Disciplina: Português
Banca: Pref. Santana Deserto-MG
Orgão: Pref. Santana Deserto-MG
Leia o texto.
Eles foram uma minoria política e religiosa por décadas. Os evangélicos sofreram um enorme preconceito em um país majoritariamente católico. Vários cemitérios administrados por católicos não permitiam que pastores fossem enterrados ali. Os fiéis eram desdenhosamente chamados de “crentes” e classificados como ignorantes. Ainda há resquícios desse olho torto – basta escutar uma conversa em um bar descolado na zona sul do Rio de Janeiro ou na Vila Madalena, em São Paulo. Se a pessoa se declara evangélica, uma bigorna classificatória cai sobre a cabeça dela. O tempo de minoria acabou. Os dados do censo de 2010 mostram que há 42 milhões de evangélicos no Brasil. Um em cada cinco brasileiros segue uma entre as milhares de igrejas espalhadas pelo País. Só que algumas lideranças evangélicas se esqueceram da época em que a democracia os protegeu. Afinal, democracia não é o regime da maioria contra as minorias. Um dos méritos da democracia é proteger as minorias contra a maioria. Segundo o IBGE, que faz o censo, os evangélicos estão em ritmo acentuado de crescimento. Em média, a Igreja Católica perdeu 465 fiéis por dia entre 2000 e 2010. Os evangélicos ganharam 4.383 novos fiéis por dia no mesmo período. Hoje, o catolicismo é mais forte entre os mais velhos. Os mais jovens tendem a ser evangélicos. Pela primeira vez na história do censo, o número absoluto de católicos diminuiu no país. Milhões de indivíduos estão trocando o padre pelo pastor. Várias razões explicam essa expansão. Em boa parte das áreas pobres do Brasil, as igrejas evangélicas são as únicas instituições presentes. Não há Estado ou outra organização comunitária. Em várias favelas, como mostram os estudos do antropólogo Ronaldo de Almeida, da Unicamp, igrejas são centros comunitários, áreas de lazer e centros de assistência social. Elas oferecem tanto consolo espiritual quanto benefícios terrenos. As igrejas fazem até papel de Tinder, ajudando fiéis a encontrar seu par. Nos momentos de dificuldade, pastores e religiosos atuam como terapeutas e psicanalistas para populações que nem sonham em ter como pagar tratamentos psicológicos.
http://super.abril.com.br/historia/... – adaptado
Quanto ao texto, assinalar a alternativa INCORRETA: