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4118596 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI

Mátria

Laís Romero

Meu corpo encontrou um ritmo

meu corpo abrigo

país dos meus filhos

meu corpo ferido frio

corpo dormindo

capataz dos meus delírios

corpo vasto território

corpo de corte e tintura

mapa em relevo da dor

meu corpo sereno

corpo, pelos e suor

meu corpo diz e asseguro

estar a caminho

no presente

e nos medos multiplicação

Meu corpo aberto e preciso

Coragem, eu insisto

Laís Romero. Mátria. São Paulo: Editora Paraquedas, 2023

Considerando os aspectos linguísticos e estilísticos do poema Mátria, assinale a opção correta.
 

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4118595 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI

Mátria

Laís Romero

Meu corpo encontrou um ritmo

meu corpo abrigo

país dos meus filhos

meu corpo ferido frio

corpo dormindo

capataz dos meus delírios

corpo vasto território

corpo de corte e tintura

mapa em relevo da dor

meu corpo sereno

corpo, pelos e suor

meu corpo diz e asseguro

estar a caminho

no presente

e nos medos multiplicação

Meu corpo aberto e preciso

Coragem, eu insisto

Laís Romero. Mátria. São Paulo: Editora Paraquedas, 2023

No poema Mátria, a autora constrói sentidos a partir da repetição da palavra “corpo” e de imagens fragmentadas que se encadeiam ao longo do texto. A respeito da coesão e da coerência do poema, assinale a opção correta.
 

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4118594 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI

Mátria

Laís Romero

Meu corpo encontrou um ritmo

meu corpo abrigo

país dos meus filhos

meu corpo ferido frio

corpo dormindo

capataz dos meus delírios

corpo vasto território

corpo de corte e tintura

mapa em relevo da dor

meu corpo sereno

corpo, pelos e suor

meu corpo diz e asseguro

estar a caminho

no presente

e nos medos multiplicação

Meu corpo aberto e preciso

Coragem, eu insisto

Laís Romero. Mátria. São Paulo: Editora Paraquedas, 2023

Laís Romero é um dos expoentes da literatura contemporânea piauiense. Da leitura e interpretação de seu poema Mátria é correto concluir que
 

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4118593 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI
Texto 12A1-II

Existe um consenso entre linguistas, atualmente, de que o ensino não pode mais continuar considerando errado o uso que o falante faz de sua língua. Admitidas as variações existentes no uso da língua, o ensino tem de deixar de ser prescritivo para ser descritivo e produtivo. No ensino descritivo, mostra-se como a língua funciona e dá-se ao(à) aluno(a) consciência do uso que ele(a) próprio(a) faz de sua língua; no produtivo, ensinam-se ao(à) aluno(a) variantes de sua língua apropriadas a diversas situações, de modo que possa efetivamente usá-las de acordo com suas necessidades. Com esses dois tipos de ensino, procura-se atingir os objetivos do ensino: o objetivo educacional de mostrar como funciona a língua e o objetivo pragmático de dar meios aos falantes de usar apropriadamente a sua língua. No entanto, a linguística não tem receitas a oferecer. Extrair de uma teoria linguística algumas de suas noções básicas e usá-las isoladamente, fora do conjunto da teoria, não é renovar o ensino de línguas: isso seria pura mistificação. Qualquer aplicação possível da linguística ao ensino de línguas deve ser o resultado de longa reflexão e de um trabalho conjunto entre linguistas e professores.


Lúcia Lobato. Linguística e ensino de línguas. Editora da UnB: Brasília, 2015, p. 53-54 (com adaptações).
Assinale a opção correta no que diz respeito a aspectos linguísticos do quarto período do texto 12A1-II — “Com esses dois tipos de ensino, procura-se atingir os objetivos do ensino: o objetivo educacional de mostrar como funciona a língua e o objetivo pragmático de dar meios aos falantes de usar apropriadamente a sua língua.”
 

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4118592 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI
Texto 12A1-II

Existe um consenso entre linguistas, atualmente, de que o ensino não pode mais continuar considerando errado o uso que o falante faz de sua língua. Admitidas as variações existentes no uso da língua, o ensino tem de deixar de ser prescritivo para ser descritivo e produtivo. No ensino descritivo, mostra-se como a língua funciona e dá-se ao(à) aluno(a) consciência do uso que ele(a) próprio(a) faz de sua língua; no produtivo, ensinam-se ao(à) aluno(a) variantes de sua língua apropriadas a diversas situações, de modo que possa efetivamente usá-las de acordo com suas necessidades. Com esses dois tipos de ensino, procura-se atingir os objetivos do ensino: o objetivo educacional de mostrar como funciona a língua e o objetivo pragmático de dar meios aos falantes de usar apropriadamente a sua língua. No entanto, a linguística não tem receitas a oferecer. Extrair de uma teoria linguística algumas de suas noções básicas e usá-las isoladamente, fora do conjunto da teoria, não é renovar o ensino de línguas: isso seria pura mistificação. Qualquer aplicação possível da linguística ao ensino de línguas deve ser o resultado de longa reflexão e de um trabalho conjunto entre linguistas e professores.


