Leia o texto a seguir para responder à questão.
O PÃO DO POVO
A justiça é o pão do povo.
Às vezes bastante, às vezes pouca.
Às vezes de gosto bom, às vezes de gosto ruim.
Quando o pão é pouco, há fome.
Quando o pão é ruim, há descontentamento.
Fora com a justiça ruim!
Cozida sem amor, amassada sem saber!
A justiça sem amor, cuja casca é cinzenta!
A justiça de ontem, que chega tarde demais!
Quando o pão é bom e bastante
O resto da refeição pode ser perdoado.
Não pode haver logo tudo em abundância.
Alimentado do pão da justiça
Pode ser feito o trabalho
De que resulta a abundância.
Como é necessário o pão diário
É necessária a justiça diária.
Sim, mesmo várias vezes ao dia.
De manhã, à noite, no trabalho, no prazer.
No trabalho que é prazer.
Nos tempos duros e nos felizes
O povo necessita de pão diário
Da justiça, bastante e saudável.
Sendo o pão da justiça tão importante
Quem, amigos, deve prepará-lo?
Quem prepara o outro pão?
Assim como o outro pão
Deve o pão da justiça
Ser preparado pelo povo.
Bastante, saudável, diário.
Bertold Brecht - (Poemas 1947-1956, tradução: Paulo
César de Souza)
Considere as assertivas abaixo elencadas quanto a classificação morfológica dos termos sublinhados e assinale V para a verdadeira e F para a falsa:
( ) Em: “A justiça é o pão do povo”, o vocábulo “é ” é um verbo de ligação.
( ) No trecho: “Quando o pão é pouco, há fome”, a palavra “pouco” é classificada como um substantivo.
( ) Em: “Fora com a justiça ruim!”, a palavra “justiça” é um substantivo.
( ) No trecho: “A justiça sem amor, cuja casca é cinzenta!”, a palavra “cuja” é um pronome relativo.
( ) Em: “A justiça de ontem, que chega tarde demais!”, o vocábulo “que” é um pronome relativo.
( ) No fragmento: “Não pode haver logo tudo em abundância”, o vocábulo “logo” é um advérbio.
As afirmativas são, respectivamente, de cima para baixo: