A árvore que pensava
Houve uma árvore que pensava. E pensava muito. Um dia transpuseram-na para a praça da cidade.
Fez-lhe bem a deferência. Ela entusiasmou-se, cresceu, agigantou-se. Aí vieram os homens e podaram seus galhos. A árvore estranhou o fato e corrigiu seu crescimento, pensando estar na direção de seus galhos a causa da insatisfação dos homens. Mas, quando ela novamente se agigantou, os homens voltaram e novamente amputaram seus galhos.
A árvore queria satisfazer aos homens por julgá-los seus benfeitores, e parou de crescer. E como ela não crescesse mais, os homens a arrancaram da praça e colocaram outra em seu lugar.
(França Júnior)
Com relação ao texto acima resolva a questão.
O autor do texto, para expressar os “sentimentos” e os “pensamentos” da árvore, e as atitudes dos homens, usa abundantemente: