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Foram encontradas 50 questões.

2455736 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SAP-SP

Leia o texto para responder à questão.

Onde as crianças nascem menos

No Japão, a cada 31 segundos, nasce uma pessoa. A cada 26, morre outra. Ou seja, tem mais gente morrendo que nascendo.

Desde 2007, a população japonesa não para de diminuir. Segundo o governo, de 2011 a 2012, o país perdeu o número recorde de 212 mil pessoas. Nesse ritmo, até 2060, os japoneses, hoje 128 milhões, estariam reduzidos a 86 milhões apenas. Essa tendência está diretamente vinculada à baixa taxa de fertilidade das japonesas. Hoje, a média de filhos por mulher é de 1,39. Para que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela alcançasse 2,1.

A redução do número de filhos é explicada, ao menos parcialmente, por razões econômicas. A conjuntura de recessão desencoraja a constituição de novas famílias. As pessoas se casam menos e mais tarde. A manutenção de um filho é cara: em 2009, os cinco primeiros anos de educação infantil custavam cerca de US$ 73 mil, 2,5 vezes mais que nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, ter filhos dificulta o avanço profissional das mulheres. Como trabalhar 15 horas por dia – coisa comum no Japão – quando se tem criança pequena em casa? Diante desse dilema, um número cada vez maior de mulheres tem priorizado a carreira profissional e decidido não ter filhos.

Com a redução no número de nascimentos e uma das expectativas de vida mais elevadas do planeta, o Japão se transformou no país desenvolvido com a mais alta proporção de idosos. No mercado japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos do que para crianças. Hoje, 24% da população total é de idosos.Em 2060, os idosos serão 40%.

O envelhecimento da população imporá sobrecarga crescente ao sistema previdenciário. Também afetará o nível da produtividade e o ritmo do crescimento. Agora, mesmo que a taxa de fertilidade subisse, tomaria mais de uma geração para que a diferença pudesse ser economicamente verificada.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o déficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém das expectativas.

A despeito do que faça o governo, é fundamental que a comunidade empresarial reconheça e assuma seu quinhão de responsabilidade. É importante para toda a nação que a cultura corporativa e o ambiente laboral incorporem regras de proteção ao convívio familiar e protejam o avanço profissional das trabalhadoras com filhos. A contribuição que as mulheres japonesas podem dar ao sistema produtivo de seu país, mais do que valiosa, é necessária. Não deve ser desprezada.

(Alexandre Vidal Porto, Folha de S.Paulo, 05.01.2013. Adaptado)

déficit demográfico: diminuição da população

Assinale a alternativa em que o trecho do primeiro parágrafo – ... tem mais gente morrendo que nascendo. – está reescrito em conformidade com a concordância da norma-padrão.

 

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2455142 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SAP-SP

Leia o texto para responder à questão.

Onde as crianças nascem menos

No Japão, a cada 31 segundos, nasce uma pessoa. A cada 26, morre outra. Ou seja, tem mais gente morrendo que nascendo.

Desde 2007, a população japonesa não para de diminuir. Segundo o governo, de 2011 a 2012, o país perdeu o número recorde de 212 mil pessoas. Nesse ritmo, até 2060, os japoneses, hoje 128 milhões, estariam reduzidos a 86 milhões apenas. Essa tendência está diretamente vinculada à baixa taxa de fertilidade das japonesas. Hoje, a média de filhos por mulher é de 1,39. Para que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela alcançasse 2,1.

A redução do número de filhos é explicada, ao menos parcialmente, por razões econômicas. A conjuntura de recessão desencoraja a constituição de novas famílias. As pessoas se casam menos e mais tarde. A manutenção de um filho é cara: em 2009, os cinco primeiros anos de educação infantil custavam cerca de US$ 73 mil, 2,5 vezes mais que nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, ter filhos dificulta o avanço profissional das mulheres. Como trabalhar 15 horas por dia – coisa comum no Japão – quando se tem criança pequena em casa? Diante desse dilema, um número cada vez maior de mulheres tem priorizado a carreira profissional e decidido não ter filhos.

