O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 41 a 43.
O texto a seguir foi extraído da BNCC (2017), quando aborda o campo de experiência - Escuta, fala, pensamento e imaginação.
Escuta, fala, pensamento e imaginação − Desde o nascimento, as crianças participam de situações comunicativas cotidianas com as pessoas com as quais interagem. As primeiras formas de interação do bebê são os movimentos do seu corpo, o olhar, a postura corporal, o sorriso, o choro e outros recursos vocais, que ganham sentido com a interpretação do outro. Progressivamente, as crianças vão ampliando e enriquecendo seu vocabulário e demais recursos de expressão e de compreensão, apropriando-se da língua materna − que se torna, pouco a pouco, seu veículo privilegiado de interação. Na Educação Infantil, é importante promover experiências nas quais as crianças possam falar e ouvir, potencializando sua participação na cultura oral, pois é na escuta de histórias, na participação em conversas, nas descrições, nas narrativas elaboradas individualmente ou em grupo e nas implicações com as múltiplas linguagens (1) que a criança se constitui ativamente como sujeito (2) singular e pertencente a um grupo social.
Desde cedo, a criança manifesta curiosidade com relação à cultura escrita: ao ouvir e acompanhar a leitura de textos, ao observar os muitos textos que circulam no contexto familiar, comunitário e escolar, ela vai construindo sua concepção de língua escrita, reconhecendo diferentes usos sociais da escrita, dos gêneros (3), suportes e portadores (4). Na Educação Infantil, a imersão na cultura escrita deve partir do que as crianças conhecem e das curiosidades que deixam transparecer. As experiências com a literatura infantil, propostas pelo educador, mediador entre os textos e as crianças, contribuem para o desenvolvimento do gosto pela leitura, do estímulo à imaginação e da ampliação do conhecimento de mundo. Além disso, o contato com histórias, contos, fábulas, poemas, cordéis etc. propicia a familiaridade com livros, com diferentes gêneros literários, a diferenciação entre ilustrações e escrita, a aprendizagem da direção da escrita e as formas corretas de manipulação de livros. Nesse convívio com textos escritos, as crianças vão construindo hipóteses sobre a escrita que se revelam, inicialmente, em rabiscos e garatujas (5) e, à medida que vão conhecendo letras, em escritas espontâneas, não convencionais, mas já indicativas da compreensão da escrita como sistema de representação da língua.
BNCC (2017)
Observando as palavras sublinhadas e sua numeração, identifique a qual delas corresponde à definição a seguir, adaptada de Almeida et al (2018):
são as marcas, riscos, linhas, que se entrecruzam sem um sentido preestabelecido, feito por crianças, normalmente de dois a quatro anos de idade. [Revela] a falta de prontidão e domínio na representação da escrita, onde se caracteriza o movimento das mãos com marcas que não mostram signos de uma existência única". Podemos dizer que "não é simplesmente uma atividade sensória motora descontextualizada, mas sim uma atividade [em] que através dos rabiscos pode-se perceber como a criança está se sentindo, o que ela quer comunicar; também atua diretamente nas habilidades de coordenação motora fina.
É correto o que se afirma em: