Foram encontradas 30 questões.
A bioética constitui-se como um domínio de
investigação interdisciplinar que se fundamenta no conceito
de vida proveniente da Biologia, do Direito e de esferas de
indagação ética, visando a examinar e abordar questões
relativas à conduta humana com relação a outros seres
humanos ou outras formas de vida. Em âmbito hospitalar,
temas como qualidade de vida, dignidade no processo de
morrer, eutanásia e autonomia nas escolhas em relação à
própria vida nos seus momentos finais, são frequentemente
pautas de discussão nesse campo do conhecimento.
A partir de seus conhecimentos a respeito dessa discussão, analise as sentenças abaixo, assinalando aquela que estiver incorreta:
A partir de seus conhecimentos a respeito dessa discussão, analise as sentenças abaixo, assinalando aquela que estiver incorreta:
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Leia atentamente o quadrinho a seguir:
No quadrinho em questão, Wes Samp (2014) tece uma sátira que aborda o diagnóstico hospitalar sob uma perspectiva que contempla elementos subjetivos e afetivos. Contudo, é possível que o autor do quadrinho não esteja ciente de que, conforme delineado por Alfredo Simonetti em "Manual de Psicologia Hospitalar: O Mapa da Doença", na esfera médica, o processo diagnóstico se fundamenta na identificação da doença a partir dos sintomas manifestados pelo paciente. Por outro lado, na Psicologia, o diagnóstico é caracterizado pela apreensão da condição existencial e subjetiva do indivíduo doente em relação à sua saúde, o que implica considerar diretamente aspectos subjetivos e afetivos.
Diante do apresentado, levando em consideração os seus conhecimentos a respeito da prática do diagnóstico em psicologia hospitalar, assinale a alternativa incorreta:
No quadrinho em questão, Wes Samp (2014) tece uma sátira que aborda o diagnóstico hospitalar sob uma perspectiva que contempla elementos subjetivos e afetivos. Contudo, é possível que o autor do quadrinho não esteja ciente de que, conforme delineado por Alfredo Simonetti em "Manual de Psicologia Hospitalar: O Mapa da Doença", na esfera médica, o processo diagnóstico se fundamenta na identificação da doença a partir dos sintomas manifestados pelo paciente. Por outro lado, na Psicologia, o diagnóstico é caracterizado pela apreensão da condição existencial e subjetiva do indivíduo doente em relação à sua saúde, o que implica considerar diretamente aspectos subjetivos e afetivos.
Diante do apresentado, levando em consideração os seus conhecimentos a respeito da prática do diagnóstico em psicologia hospitalar, assinale a alternativa incorreta:
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A corrente psicopatológica documenta várias formas
modificadas de pensamento, geralmente ligadas a condições
e distúrbios mentais. Algumas delas incluem a tendência à
fuga de ideias, a aceleração do pensamento, a dissociação e
até mesmo a desagregação do pensamento.
Considerando seus conhecimentos em psicopatologia, principalmente com relação às patologias que envolvem alterações do pensamento, assinale a alternativa incorreta:
Considerando seus conhecimentos em psicopatologia, principalmente com relação às patologias que envolvem alterações do pensamento, assinale a alternativa incorreta:
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Para responder à questão, considere a seguinte situação
hipotética:
Um paciente chega na unidade de pronto atendimento de um hospital geral apresentando sintomas de euforia, alegria exacerbada, elação (expansão do Eu), agitação psicomotora, exaltação, fala excessiva, grandiosidade e irritabilidade marcante, desproporcionais aos fatos da vida e distintos do estado comum de alegria ou entusiasmo que o indivíduo sadio apresenta em sua vida. Além disso, seu acompanhante relata que o paciente encontra-se nesse estado já por algumas semanas, dorme pouco, apresenta alterações de humor, oscilando entre momentos alegres e agressivos, e em alguns momentos o mesmo apresenta queixas de pensamento acelerado e fuga de ideias.
Levando em consideração os sintomas apresentados, podese dizer que, possivelmente, o paciente em questão está manifestando um quadro de:
Um paciente chega na unidade de pronto atendimento de um hospital geral apresentando sintomas de euforia, alegria exacerbada, elação (expansão do Eu), agitação psicomotora, exaltação, fala excessiva, grandiosidade e irritabilidade marcante, desproporcionais aos fatos da vida e distintos do estado comum de alegria ou entusiasmo que o indivíduo sadio apresenta em sua vida. Além disso, seu acompanhante relata que o paciente encontra-se nesse estado já por algumas semanas, dorme pouco, apresenta alterações de humor, oscilando entre momentos alegres e agressivos, e em alguns momentos o mesmo apresenta queixas de pensamento acelerado e fuga de ideias.
Levando em consideração os sintomas apresentados, podese dizer que, possivelmente, o paciente em questão está manifestando um quadro de:
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A capacidade de formar juízos é uma característica
distintamente humana. Através deles, interpretamos e
avaliando informações e a nossa própria realidade. Diante
disso, é importante reconhecer que os juízos são
influenciados tanto por aspectos individuais quanto por
fatores sociais e culturais. Deste modo, não somente nossas
próprias perspectivas, crenças e experiências moldam
nossos julgamentos, mas eles também estão suscetíveis a
serem produtos do contexto, da cultura, história e normas
sociais.
Quando falamos de juízo de realidade, consideramos a habilidade de discernir o real do imaginário, o verdadeiro do falso, assim como os graus de certeza, evidência e coerência. Assim, quando ocorre alguma alteração nesse tipo de percepção e avaliação da realidade, é importante que o psicólogo esteja atento para realizar uma análise que verifique se o evento tratou-se de um episódio de erro simples ou se é decorrente de um delírio.
Em psicopatologia, a identificação clínica do delírio mostra-se como fundamental. A respeito disso, julgue os itens abaixo como verdadeiro ou falso:
I – O delírio é muitas vezes vivenciado como algo evidente; o indivíduo acredita que é claro, óbvio, que as coisas estejam acontecendo da forma como estão. Mesmo que o conteúdo seja totalmente implausível, impossível, o paciente acha que é evidente que as coisas estejam acontecendo como estabelece seu juízo delirante.
II – O delírio, na maioria das vezes, é produzido, compartilhado e sancionado por um grupo religioso, político ou de outra natureza. Ao delirar, o indivíduo se agarra em sua trama social, no universo cultural no qual se formou, e passa, a produzir suas crenças individuais em cima dessas referências.
III – O delírio pode ser produto de alguma deficiência cognitiva.
IV – A alteração do delírio não é alcançável por meio da experiência objetiva, evidências concretas da realidade ou argumentos lógicos, persuasivos e aparentemente convincentes. Portanto, o delírio é considerado uma concepção fixa, incontestável; mesmo diante da evidência mais sólida da realidade, não pode ser afetado externamente por indivíduos que buscam dissuadir o delirante de suas convicções.
Assinale a alternativa correta:
Quando falamos de juízo de realidade, consideramos a habilidade de discernir o real do imaginário, o verdadeiro do falso, assim como os graus de certeza, evidência e coerência. Assim, quando ocorre alguma alteração nesse tipo de percepção e avaliação da realidade, é importante que o psicólogo esteja atento para realizar uma análise que verifique se o evento tratou-se de um episódio de erro simples ou se é decorrente de um delírio.
Em psicopatologia, a identificação clínica do delírio mostra-se como fundamental. A respeito disso, julgue os itens abaixo como verdadeiro ou falso:
I – O delírio é muitas vezes vivenciado como algo evidente; o indivíduo acredita que é claro, óbvio, que as coisas estejam acontecendo da forma como estão. Mesmo que o conteúdo seja totalmente implausível, impossível, o paciente acha que é evidente que as coisas estejam acontecendo como estabelece seu juízo delirante.
II – O delírio, na maioria das vezes, é produzido, compartilhado e sancionado por um grupo religioso, político ou de outra natureza. Ao delirar, o indivíduo se agarra em sua trama social, no universo cultural no qual se formou, e passa, a produzir suas crenças individuais em cima dessas referências.
III – O delírio pode ser produto de alguma deficiência cognitiva.
IV – A alteração do delírio não é alcançável por meio da experiência objetiva, evidências concretas da realidade ou argumentos lógicos, persuasivos e aparentemente convincentes. Portanto, o delírio é considerado uma concepção fixa, incontestável; mesmo diante da evidência mais sólida da realidade, não pode ser afetado externamente por indivíduos que buscam dissuadir o delirante de suas convicções.
