Mulher de 46 anos, ASA I, foi internada para realização de mastectomia, evoluindo com um
sangramento maior do que o habitual, estando, no pós-operatório, taquicárdica e dispneica. Os exames
revelaram Hb = 7g/dL e Ht = 21%. Foram infundidos dois concentrados de hemácias e, cerca de 90
minutos após o término da transfusão, a paciente evoluiu com dispneia, tosse seca, taquipneia (30irpm) e
diminuição progressiva da saturação de O2, atualmente 82%, com O2 sob máscara a 6L/min. A ausculta
pulmonar, que antes era normal, mostrava estertores bolhosos bilateralmente, mais proeminentes em
bases. A PA = 140x80mmHg e a FC = 120bpm. Os pulsos carotídeos eram de boa amplitude e não havia
alterações em cabeça e pescoço. Foi passado cateter de Swan-Ganz que evidenciou débito cardíaco =
4L/min, pressão de oclusão da artéria pulmonar levemente reduzida = 16mmHg e aumento da resistência
vascular periférica. A complicação mais provável relacionada à transfusão é: