ABNCC e os currículos têm papéis complementares para assegurar as aprendizagens essenciais definidas para cada etapa da educação
básica, uma vez que tais aprendizagens só se materializam mediante o conjunto de decisões que caracterizam o currículo em ação.
(Brasil, 2018, p. 16).
Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular . Brasília, 2018.
Sabendo que essas decisões resultam de um processo de envolvimento e participação das famílias e da comunidade, marque a
alternativa CORRETA quanto às ações esperadas.
“A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de
aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo que
tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de
Educação (PNE)”.(BRASIL, 2018, p. 57).
Fonte: BRASIL. Ministério da Educação.Base Nacional Comum Curricular . Brasília, 2018.
ABNCC do Ensino Fundamental (Anos Iniciais) determina que:
O artigo 26º versa sobre os currículos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio da LDB - Lei nº 9394/96,
devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte
diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos.
Fonte: BRASIL. Ministério de Educação e Cultura LDB - Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996.
Sobre o Ensino Fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, garantido na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de
idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:
Fonte: BRASIL. Ministério de Educação e Cultura. LDB - Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996.
I- o desenvolvimento da capacidade da aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e formação de
passividade e valores.
II- o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo.
III- a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a
sociedade.
Um estudo que procurou caracterizar as concepções de aprendizagem de estudantes universitários brasileiros em processo de
formação inicial docente mostrou que, quando interrogados sobre como se aprende, os estudantes deram respostas como as exemplificadas no quadro abaixo.
Estudante 1:
“É uma coisa que acontece naturalmente, não precisa de muito esforço, de forma inata, instintiva...”.
Estudante 2:
“Você pode tá estudando, mas não tá entendendo nada... decorar é bem diferente de você realmente aprender”.
Estudante 3:
“Principalmente com a troca de conhecimentos, tipo uma pessoa mais experiente ajuda outra que ainda não
sabe tanto, para que nas interações entre as pessoas e com o meio possamos aprender...”.
Estudante 4:
“Quando a gente vê que aquilo deu errado; a gente não vai fazer aquilo de novo do mesmo jeito, a gente já
procura outra maneira de fazer. É como se o erro fosse o estímulo... Isso... Estímulo e resposta mesmo...”.
Estudante 5:
“Através da memorização eu vou armazenando conhecimentos e os repassando. Eu entendo que aprendi,
quando eu consigo repassar esses conhecimentos da forma como eles foram transmitidos pra mim...”.
Fonte: Freire, Gustavo Lima; Duarte, António Manuel. Concepções de aprendizagem em estudantes universitários brasileiros. Psicologia USP, v. 21, p. 875-898, 2010.
Disponível em: Psicologia USP, acesso em 2024.Adaptado.
Analisando as concepções dos estudantes à luz das Teorias da Aprendizagem é CORRETO afirmar que:
Levando em conta o valor que as atividades adquirem quando as colocamos numa série ou sequência significativa, é preciso identificar
as sequências didáticas como unidade preferencial para análise da prática educativa (Zabala, 2014).
Fonte: ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar [recurso eletrônico]; traduação: Ernani F. da F. Rosa; revisão técnica: Nalú Farenzana. - Porto alegre: Penso,
2014.
Nesse sentido, analise as afirmativas de acordo com o que diz Zabala (2014) sobre as sequências didáticas.
I- São um conjunto de atividades, ordenadas, estruturadas e articuladas para a realização de certos objetivos educacionais, que têm
um princípio e um fim conhecidos pelos professores, mas não pelos alunos.
II- São consideradas unidade preferencial para análise da prática, pois elas mantêm o caráter unitário e reúnem toda a complexidade
da prática, ao mesmo tempo que são instrumentos que permitem incluir as três fases de toda intervenção reflexiva: planejamento,
aplicação e avaliação.
III- A maneira de configurar as sequências didáticas, ou seja, as atividades que as compõem e o modo como essas atividades são
organizadas e articuladas em sequências ordenadas, é um dos traços mais claros que determinam as características diferenciais da
prática educativa.
A escola, por oferecer conteúdos e desenvolver modalidades de pensamento bastante específicos, tem um papel diferente
e insubstituível, na apropriação pelo sujeito da experiência culturalmente acumulada. Assim, ela desempenhará bem seu
papel, na medida em que, partindo daquilo que a criança já sabe (o conhecimento que ela traz de seu cotidiano, suas ideias
a respeito dos objetos, fatos e fenômenos, suas “teorias” acerca do que observa no mundo), a escola for capaz de ampliar e
desafiar a construção de novos conhecimentos, isto é, de incidir na zona de desenvolvimento proximal dos educandos. Em
outras palavras, a escola deve ser capaz de desenvolver nos alunos capacidades intelectuais que lhes permitam assimilar
plenamente os conhecimentos acumulados. Isto quer dizer que ela não deve se restringir à transmissão de conteúdos, mas,
principalmente, ensinar o aluno a pensar, ensinar formas de acesso e apropriação do conhecimento elaborado, de modo
que ele possa praticá-las autonomamente ao longo de sua vida, além de sua permanência na escola. Essa é a tarefa
principal da escola contemporânea frente às exigências das sociedades modernas (Rego, 2014, p. 108).
Fonte: REGO, Teresa Cristina. Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação. Editora Vozes, 2014.
O TEXTO I trata do papel da escola na construção do conhecimento. Diante desse contexto, é CORRETO afirmar que as colocações de
Rego (2014) são baseadas nos pressupostos da/das:
O Art. 62 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei nº 9.394/1996), na sua redação atual, cuja alteração foi feita em
2017, dispõe que “a formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura plena,
admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos cinco primeiros anos do ensino
fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade normal” (Brasil, 1996, art. 62).
Fonte: BRASIL. Ministério de Educação e Cultura. LDB - Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996.
Neste contexto, com base no que dispõem os parágrafos do Art. 62, é CORRETO afirmar sobre a formação docente que:
De acordo com Luckesi (2013), a prática educacional brasileira de aferição dos resultados da aprendizagem escolar opera, na quase
totalidade das vezes, com a verificação, e não com a avaliação da aprendizagem.
Sendo assim, nos termos do autor citado, é CORRETO afirmar que a prática escolar da verificação trata de uma prática: