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Em um município do interior do estado do Rio Grande do Norte, a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde sentiu a necessidade de estruturar uma sala de situação epidemiológica para avaliar os impactos da pandemia de COVID-19 no perfil epidemiológico da cidade. Identificaram a necessidade de elaborar os coeficientes de morbidade, para realizar diagnóstico em saúde, e a prevalência e a incidência das doenças para demonstrar o seu comportamento, ou seja, se há aumento ou diminuição dos casos.
No que diz respeito aos coeficientes de morbidade,
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A epidemiologia dedica-se, no campo da saúde coletiva, a estudar e a fornecer bases científicas para a produção de equidade em saúde e para a melhora da qualidade de vida, além de identificar situações que tragam risco ou aumentem a vulnerabilidade aos agravos à saúde. Não obstante, também avalia a efetividade de programas, produtos e práticas para promoção, proteção e recuperação da saúde, apresentando uma série de dimensões nas quais as questões éticas estão presentes.
Na epidemiologia,
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A concepção de Educação Permanente em Saúde (EPS), a partir da década de 1980, passou a ser vista como estratégica para a recomposição das práticas e das políticas de formação, atenção e gestão em consonância com princípios do SUS. A referência norteadora dessa estratégia foi denominada de “Quadrilátero da Educação Permanente em Saúde ", sendo composta por ensino, gestão, atenção e controle social.
O eixo estruturante da EPS é
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- SUSLei 8.080/1990: Lei Orgânica da SaúdeSistema Único de SaúdeArts. 8º ao 14-B: Organização, Direção e Gestão
As Redes de Atenção à Saúde (RAS) são organizações poliárquicas de conjuntos de serviços de saúde vinculados entre si por uma missão única, por objetivos comuns e por açã o cooperativa e interdependente. Essas redes permitem ofertar atenção contínua e integral a determinada população, coordenada pela atenção primária à saúde , prestada no tempo certo, no lugar certo, por custo certo, com a qualidade certa e de forma humanizada .
Os três elementos que constituem as Redes de Atenção à Saúde são:
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No início do século passado, a sociedade brasileira esteve dominada por uma economia agroexportadora, assentada na monocultura cafeeira. Essa monocultura exigia do sistema de saúde, sobretudo, uma política de saneamento destinada aos espaços de circulação das mercadorias exportáveis e à erradicação ou ao controle das doenças que poderiam prejudicar a exportação.
Esse modelo assistencial que orientou as políticas de saúde na época ficou conhecido como
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O movimento que impulsionou a reforma sanitária brasileira colocou como projeto a construção contra-hegemônica de um novo patamar civilizatório, implicando uma profunda mudança cultural, política e institucional capaz de viabilizar a saúde como um bem público.
Um dos princípios orientadores da reforma sanitária brasileira é o
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A vigilância em saúde tem como objetivo a busca de respostas mais efetivas para as demandas e os problemas de saúde e se propõe a trabalhar a lógica de um conjunto articulado e integrado de ações. Analise as afirmativas abaixo sobre a vigilância em saúde.
I | A farmacovigilância ou vigilância de reações adversas a medicamentos é um exemplo clássico de práticas de vigilância sanitária. |
II | O subsistema de vigilância sanitária é de competência exclusiva da União , e suas ações estão concentradas na ANVISA, podendo a sua execução ser complementada pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios, mediante convênio. |
III | Surto e epidemia, por seu baixo potencial de ameaça à saúde da população, não são considerados eventos de saúde pública, quando comparados a uma pandemia. |
IV | A operacionalização da vigilância epidemiológica compreende um ciclo de funções específicas e intercomplementares, desenvolvidas de modo contínuo, permitindo o conhecimento do comportamento da doença ou do agravo. |
Das afirmativas, estão corretas
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A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) propõe um novo modelo de atenção em saúde mental, a partir do acesso e da promoção de direitos das pessoas, baseado na convivência dentro da sociedade. Além de mais acessível, a rede ainda tem como objetivo articular ações e serviços de saúde em diferentes níveis de complexidade. Entre seus objetivos específicos, estão:
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Para responder às questões 52, 53 e 54, considere o caso clínico abaixo.
M.A., 16 anos, sexo feminino, solteira, sem religião, mora com os pais e irmãos. É procedente de um munícipio do interior do RN. A paciente foi encaminhada pelo CAPS de sua região, internada no HUOL para elucidação diagnóstica e melhor manejo clínico do quadro. A adolescente afirma início de seus sintomas aos 13 anos quando mudou para uma escola de maior renome na sua cidade e passou a sofrer bullying por seu jeito de se vestir. Começou a evitar amizades e a se isolar. Nesse mesmo período, foi vítima de violência sexual e passou a temer pessoas, principalmente meninos. Refere tristeza mantida, alteração do sono e apetite, além de detestar o próprio corpo. Há 1 ano, passou a ouvir vozes pouco definidas, mas com comandos para se machucar e com conteúdo vexatório, associadas e pioradas ao quadro de tristeza. Recentemente, a paciente passou a apresentar quadro de agitação psicomotora com contrações musculares, acompanhadas de gritos e solilóquios, que duravam de 10 a 20 minutos e com necessidades de idas ao pronto socorro. Inicialmente, foram conduzidas como crises epilépticas. Evoluiu com isolamento social, comportamento de automutilação e tentativas de suicídio. No momento da internação, sua última crise de agitação psicomotora tinha ocorrido há 7 dias, apresentando ideação suicida com plano há 20 dias.
