A maior planície alagável do mundo está secando e
ficando mais quente a um ritmo acelerado. Em quatro décadas, o
pantanal, o menor bioma brasileiro, foi o que mais aqueceu e teve
a maior redução na quantidade de chuvas. Essa dupla tendência,
de mais calor e de menos pluviosidade, é visível em todos os
ecossistemas nacionais — da amazônia, no Norte, que engloba
quase metade da área do país, ao pampa, no Rio Grande do Sul,
ainda que nesse bioma de forma bem menos perceptível.
Entre 1985 e 2024, a temperatura média no bioma subiu
0,47 °C por década. Em quatro décadas, o aumento acumulado
no pantanal chega a quase 1,9 °C. O ritmo de crescimento do
aquecimento no pantanal é 60% superior ao calculado no mesmo
período para o Brasil como um todo e para os biomas amazônia e
cerrado, que abrangem quase três quartos da área nacional. A
velocidade de subida dos termômetros no pantanal é ainda cerca
do dobro da apresentada na caatinga e na mata atlântica e mais
que o triplo da do pampa nos 40 anos analisados.
Marcos Pivetta. Um pantanal mais quente e seco.
In: Revista Pesquisa FAPESP, 2026, v. 360, p. 45 (com adaptações).
Julgue o próximo item, referente ao texto precedente.
De acordo com o texto, menor pluviosidade e aumento do calor no pantanal se caracterizam como um processo gradativo.
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