Assinale a alternativa correta:
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As cidades que nos abrigam
Historicamente, se registra que a humanidade preferiu construir cidades litorâneas, do que resulta inúmeros centros urbanos
próximo aos oceanos, mares e em estuários de rios importantes, muitos com portos movimentados, importantes. Por vezes,
as cidades eram fortificadas para conter possíveis ataques por mar. Isso não evitou grandes batalhas entre povos inimigos,
e o vencedor poderia se dar ao desfrute de paz durante anos. Mas como os romanos criaram o mote, "si vis pacem para
bellum", ou "se quer a paz, prepara-te para a guerra", com isso, a humanidade viveu tranquilamente por anos e séculos.
Atualmente, há conflitos locais e uma preocupação enorme de que essas contendas possam se ampliar regionalmente, ou
pior, que sejam usadas armas nucleares, conforme noticia a mídia televisada e escrita. O risco de guerra deixa de ser local
ou regional e passa a ser mundial pela amplitude dos danos que poderiam ocasionar. Há temor quanto a essa possibilidade,
o que restringe os donos dos botões vermelhos para conter essa insânia desumana incomparável de uso de armamento
nuclear.
Afastado o perigo de hecatombe — que pouco tem a ver com o meio urbano, objeto deste escrito, e, sim, com políticas
nacionais ou continentais —, as cidades em geral estão em seu cotidiano com seus habitantes e o meio urbano sentindo-se
à vontade em suas atividades diárias. Com isso, entende-se que se alargam os territórios das cidades ou adensam seu espaço
urbanizado, sobretudo nas áreas centrais. No caso de Brasília, alguns argumentam que o Plano Piloto não pode ficar
"engessado". Traduzindo, o mercado imobiliário deseja construir empregando outra tipologia de edifícios, mais altos. O que
não se entende é ter edifícios fora do padrão vigente no Plano Piloto.
Todavia, há em Brasília favelas, como Pôr do Sol e Sol Nascente, em que não há infraestrutura, são carentes de atenção por
parte dos governadores do DF e de Goiás. As favelas deveriam receber mais atenção das autoridades porque sua população
está submetida à falta de infraestruturas básicas, não contam com água tratada e o esgoto está a céu aberto. Por isso, o
favelamento deve acabar ou receber água tratada e esgotamento sanitário, com o que se findarão as epidemias em que as
vítimas são crianças e idosos. Sem favelas, haveria cidades em que a população está se ocupando em seus afazeres,
sobretudo se tiver onde trabalhar e linhas de ônibus para os deslocamentos para o trabalho ou buscar serviços em outros
pontos da cidade.
No DF, é desejável que os agentes imobiliários procurem outros espaços para construir, que não destruam o que foi imaginado
para o Plano Piloto e para o DF desde os primórdios. Uma cidade deve ser mostrada como um espaço em que não haja
edificações fora dos padrões urbanísticos, como Águas Claras. Essa região administrativa (RA) serve de exemplo de espaço
repleto de edificações com muitos andares e onde o setor imobiliário esteve intensamente presente. Águas Claras é o núcleo
urbano que difere das demais RAs. Nestas, há restrições para edificações elevadas.
Nos anos de 1960, outros países se interessaram no que foi feito na capital federal, sobretudo no que diz respeito à
urbanização. Alguns preciosistas podem levantar a preocupação de que, em seus 5.800 quilômetros quadrados, o DF se
consolidou com uma espacialização alargada e pouco recomendável. Todavia, com o passar dos anos verificou-se que cada
núcleo urbano (RA) se organizou internamente de forma a evitar que seus respectivos habitantes tivessem que percorrer
grandes distâncias para obter bens e serviços. Todos esses núcleos organizaram-se de modo a contar com os necessários
equipamentos e instituições para servir seus habitantes.
Os serviços do alto poder Judiciário, do Executivo e do Legislativo federais são encontrados apenas no Plano Piloto, e isso
não haverá de se modificar porque foi assim que o núcleo histórico se estruturou e consolidou, devendo permanecer assim
por décadas à frente. Nada impede, todavia, que os demais núcleos urbanos desenvolvam atividades e organizem serviços
voltados para as pessoas próximas em termos de comércio e pequenas indústrias, não poluentes ambientais.
Outros argumentarão que o território como está organizado exige deslocamentos diários dos trabalhadores que exercem
atividades em outras localidades e dos que buscam serviços fora de seu local de moradia. Isso se acomodará, pois os
ajustamentos urbanos realizados no DF nessas seis décadas podem se assemelhar aos de outras cidades brasileiras.
Nelas, há intensos deslocamentos dos trabalhadores da periferia para o centro nas primeiras horas da manhã e, em sentido
contrário, ao fim do dia. Essa mobilidade ininterrupta é uma das características das grandes cidades que nos acolhem.
(Fonte: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. In: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. [S. l.], 11 abr. 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/04/6835502-artigo-as-cidades-que-nos-abrigam.html).
(Fonte: http://apugssind.com.br/wp-content/uploads/2017/05/chargecongresso.jpg).
A charge apresentada mantém relação intertextual com o texto de Aldo Paviani, o que pode ser comprovado, principalmente, pela alternativa:
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As cidades que nos abrigam
Historicamente, se registra que a humanidade preferiu construir cidades litorâneas, do que resulta inúmeros centros urbanos
próximo aos oceanos, mares e em estuários de rios importantes, muitos com portos movimentados, importantes. Por vezes,
as cidades eram fortificadas para conter possíveis ataques por mar. Isso não evitou grandes batalhas entre povos inimigos,
e o vencedor poderia se dar ao desfrute de paz durante anos. Mas como os romanos criaram o mote, "si vis pacem para
bellum", ou "se quer a paz, prepara-te para a guerra", com isso, a humanidade viveu tranquilamente por anos e séculos.
Atualmente, há conflitos locais e uma preocupação enorme de que essas contendas possam se ampliar regionalmente, ou
pior, que sejam usadas armas nucleares, conforme noticia a mídia televisada e escrita. O risco de guerra deixa de ser local
ou regional e passa a ser mundial pela amplitude dos danos que poderiam ocasionar. Há temor quanto a essa possibilidade,
o que restringe os donos dos botões vermelhos para conter essa insânia desumana incomparável de uso de armamento
nuclear.
Afastado o perigo de hecatombe — que pouco tem a ver com o meio urbano, objeto deste escrito, e, sim, com políticas
nacionais ou continentais —, as cidades em geral estão em seu cotidiano com seus habitantes e o meio urbano sentindo-se
à vontade em suas atividades diárias. Com isso, entende-se que se alargam os territórios das cidades ou adensam seu espaço
urbanizado, sobretudo nas áreas centrais. No caso de Brasília, alguns argumentam que o Plano Piloto não pode ficar
"engessado". Traduzindo, o mercado imobiliário deseja construir empregando outra tipologia de edifícios, mais altos. O que
não se entende é ter edifícios fora do padrão vigente no Plano Piloto.
Todavia, há em Brasília favelas, como Pôr do Sol e Sol Nascente, em que não há infraestrutura, são carentes de atenção por
parte dos governadores do DF e de Goiás. As favelas deveriam receber mais atenção das autoridades porque sua população
está submetida à falta de infraestruturas básicas, não contam com água tratada e o esgoto está a céu aberto. Por isso, o
favelamento deve acabar ou receber água tratada e esgotamento sanitário, com o que se findarão as epidemias em que as
vítimas são crianças e idosos. Sem favelas, haveria cidades em que a população está se ocupando em seus afazeres,
sobretudo se tiver onde trabalhar e linhas de ônibus para os deslocamentos para o trabalho ou buscar serviços em outros
pontos da cidade.
No DF, é desejável que os agentes imobiliários procurem outros espaços para construir, que não destruam o que foi imaginado
para o Plano Piloto e para o DF desde os primórdios. Uma cidade deve ser mostrada como um espaço em que não haja
edificações fora dos padrões urbanísticos, como Águas Claras. Essa região administrativa (RA) serve de exemplo de espaço
repleto de edificações com muitos andares e onde o setor imobiliário esteve intensamente presente. Águas Claras é o núcleo
urbano que difere das demais RAs. Nestas, há restrições para edificações elevadas.
Nos anos de 1960, outros países se interessaram no que foi feito na capital federal, sobretudo no que diz respeito à
urbanização. Alguns preciosistas podem levantar a preocupação de que, em seus 5.800 quilômetros quadrados, o DF se
consolidou com uma espacialização alargada e pouco recomendável. Todavia, com o passar dos anos verificou-se que cada
núcleo urbano (RA) se organizou internamente de forma a evitar que seus respectivos habitantes tivessem que percorrer
grandes distâncias para obter bens e serviços. Todos esses núcleos organizaram-se de modo a contar com os necessários
equipamentos e instituições para servir seus habitantes.
Os serviços do alto poder Judiciário, do Executivo e do Legislativo federais são encontrados apenas no Plano Piloto, e isso
não haverá de se modificar porque foi assim que o núcleo histórico se estruturou e consolidou, devendo permanecer assim
por décadas à frente. Nada impede, todavia, que os demais núcleos urbanos desenvolvam atividades e organizem serviços
voltados para as pessoas próximas em termos de comércio e pequenas indústrias, não poluentes ambientais.
Outros argumentarão que o território como está organizado exige deslocamentos diários dos trabalhadores que exercem
atividades em outras localidades e dos que buscam serviços fora de seu local de moradia. Isso se acomodará, pois os
ajustamentos urbanos realizados no DF nessas seis décadas podem se assemelhar aos de outras cidades brasileiras.
Nelas, há intensos deslocamentos dos trabalhadores da periferia para o centro nas primeiras horas da manhã e, em sentido
contrário, ao fim do dia. Essa mobilidade ininterrupta é uma das características das grandes cidades que nos acolhem.
(Fonte: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. In: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. [S. l.], 11 abr. 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/04/6835502-artigo-as-cidades-que-nos-abrigam.html).
Assinale a alternativa em que o referente do pronome destacado está corretamente indicado entre parênteses.
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As cidades que nos abrigam
Historicamente, se registra que a humanidade preferiu construir cidades litorâneas, do que resulta inúmeros centros urbanos
próximo aos oceanos, mares e em estuários de rios importantes, muitos com portos movimentados, importantes. Por vezes,
as cidades eram fortificadas para conter possíveis ataques por mar. Isso não evitou grandes batalhas entre povos inimigos,
e o vencedor poderia se dar ao desfrute de paz durante anos. Mas como os romanos criaram o mote, "si vis pacem para
bellum", ou "se quer a paz, prepara-te para a guerra", com isso, a humanidade viveu tranquilamente por anos e séculos.
Atualmente, há conflitos locais e uma preocupação enorme de que essas contendas possam se ampliar regionalmente, ou
pior, que sejam usadas armas nucleares, conforme noticia a mídia televisada e escrita. O risco de guerra deixa de ser local
ou regional e passa a ser mundial pela amplitude dos danos que poderiam ocasionar. Há temor quanto a essa possibilidade,
o que restringe os donos dos botões vermelhos para conter essa insânia desumana incomparável de uso de armamento
nuclear.
Afastado o perigo de hecatombe — que pouco tem a ver com o meio urbano, objeto deste escrito, e, sim, com políticas
nacionais ou continentais —, as cidades em geral estão em seu cotidiano com seus habitantes e o meio urbano sentindo-se
à vontade em suas atividades diárias. Com isso, entende-se que se alargam os territórios das cidades ou adensam seu espaço
urbanizado, sobretudo nas áreas centrais. No caso de Brasília, alguns argumentam que o Plano Piloto não pode ficar
"engessado". Traduzindo, o mercado imobiliário deseja construir empregando outra tipologia de edifícios, mais altos. O que
não se entende é ter edifícios fora do padrão vigente no Plano Piloto.
Todavia, há em Brasília favelas, como Pôr do Sol e Sol Nascente, em que não há infraestrutura, são carentes de atenção por
parte dos governadores do DF e de Goiás. As favelas deveriam receber mais atenção das autoridades porque sua população
está submetida à falta de infraestruturas básicas, não contam com água tratada e o esgoto está a céu aberto. Por isso, o
favelamento deve acabar ou receber água tratada e esgotamento sanitário, com o que se findarão as epidemias em que as
vítimas são crianças e idosos. Sem favelas, haveria cidades em que a população está se ocupando em seus afazeres,
sobretudo se tiver onde trabalhar e linhas de ônibus para os deslocamentos para o trabalho ou buscar serviços em outros
pontos da cidade.
