Ninguém vive sozinho
Quem está vivo precisa de outros seres vivos. Alguns levam isso muito a sério e vivem sempre com outros iguais ou semelhantes a eles. Alguns se juntam com seres vivos de outro tipo.
Formigas, abelhas e cupins vivem em grupos muito grandes. Formigas no formigueiro, abelhas na colméia, cupins no cupinzeiro. Nesses grupos, ou sociedades, cada um tem um trabalho: muitos trazem alimento e constroem a casa, outros só cuidam de ter e criar filhotes.
Tem caranguejo que faz diferente. Não vive em sociedade, mas se junta à anêmona em troca de favores com ela. O corpo do caranguejo é coberto por uma casca, na qual fica a anêmona, que não consegue andar nem nadar sozinha. Assim, o caranguejo ganha um disfarce e a anêmona pode ir pra lá e pra cá, pra onde o caranguejo for.
Tem bichos e plantas que, em vez de ficarem por conta própria, só sabem viver grudados em outros, ou dentro deles. Vão-se aproveitando dos outros sem fazerem nada bom em troca. São os parasitas. O carrapato, na pele; o piolho, no couro cabeludo, e a lombriga, dentro da barriga.
(SOUZA, Maurício de. O Aurélio com a Turma da Mônica, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2003)
Em “Ninguém vive sozinho”, está dito, no primeiro parágrafo, que, “para viver em sociedade”, os animais: