Imaginemos uma menina de 15 anos que esteja no seu baile de debutantes (...). Vestida de branco, emocionada, ela vive um momento muito especial. Música, amigas, um possível namorado, comida e fatos para guardar e comentar. A festa é densamente fotografada e filmada. Passados dez anos, a nossa protagonista ficcional chegou aos 25. Ela olha os filmes e as fotos e pode vir a considerar tudo de extremo mau gosto. Abrindo o álbum em meio a suspiros, poderia dizer: “Por que não fiz uma viagem com esse dinheiro?”. Passado mais meio século do baile, eis a nossa personagem aos 65 anos. Já de cabelos brancos, ela abre o álbum amarelado e comenta com seus netos: ”Olhem como eu era bonita! Que noite maravilhosa foi aquela!”.
[Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas]
O trecho permite a conclusão de que a memória