Lúcia Lobato. Linguística e ensino de línguas. Editora da UnB: Brasília, 2015, p. 53-54 (com adaptações).
A coerência das ideias do texto 12A1-II seria mantida caso a expressão “No entanto” (antepenúltimo período) fosse substituída por
 

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4118591 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI
Texto 12A1-II

Existe um consenso entre linguistas, atualmente, de que o ensino não pode mais continuar considerando errado o uso que o falante faz de sua língua. Admitidas as variações existentes no uso da língua, o ensino tem de deixar de ser prescritivo para ser descritivo e produtivo. No ensino descritivo, mostra-se como a língua funciona e dá-se ao(à) aluno(a) consciência do uso que ele(a) próprio(a) faz de sua língua; no produtivo, ensinam-se ao(à) aluno(a) variantes de sua língua apropriadas a diversas situações, de modo que possa efetivamente usá-las de acordo com suas necessidades. Com esses dois tipos de ensino, procura-se atingir os objetivos do ensino: o objetivo educacional de mostrar como funciona a língua e o objetivo pragmático de dar meios aos falantes de usar apropriadamente a sua língua. No entanto, a linguística não tem receitas a oferecer. Extrair de uma teoria linguística algumas de suas noções básicas e usá-las isoladamente, fora do conjunto da teoria, não é renovar o ensino de línguas: isso seria pura mistificação. Qualquer aplicação possível da linguística ao ensino de línguas deve ser o resultado de longa reflexão e de um trabalho conjunto entre linguistas e professores.


Lúcia Lobato. Linguística e ensino de línguas. Editora da UnB: Brasília, 2015, p. 53-54 (com adaptações).

Julgue os itens seguintes, relativos a aspectos linguísticos do penúltimo período do texto 12A1-II: “Extrair de uma teoria linguística algumas de suas noções básicas e usá-las isoladamente, fora do conjunto da teoria, não é renovar o ensino de línguas: isso seria pura mistificação.”

I O verbo da primeira oração do período classifica-se como transitivo direto e indireto.

II O verbo que compõe a segunda oração do período classificase como transitivo direto.

III O predicado da oração “isso seria pura mistificação” classifica-se como nominal.

Assinale a opção correta.

 

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4118590 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI
Texto 12A1-II

Existe um consenso entre linguistas, atualmente, de que o ensino não pode mais continuar considerando errado o uso que o falante faz de sua língua. Admitidas as variações existentes no uso da língua, o ensino tem de deixar de ser prescritivo para ser descritivo e produtivo. No ensino descritivo, mostra-se como a língua funciona e dá-se ao(à) aluno(a) consciência do uso que ele(a) próprio(a) faz de sua língua; no produtivo, ensinam-se ao(à) aluno(a) variantes de sua língua apropriadas a diversas situações, de modo que possa efetivamente usá-las de acordo com suas necessidades. Com esses dois tipos de ensino, procura-se atingir os objetivos do ensino: o objetivo educacional de mostrar como funciona a língua e o objetivo pragmático de dar meios aos falantes de usar apropriadamente a sua língua. No entanto, a linguística não tem receitas a oferecer. Extrair de uma teoria linguística algumas de suas noções básicas e usá-las isoladamente, fora do conjunto da teoria, não é renovar o ensino de línguas: isso seria pura mistificação. Qualquer aplicação possível da linguística ao ensino de línguas deve ser o resultado de longa reflexão e de um trabalho conjunto entre linguistas e professores.


Lúcia Lobato. Linguística e ensino de línguas. Editora da UnB: Brasília, 2015, p. 53-54 (com adaptações).
Assinale a opção em que a proposta de substituição, no texto 12A1-II, da forma verbal “ensinam-se” (terceiro período) está de acordo com o uso da língua portuguesa em situações formais de linguagem.
 

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4118589 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI
Texto 12A1-II

Existe um consenso entre linguistas, atualmente, de que o ensino não pode mais continuar considerando errado o uso que o falante faz de sua língua. Admitidas as variações existentes no uso da língua, o ensino tem de deixar de ser prescritivo para ser descritivo e produtivo. No ensino descritivo, mostra-se como a língua funciona e dá-se ao(à) aluno(a) consciência do uso que ele(a) próprio(a) faz de sua língua; no produtivo, ensinam-se ao(à) aluno(a) variantes de sua língua apropriadas a diversas situações, de modo que possa efetivamente usá-las de acordo com suas necessidades. Com esses dois tipos de ensino, procura-se atingir os objetivos do ensino: o objetivo educacional de mostrar como funciona a língua e o objetivo pragmático de dar meios aos falantes de usar apropriadamente a sua língua. No entanto, a linguística não tem receitas a oferecer. Extrair de uma teoria linguística algumas de suas noções básicas e usá-las isoladamente, fora do conjunto da teoria, não é renovar o ensino de línguas: isso seria pura mistificação. Qualquer aplicação possível da linguística ao ensino de línguas deve ser o resultado de longa reflexão e de um trabalho conjunto entre linguistas e professores.


Lúcia Lobato. Linguística e ensino de línguas. Editora da UnB: Brasília, 2015, p. 53-54 (com adaptações).
Assinale a opção correta acerca de aspectos linguísticos pertinentes ao primeiro período do texto 12A1-II: “Existe um consenso entre linguistas, atualmente, de que o ensino não pode mais continuar considerando errado o uso que o falante faz de sua língua.”
 

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4118588 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI

Texto 12A1-I

Ao lado estava a caixinha de costura, o novelo de linha, o papel com agulhas — a tesoura enferrujada da avó mal cortava os trapos. Mordia a língua, caprichando, entortava a cabeça, mas acabava rasgando os pedaços de pano. Precisava mandar amolar a tesoura, precisava mandar amolar a tesoura, “está cheia de dente, um serrote”. Há muito tempo pensava em amolar aquele traste.

A boneca Ceci esperava de olhos duros o vestido novo — porque em nova forma — se ajeitando nos retalhos furta-cores roubados da avó, da mãe, e até mesmo de Mundoca, que não queria saber de brincadeira.

— O tempo todo com essa boneca, está doida? “Se ela soubesse como Ceci consola a gente.”

As tardes sempre paradas quando o rio baixava, sentava-se na beira do cais, a água no tornozelo, fria e suave, mais tarde a tocar a ponta dos dedos, até ficar a um palmo ou dois de distância, espumando, correndo.

O rio enchia e secava, e ela nas pedras mornas — o barulho de tudo sem uma identificação precisa. Quantos vestidinhos ganhou Ceci naquelas tardes sem conta? Quando não tinha mais retalhos, virava o último vestido pelo avesso, o sujo sumia, Ceci não tinha mais queixas, “agora você está nova em folha”.

Francisco de Assis Almeida Brasil. Beira rio, beira vida. 15.ª edição, Teresina: Edições do Autor, 2013, p. 19

Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita para o trecho “Quando não tinha mais retalhos”, no último período do texto 12A1-I. Assinale a opção em que a proposta de reescrita apresentada preserva a correção gramatical e os sentidos do texto.
 

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4118587 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI

Texto 12A1-I

Ao lado estava a caixinha de costura, o novelo de linha, o papel com agulhas — a tesoura enferrujada da avó mal cortava os trapos. Mordia a língua, caprichando, entortava a cabeça, mas acabava rasgando os pedaços de pano. Precisava mandar amolar a tesoura, precisava mandar amolar a tesoura, “está cheia de dente, um serrote”. Há muito tempo pensava em amolar aquele traste.

A boneca Ceci esperava de olhos duros o vestido novo — porque em nova forma — se ajeitando nos retalhos furta-cores roubados da avó, da mãe, e até mesmo de Mundoca, que não queria saber de brincadeira.

— O tempo todo com essa boneca, está doida? “Se ela soubesse como Ceci consola a gente.”

As tardes sempre paradas quando o rio baixava, sentava-se na beira do cais, a água no tornozelo, fria e suave, mais tarde a tocar a ponta dos dedos, até ficar a um palmo ou dois de distância, espumando, correndo.

O rio enchia e secava, e ela nas pedras mornas — o barulho de tudo sem uma identificação precisa. Quantos vestidinhos ganhou Ceci naquelas tardes sem conta? Quando não tinha mais retalhos, virava o último vestido pelo avesso, o sujo sumia, Ceci não tinha mais queixas, “agora você está nova em folha”.

Francisco de Assis Almeida Brasil. Beira rio, beira vida. 15.ª edição, Teresina: Edições do Autor, 2013, p. 19

A respeito das orações que compõem o último período do texto 12A1-I, assinale a opção correta.
 

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