Na psicologia hospitalar, a solicitação e a demanda de atendimento nem sempre partem do paciente e é necessário que o profissional possa identificar suas origens.
Leia o relato a seguir que trata deste assunto.
A equipe de enfermagem solicita atendimento para uma paciente que tem recusado a medicação. O psicólogo chega à enfermaria e encontra uma adolescente acompanhada da mãe. Após abordagem, o psicólogo identifica tratar-se de uma adolescente transgênero. Esta explica tranquilamente que não se importa de tomar a medicação, mas recusa-se a responder às perguntas de verificação de identidade instituída pela política institucional de segurança do paciente, já que a primeira delas é o nome, e ela não se reconhece pelo nome que consta em seu registro civil. Questionada sobre seu nome social, informa que não lhe foi permitido acrescentá- lo a nenhum documento do hospital. A mãe diz que entende a situação da filha, mas teme que sua atitude leve as enfermeiras a ficarem com raiva e não desejarem mais tratá-la. Abordada, a enfermeira responsável disse que a diretoria do hospital posicionou-se contrária ao acréscimo do nome social da paciente em quaisquer documentos, uma vez que o prontuário eletrônico utilizado não contempla esta opção.
Com base neste relato, a origem da demanda é: