Foram encontradas 50 questões.
Leia o texto a seguir.
A criminalização do abuso sexual a partir do Código Penal e do ECA
O Código Penal, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente, criminaliza diversas condutas cometidas contra a criança e adolescente. O delito de abuso está tipificado no artigo 217-A do Código Penal e diz que: – Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena — reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos, este crime qualifica Estupro de Vulnerável. Já o artigo 213 – Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: Pena – reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. E o artigo 218 – Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. (BRASIL. Código Penal Brasileiro/1940).
Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-criminalizacao-do-abusosexual-a-partir-do-codigo-penal-e-do-eca/1872493559. Acesso em: 10 jan. 2026.
Do ponto de vista do discurso legal, o texto jurídico deve seguir padrões organizacionais, tais como
A criminalização do abuso sexual a partir do Código Penal e do ECA
O Código Penal, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente, criminaliza diversas condutas cometidas contra a criança e adolescente. O delito de abuso está tipificado no artigo 217-A do Código Penal e diz que: – Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena — reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos, este crime qualifica Estupro de Vulnerável. Já o artigo 213 – Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: Pena – reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. E o artigo 218 – Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. (BRASIL. Código Penal Brasileiro/1940).
Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-criminalizacao-do-abusosexual-a-partir-do-codigo-penal-e-do-eca/1872493559. Acesso em: 10 jan. 2026.
Do ponto de vista do discurso legal, o texto jurídico deve seguir padrões organizacionais, tais como
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Tirinha 1

Provas
Questão presente nas seguintes provas
Tirinha 1

Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 4
‘O Agente Secreto’ é um ‘thriller político estiloso e
vibrante’ candidato a Oscar, diz crítico da BBC
Um dos maiores destaques da temporada de premiações de
2025 foi Ainda Estou Aqui, que ganhou o Oscar de Melhor Filme
Internacional e que retrata a crueldade da ditadura militar no
Brasil nos anos 70. Agora, um outro filme, com a mesma
temática, está ganhando atenção e também se destaca na
próxima temporada de premiações. O diretor Kleber Mendonça
Filho foi premiado em Cannes e o protagonista Wagner Moura
levou o prêmio de melhor ator, o primeiro nessa categoria
conquistada por uma obra brasileira no festival francês.
O filme se passa na cidade de Recife, durante o efervescente
Carnaval e transborda sexo, tiroteios, matadores de aluguel e
carros antigos — e mostra uma perna humana decepada
encontrada na barriga de um tubarão. Mesmo com todo o visual
exagerado, com cores vibrantes e uma estética grindhouse, O
Agente Secreto está enraizado nas angústias de tragédias reais
de cidadãos comuns. Na verdade, seu herói não é um agente
secreto, apesar de Wagner Moura ser alto, moreno e tão
charmoso quanto qualquer outro superespião do cinema. Ele
interpreta Marcelo, um sujeito pacato que aparece na primeira
cena dirigindo o seu fusca amarelo com destino a Recife.
O
filme não tem pressa, mas, aos poucos, descobrimos que
Marcelo é um professor viúvo que se opôs às tentativas de um
funcionário do governo de roubar sua pesquisa patenteada.
Agora, Marcelo planeja se reencontrar com o filho pequeno, que
mora com os avós, e conseguir os documentos para deixar o
país. Enquanto isso, trabalha disfarçado em um cartório, onde
espera encontrar ao menos uma prova oficial da existência de
sua falecida mãe. Antes mesmo de chegar a Recife, Marcelo
encontra um cadáver no pátio de um posto de gasolina — um
corpo que ninguém se deu ao trabalho de remover —, o que
mostra que ele não é ingênuo sobre o quanto a vida está difícil
naquele momento. Mas Marcelo fica chocado ao descobrir que
um dos seus inimigos antigos contratou dois assassinos para
segui-lo e fica horrorizado com a falta de moral do chefe da
polícia local.
Marcelo observa os acontecimentos de Recife com um olhar de
turista maravilhado. Ele ri incrédulo de um gato de duas caras,
da obsessão de seu filho em assistir Tubarão no cinema, das
pessoas fazendo sexo em lugares públicos, e de uma lenda
urbana surreal sobre uma perna decepada que volta à vida e
chuta homens em um local de paquera.
Com mais de duas horas e meia de duração, o filme divaga aqui
e ali, acompanhando vários personagens que sonham em fugir
do Brasil. Um dos temas centrais do filme é o que é lembrado e
o que é esquecido no Brasil, e Kléber Mendonça Filho, que
cresceu em Recife, parece determinado em registrar, na
película, todos esses detalhes antes que eles sejam apagados
para sempre. Além de riqueza e comédia para a trama de
espionagem, esses detalhes da época reforçam a melancolia
silenciosa que Wagner Moura transmite tão bem em cena: de
um jeito ou de outro, Marcelo não vai ficar no Brasil por muito
tempo para aproveitar tudo isso. Uma perseguição pelas ruas
da cidade, coreografada com maestria, leva a um clímax
sangrento e espetacular, mas, assim como em Ainda Estou
Aqui, ainda há perguntas perturbadoras a serem respondidas e
mistérios a serem resolvidos. Afinal de contas, de quem era
aquela perna na barriga do tubarão?
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4geld2gk1go.
Acesso em: 15 jan. 2026.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 4
‘O Agente Secreto’ é um ‘thriller político estiloso e
vibrante’ candidato a Oscar, diz crítico da BBC
Um dos maiores destaques da temporada de premiações de
2025 foi Ainda Estou Aqui, que ganhou o Oscar de Melhor Filme
Internacional e que retrata a crueldade da ditadura militar no
Brasil nos anos 70. Agora, um outro filme, com a mesma
temática, está ganhando atenção e também se destaca na
próxima temporada de premiações. O diretor Kleber Mendonça
Filho foi premiado em Cannes e o protagonista Wagner Moura
levou o prêmio de melhor ator, o primeiro nessa categoria
conquistada por uma obra brasileira no festival francês.
O filme se passa na cidade de Recife, durante o efervescente
Carnaval e transborda sexo, tiroteios, matadores de aluguel e
carros antigos — e mostra uma perna humana decepada
encontrada na barriga de um tubarão. Mesmo com todo o visual
exagerado, com cores vibrantes e uma estética grindhouse, O
Agente Secreto está enraizado nas angústias de tragédias reais
de cidadãos comuns. Na verdade, seu herói não é um agente
secreto, apesar de Wagner Moura ser alto, moreno e tão
charmoso quanto qualquer outro superespião do cinema. Ele
interpreta Marcelo, um sujeito pacato que aparece na primeira
cena dirigindo o seu fusca amarelo com destino a Recife.
O
filme não tem pressa, mas, aos poucos, descobrimos que
Marcelo é um professor viúvo que se opôs às tentativas de um
funcionário do governo de roubar sua pesquisa patenteada.
Agora, Marcelo planeja se reencontrar com o filho pequeno, que
mora com os avós, e conseguir os documentos para deixar o
país. Enquanto isso, trabalha disfarçado em um cartório, onde
espera encontrar ao menos uma prova oficial da existência de
sua falecida mãe. Antes mesmo de chegar a Recife, Marcelo
encontra um cadáver no pátio de um posto de gasolina — um
corpo que ninguém se deu ao trabalho de remover —, o que
mostra que ele não é ingênuo sobre o quanto a vida está difícil
naquele momento. Mas Marcelo fica chocado ao descobrir que
um dos seus inimigos antigos contratou dois assassinos para
segui-lo e fica horrorizado com a falta de moral do chefe da
polícia local.
Marcelo observa os acontecimentos de Recife com um olhar de
turista maravilhado. Ele ri incrédulo de um gato de duas caras,
da obsessão de seu filho em assistir Tubarão no cinema, das
pessoas fazendo sexo em lugares públicos, e de uma lenda
urbana surreal sobre uma perna decepada que volta à vida e
chuta homens em um local de paquera.
Com mais de duas horas e meia de duração, o filme divaga aqui
e ali, acompanhando vários personagens que sonham em fugir
do Brasil. Um dos temas centrais do filme é o que é lembrado e
o que é esquecido no Brasil, e Kléber Mendonça Filho, que
cresceu em Recife, parece determinado em registrar, na
película, todos esses detalhes antes que eles sejam apagados
para sempre. Além de riqueza e comédia para a trama de
espionagem, esses detalhes da época reforçam a melancolia
silenciosa que Wagner Moura transmite tão bem em cena: de
um jeito ou de outro, Marcelo não vai ficar no Brasil por muito
tempo para aproveitar tudo isso. Uma perseguição pelas ruas
da cidade, coreografada com maestria, leva a um clímax
sangrento e espetacular, mas, assim como em Ainda Estou
Aqui, ainda há perguntas perturbadoras a serem respondidas e
mistérios a serem resolvidos. Afinal de contas, de quem era
aquela perna na barriga do tubarão?
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4geld2gk1go.
Acesso em: 15 jan. 2026.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 4
‘O Agente Secreto’ é um ‘thriller político estiloso e
vibrante’ candidato a Oscar, diz crítico da BBC
Um dos maiores destaques da temporada de premiações de
2025 foi Ainda Estou Aqui, que ganhou o Oscar de Melhor Filme
Internacional e que retrata a crueldade da ditadura militar no
Brasil nos anos 70. Agora, um outro filme, com a mesma
temática, está ganhando atenção e também se destaca na
próxima temporada de premiações. O diretor Kleber Mendonça
Filho foi premiado em Cannes e o protagonista Wagner Moura
levou o prêmio de melhor ator, o primeiro nessa categoria
conquistada por uma obra brasileira no festival francês.
O filme se passa na cidade de Recife, durante o efervescente
Carnaval e transborda sexo, tiroteios, matadores de aluguel e
carros antigos — e mostra uma perna humana decepada
encontrada na barriga de um tubarão. Mesmo com todo o visual
exagerado, com cores vibrantes e uma estética grindhouse, O
Agente Secreto está enraizado nas angústias de tragédias reais
de cidadãos comuns. Na verdade, seu herói não é um agente
secreto, apesar de Wagner Moura ser alto, moreno e tão
charmoso quanto qualquer outro superespião do cinema. Ele
interpreta Marcelo, um sujeito pacato que aparece na primeira
cena dirigindo o seu fusca amarelo com destino a Recife.
O
filme não tem pressa, mas, aos poucos, descobrimos que
Marcelo é um professor viúvo que se opôs às tentativas de um
funcionário do governo de roubar sua pesquisa patenteada.
Agora, Marcelo planeja se reencontrar com o filho pequeno, que
mora com os avós, e conseguir os documentos para deixar o
país. Enquanto isso, trabalha disfarçado em um cartório, onde
espera encontrar ao menos uma prova oficial da existência de
sua falecida mãe. Antes mesmo de chegar a Recife, Marcelo
encontra um cadáver no pátio de um posto de gasolina — um
corpo que ninguém se deu ao trabalho de remover —, o que
mostra que ele não é ingênuo sobre o quanto a vida está difícil
naquele momento. Mas Marcelo fica chocado ao descobrir que
um dos seus inimigos antigos contratou dois assassinos para
segui-lo e fica horrorizado com a falta de moral do chefe da
polícia local.
Marcelo observa os acontecimentos de Recife com um olhar de
turista maravilhado. Ele ri incrédulo de um gato de duas caras,
da obsessão de seu filho em assistir Tubarão no cinema, das
pessoas fazendo sexo em lugares públicos, e de uma lenda
urbana surreal sobre uma perna decepada que volta à vida e
chuta homens em um local de paquera.
Com mais de duas horas e meia de duração, o filme divaga aqui
e ali, acompanhando vários personagens que sonham em fugir
do Brasil. Um dos temas centrais do filme é o que é lembrado e
o que é esquecido no Brasil, e Kléber Mendonça Filho, que
cresceu em Recife, parece determinado em registrar, na
película, todos esses detalhes antes que eles sejam apagados
para sempre. Além de riqueza e comédia para a trama de
espionagem, esses detalhes da época reforçam a melancolia
silenciosa que Wagner Moura transmite tão bem em cena: de
um jeito ou de outro, Marcelo não vai ficar no Brasil por muito
tempo para aproveitar tudo isso. Uma perseguição pelas ruas
da cidade, coreografada com maestria, leva a um clímax
sangrento e espetacular, mas, assim como em Ainda Estou
Aqui, ainda há perguntas perturbadoras a serem respondidas e
mistérios a serem resolvidos. Afinal de contas, de quem era
aquela perna na barriga do tubarão?
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4geld2gk1go.
Acesso em: 15 jan. 2026.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Leia o texto a seguir.
História esquecida
Há mais de 8.500 anos, muito antes de a Noruega ter um nome, uma mulher viveu à beira do mar, em um mundo moldado pelo fim da Era do Gelo e pela lenta elevação dos oceanos. Hoje ela é conhecida como a Mulher de S⌀gne, identificada pela arqueologia como Hummervikholmen, mas em sua vida foi apenas parte de uma comunidade costeira, filha, pescadora e viajante do litoral. Ela caminhou por terras que não existem mais, posteriormente engolidas pelo avanço das águas. Seus restos mortais foram encontrados abaixo do atual nível do mar, no sul da Noruega, em uma área que era terra firme ou uma costa rasa. Ao longo de milênios, o oceano selou sua história, preservando-a até sua redescoberta. A mulher viveu durante o Mesolítico Inicial (cerca de 6600 e 6400 a.C.), sendo uma das pessoas mais antigas já identificadas em território norueguês. Pertencia às primeiras comunidades de caçadores-coletores que se estabeleceram na Escandinávia após o recuo das geleiras. Análises científicas indicam que mais de 80% de sua alimentação vinha de recursos marinhos, como peixes, mariscos e focas, o que revela um profundo conhecimento do mar, das marés e das tecnologias de pesca. Apenas fragmentos de seu crânio sobreviveram, mas eles indicam que era uma mulher adulta, possivelmente entre 20 e 40 anos. Geneticamente, fazia parte dos caçadores-coletores mesolíticos escandinavos, uma população formada pela mistura de linhagens do oeste e do leste da Europa glacial. Não é possível determinar com precisão sua aparência, mas sabe-se que havia grande diversidade física nesses grupos. Qualquer reconstrução facial é, portanto, uma interpretação informada, não uma verdade absoluta. Ainda assim, sua existência lembra que a história europeia começou muito antes das cidades e da escrita, com pessoas comuns enfrentando mudanças ambientais profundas e deixando rastros silenciosos que atravessaram o tempo até chegar a nós.
Disponível em: https://www.instagram.com/p/DTcYKTylP03/?igsh=MWFqZ3hyMzFqaWZkO A%3D%3D. Acesso em: 15 jan. 2026.
Segundo o texto, qual a importância de se reconstruir a imagem da mulher encontrada na Escandinávia?
História esquecida
Há mais de 8.500 anos, muito antes de a Noruega ter um nome, uma mulher viveu à beira do mar, em um mundo moldado pelo fim da Era do Gelo e pela lenta elevação dos oceanos. Hoje ela é conhecida como a Mulher de S⌀gne, identificada pela arqueologia como Hummervikholmen, mas em sua vida foi apenas parte de uma comunidade costeira, filha, pescadora e viajante do litoral. Ela caminhou por terras que não existem mais, posteriormente engolidas pelo avanço das águas. Seus restos mortais foram encontrados abaixo do atual nível do mar, no sul da Noruega, em uma área que era terra firme ou uma costa rasa. Ao longo de milênios, o oceano selou sua história, preservando-a até sua redescoberta. A mulher viveu durante o Mesolítico Inicial (cerca de 6600 e 6400 a.C.), sendo uma das pessoas mais antigas já identificadas em território norueguês. Pertencia às primeiras comunidades de caçadores-coletores que se estabeleceram na Escandinávia após o recuo das geleiras. Análises científicas indicam que mais de 80% de sua alimentação vinha de recursos marinhos, como peixes, mariscos e focas, o que revela um profundo conhecimento do mar, das marés e das tecnologias de pesca. Apenas fragmentos de seu crânio sobreviveram, mas eles indicam que era uma mulher adulta, possivelmente entre 20 e 40 anos. Geneticamente, fazia parte dos caçadores-coletores mesolíticos escandinavos, uma população formada pela mistura de linhagens do oeste e do leste da Europa glacial. Não é possível determinar com precisão sua aparência, mas sabe-se que havia grande diversidade física nesses grupos. Qualquer reconstrução facial é, portanto, uma interpretação informada, não uma verdade absoluta. Ainda assim, sua existência lembra que a história europeia começou muito antes das cidades e da escrita, com pessoas comuns enfrentando mudanças ambientais profundas e deixando rastros silenciosos que atravessaram o tempo até chegar a nós.
Disponível em: https://www.instagram.com/p/DTcYKTylP03/?igsh=MWFqZ3hyMzFqaWZkO A%3D%3D. Acesso em: 15 jan. 2026.
Segundo o texto, qual a importância de se reconstruir a imagem da mulher encontrada na Escandinávia?
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 3
Por que o leite é um “apito de cachorro” racista?
