Pode-se apresentar um argumento contundente para demonstrar que a suposta indiferença com relação à infância nos períodos medieval e moderno resultou em uma postura insensível com relação à criação de filhos. Os bebês abaixo de 2 anos, em particular, sofriam de descaso assustador, com os pais considerando pouco aconselhável investir muito tempo ou esforço em um “pobre animal suspirante”, que tinha tantas probabilidades de morrer com pouca idade.
HEYWOOD, Colin. Uma história da infância: da Idade Média à época contemporânea no Ocidente.
Porto Alegre: Artmed, 2004, p. 87.
Nesse sentido, a noção de infância é um