Foram encontradas 160 questões.
Paciente de 35 anos de idade, com acalasia tipo I com diagnóstico no último ano, foi submetida a uma miotomia de Heller laparoscópica há 5 anos, com excelente alívio inicial da disfagia. Nos últimos 6 meses, no entanto, desenvolveu disfagia recorrente e progressiva, associada a regurgitação. A manometria esofágica de alta resolução de controle revela persistência do relaxamento incompleto do EEI (IRP > 15 mmHg) e evidência de cicatrização da miotomia (reestenosamento funcional). A endoscopia descarta tumor, mas mostra esofagite leve.
Qual é a conduta terapêutica mais apropriada para essa recorrência da acalasia pós-miotomia?
Provas
Um paciente de 65 anos de idade apresenta disfagia severa e dor torácica atípica. A manometria esofágica de alta resolução revela pressões elevadas do Esfíncter Esofágico Inferior (EEI) com relaxamento incompleto (<80% de relaxamento da pressão residual integrada - IRP > 15 mmHg) e, no corpo esofágico, identifica múltiplas deglutições com contrações simultâneas de alta amplitude e de duração prolongada, alternadas com peristalse normal, mas com um padrão predominante de “espaços” entre as ondas de pressão nas deglutições.
De acordo com a Classificação de Chicago v4.0, qual é o diagnóstico manométrico mais provável para esse paciente?
Provas
Um paciente de 40 anos de idade, diabético tipo 1 com neuropatia autonômica, apresenta náuseas, vômitos pós-prandiais, saciedade precoce e plenitude gástrica há vários meses. Ele não respondeu a procinéticos em doses máximas. A endoscopia digestiva alta e a TC de abdome superior são normais, excluindo obstrução mecânica.
Qual é o método diagnóstico padrão-ouro para confirmar a gastroparesia nesse paciente e guiar o manejo terapêutico?
Provas
Homem de 45 anos de idade em nutrição parenteral total (NPT) há 6 meses devido à síndrome do intestino curto pós-isquemia mesentérica. Desenvolve elevação progressiva de AST, ALT, GGT, FA e bilirrubinas, sem história de doença hepática prévia, com exclusão de causas virais, metabólicas e obstrutivas.
Qual é a complicação hepática mais provável da NPT prolongada nesse paciente e qual a principal estratégia para seu manejo e prevenção?
Provas
Um paciente de 75 anos, com histórico de gastrectomia subtotal por adenocarcinoma gástrico há 5 anos, retorna ao serviço apresentando dor abdominal difusa e ascite. A tomografia computadorizada de abdome e pelve revela sinais de carcinomatose peritoneal e múltiplas lesões hepáticas, compatíveis com metástases. A análise citológica da ascite confirma a presença de células neoplásicas compatíveis com adenocarcinoma. O paciente apresenta performance status ECOG 2.
Diante do quadro descrito, qual é a melhor conduta terapêutica neste estágio avançado da doença?
Provas
Um paciente, sexo masculino, de 45 anos de idade, analista de sistemas, submetido a Bypass gástrico em Y de Roux (BGYR) há 5 anos, apresenta perda ponderal satisfatória. Contudo, relata episódios recorrentes de sudorese, palpitações, tontura e tremores cerca de 2-3 horas após as refeições, aliviados com ingestão de carboidratos como salgadinhos e doces, principalmente quando trabalha por longas horas. Ele tem sido assintomático para dumping precoce. A glicemia capilar durante um desses episódios foi de 45 mg/dL. A endoscopia e TC são normais.
Qual é a complicação metabólica tardia mais provável nesse paciente e qual é a principal estratégia dietética para seu manejo?
Provas
Homem de 58 anos de idade, internado por 3 semanas em UTI após sepse abdominal causada por perfuração de diverticulite (lavagem laparoscópica e drenagem, sem ressecção colônica). Reabordagem cirúrgica evidenciou grande coleção purulenta e fibrina densa, sem perfuração ativa ou necrose isquêmica. Já em uso de antibióticos de amplo espectro, mantém quadro séptico persistente.
Em paciente grave com persistência de peritonite após controle cirúrgico inicial, qual conceito e abordagem terapêutica melhor descrevem esse cenário?
Provas
Um paciente de 62 anos de idade, com diagnóstico de esôfago de Barrett de segmento longo e displasia de baixo grau (LGD) há 3 anos, em uso crônico de IBP em dose dupla (omeprazol 40 mg 2×/dia) devido à pirose refratária, evolui com progressão para displasia de alto grau (HGD) em endoscopia de vigilância com mapeamento sistemático. A pHmetria de 24h, realizada em uso de IBP, demonstra índice de DeMeester de 22,5, confirmando refluxo ácido patológico persistente. Ele tem IMC 33 kg/m², mas sem outras comorbidades significativas.
Nesse caso, com um paciente com HGD refratário ao controle ácido, qual a conduta mais apropriada, integrando fisiologia do refluxo, diagnóstico anatômico e terapêutica endoscópica ou cirúrgica?
Provas
Um paciente de 60 anos de idade, submetido a dilatação endoscópica de estenose cáustica de esôfago, apresenta, imediatamente após o procedimento, dor torácica aguda, taquicardia, dispneia e enfisema subcutâneo cervical. A tomografia torácica com contraste oral hidrossolúvel confirma perfuração cervical de 2 cm, pneumomediastino e pequeno derrame pleural bilateral, sem sinais de sepse.
Qual é a conduta inicial mais apropriada para essa perfuração esofágica cervical em paciente estável e sem sepse franca?
Provas
Um paciente de 40 anos de idade, transplantado renal há 5 anos em uso crônico de imunossupressores, apresenta dor abdominal há 24h, iniciada na região periumbilical e migrada para o quadrante inferior direito (QID).
Ao exame, há dor à palpação profunda em QID, sem sinal de descompressão brusca evidente, e febre branda (37,8 °C). O hemograma revela leucocitose discreta (11 000 /mm³). A ultrassonografia abdominal está inconclusiva devido a ruído gasoso.
Considerando o risco aumentado de apresentação atípica e complicações em pacientes imunossuprimidos, qual é a próxima etapa diagnóstica mais apropriada para confirmar ou afastar o diagnóstico de apendicite aguda?
Provas
Caderno Container