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1 As cenas de violência e desespero que tomaram conta do mundo na semana passada mostram que a nova crise responde por um nome: comida. Egito, Filipinas, Indonésia e 4 Costa do Marfim sofreram ondas de saques em busca de alimentos. Na Tailândia, tropas foram mobilizadas para conter a invasão aos campos de arroz. O governo haitiano chegou a 7 ser deposto, devido à fúria da população que não consegue comer. O quadro ganhou rápida resposta, com o envio de mantimentos aos países afetados e muita retórica.

10 Em meio ao caos, o relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Direito à Alimentação, Jean Ziegler, elegeu um culpado. “Uma política de 13 biocombustíveis que drena alimentos é a base de um crime contra a humanidade”, disse o suíço. A mesma cantilena foi repetida por outros órgãos multilaterais.

16 Em geral, cinco fatores estão atuando, em escala mundial, nessa crise: o aumento da produção subsidiada de biocombustíveis; o incremento dos custos com a alta do 19 petróleo, que chega a US$ 114 o barril, e dos fertilizantes; o aumento do consumo em países como China, Índia e Brasil; a seca e a quebra de safras em vários países; e a crise 22 norte-americana, que levou investidores a apostar no aumento dos preços de alimentos em fundos de hedge.

Foi de olho nessa situação que o diretor-geral do FMI 25 rompeu o silêncio constrangedor que pairava sobre os escritórios de Washington. “Se os países decidem adotar programas de biocombustíveis, quer o façam por segurança 28 energética, quer o façam por outros motivos, precisam olhar com atenção quando temos chamados de emergência”, disse. O recado veio mais explícito da boca do presidente do Banco 31 Mundial: “Há uma incongruência em manter programas de subsídio ao mesmo tempo em que se têm tarifas, como é o caso norte-americano”.

34 Na quarta-feira, 16, a União Européia anunciou que a inflação dos alimentos em março ficou em 6,2%. No Brasil, a FIPE divulgou que a inflação de alimentos chegou a 11,24% 37 em São Paulo. A redução nos estoques mundiais já chega a 400 milhões de toneladas, o menor nível em 30 anos. Esse quadro, certamente, agravará disputas políticas e econômicas 40 nos próximos meses.

O mundo em guerra pelo pão. In: Istoé Dinheiro. 23'4'2008, p. 30-2 (com adaptações).

Com referência às estruturas lingüísticas do texto, assinale a opção correta.

 

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