No DF, é desejável que os agentes imobiliários procurem outros espaços para construir, que não destruam o que foi imaginado
para o Plano Piloto e para o DF desde os primórdios. Uma cidade deve ser mostrada como um espaço em que não haja
edificações fora dos padrões urbanísticos, como Águas Claras. Essa região administrativa (RA) serve de exemplo de espaço
repleto de edificações com muitos andares e onde o setor imobiliário esteve intensamente presente. Águas Claras é o núcleo
urbano que difere das demais RAs. Nestas, há restrições para edificações elevadas.
Nos anos de 1960, outros países se interessaram no que foi feito na capital federal, sobretudo no que diz respeito à
urbanização. Alguns preciosistas podem levantar a preocupação de que, em seus 5.800 quilômetros quadrados, o DF se
consolidou com uma espacialização alargada e pouco recomendável. Todavia, com o passar dos anos verificou-se que cada
núcleo urbano (RA) se organizou internamente de forma a evitar que seus respectivos habitantes tivessem que percorrer
grandes distâncias para obter bens e serviços. Todos esses núcleos organizaram-se de modo a contar com os necessários
equipamentos e instituições para servir seus habitantes.
Os serviços do alto poder Judiciário, do Executivo e do Legislativo federais são encontrados apenas no Plano Piloto, e isso
não haverá de se modificar porque foi assim que o núcleo histórico se estruturou e consolidou, devendo permanecer assim
por décadas à frente. Nada impede, todavia, que os demais núcleos urbanos desenvolvam atividades e organizem serviços
voltados para as pessoas próximas em termos de comércio e pequenas indústrias, não poluentes ambientais.
Outros argumentarão que o território como está organizado exige deslocamentos diários dos trabalhadores que exercem
atividades em outras localidades e dos que buscam serviços fora de seu local de moradia. Isso se acomodará, pois os
ajustamentos urbanos realizados no DF nessas seis décadas podem se assemelhar aos de outras cidades brasileiras.
Nelas, há intensos deslocamentos dos trabalhadores da periferia para o centro nas primeiras horas da manhã e, em sentido
contrário, ao fim do dia. Essa mobilidade ininterrupta é uma das características das grandes cidades que nos acolhem.
(Fonte: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. In: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. [S. l.], 11 abr. 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/04/6835502-artigo-as-cidades-que-nos-abrigam.html).
A inserção de vírgulas após “trabalhadores” e antes de “e”, acarretaria:
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As cidades que nos abrigam
Historicamente, se registra que a humanidade preferiu construir cidades litorâneas, do que resulta inúmeros centros urbanos
próximo aos oceanos, mares e em estuários de rios importantes, muitos com portos movimentados, importantes. Por vezes,
as cidades eram fortificadas para conter possíveis ataques por mar. Isso não evitou grandes batalhas entre povos inimigos,
e o vencedor poderia se dar ao desfrute de paz durante anos. Mas como os romanos criaram o mote, "si vis pacem para
bellum", ou "se quer a paz, prepara-te para a guerra", com isso, a humanidade viveu tranquilamente por anos e séculos.
Atualmente, há conflitos locais e uma preocupação enorme de que essas contendas possam se ampliar regionalmente, ou
pior, que sejam usadas armas nucleares, conforme noticia a mídia televisada e escrita. O risco de guerra deixa de ser local
ou regional e passa a ser mundial pela amplitude dos danos que poderiam ocasionar. Há temor quanto a essa possibilidade,
o que restringe os donos dos botões vermelhos para conter essa insânia desumana incomparável de uso de armamento
nuclear.
Afastado o perigo de hecatombe — que pouco tem a ver com o meio urbano, objeto deste escrito, e, sim, com políticas
nacionais ou continentais —, as cidades em geral estão em seu cotidiano com seus habitantes e o meio urbano sentindo-se
à vontade em suas atividades diárias. Com isso, entende-se que se alargam os territórios das cidades ou adensam seu espaço
urbanizado, sobretudo nas áreas centrais. No caso de Brasília, alguns argumentam que o Plano Piloto não pode ficar
"engessado". Traduzindo, o mercado imobiliário deseja construir empregando outra tipologia de edifícios, mais altos. O que
não se entende é ter edifícios fora do padrão vigente no Plano Piloto.
Todavia, há em Brasília favelas, como Pôr do Sol e Sol Nascente, em que não há infraestrutura, são carentes de atenção por
parte dos governadores do DF e de Goiás. As favelas deveriam receber mais atenção das autoridades porque sua população
está submetida à falta de infraestruturas básicas, não contam com água tratada e o esgoto está a céu aberto. Por isso, o
favelamento deve acabar ou receber água tratada e esgotamento sanitário, com o que se findarão as epidemias em que as
vítimas são crianças e idosos. Sem favelas, haveria cidades em que a população está se ocupando em seus afazeres,
sobretudo se tiver onde trabalhar e linhas de ônibus para os deslocamentos para o trabalho ou buscar serviços em outros
pontos da cidade.
No DF, é desejável que os agentes imobiliários procurem outros espaços para construir, que não destruam o que foi imaginado
para o Plano Piloto e para o DF desde os primórdios. Uma cidade deve ser mostrada como um espaço em que não haja
edificações fora dos padrões urbanísticos, como Águas Claras. Essa região administrativa (RA) serve de exemplo de espaço
repleto de edificações com muitos andares e onde o setor imobiliário esteve intensamente presente. Águas Claras é o núcleo
urbano que difere das demais RAs. Nestas, há restrições para edificações elevadas.
Nos anos de 1960, outros países se interessaram no que foi feito na capital federal, sobretudo no que diz respeito à
urbanização. Alguns preciosistas podem levantar a preocupação de que, em seus 5.800 quilômetros quadrados, o DF se
consolidou com uma espacialização alargada e pouco recomendável. Todavia, com o passar dos anos verificou-se que cada
núcleo urbano (RA) se organizou internamente de forma a evitar que seus respectivos habitantes tivessem que percorrer
grandes distâncias para obter bens e serviços. Todos esses núcleos organizaram-se de modo a contar com os necessários
equipamentos e instituições para servir seus habitantes.
Os serviços do alto poder Judiciário, do Executivo e do Legislativo federais são encontrados apenas no Plano Piloto, e isso
não haverá de se modificar porque foi assim que o núcleo histórico se estruturou e consolidou, devendo permanecer assim
por décadas à frente. Nada impede, todavia, que os demais núcleos urbanos desenvolvam atividades e organizem serviços
voltados para as pessoas próximas em termos de comércio e pequenas indústrias, não poluentes ambientais.
Outros argumentarão que o território como está organizado exige deslocamentos diários dos trabalhadores que exercem
atividades em outras localidades e dos que buscam serviços fora de seu local de moradia. Isso se acomodará, pois os
ajustamentos urbanos realizados no DF nessas seis décadas podem se assemelhar aos de outras cidades brasileiras.
Nelas, há intensos deslocamentos dos trabalhadores da periferia para o centro nas primeiras horas da manhã e, em sentido
contrário, ao fim do dia. Essa mobilidade ininterrupta é uma das características das grandes cidades que nos acolhem.
(Fonte: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. In: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. [S. l.], 11 abr. 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/04/6835502-artigo-as-cidades-que-nos-abrigam.html).
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As cidades que nos abrigam
Historicamente, se registra que a humanidade preferiu construir cidades litorâneas, do que resulta inúmeros centros urbanos
próximo aos oceanos, mares e em estuários de rios importantes, muitos com portos movimentados, importantes. Por vezes,
as cidades eram fortificadas para conter possíveis ataques por mar. Isso não evitou grandes batalhas entre povos inimigos,
e o vencedor poderia se dar ao desfrute de paz durante anos. Mas como os romanos criaram o mote, "si vis pacem para
bellum", ou "se quer a paz, prepara-te para a guerra", com isso, a humanidade viveu tranquilamente por anos e séculos.
Atualmente, há conflitos locais e uma preocupação enorme de que essas contendas possam se ampliar regionalmente, ou
pior, que sejam usadas armas nucleares, conforme noticia a mídia televisada e escrita. O risco de guerra deixa de ser local
ou regional e passa a ser mundial pela amplitude dos danos que poderiam ocasionar. Há temor quanto a essa possibilidade,
o que restringe os donos dos botões vermelhos para conter essa insânia desumana incomparável de uso de armamento
nuclear.
