Gill & Feistein (1994), citados por Pereira, Teixeira e Santos (2012), afirmaram que a definição de qualidade de vida não deve incluir apenas fatores relacionados à saúde, como bem-estar físico, funcional, emocional e mental, mas também outros elementos importantes da vida das pessoas como trabalho, família, amigos, e outras circunstâncias do cotidiano, sempre atentando que a percepção pessoal de quem pretende se investigar é primordial. A Organização Mundial da Saúde (1998), citada por Pereira, Teixeira e Santos (2012), define que qualidade de vida reflete a percepção dos indivíduos de que suas necessidades estão sendo satisfeitas ou, ainda, que lhes estão sendo negadas oportunidades de alcançar a felicidade e a autorrealização, com independência de seu estado de saúde físico ou das condições sociais e econômicas.
Os instrumentos para avaliação da qualidade de vida, segundo Pereira, Teixeira e Santos (2012), variam de acordo com a abordagem e objetivos do estudo. Segundo os autores, instrumentos específicos como o Medical Outcomes Study Questionnaire 36-Item Short Form Health Survey (SF-36) para avaliação da qualidade de vida relacionada à saúde e o WHOQOL para avaliação da qualidade de vida geral são tentativas de padronização das medidas permitindo comparação entre estudos e culturas. O instrumento é constituído de 36 itens, segundo os autores, fornecendo pontuação em oito dimensões da qualidade de vida: capacidade funcional, limitação por aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental. A pontuação varia de 0 (pior resultado) a 100 (melhor resultado). Em sua conclusão, os autores destacaram que a literatura especializada aponta para a grande relevância social e científica da qualidade de vida. Apesar disso, o tema ainda apresenta muitas imprecisões conceituais e diferentes abordagens de análise podem ser úteis para a clarificação do tema. O fato da qualidade de vida possuir significados individuais diferentes dificulta sua avaliação e utilização em pesquisas científicas e deve ser superado, considerando diferentes perspectivas de ciência.
A Academia Escola realiza mais de 5 mil atendimentos por semana. Polo de estágio para os estudantes de educação física e fisioterapia, a Academia Escola da Universidade de Rio Verde tem se firmado como mais um espaço para atividades práticas e de extensão universitária. Além da comunidade, o local também tem se tornado referência na preparação física das atléticas dos cursos da UniRV. Além de ter mudado a rotina dos frequentadores, que passaram a utilizar gratuitamente o local para prática de exercícios físicos, o Projeto da Terceira Idade, com aulas de hidroginástica, ginástica e ioga ministradas por professores e acadêmicos, oferece a oportunidade dos estagiários vivenciarem experiência profissional. A comunidade acadêmica, servidores e professores da UniRV também são atendidos nos projetos. Os estágios estão sendo desenvolvidos em várias áreas como: musculação, avaliação física e postural, exercícios para grupos especiais, natação, hidroginástica, dentre outras. Com uma capacidade para 185 pessoas por hora e 3.330 pessoas por dia, foram realizados mais de 150 mil atendimentos em 2016 (Disponível em: http://www.unirv.edu.br/ver_noticias.php?codabr=15438).
Neste cenário, a fim de se realizar uma pesquisa sobre qualidade de vida junto aos frequentadores da Academia Escola, qual metodologia de pesquisa se adequa melhor para este público: