Leia o texto para responder a questão.
Pressões e satisfações da vida moderna
Um dos valores mais associados à modernidade é a transformação. A geração atual, em particular, é protagonista e testemunha de rápidas transformações demográficas, tecnológicas e no mercado de trabalho. Mas acaso os contemporâneos estão mais satisfeitos com suas vidas? Como essas transformações afetam suas relações sociais e familiares ou o equilíbrio entre o trabalho e o lazer? O Pew Research Center vem conduzindo pesquisas nessas áreas – notadamente em meio aos norte-americanos, mas os resultados podem ser estendidos para a sociedade ocidental.
Ante a pergunta sobre o que dá “muito” sentido e satisfação à vida, a família aparece consistentemente em primeiro. Depois vem estar ao ar livre, com amigos e animais de estimação. Por esta medida, a fé religiosa é equivalente à leitura e à carreira profissional.
Enquanto muitas pessoas dizem encontrar sentido em sua família (70%), filhos (34%), cônjuge ou parceiro (20%) e amigos (19%), apenas 7% citaram a participação em algum grupo, comunidade ou igreja. E se 79% se dizem satisfeitos com a qualidade de vida em sua comunidade local, apenas 16% se sentem muito ligados a ela.
Embora não de todo conclusivos, esses são indícios de que a vida contemporânea, com todas as suas ofertas de bem-estar e conectividade, comporta alguma tendência a um maior isolamento e atomização social. Buscar meios de contrabalançar esta tendência se mostra um desafio ainda maior quando se constata que ela é mais intensa entre os mais pobres e jovens.
(https://opiniao.estadao.com.br. 15.02.2020. Adaptado)
No último parágrafo do texto, as palavras “indícios” e “contrabalançar” significam, correta e respectivamente: