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A 4.ª Revolução Industrial está em pleno percurso e transformando, de forma exponencial, a maneira como as pessoas compram, interagem, trabalham etc. Com essas mudanças no comportamento das pessoas, a forma de liderar uma equipe e atender às expectativas da organização está diferente e já é chamada de gestão 4.0, modelo associado a um modo de administração mais flexível, interativo e humano. As soft skills, como empatia, criatividade e pensamento crítico, são necessárias para esse novo estilo de gerenciamento. Compreender a cultura e valores da organização, além de associá-los aos resultados que possam ser alcançados e claramente evidenciados, também são funções do gestor 4.0.

Esse modelo de gestão substitui a velha premissa de hierarquias, processos e rotinas que geram uma linha de montagem para produtos em série. A gestão 4.0 envolve a necessidade de compreender a importância do modelo para a organização e o desenvolvimento do próprio gestor e também requer uma leitura clara a respeito da percepção dos valores organizacionais. O líder fica com o papel de extrair o máximo desses valores e gerenciar um ambiente produtivo e eficiente.

“É possível planejar o processo de transformação, que significa gerir expectativas ao mesmo tempo em que o gestor promove uma mudança evidenciando os resultados do próprio processo”, afirma Júlio Araújo, professor de Gestão Estratégica de Negócios da HSM University.

Além disso, o gestor precisa, antes de tudo, estar disposto a estudar, modificar a mentalidade como líder e reaprender métodos de gestão. “Estar aberto a ter menos controle sobre tudo, saber delegar e confiar na capacidade da sua equipe, ao ponto inclusive de um dia se tornar dispensável para a operação do negócio”, revela Tallis Gomes, CEO e fundador da Singu e autor do best-seller Nada Easy.

De acordo com Bruno Nardon, fundador da Rappi Brasil, o processo do novo líder está em saber trabalhar com pessoas: “O segredo é trabalhar com as pessoas certas, com capacidade analítica e pensamento lógico, entender o que é capaz de produzir com elas e alinhar as expectativas”. O empreendedor e investidor revela que o papel do líder agora está em conduzir da melhor forma o procedimento: pessoas, processos e sistemas. “Contratar pessoas certas, ensiná-las a se comunicar, ensinar as metodologias e depois criar sistemas e testá-los”, afirma.

Na sociedade, a gestão de competências envolve a gestão de equipes. Segundo Júlio Araújo, a liderança vai muito além da percepção de um estilo pessoal de gestão, mas há uma percepção estratégica dessa competência para a promoção de sinergia entre times e alinhamento das diversas expectativas pessoais em relação às expectativas organizacionais.

De acordo com o professor da HSM University, a gestão 4.0 está diretamente relacionada à necessidade de uma mudança cultural importante em relação ao modelo tradicional de gestão organizacional: “Isso não se resume simplesmente a uma percepção da seleção de ferramentas de gestão e de sua viabilidade, e sim requer o entendimento das novas relações de mercado e a utilização de ferramentas, técnicas, recursos e competências necessárias para que o gestor possa desenvolver qualitativamente as suas atividades nesse novo cenário desafiador”.

Gabriel Dias. Gestão 4.0: o estilo de administração de grandes empresas. Internet: <digitalks.com.br> (com adaptações).

Em relação ao texto e às ideias nele expressas, julgue o item.

Entende-se da leitura do texto que a descentralização do poder e a delegação de responsabilidades estão entre as ações que caracterizam o modelo de gestão 4.0.

 

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