“Quando olho para os rios da minha cidade noto que eles não têm meandros, não têm barrancos, não têm barcos, não têm peixes; enfim, tudo aquilo que o imaginário popular costuma associar com rios. Volto-me para a realidade e percebo que não se trata mais de cursos d’água naturais, com funções de lazer, alimentação, transporte, irrigação etc., mas de canais artificiais de condução de esgotos, que caminham pastosamente por entre caminhões e automóveis.”
(Victorino, Valério I. P. Proteção aos mananciais, atores e conflitos: o caso da Cratera da Colônia. In: Vargas, Heliana Comim e
Ribeiro, Helena (orgs.). Novos Instrumentos de Gestão Ambiental Urbana. São Paulo, EDUSP, 2001. P. 125 – 149)
O parágrafo se refere a uma situação vivida cotidianamente pelas populações das grandes aglomerações urbanas de todo o mundo. Com base na “Carta de Montreal sobre Água Potável e Saneamento (1990)”, pode-se afirmar que o acesso a tais recursos é, acima de tudo, uma questão