Disciplina: Português
Banca: Instituto Legatus
Orgão: Pref. Alto Alegre Pindaré-MA
Leia atentamente o texto dessa prova para responder às questões.
TEXTO
(...)
Muitas pessoas adiam tarefas, com base nos seguintes argumentos, em síntese: a) a tarefa é assustadora ou desagradável b) o dever de executá-la de alguma forma vai embora c) não há um ponto por onde começar d) a tarefa não se conecta ao meu real propósito de vida.
Infelizmente, a maioria das tarefas que geram esse tipo de reação não “se desfaz” com o simples passar do tempo. Os deveres permanecem por fazer e tendem a ocupar um espaço significativo em nossa mente, o que intensifica as sensações de culpa, medo e distração.
De forma alternativa, a maioria das pessoas espera que a sensação de pressão psicológica esteja em vigor, antes de começar a adotar qualquer medida para resolver a situação.
Em muitos casos, elas começam a execução de tarefas de alto nível no “último” minuto, porque acreditam que trabalham melhor dessa forma, ou seja, quando se sentem pressionadas por prazos exíguos.
Bem, você já deve ter percebido que nas ocasiões em que um prazo está muito próximo de se encerrar ou há perigo de constrangimento público, uma parte do cérebro, ligada à tomada de decisões, de repente, reage, como uma espécie de “monstro do pânico”, apto a auxiliar, de modo hiperfocado, na concretização de qualquer tarefa.
A possibilidade de ser penalizado de alguma forma impacta tão profundamente o cérebro, que tudo o que vinha sendo adiado há dias ou meses, tem que ser resolvido às pressas, com o sacrifício de noites de sono, passeios de fim de semana e garrafas de café.
Mas o fato curioso é que alguns estudiosos no campo da neuropsicologia afirmam que procrastinadores com estilo de resposta similar ao mencionado, de algum modo, têm motivos para se sentirem otimistas.
Afinal, quando se trata do referido desvio comportamental, existem níveis de gravidade a serem considerados. Explica-se.
É preciso esclarecer que há pessoas que sequer respondem aos estímulos estressantes. Para elas inexiste o Monstro do Pânico, (figura usada para ilustrar como o cérebro pressiona um procrastinador a agir rapidamente). Nos momentos de desespero, elas entram em um estado de desligamento autoaniquilador.
O professor Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia define tal estado como “desamparo aprendido”, caracterizado pela tendência do indivíduo de se comportar como se fosse impotente e, consequentemente, incapaz de responder às oportunidades de melhorar as circunstâncias.
(SOARES, Liliam. PROCRASTINAÇÃO: Guia científico sobre como parar de procrastinar. Disponível em ebookKindlle: https://bityli.com/dO1Cy)
Considerando os tipos humanos apresentados nesse texto e a dinâmica de uma empresa, para o ambiente de trabalho, melhor seriam.