Com a redução no número de nascimentos e uma das expectativas de vida mais elevadas do planeta, o Japão se transformou no país desenvolvido com a mais alta proporção de idosos. No mercado japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos do que para crianças. Hoje, 24% da população total é de idosos.Em 2060, os idosos serão 40%.

O envelhecimento da população imporá sobrecarga crescente ao sistema previdenciário. Também afetará o nível da produtividade e o ritmo do crescimento. Agora, mesmo que a taxa de fertilidade subisse, tomaria mais de uma geração para que a diferença pudesse ser economicamente verificada.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o déficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém das expectativas.

A despeito do que faça o governo, é fundamental que a comunidade empresarial reconheça e assuma seu quinhão de responsabilidade. É importante para toda a nação que a cultura corporativa e o ambiente laboral incorporem regras de proteção ao convívio familiar e protejam o avanço profissional das trabalhadoras com filhos. A contribuição que as mulheres japonesas podem dar ao sistema produtivo de seu país, mais do que valiosa, é necessária. Não deve ser desprezada.

(Alexandre Vidal Porto, Folha de S.Paulo, 05.01.2013. Adaptado)

déficit demográfico: diminuição da população

Assinale a alternativa em que o termo para expressa ideia de finalidade, assim como o destacado na frase do segundo parágrafo – Para que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela alcançasse 2,1.

 

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2454837 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SAP-SP

Leia o texto para responder à questão.

Onde as crianças nascem menos

No Japão, a cada 31 segundos, nasce uma pessoa. A cada 26, morre outra. Ou seja, tem mais gente morrendo que nascendo.

Desde 2007, a população japonesa não para de diminuir. Segundo o governo, de 2011 a 2012, o país perdeu o número recorde de 212 mil pessoas. Nesse ritmo, até 2060, os japoneses, hoje 128 milhões, estariam reduzidos a 86 milhões apenas. Essa tendência está diretamente vinculada à baixa taxa de fertilidade das japonesas. Hoje, a média de filhos por mulher é de 1,39. Para que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela alcançasse 2,1.

A redução do número de filhos é explicada, ao menos parcialmente, por razões econômicas. A conjuntura de recessão desencoraja a constituição de novas famílias. As pessoas se casam menos e mais tarde. A manutenção de um filho é cara: em 2009, os cinco primeiros anos de educação infantil custavam cerca de US$ 73 mil, 2,5 vezes mais que nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, ter filhos dificulta o avanço profissional das mulheres. Como trabalhar 15 horas por dia – coisa comum no Japão – quando se tem criança pequena em casa? Diante desse dilema, um número cada vez maior de mulheres tem priorizado a carreira profissional e decidido não ter filhos.

Com a redução no número de nascimentos e uma das expectativas de vida mais elevadas do planeta, o Japão se transformou no país desenvolvido com a mais alta proporção de idosos. No mercado japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos do que para crianças. Hoje, 24% da população total é de idosos. Em 2060, os idosos serão 40%.

O envelhecimento da população imporá sobrecarga crescente ao sistema previdenciário. Também afetará o nível da produtividade e o ritmo do crescimento. Agora, mesmo que a taxa de fertilidade subisse, tomaria mais de uma geração para que a diferença pudesse ser economicamente verificada.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o déficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém das expectativas.

A despeito do que faça o governo, é fundamental que a comunidade empresarial reconheça e assuma seu quinhão de responsabilidade. É importante para toda a nação que a cultura corporativa e o ambiente laboral incorporem regras de proteção ao convívio familiar e protejam o avanço profissional das trabalhadoras com filhos. A contribuição que as mulheres japonesas podem dar ao sistema produtivo de seu país, mais do que valiosa, é necessária. Não deve ser desprezada.

(Alexandre Vidal Porto, Folha de S.Paulo, 05.01.2013. Adaptado)

déficit demográfico: diminuição da população

Para compensar o déficit demográfico, o autor sugere que o governo japonês

 

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2453084 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SAP-SP

Leia o texto para responder à questão.

Vende-se felicidade

Quando eu era criança, ficava intrigada ao ouvir um adulto dizer que não podia comprar alguma coisa. Pensava sempre com os meus botõezinhos (já bem agitados à época) que aquilo não fazia o menor sentido. Afinal, o que é que custava pegar a caneta e preencher uma das muitas folhinhas do talão de cheques, no valor da mercadoria desejada?

E só não pensava que seria mais fácil ainda passar o cartão de crédito na maquineta da loja (como, imagino, devem cogitar as crianças de hoje), porque esse instrumento de compra ainda não havia sido inventado à época.

Em pouco tempo, percebi que as folhinhas de cheques, em si mesmas, não tinham qualquer serventia. Era preciso trabalhar (e muito!) para que elas adquirissem algum poder de compra.

Essas lembranças da infância me vieram à mente num dia desses, após receber em casa um jornal cuja reportagem de capa trazia a velha pergunta: “O dinheiro compra felicidade?”

Embora o assunto nada tenha de novo, o que me chamou a atenção, nesse caso, foi o resultado da pesquisa feita por uma empresa de consultoria de investimentos em treze países, inclusive o Brasil, em que noventa e três por cento dos entrevistados responderam de forma afirmativa à indagação.

Não discordo dessa maioria esmagadora. Afinal, no mundo em que vivemos, o dinheiro é essencial para se concretizar a maior parte dos anseios, que, em geral, estão mesmo voltados, direta ou indiretamente, à aquisição de bens de consumo.

Inspirada pela reportagem do jornal, fiquei imaginando como nos comportaríamos se, num belo dia, acordássemos com a notícia da promulgação de uma lei determinando a extinção do dinheiro.

No estágio em que estamos, acredito que a novidade, por si só, não nos tornaria consumidores menos ávidos. Porque continuaríamos sujeitos aos bombardeios e apelos diários dos meios de comunicação, que nos impelem a comprar sempre e cada vez mais. Na falta do dinheiro, certamente nos valeríamos de algum mecanismo de troca, a fim de darmos continuidade a todo esse processo de acúmulo de bens.

Cheguei à conclusão, então, de que não é o dinheiro o vilão da história. O problema está em nós mesmos, que, insatisfeitos com aquilo que já temos, criamos novas necessidades a todo o tempo e, a fim de supri-las, consumimos de forma desenfreada e irresponsável. Movidos por desejos que parecem não ter fim, compramos coisas das quais não precisamos, com o dinheiro que muitas vezes não temos. Endividamo-nos, irracionalmente, convictos de que o dinheiro pode mesmo comprar tudo, inclusive a tão sonhada felicidade.

(Sílvia Tibo, http:// www.cronicadodia.com.br. 27.01.2013. Adaptado)

Ao se referir à sua infância, a autora conta que

 

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2452318 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SAP-SP

Leia o texto para responder à questão.

Vende-se felicidade

Quando eu era criança, ficava intrigada ao ouvir um adulto dizer que não podia comprar alguma coisa. Pensava sempre com os meus botõezinhos (já bem agitados à época) que aquilo não fazia o menor sentido. Afinal, o que é que custava pegar a caneta e preencher uma das muitas folhinhas do talão de cheques, no valor da mercadoria desejada?

E só não pensava que seria mais fácil ainda passar o cartão de crédito na maquineta da loja (como, imagino, devem cogitar as crianças de hoje), porque esse instrumento de compra ainda não havia sido inventado à época.

Em pouco tempo, percebi que as folhinhas de cheques, em si mesmas, não tinham qualquer serventia. Era preciso trabalhar (e muito!) para que elas adquirissem algum poder de compra.

Essas lembranças da infância me vieram à mente num dia desses, após receber em casa um jornal cuja reportagem de capa trazia a velha pergunta: “O dinheiro compra felicidade?”

Embora o assunto nada tenha de novo, o que me chamou a atenção, nesse caso, foi o resultado da pesquisa feita por uma empresa de consultoria de investimentos em treze países, inclusive o Brasil, em que noventa e três por cento dos entrevistados responderam de forma afirmativa à indagação.

Não discordo dessa maioria esmagadora. Afinal, no mundo em que vivemos, o dinheiro é essencial para se concretizar a maior parte dos anseios, que, em geral, estão mesmo voltados, direta ou indiretamente, à aquisição de bens de consumo.

Inspirada pela reportagem do jornal, fiquei imaginando como nos comportaríamos se, num belo dia, acordássemos com a notícia da promulgação de uma lei determinando a extinção do dinheiro.

No estágio em que estamos, acredito que a novidade, por si só, não nos tornaria consumidores menos ávidos. Porque continuaríamos sujeitos aos bombardeios e apelos diários dos meios de comunicação, que nos impelem a comprar sempre e cada vez mais. Na falta do dinheiro, certamente nos valeríamos de algum mecanismo de troca, a fim de darmos continuidade a todo esse processo de acúmulo de bens.

Cheguei à conclusão, então, de que não é o dinheiro o vilão da história. O problema está em nós mesmos, que, insatisfeitos com aquilo que já temos, criamos novas necessidades a todo o tempo e, a fim de supri-las, consumimos de forma desenfreada e irresponsável. Movidos por desejos que parecem não ter fim, compramos coisas das quais não precisamos, com o dinheiro que muitas vezes não temos. Endividamo-nos, irracionalmente, convictos de que o dinheiro pode mesmo comprar tudo, inclusive a tão sonhada felicidade.

(Sílvia Tibo, http:// www.cronicadodia.com.br. 27.01.2013. Adaptado)

Leia a passagem do último parágrafo.

Cheguei à conclusão, então, de que não é o dinheiro o vilão da história. O problema está em nós mesmos, que, insatisfeitos com aquilo que já temos, criamos novas necessidades a todo o tempo e, a fim de supri-las, consumimos de forma desenfreada e irresponsável. Movidos por desejos que parecem não ter fim, compramos coisas das quais não precisamos, com o dinheiro que muitas vezes não temos.

O pronome las, em supri-las, refere-se a

 

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2451978 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SAP-SP

Leia o texto para responder à questão.

Onde as crianças nascem menos

No Japão, a cada 31 segundos, nasce uma pessoa. A cada 26, morre outra. Ou seja, tem mais gente morrendo que nascendo.

Desde 2007, a população japonesa não para de diminuir. Segundo o governo, de 2011 a 2012, o país perdeu o número recorde de 212 mil pessoas. Nesse ritmo, até 2060, os japoneses, hoje 128 milhões, estariam reduzidos a 86 milhões apenas. Essa tendência está diretamente vinculada à baixa taxa de fertilidade das japonesas. Hoje, a média de filhos por mulher é de 1,39. Para que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela alcançasse 2,1.

A redução do número de filhos é explicada, ao menos parcialmente, por razões econômicas. A conjuntura de recessão desencoraja a constituição de novas famílias. As pessoas se casam menos e mais tarde. A manutenção de um filho é cara: em 2009, os cinco primeiros anos de educação infantil custavam cerca de US$ 73 mil, 2,5 vezes mais que nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, ter filhos dificulta o avanço profissional das mulheres. Como trabalhar 15 horas por dia – coisa comum no Japão – quando se tem criança pequena em casa? Diante desse dilema, um número cada vez maior de mulheres tem priorizado a carreira profissional e decidido não ter filhos.

Com a redução no número de nascimentos e uma das expectativas de vida mais elevadas do planeta, o Japão se transformou no país desenvolvido com a mais alta proporção de idosos. No mercado japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos do que para crianças. Hoje, 24% da população total é de idosos.Em 2060, os idosos serão 40%.

O envelhecimento da população imporá sobrecarga crescente ao sistema previdenciário. Também afetará o nível da produtividade e o ritmo do crescimento. Agora, mesmo que a taxa de fertilidade subisse, tomaria mais de uma geração para que a diferença pudesse ser economicamente verificada.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o déficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém das expectativas.

A despeito do que faça o governo, é fundamental que a comunidade empresarial reconheça e assuma seu quinhão de responsabilidade. É importante para toda a nação que a cultura corporativa e o ambiente laboral incorporem regras de proteção ao convívio familiar e protejam o avanço profissional das trabalhadoras com filhos. A contribuição que as mulheres japonesas podem dar ao sistema produtivo de seu país, mais do que valiosa, é necessária. Não deve ser desprezada.

(Alexandre Vidal Porto, Folha de S.Paulo, 05.01.2013. Adaptado)

déficit demográfico: diminuição da população

Assinale a alternativa em que a expressão destacada na frase do sexto parágrafo – Também afetará o nível da produtividade e o ritmo do crescimento. – está corretamente substituída, sem alteração de sentido e de acordo com as regras de regência nominal.

 

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2450955 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SAP-SP

Leia o texto para responder à questão.

Onde as crianças nascem menos

No Japão, a cada 31 segundos, nasce uma pessoa. A cada 26, morre outra. Ou seja, tem mais gente morrendo que nascendo.

Desde 2007, a população japonesa não para de diminuir. Segundo o governo, de 2011 a 2012, o país perdeu o número recorde de 212 mil pessoas. Nesse ritmo, até 2060, os japoneses, hoje 128 milhões, estariam reduzidos a 86 milhões apenas. Essa tendência está diretamente vinculada à baixa taxa de fertilidade das japonesas. Hoje, a média de filhos por mulher é de 1,39. Para que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela alcançasse 2,1.

A redução do número de filhos é explicada, ao menos parcialmente, por razões econômicas. A conjuntura de recessão desencoraja a constituição de novas famílias. As pessoas se casam menos e mais tarde. A manutenção de um filho é cara: em 2009, os cinco primeiros anos de educação infantil custavam cerca de US$ 73 mil, 2,5 vezes mais que nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, ter filhos dificulta o avanço profissional das mulheres. Como trabalhar 15 horas por dia – coisa comum no Japão – quando se tem criança pequena em casa? Diante desse dilema, um número cada vez maior de mulheres tem priorizado a carreira profissional e decidido não ter filhos.

Com a redução no número de nascimentos e uma das expectativas de vida mais elevadas do planeta, o Japão se transformou no país desenvolvido com a mais alta proporção de idosos. No mercado japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos do que para crianças. Hoje, 24% da população total é de idosos.Em 2060, os idosos serão 40%.

O envelhecimento da população imporá sobrecarga crescente ao sistema previdenciário. Também afetará o nível da produtividade e o ritmo do crescimento. Agora, mesmo que a taxa de fertilidade subisse, tomaria mais de uma geração para que a diferença pudesse ser economicamente verificada.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o déficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém das expectativas.

A despeito do que faça o governo, é fundamental que a comunidade empresarial reconheça e assuma seu quinhão de responsabilidade. É importante para toda a nação que a cultura corporativa e o ambiente laboral incorporem regras de proteção ao convívio familiar e protejam o avanço profissional das trabalhadoras com filhos. A contribuição que as mulheres japonesas podem dar ao sistema produtivo de seu país, mais do que valiosa, é necessária. Não deve ser desprezada.

(Alexandre Vidal Porto, Folha de S.Paulo, 05.01.2013. Adaptado)

déficit demográfico: diminuição da população

Leia o penúltimo parágrafo para responder à questão.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o deficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém das expectativas.

A oração “O governo está ciente da questão...” está reescrita, sem alteração de sentido, em:

 

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2450689 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SAP-SP

Leia o texto para responder à questão.

Onde as crianças nascem menos

No Japão, a cada 31 segundos, nasce uma pessoa. A cada 26, morre outra. Ou seja, tem mais gente morrendo que nascendo.

Desde 2007, a população japonesa não para de diminuir. Segundo o governo, de 2011 a 2012, o país perdeu o número recorde de 212 mil pessoas. Nesse ritmo, até 2060, os japoneses, hoje 128 milhões, estariam reduzidos a 86 milhões apenas. Essa tendência está diretamente vinculada à baixa taxa de fertilidade das japonesas. Hoje, a média de filhos por mulher é de 1,39. Para que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela alcançasse 2,1.

A redução do número de filhos é explicada, ao menos parcialmente, por razões econômicas. A conjuntura de recessão desencoraja a constituição de novas famílias. As pessoas se casam menos e mais tarde. A manutenção de um filho é cara: em 2009, os cinco primeiros anos de educação infantil custavam cerca de US$ 73 mil, 2,5 vezes mais que nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, ter filhos dificulta o avanço profissional das mulheres. Como trabalhar 15 horas por dia – coisa comum no Japão – quando se tem criança pequena em casa? Diante desse dilema, um número cada vez maior de mulheres tem priorizado a carreira profissional e decidido não ter filhos.

Com a redução no número de nascimentos e uma das expectativas de vida mais elevadas do planeta, o Japão se transformou no país desenvolvido com a mais alta proporção de idosos. No mercado japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos do que para crianças. Hoje, 24% da população total é de idosos.Em 2060, os idosos serão 40%.

O envelhecimento da população imporá sobrecarga crescente ao sistema previdenciário. Também afetará o nível da produtividade e o ritmo do crescimento. Agora, mesmo que a taxa de fertilidade subisse, tomaria mais de uma geração para que a diferença pudesse ser economicamente verificada.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o déficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém das expectativas.

A despeito do que faça o governo, é fundamental que a comunidade empresarial reconheça e assuma seu quinhão de responsabilidade. É importante para toda a nação que a cultura corporativa e o ambiente laboral incorporem regras de proteção ao convívio familiar e protejam o avanço profissional das trabalhadoras com filhos. A contribuição que as mulheres japonesas podem dar ao sistema produtivo de seu país, mais do que valiosa, é necessária. Não deve ser desprezada.

(Alexandre Vidal Porto, Folha de S.Paulo, 05.01.2013. Adaptado)

déficit demográfico: diminuição da população

O assunto principal do texto é a

 

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2450667 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SAP-SP

Leia o texto para responder à questão.

Vende-se felicidade

Quando eu era criança, ficava intrigada ao ouvir um adulto dizer que não podia comprar alguma coisa. Pensava sempre com os meus botõezinhos (já bem agitados à época) que aquilo não fazia o menor sentido. Afinal, o que é que custava pegar a caneta e preencher uma das muitas folhinhas do talão de cheques, no valor da mercadoria desejada?

E só não pensava que seria mais fácil ainda passar o cartão de crédito na maquineta da loja (como, imagino, devem cogitar as crianças de hoje), porque esse instrumento de compra ainda não havia sido inventado à época.

Em pouco tempo, percebi que as folhinhas de cheques, em si mesmas, não tinham qualquer serventia. Era preciso trabalhar (e muito!) para que elas adquirissem algum poder de compra.

Essas lembranças da infância me vieram à mente num dia desses, após receber em casa um jornal cuja reportagem de capa trazia a velha pergunta: “O dinheiro compra felicidade?”

Embora o assunto nada tenha de novo, o que me chamou a atenção, nesse caso, foi o resultado da pesquisa feita por uma empresa de consultoria de investimentos em treze países, inclusive o Brasil, em que noventa e três por cento dos entrevistados responderam de forma afirmativa à indagação.

Não discordo dessa maioria esmagadora. Afinal, no mundo em que vivemos, o dinheiro é essencial para se concretizar a maior parte dos anseios, que, em geral, estão mesmo voltados, direta ou indiretamente, à aquisição de bens de consumo.

Inspirada pela reportagem do jornal, fiquei imaginando como nos comportaríamos se, num belo dia, acordássemos com a notícia da promulgação de uma lei determinando a extinção do dinheiro.

