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Ah, se eu não fizesse nada unicamente por preguiça! Meu Deus, como eu me (respeitar)! E me (respeitar) precisamente porque (ter) a capacidade de possuir ao menos a preguiça; pelo menos (haver) em mim uma característica quase positiva, que eu mesmo (saber) que a possuía.
DOSTOIEVSKI, Fiodor. Notas do subsolo. Porto Alegre: L&pm POCKET, 2011, p. 28.
Ao lado de cada lacuna há um verbo entre parênteses. Considerando que a oração destacada nos remete a uma condicionalidade, assinale a alternativa cuja conjugação dos verbos obedeça à possibilidade do futuro condicional.
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- SintaxeFrase, Oração e Período
- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções CoordenativasConjunções coordenativas adversativas
Estamos sendo convencidos de que, se não estivermos antenados às novas tendências, seremos completos fracassados. Compramos coisas como sinais do que queremos ser e de como queremos que os outros pensem que somos.
ZYGMUNT, Bauman. 44 cartas do mundo líquido moderno. Rio de Janeiro: Zahar, 2011, p. 68.
Sobre o trecho em destaque, é correto afirmar:
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- Interpretação de TextosIntertextualidade
- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros TextuaisCrônica
Mas o fim da Banda * é triste. ''Mas para o meu desencanto/o que era doce acabou/tudo tomou seu lugar/depois que a Copa acabou...'' ( Banda: referência à musica A banda, de Chico Buarque de Holanda). Terminada a guerra contra o grande inimigo, começam os conflitos entre os irmãos. Passada a copa, os torcedores tiram a camisa verde e amarela e cada um veste a camisa de seu time. Retorna então à guerra antiga.
ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola São Paulo: Planeta, 2014. p. 73.
Observando a intertextualidade do texto em questão, afirmar:
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Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
Você é duro, José
ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa. Rio de janeiro: Nova fronteira,200.7 p. 107. (Fragmento).
O “se”, utilizado no início dos versos, é visto como
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Na leiteria a tarde se reparte
em iogurtes, coalhadas, copos
de leite
e no meu espelho meu rosto. São
quatro horas da tarde, em maio
Tenho 33 anos e uma gastrite. Amo a vida
que é cheia de crianças, de flores
e mulheres, a vida
esse direito de estar no mundo,
ter dois pés e mãos, uma cara
e a fome de tudo, a esperança.
GULLAR, Ferreira. Toda poesia Rio de Janeiro: José Olympio, 1987. p. 341. (Fragmento).
Analisando a estrutura do poema de Ferreira Gullar, é correto afirmar que o poeta
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Longe do estéril turbilhão da rua
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima, e sofre e sua!
BILAC, Olavo. Poemas de Olavo Bilac . São P . São Paulo: Melhoramentos, 2022. p. 67. (Fragmento).
Para a interpretação geral da estrofe, no último verso,
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Ao entrar na sala, dei com um rapaz, de costas, mirando o busto de Massinissa, pintado na parede. Vim cauteloso e não fiz rumor. Não obstante, ouviu-me os passos e voltou-se depressa. Conheceu-me pelos retratos e correu para mim. Não me mexi. Era nem mais nem menos o meu antigo e jovem companheiro do seminário de S. José, um pouco mais baixo, menos cheio de corpo e, salvo as cores, que eram vivas, o mesmo rosto do meu amigo. Trajava à moderna, naturalmente, e as maneiras eram diferentes, mas o aspecto geral reproduzia a pessoa morta.
ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. RJ: Ediouro, 1997. p. 242.
Nos fragmentos do texto transcritos, assinale a alternativa cuja expressão destacada é um adjunto adnominal com valor possessivo.
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Disponível em: <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WWnFfGqURWnUzY4HSNeew2NXAUdKGN5bYFEYpDgBERjPmxBHZ2RFc6BG7vmb/calvin-26.gif>. Acesso em: 12 jan. 2023 (adaptado).
A tirinha de Calvin e Haroldo mostra uma situação comum nas escolas que prejudica a relação professor-aluno. Essa situação é
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No início de 2011, fui contratada por uma escola particular para ser assistente de classe do terceiro ano do ensino médio, com a principal função de fazer a inclusão de uma aluna com síndrome de Down. Logo que fui apresentada à adolescente, Marina, percebi que ela era uma menina tímida, que falava muito pouco e dificilmente olhava o rosto de quem conversava com ela. A maioria dos professores, principalmente no início do acompanhamento, não preparava materiais adaptados para a aluna. Havia pouco sentido, então, em Marina ficar sentada na sala de aula sem ter acesso a conteúdos especiais para sua compreensão. Quando havia questões em folhas de exercício que Marina não entendia, ela travava e dava respostas desconexas, como “hoje é segunda e amanhã terça”. Mesmo sem experiência pedagógica profissional, resolvi me arriscar e passei a propor, de forma independente, exercícios que faziam parte de seu cotidiano ao mesmo tempo em que se conectavam com o conteúdo das disciplinas.
Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rlpf/a/KLC37Vh3r7CsMSHvMjWKSjm/?lang=pt>.
Acesso em: 04 jan. 2023.
Qual o principal desafio, referendado no texto-base, para inclusão no cotidiano escolar de um aluno com síndrome de Down?
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- Interpretação de TextosFunções da Linguagem
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros TextuaisArtigo de Opinião
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros TextuaisCrônica
Chorando de manso
...eu o vi de repente e era um homem tão extraordinariamente bonito e viril que eu sentia uma alegria de criação. Não é que eu o quisesse para mim assim como não quero a Lua nas suas noites em que ela se torna leve e frígida como uma pérola. Assim como não quero para mim um menino de nove anos que vi, com cabelos de arcanjo, correndo atrás da bola. Eu queria em tudo somente olhar. O homem olhou um instante para mim e sorriu calmo: ele sabia quanto era belo, e sei que ele sabia que eu não o queria para mim, e ele sorriu porque não sentiu nenhuma ameaça. (Os seres excepcionais estão mais sujeitos a perigos do que o comum das pessoas.) Atravessei a rua e apanhei um táxi. A brisa me arrepiava os cabelos da nuca e era outono, mas parecia prenunciar uma nova primavera como se o verão estafante merecesse a frescura do nascimento de flores. Era no entanto outono e as folhas amarelavam nas amendoeiras. Eu estava tão feliz que me encolhi num canto do táxi de medo pois a felicidade também dói. E tudo isso causado pela visão de um homem bonito. Eu continuava a não querê-lo para mim, mas ele de algum modo me dera muito com o seu sorriso de camaradagem entre pessoas que se entendem. A essa altura, perto do viaduto do Museu de Arte Moderna, eu já não me sentia feliz, e o outono me pareceu uma ameaça dirigida contra mim. Tive então vontade de chorar de manso.
LISPECTOR, Clarice. Rio de Janeiro: Rocco, 2018. p. 286.
Quanto ao gênero, o texto narrativo encerra um(a)
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