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Homem, 38 anos, analista de sistemas, procura atendimento relatando queimação retroesternal há cerca de 6 meses, especialmente após refeições volumosas e ao se deitar. Refere regurgitação ácida ocasional e tosse seca noturna. Nega disfagia, hematêmese ou perda de peso. Relata consumo frequente de café e refeições tardias; ingere bebidas alcoólicas aos fins de semana e apresenta sobrepeso (IMC = 28 kg/m²). Ao exame físico: sem alterações relevantes. Foi realizado teste terapêutico com inibidor de bomba de prótons (IBP) por 8 semanas, com melhora significativa dos sintomas. Sobre a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. Os fatores de risco para a DRGE são: sexo feminino, gravidez, obesidade, hérnia de hiato, fatores genéticos e idade avançada.
II. O relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior é o mecanismo mais frequentemente encontrado nos pacientes com DRGE, ocorrendo em 60 a 80% dos casos.
III. Na Endoscopia Digestiva Alta (EDA), grande parte dos pacientes não apresenta nenhuma anormalidade na endoscopia, ou apresentam anormalidades inespecíficas como o eritema e o edema.
IV. A pHmetria é considerado o exame padrão ouro para o diagnóstico da DRGE.
V. Todos os pacientes com hérnia de hiato apresentarão refluxo.
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Mario Luís, 22 anos, previamente hígido, procura atendimento por dor abdominal recorrente há oito meses, localizada em fossa ilíaca direita, associada a diarreia crônica sem sangue e perda ponderal de 7 kg no período. Nega febre, mas refere fadiga e episódios ocasionais de aftas orais. Ao exame físico, apresenta dor à palpação profunda em fossa ilíaca direita e discreta sensibilidade perianal. Exames laboratoriais revelam anemia leve (Hb = 11,2 g/dL) e PCR aumentada. Colonoscopia mostra áreas descontínuas de ulceração e mucosa normal intercalada (“em salteado”), predominando em íleo terminal. Biópsia evidencia inflamação transmural com granulomas não caseosos. Sobre a Doença de Crohn, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. Pode apresentar lesões descontínuas, úlceras profundas e longitudinais, geralmente não acomete o reto.
II. Apresentam lesões salteadas e profundas que predominam na transição ileocolônica, seguidas de intestino delgado e cólon.
III. Podem ocorrer complicações como: abscessos, doença perineal e obstrução, preferencialmente no intestino grosso.
IV. O tratamento é dividido em indução e remissão.
V. Em quadros severos o tratamento é corticoesteroide IV e imunobiológico, a manutenção é feita com azatioprina e/ou imunobiológico.
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Heloá, 14 meses de idade, trazida pelos pais ao pronto-atendimento apresentando febre de 39°C há três dias, acompanhado de coriza, tosse seca persistente e conjuntivite. No segundo dia de febre, surgiu exantema maculopapular que iniciou na face e se espalhou em 24 horas para o tronco e membros, e há presença de manchas de Köplik na mucosa oral. A família relata que a criança nunca recebeu vacina contra sarampo (primeira dose deveria ter sido aos 12 meses). No exame físico, há taquipneia leve e algumas pústulas que sugerem infecção secundária de pele. Com base nas orientações nacionais de imunização e vigilância do Ministério da Saúde (MS) para o sarampo, assinale a alternativa correta sobre a conduta.
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Marcio, 47 anos, fumante pesado (30 cigarros/dia) e com histórico de diabetes mal controlado, procura atendimento por tosse produtiva que já dura 4 semanas, febre vespertina persistente, emagrecimento de 6 kg nos últimos 2 meses e sudorese noturna. A radiografia de tórax revela infiltrado cavitado no lobo superior direito. Baciloscopia de escarro (2 amostras) positiva para bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR). O paciente inicia esquema básico de tratamento para tuberculose sensível: isoniazida, rifampicina, etambutol e pirazinamida. Após 2 meses, mantém baciloscopia positiva na amostra de escarro. Segundo o Ministério da Saúde (MS) — Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil — assinale a alternativa que representa a conduta adequada frente ao caso descrito.