No estágio em que estamos, acredito que a novidade, por si só, não nos tornaria consumidores menos ávidos. Porque continuaríamos sujeitos aos bombardeios e apelos diários dos meios de comunicação, que nos impelem a comprar sempre e cada vez mais. Na falta do dinheiro, certamente nos valeríamos de algum mecanismo de troca, a fim de darmos continuidade a todo esse processo de acúmulo de bens.

Cheguei à conclusão, então, de que não é o dinheiro o vilão da história. O problema está em nós mesmos, que, insatisfeitos com aquilo que já temos, criamos novas necessidades a todo o tempo e, a fim de supri-las, consumimos de forma desenfreada e irresponsável. Movidos por desejos que parecem não ter fim, compramos coisas das quais não precisamos, com o dinheiro que muitas vezes não temos. Endividamo-nos, irracionalmente, convictos de que o dinheiro pode mesmo comprar tudo, inclusive a tão sonhada felicidade.

(Sílvia Tibo, http:// www.cronicadodia.com.br. 27.01.2013. Adaptado)

De acordo com a autora, um fator que estimula o nosso comportamento consumista é

 

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2450602 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SAP-SP

Leia o texto para responder à questão.

Onde as crianças nascem menos

No Japão, a cada 31 segundos, nasce uma pessoa. A cada 26, morre outra. Ou seja, tem mais gente morrendo que nascendo.

Desde 2007, a população japonesa não para de diminuir. Segundo o governo, de 2011 a 2012, o país perdeu o número recorde de 212 mil pessoas. Nesse ritmo, até 2060, os japoneses, hoje 128 milhões, estariam reduzidos a 86 milhões apenas. Essa tendência está diretamente vinculada à baixa taxa de fertilidade das japonesas. Hoje, a média de filhos por mulher é de 1,39. Para que a população se mantivesse estável, seria necessário que ela alcançasse 2,1.

A redução do número de filhos é explicada, ao menos parcialmente, por razões econômicas. A conjuntura de recessão desencoraja a constituição de novas famílias. As pessoas se casam menos e mais tarde. A manutenção de um filho é cara: em 2009, os cinco primeiros anos de educação infantil custavam cerca de US$ 73 mil, 2,5 vezes mais que nos Estados Unidos, por exemplo.

Além disso, ter filhos dificulta o avanço profissional das mulheres. Como trabalhar 15 horas por dia – coisa comum no Japão – quando se tem criança pequena em casa? Diante desse dilema, um número cada vez maior de mulheres tem priorizado a carreira profissional e decidido não ter filhos.

Com a redução no número de nascimentos e uma das expectativas de vida mais elevadas do planeta, o Japão se transformou no país desenvolvido com a mais alta proporção de idosos. No mercado japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos do que para crianças. Hoje, 24% da população total é de idosos.Em 2060, os idosos serão 40%.

O envelhecimento da população imporá sobrecarga crescente ao sistema previdenciário. Também afetará o nível da produtividade e o ritmo do crescimento. Agora, mesmo que a taxa de fertilidade subisse, tomaria mais de uma geração para que a diferença pudesse ser economicamente verificada.

A incorporação de imigrantes poderia ajudar a compensar o déficit demográfico, mas essa hipótese parece não ser considerada pelas autoridades japonesas. O governo está ciente da questão e estabeleceu um ministério específico para o tema. Algumas políticas vêm sendo implementadas, mas os resultados ficam aquém das expectativas.

A despeito do que faça o governo, é fundamental que a comunidade empresarial reconheça e assuma seu quinhão de responsabilidade. É importante para toda a nação que a cultura corporativa e o ambiente laboral incorporem regras de proteção ao convívio familiar e protejam o avanço profissional das trabalhadoras com filhos. A contribuição que as mulheres japonesas podem dar ao sistema produtivo de seu país, mais do que valiosa, é necessária. Não deve ser desprezada.

(Alexandre Vidal Porto, Folha de S.Paulo, 05.01.2013. Adaptado)

déficit demográfico: diminuição da população

Com a frase do quinto parágrafo – No mercado japonês, vendem-se mais fraldas descartáveis para adultos do que para crianças. – o autor reforça a ideia de que

 

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