A questão refere-se ao texto abaixo.
Pavão
Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma(II). O pavão é um arco- íris de plumas.
Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.
Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada;(V) de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.
(Rubem Braga, Texto extraído do livro "Ai de ti, Copacabana", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 149)
Dadas as proposições a seguir sobre o texto de Rubem Braga,
I. A ideia central do texto é a maneira como o autor busca persuadir a sua amada (linhas 12 e 13) da verdadeira natureza das cores das penas do pavão.
II. O autor vale-se de uma comparação ou símile em “a luz se fragmenta, como em um prisma” e de uma metáfora em “O pavão é um arco-íris de plumas”.
III. Há, no texto de Rubem Braga, emprego de pronome demonstrativo com função anafórica na linha 3, e de pronome demonstrativo com função catafórica.
IV. Os pronomes pessoais retos do último parágrafo do texto fazem referência ao substantivo “amor”.
V. O ponto e vírgula presente na linha 13 pode ser por dois-pontos, fazendo-se as devidas alterações na ordem das palavras após o vocativo “minha amada".
VI. Nas ocorrências do último período do texto, o pronome me exerce função sintática de objeto direto.
verifica-se estarem corretas