Leia o poema abaixo, intitulado “Poema da Necessidade”, de Carlos Drummond de Andrade.
É preciso casar João,
é preciso suportar Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.
É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.
É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar O FIM DO MUNDO.
Disponível em: https://poetisarte.com/autores/carlos-drummond-de-andrade/poema-da-necessidade/
A repetição do termo “é preciso” no poema acima corresponde à seguinte figura de linguagem: