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4167002 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FCM
Orgão: IF-BA

Leia o texto.

 

Ser indígena – Ser omágua
Márcia Kambeba

Sou filha da selva, minha fala é Tupi.
Trago em meu peito,
as dores e as alegrias do povo Kambeba
e na alma, a força de reafirmar a
nossa identidade
que há tempo fico esquecida,
diluída na história
Mas hoje, revivo e resgato a chama
ancestral de nossa memória.

Sou Kambeba e existo sim:
No toque de todos os tambores,
na força de todos os arcos,
no sangue derramado que ainda colore
essa terra que é nossa.
Nossa dança guerreira tem começo
mas não tem fim!
Foi a partir de uma gota d’água
que o sopro da vida
gerou o povo Omágua.
E na dança dos tempos
pajés e curacas
mantêm a palavra
dos espíritos da mata,
refúgio e morada
do povo cabeça-chata.
Que o nosso canto ecoe pelos ares
como um grito de clamor a Tupã,
em ritos sagrados,
em templos erguidos,
em todas as manhãs!

Fonte: https://www.recantodasletras.com.br/poesias-do-social/4659258.
Acesso em: 18 ago. 2025.

 

Omágua é o mesmo povo Kambeba. Kambeba significa “cabeça chata”, enquanto Omágua significa “povo das águas”. Essa etnia indígena é predominante na região das bacias amazônicas e, assim como outros povos originários, possui uma relação de preservação e simbiose (união) com a natureza, colocando-se como parte dela ou constituído por ela.

 

Os versos que melhor retratam essa afirmação são:

 

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