Leia o fragmento do conto “São Marcos”.
Sim, que, à parte o sentido prisco, valia o ileso gume do vocábulo pouco visto e menos ainda ouvido, raramente usado, melhor fora se jamais usado. Porque, diante de um gravatá, selva molhada em jarro jônico, dizer-se apenas drimirim ou amormeuzinho é justo; e, ao descobrir, no meio da mata, um angelim que atira para cima cinquenta metros de tronco e fronde, quem não terá o ímpeto de criar um vocativo absurdo e bradá-lo – Ó colossalidade! – na direção da altura?
Nesse fragmento, o narrador explora o potencial da língua para expressar sentimentos, no caso, a admiração diante da natureza que se contempla. Esse potencial é caracterizado, nos trechos em destaque, pela