo 205 é ser ele uma
declaração de princípio e não o estabelecimento de um
critério. E o princípio não é binário: você pode dizer que
está indo em determinada direção, mesmo sem nunca
chegar lá", explicou. "Precisamos transformar princípios
em critérios, porque critérios são objetivos e permitem
cobrança."
Essa lacuna, segundo ele, afeta diretamente a
governança educacional, especialmente em municípios
com baixa capacidade administrativa. "Grande parte da
educação básica está nas mãos das prefeituras, que têm
menos recursos e menos estrutura, justamente na fase
mais importante do desenvolvimento humano", disse.
O professor criticou também a formação de professores
no país. Segundo ele, o sistema permite que docentes
sejam formados sem experiência prática em escolas. "O
Brasil autoriza a formação de pessoas que nunca
pisaram em uma sala de aula. Isso não acontece em
áreas como medicina", ponderou. Outro problema
apontado foi a fragmentação curricular. "É ilusório
imaginar que um aluno consiga aprender 13 disciplinas
diferentes com menos de quatro horas de aula por dia",
sublinhou. Para ele, o modelo pressupõe uma escola em
tempo integral, que ainda não é realidade na maior parte
do país.
Siqueira destacou que as tecnologias digitais
introduziram uma mudança estrutural no processo de
aprendizagem, afetando atenção, linguagem e formas de
interação. "O modelo tradicional de aula expositiva está
morto. Ele não serve mais para os estudantes que temos
hoje", resumiu. Conforme o pesquisador, os estudantes
têm dificuldade crescente de concentração e
organização do pensamento: "Hoje é muito difícil manter
um aluno focado por dez minutos. Para escrever, ele
precisa pensar — e não está exercitando isso".
Ele relatou ainda o aumento de fenômenos como
desinformação, dependência de redes sociais e
problemas de saúde mental. "Na UFBA, 70% dos
estudantes de medicina relatam problemas de saúde
mental. Na psicologia, o percentual é ainda maior: 80%.
Tanto que os professores, meus colegas, dizem que o
pessoal vem para a psicologia para se tratar", contou.
A IA (inteligência artificial) foi apresentada como um dos
principais vetores de transformação da educação e do
mercado de trabalho. Siqueira citou demissões recentes
no setor financeiro para ilustrar o impacto da adoção das
novas tecnologias digitais. "Nos últimos quatro meses, os
quatro maiores bancos norte-americanos demitiram 15
mil funcionários, enquanto obtinham mais de US$ 1
bilhão de lucro. Uma pessoa com IA faz o trabalho de
dez. E isso muda completamente o mercado", enfatizou.
Ao mesmo tempo, ele destacou aplicações positivas no
sistema educacional. "Modelos baseados na BNCC
[Base Nacional Comum Curricular] conseguem gerar
planos de aula adaptados para diferentes perfis de
estudantes, reduzindo enormemente o trabalho do
professor", disse. A BNCC é o documento normativo que
define o que todos os estudantes brasileiros têm o direito
de aprender ao longo da educação básica (educação
infantil, ensino fundamental e ensino médio).
Além disso, a incorporação das novas tecnologias
digitais favorece o acesso a conteúdos de qualidade, a
formação de comunidades de aprendizagem e a
possibilidade de integrar o currículo às realidades locais,
como em comunidades indígenas e quilombolas,
ampliando o potencial de uma educação mais
contextualizada, colaborativa e alinhada às demandas
contemporâneas.
Mas há vários gargalos a serem ultrapassados. Entre
eles, o modelo de avaliação. Siqueira argumentou que
exames como o do Sistema de Avaliação da Educação
Básica (Saeb) estão defasados e não capturam
competências essenciais. E defendeu a incorporação de
habilidades como pensamento crítico, metacognição e
resolução de problemas complexos. "O estudante
precisa saber mobilizar conhecimentos em situações
reais. Não basta repetir conteúdo", disse.
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/desigualdade-social-e-o-princip
al-obstaculo-a-qualidade-da-educacao-no-pais/
Considerando o processo de formação do período acima, analise a afirmativa incorreta.
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Desigualdade social é o principal obstáculo à
qualidade da educação no país.
A educação básica brasileira registrou avanços
significativos nas últimas décadas, mas continua
marcada por desigualdades profundas e por um
descompasso entre o modelo de ensino e as
transformações tecnológicas e sociais contemporâneas.
A avaliação é do pesquisador Ivan Siqueira, professor
titular de Interdisciplinaridade da UFBA (Universidade
Federal da Bahia), durante a 2ª Conferência FAPESP
2026 − "Educação Básica no Brasil: Desafios e
Oportunidades".
Segundo o conferencista, o país ampliou o acesso à
escola desde a Constituição de 1988, mas ainda
enfrenta dificuldades para garantir qualidade compatível
com os investimentos realizados. "Há muita evidência de
que avançamos. Mas, quando consideramos os níveis
de desigualdade, entendemos que ainda precisamos
fazer muito, muito, muito mais", ressaltou.
