Leia o texto publicado em 08 de fevereiro de 2020 para responder a questão.
Epidemia confinada
À medida que transcorrem as semanas desde o surgimento do surto de pneumonia pelo novo coronavírus (2019-nCov) na China, em dezembro, fica mais e mais claro que o pior da epidemia se concentra nesse país asiático. Não com pouca gravidade, decerto, inclusive do ângulo econômico, mas sem o trauma de uma pandemia global.
Dos 31.530 casos confirmados até ontem, 31.213 haviam sido registrados em território chinês. Outros 27 países tiveram infecções confirmadas, a maioria de viajantes provenientes da China, com raros casos de transmissão local. Parecem surtir efeito as medidas de prevenção contra a globalização da epidemia, como retirada de estrangeiros seguida de quarentena.
Até aqui só houve suspeitas descartadas no Brasil, com o total remanescente reduzido a oito. Pouco se pode fazer em Brasília, contudo, contra os efeitos colaterais do coronavírus na economia. Projeta-se que a epidemia possa ceifar até um ponto percentual do crescimento do PIB chinês, com óbvios reflexos em países como o Brasil, que tem na China o principal destino de suas exportações.
É uma incógnita também o impacto político do 2019-nCov sobre o governo de Xi Jinping. Há grande descontentamento com a administração do surto por Pequim, começando pela letargia interessada na ocultação, seguida por medidas impopulares como o confinamento de milhões de pessoas.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 08.02.2020. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a vírgula é empregada para separar uma expressão exemplificativa.