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Uma revisão sistemática com meta-análise em rede recente teve por objetivo identificar e classificar a eficácia das diferentes intervenções utilizadas na prática odontológica, para reduzir a carga microbiana nos aerossóis gerados. Para responder à questão, os autores incluíram ensaios clínicos randomizados ou não randomizados, em que pacientes submetidos a raspagem ultrassônica utilizaram qualquer intervenção ativa para reduzir a contaminação por aerossol na prática odontológica, comparada a estratégias alternativas de intervenção ativa ou intervenções de controle (ou seja, sem intervenção, água, solução salina normal) e que verificaram como desfecho a contagem microbiana (unidades formadores de colônias) em gotas ou aerossol. Onze ensaios clínicos randomizados foram incluídos na meta-análise em rede, e os resultados estão apresentados na tabela a seguir.
Tabela: Resultados para todas as comparações de intervenções, por correspondência cruzada de linhas com colunas.

Nota explicativa: tabela classificativa com resultados da metaanálise em rede (comparações mistas), mostrando a diferença de médias de Unidades Formadoras de Colônias (IC de 95%) para as diferentes intervenções abaixo da diagonal. As intervenções aparecem na linha diagonal (tratamentos aplicados previamente à instrumentação ultrassônica). As comparações são indicadas pela coluna em relação à linha. Diferenças de médias negativas (-) são a favor das intervenções apresentadas na coluna, indicando carga bacteriana reduzida. Intervalos de confiança com o mesmo sinal (- ou +) nos dois valores indicam diferença estatística significativa. Acima da diagonal, encontram-se os resultados das comparações diretas encontradas nos artigos incluídos.
Siglas: CHX – clorexidina; ClO2 – dióxido de cloro; CPC – cloreto de cetilpiridínio; HRB – enxaguatório bucal à base de ervas; HVE – sugador de alta potência; OZ – ozônio; PI – iodopovidona; Temp. CHX – clorexidina aquecida a 47 ºC.
KOLETSI, D; BELIBASAKIS G.N.; ELIADES T. Interventions to Reduce Aerosolized Microbes in Dental Practice: a Systematic Review with Network Meta-analysis of Randomized Controlled Trials. J Dent Res. 2020 Oct;99(11):1228-1238. doi: 10.1177/0022034520943574. Epub 2020 Jul 13. PMID: 32660314, com adaptações.
(Figura ampliada na página 17)
Com base na análise dos resultados das comparações mistas na tabela, assinale a alternativa correta.
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Para o tratamento em odontologia, um dos problemas mais difíceis é uma infecção odontogênica, a qual deriva dos elementos dentários e possui uma flora característica; entretanto, é um erro comum acreditar que todas as infecções, por definição, requerem a administração de antibióticos. A esse respeito, assinale a alternativa que apresenta uma situação na qual o uso do antibiótico não é necessário.
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Um paciente de 60 anos de idade com boa saúde sistêmica, não tabagista e nem etilista, apresentava apenas os dentes 35, 34, 33, 32, 31, 41, 42, 43 e 44. Relatou, na anamnese, ter perdido os dentes em decorrência de cárie dentária. Ao exame clínico, observou-se a presença de placa dentária, cálculo supra e subgengival em abundância nas faces linguais, profundidade de bolsa em torno de 4 mm a 5 mm nas áreas interproximais, com sangramento à sondagem. O exame radiográfico revelou perdas ósseas localizadas no terço cervical das raízes de todos os dentes, de cerca de 30%. Com base no exposto, a classificação correta da doença periodontal existente, segundo a nova classificação das doenças periodontais (AAP/EFP, 2017), é a periodontite estádio
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Um homem de 57 anos de idade apresenta história anterior de infarto do miocárdio há menos de seis meses e relata diversos episódios anteriores de úlceras gastroduodenais. Nesse caso, para controle de dor odontogênica de alta intensidade, a opção medicamentosa ideal é
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Os Critérios de Beers da Sociedade Americana de Geriatria (AGS Beers Criteria®) para Medicação Potencialmente Inapropriada (MPI) em idosos são amplamente utilizados por clínicos, educadores, pesquisadores, administradores de serviços de saúde e reguladores. The AGS Beers Criteria® é uma lista de MPIs que são tipicamente evitados nos idosos, na maioria das circunstâncias ou em situações específicas, como em certas doenças ou condições.
Disponível em: < http://www.sbgg-sp.com.br >. Acesso em: 14 jan. 2021.
Para um idoso de 83 anos de idade, o medicamento passível de prescrição odontológica, considerado inapropriado por aumentar o risco de quedas, é a (o)
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A categorização de risco do uso de medicamentos na gravidez, utilizada no Brasil, segue os padrões do Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos. O risco gestacional é expresso pelas letras A, B, C, D e X, de acordo com o nível de dano que os fármacos representam para o feto e a extensão da cautela que se deve ter em sua utilização. As letras A e B categorizam fármacos sem riscos, enquanto as letras D e X categorizam fármacos de risco e teratogênicos, respectivamente. A letra C é empregada para fármacos que, para sua utilização, os benefícios devem superar os riscos de forma evidente. Tendo em vista a necessidade de antibioticoterapia em função de celulite facial odontogênica em uma mulher na 27ª semana de gestação, alérgica a penicilinas naturais e semissintéticas, está indicado o uso de fármacos pertencentes às categorias A ou B, a exemplo da
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Artralgia é uma dor na região pré-auricular, que pode ser exacerbada com atividades funcionais. A esse respeito, é correto afirmar que participam da gênese da dor na articulação temporomandibular
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Panuganti et al. fez um estudo que “[...] examinou os padrões de morbidade e mortalidade que emergiram durante a pandemia na região metropolitana de Detroit, com impactos desproporcionais nas comunidades afroamericanas e de baixa renda. Os autores consideraram condições de vulnerabilidade em três áreas – ambiente, ocupação e moradia – que moldou a exposição e o acesso a críticos recursos de proteção à saúde. Os pesquisadores usaram uma estrutura de curso de vida para examinar os impactos duradouros da pandemia para os indivíduos, as famílias e as comunidades, e sugerir estratégias e ações de promoção da equidade em saúde a longo prazo”.
MONTALVÃO, C. Movendo rio acima a educação e o comportamento em saúde: lições da COVID-19 para lidar com os fatores estruturais das desigualdades em saúde. In: BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Observatório de Evidências Científicas COVID-19. Disponível em: < http://evidenciascovid19.ibict.br/index.php/tag/determinantes-sociais-da-saude/ >; BUSS, P. M.; PELLEGRINI FILHO, A. A saúde e seus determinantes. PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, v. 17, n. 1, p.77-93, 2007.
Com base no exposto e na compreensão acerca dos determinantes sociais em saúde, é correto afirmar que, quanto à ocupação e à moradia, essas duas condições se situam na camada
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Disponível em:<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cordel2.pdf>. Acesso em: 2 jan. 2021.
Os trechos “Melhor ainda vai ser se equipes e usuários tentarem se conhecer” e “Se o SUS pediu ajuda todo mundo tem que dar”, correspondem ao princípio da Política Nacional de Humanização denominado
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Texto 4 para responder às questões 9 e 10.
Princípios do HumanizaSUS
1 Transversalidade – A Política Nacional de
Humanização deve se fazer presente e estar inserida em
todas as políticas e programas do Sistema Único de Saúde
4 (SUS). A Política Nacional de Humanização (PNH) busca
transformar as relações de trabalho a partir da ampliação do
grau de contato e da comunicação entre as pessoas e os
7 grupos, tirando-os do isolamento e das relações de poder
hierarquizadas. Transversalizar é reconhecer que as
diferentes especialidades e práticas de saúde podem
10 conversar com a experiência daquele que é assistido. Juntos,
esses saberes podem produzir saúde de forma mais
corresponsável.
13 Indissociabilidade entre atenção e gestão – As
decisões da gestão interferem diretamente na atenção à
saúde. Por isso, trabalhadores e usuários devem buscar
16 conhecer como funciona a gestão dos serviços e da rede de
saúde, assim como participar ativamente do processo de
tomada de decisão nas organizações de saúde e nas ações de
19 saúde coletiva. Ao mesmo tempo, o cuidado e a assistência
em saúde não se restringem às responsabilidades da equipe
de saúde. O usuário e sua rede sociofamiliar devem também
22 se corresponsabilizar pelo cuidado de si nos tratamentos,
assumindo posição protagonista com relação a sua saúde e à
daqueles que lhes são caros.
25 Protagonismo, corresponsabilidade e autonomia
dos sujeitos e coletivos – Qualquer mudança na gestão e
atenção é mais concreta se construída com a ampliação da
28 autonomia e vontade das pessoas envolvidas, que
compartilham responsabilidades. Os usuários não são só
pacientes, os trabalhadores não só cumprem ordens: há
31 mudanças com o reconhecimento do papel de cada um. Um
SUS humanizado reconhece cada pessoa como legítima
cidadã de direitos, valoriza e incentiva sua atuação na
34 produção de saúde, beneficiando, assim, a todos.
Disponível em: < https://www.gov.br/saude/ >.
Acesso em: 10 jan. 2021, com adaptações.
Mantendo-se a correção, o sentido e a formalidade do texto, a forma verbal “há” (linha 30) poderia ser substituída por
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