Afastado o perigo de hecatombe — que pouco tem a ver com o meio urbano, objeto deste escrito, e, sim, com políticas
nacionais ou continentais —, as cidades em geral estão em seu cotidiano com seus habitantes e o meio urbano sentindo-se
à vontade em suas atividades diárias. Com isso, entende-se que se alargam os territórios das cidades ou adensam seu espaço
urbanizado, sobretudo nas áreas centrais. No caso de Brasília, alguns argumentam que o Plano Piloto não pode ficar
"engessado". Traduzindo, o mercado imobiliário deseja construir empregando outra tipologia de edifícios, mais altos. O que
não se entende é ter edifícios fora do padrão vigente no Plano Piloto.
Todavia, há em Brasília favelas, como Pôr do Sol e Sol Nascente, em que não há infraestrutura, são carentes de atenção por
parte dos governadores do DF e de Goiás. As favelas deveriam receber mais atenção das autoridades porque sua população
está submetida à falta de infraestruturas básicas, não contam com água tratada e o esgoto está a céu aberto. Por isso, o
favelamento deve acabar ou receber água tratada e esgotamento sanitário, com o que se findarão as epidemias em que as
vítimas são crianças e idosos. Sem favelas, haveria cidades em que a população está se ocupando em seus afazeres,
sobretudo se tiver onde trabalhar e linhas de ônibus para os deslocamentos para o trabalho ou buscar serviços em outros
pontos da cidade.
No DF, é desejável que os agentes imobiliários procurem outros espaços para construir, que não destruam o que foi imaginado
para o Plano Piloto e para o DF desde os primórdios. Uma cidade deve ser mostrada como um espaço em que não haja
edificações fora dos padrões urbanísticos, como Águas Claras. Essa região administrativa (RA) serve de exemplo de espaço
repleto de edificações com muitos andares e onde o setor imobiliário esteve intensamente presente. Águas Claras é o núcleo
urbano que difere das demais RAs. Nestas, há restrições para edificações elevadas.
Nos anos de 1960, outros países se interessaram no que foi feito na capital federal, sobretudo no que diz respeito à
urbanização. Alguns preciosistas podem levantar a preocupação de que, em seus 5.800 quilômetros quadrados, o DF se
consolidou com uma espacialização alargada e pouco recomendável. Todavia, com o passar dos anos verificou-se que cada
núcleo urbano (RA) se organizou internamente de forma a evitar que seus respectivos habitantes tivessem que percorrer
grandes distâncias para obter bens e serviços. Todos esses núcleos organizaram-se de modo a contar com os necessários
equipamentos e instituições para servir seus habitantes.
Os serviços do alto poder Judiciário, do Executivo e do Legislativo federais são encontrados apenas no Plano Piloto, e isso
não haverá de se modificar porque foi assim que o núcleo histórico se estruturou e consolidou, devendo permanecer assim
por décadas à frente. Nada impede, todavia, que os demais núcleos urbanos desenvolvam atividades e organizem serviços
voltados para as pessoas próximas em termos de comércio e pequenas indústrias, não poluentes ambientais.
Outros argumentarão que o território como está organizado exige deslocamentos diários dos trabalhadores que exercem
atividades em outras localidades e dos que buscam serviços fora de seu local de moradia. Isso se acomodará, pois os
ajustamentos urbanos realizados no DF nessas seis décadas podem se assemelhar aos de outras cidades brasileiras.
Nelas, há intensos deslocamentos dos trabalhadores da periferia para o centro nas primeiras horas da manhã e, em sentido
contrário, ao fim do dia. Essa mobilidade ininterrupta é uma das características das grandes cidades que nos acolhem.
(Fonte: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. In: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. [S. l.], 11 abr. 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/04/6835502-artigo-as-cidades-que-nos-abrigam.html).
“Sem favelas, haveria cidades em que a população está se ocupando em seus afazeres, sobretudo se tiver onde trabalhar e linhas de ônibus para os deslocamentos para o trabalho ou buscar serviços em outros pontos da cidade”.
Desprezando-se o sentido obtido, assinale a única alternativa em que a reescrita do trecho apresentado NÃO respeita os preceitos da norma culta para a concordância verbal.
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