Um dos pontos centrais da apresentação foi a distinção
entre princípios e critérios na definição das políticas
públicas. Para Siqueira, a legislação brasileira possui
diretrizes acertadas, mas carece de mecanismos
objetivos de implementação. O pesquisador analisou
especificamente o artigo 205 da Constituição da
República Federativa do Brasil, que estabelece: "A
educação, direito de todos e dever do Estado e da
família, será promovida e incentivada com a colaboração
da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da
pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho".
"O maior problema do artigo 205 é ser ele uma
declaração de princípio e não o estabelecimento de um
critério. E o princípio não é binário: você pode dizer que
está indo em determinada direção, mesmo sem nunca
chegar lá", explicou. "Precisamos transformar princípios
em critérios, porque critérios são objetivos e permitem
cobrança."
Essa lacuna, segundo ele, afeta diretamente a
governança educacional, especialmente em municípios
com baixa capacidade administrativa. "Grande parte da
educação básica está nas mãos das prefeituras, que têm
menos recursos e menos estrutura, justamente na fase
mais importante do desenvolvimento humano", disse.
O professor criticou também a formação de professores
no país. Segundo ele, o sistema permite que docentes
sejam formados sem experiência prática em escolas. "O
Brasil autoriza a formação de pessoas que nunca
pisaram em uma sala de aula. Isso não acontece em
áreas como medicina", ponderou. Outro problema
apontado foi a fragmentação curricular. "É ilusório
imaginar que um aluno consiga aprender 13 disciplinas
diferentes com menos de quatro horas de aula por dia",
sublinhou. Para ele, o modelo pressupõe uma escola em
tempo integral, que ainda não é realidade na maior parte
do país.
Siqueira destacou que as tecnologias digitais
introduziram uma mudança estrutural no processo de
aprendizagem, afetando atenção, linguagem e formas de
interação. "O modelo tradicional de aula expositiva está
morto. Ele não serve mais para os estudantes que temos
hoje", resumiu. Conforme o pesquisador, os estudantes
têm dificuldade crescente de concentração e
organização do pensamento: "Hoje é muito difícil manter
um aluno focado por dez minutos. Para escrever, ele
precisa pensar — e não está exercitando isso".
Ele relatou ainda o aumento de fenômenos como
desinformação, dependência de redes sociais e
problemas de saúde mental. "Na UFBA, 70% dos
estudantes de medicina relatam problemas de saúde
mental. Na psicologia, o percentual é ainda maior: 80%.
Tanto que os professores, meus colegas, dizem que o
pessoal vem para a psicologia para se tratar", contou.
A IA (inteligência artificial) foi apresentada como um dos
principais vetores de transformação da educação e do
mercado de trabalho. Siqueira citou demissões recentes
no setor financeiro para ilustrar o impacto da adoção das
novas tecnologias digitais. "Nos últimos quatro meses, os
quatro maiores bancos norte-americanos demitiram 15
mil funcionários, enquanto obtinham mais de US$ 1
bilhão de lucro. Uma pessoa com IA faz o trabalho de
dez. E isso muda completamente o mercado", enfatizou.
Ao mesmo tempo, ele destacou aplicações positivas no
sistema educacional. "Modelos baseados na BNCC
[Base Nacional Comum Curricular] conseguem gerar
planos de aula adaptados para diferentes perfis de
estudantes, reduzindo enormemente o trabalho do
professor", disse. A BNCC é o documento normativo que
define o que todos os estudantes brasileiros têm o direito
de aprender ao longo da educação básica (educação
infantil, ensino fundamental e ensino médio).
Além disso, a incorporação das novas tecnologias
digitais favorece o acesso a conteúdos de qualidade, a
formação de comunidades de aprendizagem e a
possibilidade de integrar o currículo às realidades locais,
como em comunidades indígenas e quilombolas,
ampliando o potencial de uma educação mais
contextualizada, colaborativa e alinhada às demandas
contemporâneas.
Mas há vários gargalos a serem ultrapassados. Entre
eles, o modelo de avaliação. Siqueira argumentou que
exames como o do Sistema de Avaliação da Educação
Básica (Saeb) estão defasados e não capturam
competências essenciais. E defendeu a incorporação de
habilidades como pensamento crítico, metacognição e
resolução de problemas complexos. "O estudante
precisa saber mobilizar conhecimentos em situações
reais. Não basta repetir conteúdo", disse.
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/desigualdade-social-e-o-princip
al-obstaculo-a-qualidade-da-educacao-no-pais/
A separação silábica consiste na divisão das palavras em sílabas, indicada, quando necessário, pelo uso do hífen. Em 'país', por exemplo, a divisão adequada é 'pa-ís'. Com base nas regras de separação silábica e de translineação, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa incorreta.
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