“É claro que o sintoma mais visível e gritante desse boicote consciente ao português brasileiro é a putrefacta colocação pronominal. A próclise, isto é, o pronome antes do verbo, é veementemente combatida, ainda que ela seja a única regra natural de colocação dos pronomes oblíquos na nossa língua. O combate é tão furibundo que até mesmo onde a tradição gramatical exige a próclise ela é ignorada, e os livros saem com coisas como ‘não conheço-te’, ‘já formei-me’, ‘porque viram-nos’. Isso para não mencionar a jurássica mesóclise, que alguns necrófilos ainda acham que é uma opção de colocação pronominal, desprezando o fato de que se trata de um fenômeno gramatical morto e enterrado na língua dos brasileiros há séculos.”
(BAGNO, Marcos. Caros Amigos, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 39-42, fev. 2009. Adaptado.)
Considerando o fragmento anterior, é correto afirmar que o segmento “[...] o fator que nos faz lembrar mais fortemente dos primeiros momentos que tivemos com alguém”: