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Respondida
Um paciente apresenta achatamento do malar, epistaxe moderada, crepitação infraorbital e limitação da abertura
bucal devido a trismo. A TC evidencia fratura envolvendo sutura frontozigomática, borda infraorbital e processo
zigomático do maxilar.
Assinale a alternativa que indica o diagnóstico MAIS provável.
Respondida
Em um paciente com insuficiência hepática grave (Classificação Child-Pugh C) e doença renal crônica avançada,
qual anestésico local do grupo amida deve ter sua dose máxima reduzida de forma mais significativa e por qual
motivo primário?
A
Procaína (grupo éster), pois a insuficiência renal impede a excreção dos metabólitos, elevando o risco de reações alérgicas.
B
Articaína, pois possui um anel tiofeno que exige metabolização exclusivamente renal, comprometida na doença renal
crônica.
C
Prilocaína, devido ao seu potencial de induzir metemoglobinemia, um risco potencializado em pacientes com função
hepática comprometida.
D
Lidocaína, pois sua biotransformação sistêmica depende quase que exclusivamente das enzimas microssomais hepáticas,
sendo a insuficiência grave o fator de maior risco para toxicidade por acúmulo da droga.
E
Bupivacaína, em função da sua alta potência e longa duração, o que exige doses maiores e, consequentemente, um
metabolismo hepático mais prolongado e crítico.
Respondida
De acordo com Hupp, Ellis e Tucker (2021), em relação aos princípios de tratamento de dentes impactados, assinale
a alternativa CORRETA.
A
Em relação à classificação de Pell e Gregory, quando da presença de um terceiro molar inferior na posição 2C, entende-se
que, em relação a sua profundidade, encontra-se entre a superfície oclusal do 2º molar e a sua cervical e que se encontra
completamente localizado dentro do ramo mandibular.
B
Para a impactação distoangular, será removido osso dos lados vestíbulo- oclusale distal do dente, e a coroa será seccionada
das raízes logo acima da linha cervical para que sua remoção seja feita totalmente. Em seguida, é feita a colocação de
um ponto de apoio nas raízes remanescentes fusionadas para que estas sejam removidas com uma alavanca em um
movimento tipo roda e eixo.
C
A cicatrização de um procedimento cirúrgico para exodontia de um 3º molar incluso normalmente se dá por segunda
intenção. Isso significa que um espaço é mantido entre as margens de uma incisão e demandará uma grande quantidade de
migração epitelial, deposição de colágeno, contração e remodelação durante a cicatrização.
D
A incisão ideal para a remoção de terceiros molares inferiores impactados é a incisão em envelope que se estende da papila
mesial do primeiro molar inferior, circunda a cervical dos dentes em direção à linha distovestibular no ângulo do segundo
molare continua-se posteriormente em linha reta até a margem anterior do ramo mandibular.
E
A impacção inferior mesioangular é quase sempre a menos difícil para remover. Segue-se a esta, em ordem de dificuldade,
a impacçãovertical, a horizontal e a distoangular.
Respondida
De acordo com Hupp, Ellis e Tucker (2021), em casos de exodontias múltiplas em uma consulta, modificações leves
do procedimento devem ser feitas para facilitar uma transição tranquila de um estado dentado para um edêntulo,
possibilitando uma reabilitação apropriada.
Diante desse contexto, assinale a alternativa INCORRETA.
A
Os dentes maxilares devem ser removidos antes, porque, durante o processo de exodontia, resíduos como porções de
amálgama, coroas fragmentadas e lascas de osso podem cair dentro do alvéolo vazio do dente inferior, caso a
cirurgia inferior tenha sido realizada antes.
B
A única desvantagem para a extração de dentes maxilares primeiramente é que, se a hemorragia da maxila não for
controlada antes da extração dos dentes inferiores, ela pode interferir na visualização durante a cirurgia mandibular.
C
Na maxila, o dente que apresenta maior dificuldade de remoção é o primeiro molar e, portanto, deve ser removido por
último.
D
A ordem das exodontias múltiplas realizadas na mandíbula é a seguinte: dentes posteriores; dentes anteriores, deixando o
canino; canino.
E
Após se completarem as extrações, as corticais vestibulolinguais são pressionadas em sua posição preexistente com pressão
firme, a menos que sejam planejados implantes.
Respondida
De acordo com Malamed, S. (2021), os anestésicos locais são medicamentos extremamente seguros quando usados
conforme o recomendado. No entanto, sempre que qualquer medicamento, incluindo os anestésicos locais, é
utilizado, existe um potencial para respostas indesejáveis. No contexto das reações adversas dos medicamentos
frente ao uso de anestésicos locais, assinale a alternativa INCORRETA.
A
As reações de superdosagem são sinais clínicos e sintomas que se manifestam em decorrência de uma relação absoluta ou
relativa da administração excessiva do anestésico local, levando a níveis sanguíneos elevados do medicamento em seus
órgãos-alvo (o SNC, o miocárdio, além dos nervos individuais).
B
A alergia consiste em uma resposta exagerada do sistema imunológico do paciente frente a uma reexposição a um alergênio.
Nessa condição, o grau de intensidade dos sinais e sintomas clínicos está diretamente relacionado com o nível sanguíneo do
medicamento.
C
Aidiossincrasia, também considerada como uma reação adversa, consiste em uma resposta clínica bizarra ou não
farmacológica detectada, até que o indivíduo receba um medicamento específico. Acredita-se que todos os casos de reação
idiossincrática têm um mecanismo genético subjacente.
D
Em relação à superdosagem, são considerados fatores predisponentes relacionados ao paciente: idade, sexo, peso, outros
medicamentos em uso, presença de doença, genética e atitude mental.
E
Das técnicas de bloqueio do nervo alveolar inferior, as técnicas de Gow Gates e de Vazirani Akinosi apresentam menor
risco de administração intravascular e consequente aumento dos níveis sanguíneos dos anestésicos locais, quando
comparadas ao bloqueio pela técnica convencional.
Respondida
Antimicrobianos, Amoxicilina e Cefalosporinas são usados frequentemente no campo da cirurgia e traumatologia
bucomaxilofacial, conhecer detalhes dessas drogas, devem ser inerentes a quem prescreve.
Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.
Respondida
As infecções odontogênicas podem disseminar para áreas superficiais e profundas da cavidade bucal e da face.
Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.
A
Uma infecção odontogênica que atinge o espaço faríngeo lateral tem o formato de um cone invertido, com o ápice no osso
hioide. A base desse cone é formada pelo músculo pterigoideo lateral e pela base do crânio. A extensão lateral desse espaço
é a superfície medial do músculo pterigoideo medial, enquanto a borda medial é o músculo constritor faríngeo superior.
B
O espaço retrofanrígeo é um espaço potencial que existe entre as fáscias bucofaríngea e alar. Ele tem seu limite inferior na
base do crânio e estende-se até o nível de C2 e T1 da coluna cervical. Contém a cadeia linfática retrofaríngea que drena
pelo seio esfenoidal e seios frontais. As infecções dessa área são geralmente o resultado de infecções dos seios maxilares.
C
As infecções do espaço temporal são geralmente o resultado de uma disseminação indireta da infecção de um dente, mas
com frequência são observadas como uma extensão da infecção do trajeto de uma agulha. A fáscia temporal desce desde a
crista temporal até se unir ao ângulo da mandíbula, à medida que as fibras do músculo temporal passam no côndilo
mandibular, para se inserir no processo coronoide da mandíbula. O músculo temporal divide o espaço temporal em um
compartimento profundo e um superficial. Um abscesso no interior do espaço temporal profundo pode ser abordado a
partir de uma incisão extrabucal.
D
O espaço da parótida é formado pela camada posterior da fáscia cervical superficial. Essa camada se divide para envolver a
glândula parótida e continua dentro da fáscia temporal. As infecções dessa área geralmente são de origem dentária. A
formação de abscessos no local é mais bem controlada por meio de incisões na pele. A incisão é colocada em um vinco de
pele, na região pré auricular. A dissecção romba com uma pinça reta é utilizada para identificar o ramo ascendente da
mandíbula e depois para penetrar no abscesso.
E
Os espaços submandibulares e submentonianos são dois espaços contíguos que se comunicam na borda proximal do
músculo geniohióideo. Espaço submaxilar é um sinônimo dos espaços submandibular e submentoniano. Cada espaço tem
bordas anatômicas distintas. O espaço submentoniano é limitado no plano superior pelo assoalho da boca e no inferior,
pelo músculo miloioideo Ele contém a glândula sublingual, o ducto submandibular, o nervo lingual e a artéria sublingual. O
corpo da mandíbula é lateral, com os músculos da língua definindo os limites mediais.
