“Esse teu corpo é um fardo.
É uma grande montanha abafando-te.
Não te deixando sentir o vento livre
Do Infinito. Quebra o teu corpo em cavernas
Para dentro de ti rugir
A força livre do ar.
Destrói mais essa prisão de pedra.
Faze-te recepo.
Âmbito.
Espaço.
Amplia-te.
Sê o grande sopro
Que circula...”
(MEIRELES, Cecília. Cânticos. Apresentação Suzana Vargas. 4ª ed. São Paulo: Global, 2015, p. 27).
A leitura do poema permite destacar duas noções de fundo platônico, muito caras ao estudo das teologias. São elas