Foram encontradas 50 questões.
Leia o texto a seguir.
O trato com o conhecimento reflete a sua direção epistemológica e informa os requisitos para selecionar, organizar e sistematizar os conteúdos de ensino. Pode-se dizer que os conteúdos de ensino emergem de conteúdos culturais universais, constituindose em domínio de conhecimento relativamente autônomos, incorporados pela humanidade e reavaliados, permanentemente, em face da realidade social.
SOARES, C. L. et al. Metodologia do Ensino da Educação Física. Ed. Cortez, São Paulo, 1992, p. 19.
Em consonância com a perspectiva apresentada no texto acima, são princípios curriculares para seleção dos conteúdos de ensino:
Provas
Leia o texto a seguir.
Para aprender um conhecimento que à primeira vista não é muito interessante para a criança, é imprescindível estruturarmos um ambiente de aprendizagem que garanta que essa criança permaneça certo tempo de sua vida focada, concentrada nesse aprendizado. A atenção voluntária cumpre essa tarefa, por isso a criança é impulsionada pela instrução a desenvolvê-la. Aparece aqui uma explícita relação de encadeamento entre aprendizado e desenvolvimento: o aprendizado impulsiona o desenvolvimento das funções psicológicas superiores! Nesse sentido, a escola se configura como um espaço privilegiado de socialização do saber sistematizado e tem o poder, por meio do ato de ensinar, de anteceder e de provocar o desenvolvimento da criança.
SAMPAIO, J. O.; DAVID, A. C. de.; CASTELLANI FILHO, L.; HÚNGARO, E. M. A prática corporal como expressão da imaginação da criança na brincadeira: uma perspectiva da psicologia histórico-cultural. In: Rev. Movimento, v. 23, n. 4., p. 1447-1458, out/dez, 2017, p. 1.452.
Tendo como aporte teórico as contribuições de L. S. Vygotsky, encontra-se no texto base o fundamento de que processo de apropriação e desenvolvimento da linguagem e de todas as outras condutas culturais (a escrita, a leitura, o cálculo matemático, o conhecimento da natureza e as práticas corporais) é conceituado como
Provas
Leia o texto a seguir.
Nossa responsabilidade como professoras e professores de educação física é imensa! Precisamos assumir o compromisso de refletir com os nossos alunos e alunas a respeito dos estereótipos de corpo presentes na atualidade. E quando o tema é ginástica, esse assunto ganha um destaque especial. Basta observarmos as inúmeras academias de ginástica espalhadas por aí, cujo papel primordial têm sido alimentar essa “ditadura do corpo ideal”, na busca por um corpo “escultural” como sinônimo de felicidade.
AYOUB. E. Ginástica geral no contexto escolar. In: AYOUB, E. PAOLIELLO, E. ANAIS - Fórum Internacional de Ginástica Geral. SESC - São Paulo, ISCA - International Sport and Culture Association, Campinas, SP, 2001, p. 33.
Consubstanciando a proposta pedagógica de trato da ginástica como saber escolar (que inspira o trabalho dos demais temas da cultura corporal), a autora apresenta os princípios curriculares, compreendendo a ginástica como
Provas
Provas
Leia o texto a seguir.
A relação esporte/escola longe está de se caracterizar como tranquila e isenta de tensionamentos motivados, a maior parte deles, pela dificuldade na compatibilização dos objetivos de uma e de outra instituição (a escolar e a esportiva). Em alguns momentos, o esporte entrou na escola sem pedir licença, impingindo a ela seus códigos e significados; em outros, foi recebido de braços abertos, à medida que se propunha a levar o nome da instituição aos mais altos (e, em boa parte das vezes, inimagináveis) lugares - a assimilação bastante rápida pela escola do baixo custo do marketing conseguido por meio do esporte tem parcela considerável de responsabilidade por essa postura amigável -; em outros tantos, a lógica instrumental foi a responsável pela permissão de seu ingresso.
CASTELLANI FILHO, L. Educação Física esporte e lazer: reflexões nada aleatórias. Ed. Autores Associados, Campinas, SP, 2021, p. 21.
Pela perspectiva apresentada acima, para que a escola realize uma educação esportiva significativa para a formação humana, é necessário que
Provas
Leia o texto a seguir.
A síndrome de burnout também está presente no mundo dos esportes e consideramos como um dos fatores limitadores no desenvolvimento de atletas, principalmente de jovens atletas. É muito comum atletas, quando atingem o nível profissional, desistirem do esporte, abandonarem a carreira esportiva. Momentos antes dessa completa desistência (dropout), o atleta passa pelo estágio de esgotamento, causado por motivos físicos, psíquicos ou sociais.
CHIMINAZZO, J. G.; MONTAGNER, P. C. Treinamento esportivo e burnout: reflexões teóricas. In: Rev. EFDeportes, ano 10, n. 78, Buenos Aires, 2004, (s/p). Disponível em: https://www.efdeportes.com/efd78/burnout.htm. Acesso: 20 de fev. 2024.
A possibilidade de conhecer e identificar a síndrome de burnout é pertinente a quem trabalha com a cultura corporal, seja na escola ou em ambientes não-escolares. De acordo com o texto base, o Inventário de Burnout de Malach – MBI (1986) é o instrumento mais conhecido para verificar a ocorrência da síndrome, e se constitui pelos seguintes componentes:
Provas
Leia o texto a seguir.
Contra uma possível falta de legitimação, o professor de Educação Física não soube, até o momento, articular nada muito além de "altos brados de indignação” e um discurso, na maioria das vezes, teoricamente inconsistente, isto quando não se apega ou faz um discurso “legalista", confundindo legalidade com legitimidade.(...) Legitimar a Educação Física significa, então, apresentar argumentos plausíveis para a sua permanência ou inclusão no currículo escolar, apelando exclusivamente para a força dos argumentos, declinando do argumento da força (que é o que acontece quando um regime autoritário “legaliza” alguma prática social). Esta legitimação precisa integrar-se e apoiar-se discursivamente numa teoria da Educação. Na verdade, a legitimação de uma matéria se dá em função do papel que uma determinada época lhe atribui.
BRACHT, V. Educação Física e aprendizagem social. Ed. Magister, Porto Alegre, RS, 1997, p. 44.
Investigando a questão da legitimidade social e pedagógica da educação física, Valter Bracht (1997) aponta a predominância da fundamentação heterônoma e instrumentalista da educação física, que o autor sintetiza nos seguintes conceitos:
Provas
Provas
Provas
Leia o texto a seguir.
A metodologia na perspectiva crítico-superadora defendida neste livro implica um processo que acentue, na dinâmica da sala de aula, a intenção prática do aluno para apreender a realidade. Por isso, entendemos a aula como um espaço intencionalmente organizado para possibilitar a direção da apreensão, pelo aluno, do conhecimento específico da Educação Física e dos diversos aspectos das suas práticas na realidade social.
SOARES, C. L. et al. Metodologia do Ensino da Educação Física. Ed. Cortez, São Paulo, 1992, p.63.
Atendo-se à questão da organização do conhecimento e da abordagem metodológica, a pedagogia críticosuperadora estabelece que a aula aproxima o estudante da totalidade de suas atividades, ao lhe apresentar
Provas
Caderno Container