Respondida
As fraturas mandibulares são presentes com frequência nos traumas faciais de alta ou baixa intensidade. As
imagens de tomografias são essenciais no diagnóstico e planejamento cirúrgico.
Assim sendo, podemos afirmar que
A
as fraturas da mandíbula edêntula e atrófica são mais bem abordadas através do acesso bucal, por permitir a colocação de
uma placa de reconstrução com o uso do em toda a extensão da base mandibular, através do mtrocáter. Essa fixação é
necessária para superar a ação dos músculos depressores infrahiodes da mandíbula e do masseter.
B
nas fraturas de mandíbula em crianças, a redução perfeita não é necessária, pois ocorrem crescimento e remodelação
consideráveis, e isso corrigirá irregularidades oclusais mínimas.
C
as fraturas do ângulo da mandíbula são normalmente adequadas para tratamento usando a redução fechada com FMM:
principalmente que elas sejam deslocadas pelo dente Siso não erupcionado. Se for indicada, no momento da redução da
fratura, a remoção do dente Siso, este deverá ser removido apenas se houver infecção local.
D
as fraturas na mandíbula infectadas são usualmente resultado de atrasos no tratamento ou fixação inadequada. Em muitos
casos, a infecção secundária é comum com o aparecimento da osteomielite, principalmente em pacientes com histórico de
diabetes.
E
o sistema de Lindhl classifica as fraturas subcondilares de acordo com sua localização anatômica e a relação entre o
côndilo, a fratura e o processo coronoide. A fratura mais anterior está na cabeça condilar, o que significa que a fratura não
repousa na cápsula da articulação temporomandibular. Normalmente a fratura mais superior está na região subcondilar
abaixo do colo anatômico, estendendo-se para porção superior do corpo mandibular.
Respondida
A hemorragia severa resultante de trauma maxilofacial, não é comum, entretanto, quando acontece, pode ser uma
potencial ameaça à vida.
Desse modo, podemos referenciar que
A
como o sangramento nasal pós-traumático frequentemente se origina em artérias profundas laceradas no esqueleto facial
fraturado e nas proximidades da cavidade nasal, podemos resolver com tamponamento nasal anterior e posterior
prolongado, ao longo de 8 dias, não sendo indicado ligadura de vasos.
B
nos traumas maxilofaciais, quando da presença de um pseudoaneurisma da carótida interna, o tamponamento causado pelo
hematoma lentifica o sangramento e mantém a patência da luz da artéria, impedindo uma hemorragia significante
clinicamente, entretanto o ressangramento pode se manifestar a qualquer momento, até dias ou meses após otrauma inicial.
C
compreender a vascularização do complexo nasal é essencial para a avaliação e o tratamento adequados da epistaxe. A
artéria carótida externa tem ramos para a fossa nasal, envolvendo também ramos esfenopalatinos, palatino maior e as
artérias oftálmicas, sendo a anastomose da arterial facial a fonte primordial.
D
nos traumas maxilofaciais, o plexo de Woodruff, que é uma região de mucosa localizada no septo nasal anterossuperior, é
responsável direto pela epistaxe anterior e é essencialmente proveniente de sangramento arterial.
E
a epistaxe é tipicamente classificada em anterior e posterior. Embora não haja uma linha divisória anatômica definida entre
elas, em termos operacionais, podemos dizer que a epistaxe anterior caracteriza-se por uma hemorragia que pode ser
visualizada pela orofaringe e que a epistaxe posterior, em sua maior parte, pelas narinas.
Respondida
As reações alérgicas em cirurgia buco-maxilo-facial são eventos adversos relativamente raros, mas podem ocorrer
em resposta a medicamentos, materiais utilizados em procedimentos cirúrgicos ou até mesmo como resposta a
estímulos ambientais durante o atendimento. A compreensão dessas reações é fundamental para garantir a
segurança do paciente e o sucesso do tratamento. Quando uma resposta imune resulta em reação exagerada ou
imprópria que danifica o hospedeiro, é usado o termo hipersensibilidade ou alergia.
Sobre a classificação das reações alérgicas, assinale a alternativa CORRETA.
A
Tipo V, mediador IgE, início da reação: minutos ou horas.
B
Tipo III, mediador IgG ou IgM, início da reação: segundos a minutos.
C
Tipo II, mediador IgG, início da reação: 48 horas.
D
Tipo I, mediador linfócitos, início da reação: segundos a minutos.
E
Tipo IV, mediador linfócitos, início da reação: 48 horas.