Pensando numa possível continuidade do cuidado de M.A. após a alta hospitalar, a equipe começa a pensar na articulação com alguns dispositivos da RAPS. Um dos dispositivos que será tensionado para reunião de compartilhamento de cuidado é o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), do qual a paciente já é usuária. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo sobre o tratamento de M.A.
I | Os Centros de Atenção Psicossocial poderão constituir-se nas seguintes modalidades de serviços: CAPS I, CAPS II e CAPS III, definidos por ordem crescente de porte/complexidade e abrangência populacional, conforme disposto na Portaria Nº 336, de 19 de fevereiro de 2002. As três modalidades de serviço cumprem função diferente no atendimento público em saúde mental e deverão estar capacitadas para realizar prioritariamente o atendimento a pacientes com transtornos mentais severos e persistentes, como o de M. A. em sua área territorial, em regime de tratamento intensivo, semi-intensivo e não intensivo. |
II | Considerando que a paciente mora em município com menos de 30 mil habitantes, a modalidade dessa unidade é o CAPS I; porém, como a paciente é adolescente, deverá obrigatoriamente ser encaminhada para o CAPS I, na capital, serviço de atenção diária destinado a crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e persistentes e os que fazem uso de crack, álcool e outras drogas. |
III | Há um conjunto de ações que são de competência do psicólogo nos CAPS, como, por exemplo, criar espaços de escuta para os usuários, como M. A., onde é possível a paciente expor suas dúvidas, podendo pensar ou falar sobre si e sobre tudo que a cerca, favorecendo a emersão de seus verdadeiros anseios, medos e credos relacionados ao seu adoecimento. |
IV | Durante a internação de M.A. no hospital geral, foi realizado um trabalho de acolhimento e orientação com a sua família. Dentro da perspectiva de atenção psicossocial, um dos objetivos do CAPS é incentivar a participação familiar no serviço, de maneira que os familiares ajudem a estimular o usuário no seu PTS, além de receberem apoio para lidar com suas emoções. |
Das afirmativas, estão corretas
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Para responder às questões 52, 53 e 54, considere o caso clínico abaixo.
M.A., 16 anos, sexo feminino, solteira, sem religião, mora com os pais e irmãos. É procedente de um munícipio do interior do RN. A paciente foi encaminhada pelo CAPS de sua região, internada no HUOL para elucidação diagnóstica e melhor manejo clínico do quadro. A adolescente afirma início de seus sintomas aos 13 anos quando mudou para uma escola de maior renome na sua cidade e passou a sofrer bullying por seu jeito de se vestir. Começou a evitar amizades e a se isolar. Nesse mesmo período, foi vítima de violência sexual e passou a temer pessoas, principalmente meninos. Refere tristeza mantida, alteração do sono e apetite, além de detestar o próprio corpo. Há 1 ano, passou a ouvir vozes pouco definidas, mas com comandos para se machucar e com conteúdo vexatório, associadas e pioradas ao quadro de tristeza. Recentemente, a paciente passou a apresentar quadro de agitação psicomotora com contrações musculares, acompanhadas de gritos e solilóquios, que duravam de 10 a 20 minutos e com necessidades de idas ao pronto socorro. Inicialmente, foram conduzidas como crises epilépticas. Evoluiu com isolamento social, comportamento de automutilação e tentativas de suicídio. No momento da internação, sua última crise de agitação psicomotora tinha ocorrido há 7 dias, apresentando ideação suicida com plano há 20 dias.
No momento de sua admissão nos leitos de psiquiatria, a paciente relata comportamentos de automutilação, tentativas prévias de suicídio e afirma que mantém ideação suicida (violência autoprovocada). Analise as afirmativas abaixo relacionadas a comportamentos de automutilação e suicídio.
I | A Lei nº 13.819, de abril de 2019, que institui a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio e altera a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998 , determina a notificação compulsória do suicídio, da tentativa de suicídio e do ato de automutilação. Nos casos que envolverem criança ou adolescente, o conselho tutelar deverá receber a notificação. |
II | As notificações compulsórias de violência autoprovocadas não são de caráter sigiloso. |
III | Entre os vários fatores de risco para comportamento suicida em adolescentes, estão separação ou morte dos pais, abuso físico e sexual, comportamento suicida na família, bullying, abuso de álcool e outras drogas. Porém, não são considerados fatores de risco a orientação sexual e o baixo rendimento escolar. |
IV | Os primeiros dias de internação e o período de um mês após a alta hospitalar exigem redobrada atenção, assim como quando for necessário levar um paciente para exames ou alguma atividade no pátio do hospital. |
Das afirmativas, estão corretas
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