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Raimundo, 72 anos, internado há 2 dias após cirurgia de emergência para perfuração de víscera. No primeiro dia pós-operatório apresentou: confusão mental súbita, não reconhece o familiar que está no quarto, está desorientado no tempo e no local, apresenta atenção muito prejudicada — não consegue acompanhar instruções simples e seu nível de consciência parece flutuante: em alguns momentos está muito agitado, em outros parece sonolento com respostas lentas. Ele teve queda acentuada do sódio sérico (hiponatremia) e insuficiência renal aguda. Não apresenta demência conhecida previamente. Com base nos critérios do DSM-5, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico.
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Andressa, 19 anos, estudante universitária de biomedicina, relata que há aproximadamente 9 meses vem restringindo fortemente a alimentação: ela consome apenas 500-800 kcal/dia, evita quase totalmente carboidratos e gorduras e faz duas sessões de corrida intensa por dia. Atualmente seu peso é 45 kg para altura de 1,70 m (IMC ≈ 15,6 kg/m²). Ela reluta em comer em grupos, tem amenorreia há 6 meses, nega vômitos autoinduzidos ou uso de laxantes, manifesta medo intenso de ganhar peso e relata que se sente “inchada” mesmo quando pesa menos que 50 kg. Exame físico evidencia lanugo discreto, frio nas extremidades, bradicardia leve (56 bpm) e constipação persistente. Ela foi encaminhada para avaliação psiquiátrica e nutricional. Com base no DSM-5, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico desta paciente.
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Amauri, 28 anos, apresenta úlcera genital única, indolor, com base endurecida e fundo limpo há 3 semanas, após contato sexual de risco. O teste VDRL no momento do diagnóstico é 1:64, e o FTA-Abs é positivo. O paciente foi tratado com penicilina benzatina 2,4 milhões UI IM em dose única, conforme recomendação da FEBRASGO para sífilis primária/fase recente. Após 6 meses, o VDRL foi repetido e apresentou título 1:8. O paciente permanece assintomático. Considerando a evolução sorológica do paciente e as recomendações da FEBRASGO:
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Mulher de 32 anos, G2P1, atualmente com 22 semanas de gestação, vem com queixa de corrimento vaginal espumoso-acastanhado, odor moderado, prurido discreto, e dor leve ao urinar. Ao exame especular, observam-se mucosa vaginal levemente eritematosa, secreção abundante espumosa. Mede-se pH vaginal 6,0; no exame a fresco, visualiza-se protozoário móvel flagelado. O parceiro relata odor semelhante e prurido discreto. Considerando as recomendações da FEBRASGO para vulvovaginites na gestação, assinale a alternativa correta.
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Em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 (DM1), as diretrizes atuais recomendam metas de HbA1c que equilibram o controle glicêmico e o risco de hipoglicemia, variando conforme a faixa etária. Portanto, relacione as colunas associando a faixa etária à meta de HbA1c mais adequada e assinale a alternativa com a sequência correta.
Porcentagem de HbA1c:
1. < 7,0%
2. < 7,5%
3. Entre 7,5% e 8,5%
( ) Crianças.
( ) Adolescentes.
( ) Adultos.
( ) Idosos.
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Liana, 29 anos, apresenta fadiga progressiva, fraqueza e palidez cutâneo-mucosa há cerca de 2 meses. Ela relata menstruação intensa nos últimos 5 meses. Exames laboratoriais recentes mostram: Hemoglobina: 9,2 g/dL; Hematócrito: 28%; VCM: 70 fL; Ferritina: 8 ng/mL; TIBC (capacidade total de ligação do ferro): 460 µg/Dl. Com base no caso clínico e nos exames laboratoriais, assinale a alternativa correta.
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