Uma foto em preto e branco de Donald Trump com um bigode
de leite, publicada pelo perfil do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos no X, tem provocado considerações a
respeito da real mensagem. A imagem remete à
campanha “Got Milk?”, dos anos 1990 e foi rapidamente
replicada por aliados do republicano, gerando reação nas
redes. A postagem veio após mudanças nas regras federais de
nutrição escolar, que voltaram a permitir a oferta de leite integral
nas escolas públicas do país. A decisão coloca em pauta o
debate antigo sobre alimentação, gordura saturada e o papel
do Estado na definição do que crianças consomem no dia a dia,
mesmo com especialistas em saúde pública alertando para os
riscos do incentivo do consumo de leite integral sem considerar
o conjunto da dieta. Trump passou a tratar o produto como
símbolo de uma alimentação “de verdade”, em oposição ao leite
desnatado ou semidesnatado.
O uso do leite, porém, não se limita ao debate nutricional. Nos
Estados Unidos, o alimento vem sendo apropriado como
símbolo por grupos supremacistas brancos. Essa associação
tem contexto histórico, segundo o qual, dentre as décadas de
1920-1930, panfletos e relatórios afirmavam que pessoas que
consumiam mais leite seriam mais avançadas
intelectualmente e que povos arianos eram os maiores
consumidores de laticínios, hábito relacionado a um suposto
desenvolvimento superior.
Em artigo publicado no The Conversation, a professora de
direito Andrea Freeman, da Universidade do Havaí, observa
que a ligação entre leite e supremacismo branco é direta e
contínua. A autora afirma que a indústria alimentícia dos EUA
explorou diferenças raciais na digestão da lactose para
estimular o consumo entre elites brancas, embora grande
parte da população mundial não digira bem o leite. No Brasil,
o símbolo considerado um “apito de cachorro” carrega
significados específicos para determinados grupos e passou
a ser usado para descrever estratégias de comunicação
indireta, constituindo um código político, conectando
alimentação, identidade racial e poder.
Disponível em: https://revistaforum.com.br/global/por-que-o-leite-e-um-apitode-cachorro-racista. Acesso em: 15 jan. 2026. [Adaptado].
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Texto 3
Por que o leite é um “apito de cachorro” racista?
Uma foto em preto e branco de Donald Trump com um bigode
de leite, publicada pelo perfil do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos no X, tem provocado considerações a
respeito da real mensagem. A imagem remete à
campanha “Got Milk?”, dos anos 1990 e foi rapidamente
replicada por aliados do republicano, gerando reação nas
redes. A postagem veio após mudanças nas regras federais de
nutrição escolar, que voltaram a permitir a oferta de leite integral
nas escolas públicas do país. A decisão coloca em pauta o
debate antigo sobre alimentação, gordura saturada e o papel
do Estado na definição do que crianças consomem no dia a dia,
mesmo com especialistas em saúde pública alertando para os
riscos do incentivo do consumo de leite integral sem considerar
o conjunto da dieta. Trump passou a tratar o produto como
símbolo de uma alimentação “de verdade”, em oposição ao leite
desnatado ou semidesnatado.
O uso do leite, porém, não se limita ao debate nutricional. Nos
Estados Unidos, o alimento vem sendo apropriado como
símbolo por grupos supremacistas brancos. Essa associação
tem contexto histórico, segundo o qual, dentre as décadas de
1920-1930, panfletos e relatórios afirmavam que pessoas que
consumiam mais leite seriam mais avançadas
intelectualmente e que povos arianos eram os maiores
consumidores de laticínios, hábito relacionado a um suposto
desenvolvimento superior.
Em artigo publicado no The Conversation, a professora de
direito Andrea Freeman, da Universidade do Havaí, observa
que a ligação entre leite e supremacismo branco é direta e
contínua. A autora afirma que a indústria alimentícia dos EUA
explorou diferenças raciais na digestão da lactose para
estimular o consumo entre elites brancas, embora grande
parte da população mundial não digira bem o leite. No Brasil,
o símbolo considerado um “apito de cachorro” carrega
significados específicos para determinados grupos e passou
a ser usado para descrever estratégias de comunicação
indireta, constituindo um código político, conectando
alimentação, identidade racial e poder.
Disponível em: https://revistaforum.com.br/global/por-que-o-leite-e-um-apitode-cachorro-racista. Acesso em: 15 jan. 2026. [Adaptado].
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Analise a imagem a seguir.

FRAGA, Gilmar. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2025/02/gilmar-fraga-riocm72lg7vk008g015amyr4z0nk.html. Acesso em: 10 jan. 2026.
A charge faz alusão a uma situação recorrente no Rio de Janeiro. O efeito de sentido expresso pela imagem indica que
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container